Créditos: Cerebras Systems

Cerebras Systems cria CPU com 400.000 núcleos e die de 30cm

Processador serve para treinar inteligências artificiais e tem 1 trilhão de transistores

A fabricante de semicondutores norte-americana Cerebras Systems criou um gigantesco processador com die de 12 polegadas (30cm) que surpreende ao trazer 400.000 núcleos e 1,2 trilhão de transistores trabalhando em conjunto. Esse é um design que foge dos padrões mais usados recentemente, que normalmente utilizam módulos multi-chip (MCM) e uma abordagem de chiplet.

Ao invés disso, a gigantesca CPU da Cerebras Systems busca reduzir ao máximo a latência ao eliminar a necessidade de uma linha de comunicação para os seus núcleos. Com isso, o sistema só é limitado pelos tempos de operação dos transistores.

Todos os 400.000 cores se comunicam através de interligações, que são gravadas em 42.225 milímetros quadrados de silício. Para efeitos de comparação, a maior GPU da Nvidia tem 815 milímetros quadrados, o que é 56,7 vezes menor do que o processador da Cerebras Systems.

Com o intuito de evitar falhas no seu processador, a equipe de design da fabricante investiu pesado em redundância. Para começar, o chip foi desenvolvido no processo de produção de 16nm da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), que já foi refinado diversas vezes e tem seu rendimento já comprovado — em comparação com a litografia de 7nm.

A decisão por esse processo de produção resulta numa menor densidade de área, o que facilita o resfriamento da extensa estrutura da peça de hardware. Também foram promovidas pesquisas nas áreas de conectividade através de retículos, no rendimento e na entrega de energias. Tudo isso com o objetivo de aumentar a durabilidade e a confiabilidade do processador.

Via: TechPowerUp
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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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