Créditos: MIT

Cientistas criam processador com nanotubos de carbono no lugar de silício

CPUs modernas são baseadas em silício há décadas, mas processo exige grandes gastos

Cientistas do MIT, em colaboração com pesquisadores do Analog Devices, conseguiram construir um processador composto apenas de nanotubos de carbono (CNT). Esse é um avanço especialmente relevante no momento em que vivemos, onde novas gerações processadores feitos em silício estão cada vez mais caras para serem pesquisadas e desenvolvidas.

Enquanto isso, o custo e o tempo necessário para desenvolver novas litografias estão aumentando de maneira radical. Isso é ilustrado pelas dificuldades da Intel em criar um processo de produção em 10nm eficiente e com bom aproveitamento. Ela originalmente estava prevista para chegar em 2015, mas a companhia enfrentou dificuldades técnicas que só permitiram o lançamento do processo de 10nm em 2019.

Para criar o processador de nanotubos de carbono, que se chama RV16X Nano, eles utilizaram a arquitetura RISC-V. Até o momento, a CPU só é capaz de executar o clássico programa "Hello World" — mas que ainda assim é um importante passo no desenvolvimento da tecnologia.


Fonte: MIT

Como aponta o site TechPowerUp, o CNT já é um semicondutor natural, como é o caso do silício. Quando ele é fabricado, porém, isso acontece na forma de um nanotubo metálico. O motivo para isso é que, desse modo, é mais fácil de integrá-lo no ecossistema de manufatura.

O processador R16X Nano é desenvolvido para lidar com instruções de 32-bits num design de endereço de memória de 16-bits. A tecnologia ainda está longe de ser comercialmente viável e o chip estava rodando a apenas 10kHz de frequência. Ainda assim, finalmente existe um exemplo de uma tecnologia potencialmente superior ao silício sendo implementada em processadores.

Via: TechPowerUp
  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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