Não é fácil rodar Control no PC! Veja performance em nossas máquinas (até com Ray Tracing)

Veja como roda o jogo em PCs de diferentes níveis de performance, e o impacto de ligar as tecnologias RTX
Por Diego Kerber 30/08/2019 18:20 | atualizado 23/09/2019 01:52 Comentários Reportar erro

Mais um lançamento de peso chega aos gamers essa semana, e mais uma vez aproveitamos para conferir como o jogo está rodando nos nossos diversos PCs. Nessa missão recrutamos desde nossas máquinas com hardware sobrando, com o o PC de R$ 5 mil (ainda sem codinome), passando pelas configurações intermediárias com R$ 3.5 mil (PC Ideal), de entrada por R$ 2.5 mil (a.k.a. PC Baratinho) e tentamos o milagre de jogar só nos gráficos integrados e no muito limitado orçamento de R$ 1.5 mil (codinome PC da Crise).

Nesse game começamos ao contrário, colocando primeiro nossos melhores computadores para começar e vamos reduzindo a qualidade gráfica na medida que temos menos desempenho disponível.

Até R$ 5.000

- AMD Ryzen 5 3600 - R$ 1099
- 2x8GB DDR4 3200MHz - R$ 719
- Placa-mãe B450 - R$ 360
- Placa de vídeo Nvidia GeForce RTX 2070 - R$ 2230
- HD 1TB - R$ 220 
- SSD 120GB - R$ 120 
- Fonte 600W - R$ 260
- Um bom gabinete - R$ 200

Total: R$ 5.205

LINK COM O PC DE R$ 5.000 NA PICHAU

O PC mais caro do comparativo já mostra como as coisas vão ser complicadas com Control. Enquanto a RTX 2070 tem desempenho para 4K/Alto em vários games, o que temos aqui é dificuldades para encarar QuadHD (2560x1440) em qualidade Alta.Um detalhe importante: esse game não possui pre-set Ultra, ou seja, o Alto já é o mais exigente disponível. 

O PC de R$ 5 mil não deu conta de entregar 60fps em qualidade máxima e 1400p, já indicando que as coisas não serão fáceis

Sem nem colocar o Ray Tracing na conta, o nosso PC de R$ 5 mil não deu conta de atingir 60fps. Ao ativar os traçamentos de luz no nível mais básico, algo que já começa a criar reflexos realistas, passamos a ter um gameplay que se aproxima dos 30fps. Não chega a ser um problema para um game que tem uma vocação cinemática forte, mas é uma pena que para conseguir jogar em uma qualidade tão alta é preciso abrir mão ou da taxa de quadros, ou da resolução. E ao mesmo tempo que ele tem um estilo "filme jogável", há várias partes de ação e combate, e altas taxas de quadro são bem-vindas nesses momentos.

 

O DLSS é crucial para tornar viável ligar o Ray Tracing

Falando em resolução, o jogo tem suporte ao DLSS, o Deep Learning Super Sampling, tecnologia que traz performance e promete resolver o serrilhado das cenas renderizando o game em uma resolução menor e depois ampliando para a resolução final usando o aprendizado da máquina para entregar resultados eficientes. Faremos um vídeo comentando a qualidade gráfica no futuro, sendo que aqui focamos mais na performance e o DLSS acaba sendo crucial para quem quer aplicar Ray Tracing no game. A combinação de DLSS, Ray Tracing no médio e gráficos no Alto tornam viável jogar acima dos 60fps.

Até R$ 3.500

- Intel Core i5-9400F - R$ 850
- 2x8GB DDR4 2666MHz - 2x R$ 200
- Placa-mãe H310 - R$ 370
- Placa de vídeo Nvidia GeForce GTX 1660 Ti - R$ 1250
- HD 1TB - R$ 220 
- SSD 120GB - R$ 120 
- Fonte 450W - R$ 215

Total: R$ 3.425

LINK COM O PC DE R$ 3.500 NA PICHAU

Reduzindo o orçamento temos um impacto notável na placa de vídeo, reduzindo da RTX 2070 para a mais modesta GTX 1660 Ti. Mesmo sendo possível ligar o Ray Tracing nesse modelo, a falta de porções do hardware especializados em acelerar o traçamento de luz, e a inexistência de suporte ao DLSS, tornam impossível viabilizar os efeitos de traçamento de raios de luz nesse hardware com esse jogo.

Você pode ligar o Ray Tracing com a GTX 1660Ti. Mas você não deve

Falando em performance, novamente encarar o jogo no Alto (o que é basicamente o Ultra desse jogo) é difícil. A GTX 1660 Ti é uma placa que encara QuadHD em muitas das situações que testamos sem problemas, mas novamente Control muda isso. O caminho é trocar para a resolução para FullHD se quiser insistir no pre-set máximo, ou mudar para o médio e jogar em QuadHD.

Ou Alto em FullHD, ou Médio QuadHD. Vai do que você achar melhor

Um ponto positivo é que o pre-set de qualidade gráfica no Médio é excelente, perdendo pouco comparado ao game rodando no Alto. Na minha opinião, prefiro a performance adicional e a resolução maior que o Médio viabiliza do que insistir no Alto. Mesmo no mínimo o jogo tem gráficos muito bons, o que julgo muito ruim. No mínimo, um jogo deve ficar horroroso, mas em contrapartida viabilizar o gameplay mesmo em um hardware muito limitado. Vamos ver mais disso na sequência.

Até R$ 2.500

- Intel Core i5-9400F - R$ 850
- 2x4GB DDR4 2666MHz - 2x R$ 126
- Placa-mãe H310 - R$ 370
- Placa de vídeo AMD Radeon RX 570 4GB - R$ 670
- HD 1TB - R$ 220 
- Fonte 450W - R$ 215

Total: R$ 2.577

LINK COM O PC DE R$ 2.500 NA PICHAU

E com o orçamento ficando mais apertado? Entra em ação a primeira placa da AMD nesse teste, a RX 570, e temos surpresas bem positivas. Abrindo mão do pre-set Alto pelo Médio, o gameplay em FullHD está excelente, com uma taxa de quadros satisfatória e também mantendo bons gráficos.

Pode comemorar, o Baratinho dá conta, com um competente FullHD/Médio/60fps

Na medida que vamos restringindo mais o hardware, vai ficando mais evidente que jogo tem seu grande peso na placa de vídeo. Baixar para 8GB de memória RAM e os 4GB de VRAM não trouxeram um impacto muito negativo no desempenho, sendo que só precisamos baixar a qualidade gráfica, adequando a nova realidade do chip gráfico disponível, para continuar jogando com bom desempenho. E mais uma vez a RX 570 4GB se mostra como uma placa guerreira com preço excelente para o nível de performance que entrega.

Até R$1.500

- Ryzen 3 3200G - R$ 550 (Devido a uma confusão, usamos o Ryzen 5 2400G no vídeo)
- 2x4GB DDR4 2666MHz - 2x R$ 126
- Placa-mãe B450 - R$ 360
- Fonte (praticamente qualquer uma serve para dar conta de uma APU sozinha) - R$ 180
- HD 1TB - R$ 220

Total: R$ 1.582

LINK COM O PC DE R$ 1.500 NA PICHAU

Fechando nosso comparativo, o grande desafio: rodar com gráficos integrados. Aqui já quero antecipar que fiz uma bagunça: não tinha me dado conta de várias coisas. A primeira é que o Ryzen 3 3200G está aqui (achei que tinha sido devolvido para a AMD) e deveria ter feito o teste com ele. A segunda é que no vídeo eu falo que o chip gráfico é o Vega 8, mas realmente é o Vega 11 que está descrito na tela, afinal estava usando o Ryzen 5 2400G (na minha cabeça era o 2200G). Tirando minhas "bananadas" na história, o teste ainda é bem interessante por envolver as limitações do chip Vega embarcado em APUs Ryzen, e a performance não muda tanto de um modelo para outro do atual line-up.

O PC da Crise surpreendentemente tem desempenho na iGPU para rodar o jogo, mas as limitações de memória colocaram tudo a perder com péssima estabilidade

Colocando o jogo na qualidade mínima e resolução HD, surpreendentemente a Vega 11 do Ryzen 5 2400G parece ter fôlego o bastante para encarar um gameplay em 30fps. Mas um novo problema surge: apesar de manter os 8GB de RAM, 2GB foram dedicados ao chip gráfico integrado, limitando a performance das memórias que são usadas tanto para CPU quanto GPU.

O resultado é evidente: o jogo começa a apresentar sérios problemas de stuttering (microtravamentos) que tornam o gameplay desagradável. Chegou a conta de limitar tanto o processador e as memórias: já não temos mais estabilidade e desempenho para jogar Control. Como é bom destacar aqui, não indicamos o PC da Crise para games mais pesados, sendo que rodar em HD/mínimo/30fps já seria uma vitória, mas nem isso deu.

Para quem está curioso para mais detalhes sobre Control no PC, especialmente o Ray Tracing e o DLSS implementados no jogo, ainda teremos uma análise aprofundada das mudanças que esses efeitos trazem no visual do game. Fiquem de olho no site e no canal do YouTube!

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

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