Cientistas criam novos APDs, semicondutores mais rápidos do que silício

Cientistas do Institute for Compound Semiconductors (ICS) desenvolveram uma versão melhorada de um dispositivo conhecido como fotodiodo avalanche (APD) que traz a promessa de ser mais rápida do que o silício — material atualmente usado de maneira abundante em diferentes peças de hardware. Os pesquisadores ainda apontam que essa nova classe de APDs cria menos ruído eletrônico do que a alternativa, o que também ajuda a aumentar a velocidade de transmissão de dados.

Os APDs são dispositivos altamente sensíveis que exploram o efeito fotoelétrico para converter luz em eletricidade. De acordo com os pesquisadores, fotodiodos avalanche super sensíveis são precisos para comunicações de dados de alta velocidades que serão exigidas por aparelhos e formatos do futuro. Conforme aponta o site Tom's Hardware, é possível fazer um paralelo entre o APD e a tecnologia Light Detection and Ranging (LIDAR), que será essencial para sistemas de navegação de veículos autônomos.

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O grande uso dos fotodiodos avalanche será nas áreas de redes e de sensores. A equipe de pesquisadores usou epitaxia por feixe molecular (MBE) para construir o cristal semicondutor átomo por átomo. O material é difícil de se fabricar, pois ele exige um novo método de MBE que é utilizado para combinar quatro diferentes átomos.

Ainda segundo a publicação, os novos APDs podem ser usados para produzir mapas em alta resolução. Isso poderia ser útil para aplicações como geomorfologia e sismologia, assim como outros sistemas de mapeamento em 3D com laser.

“Nós estamos trabalhando de maneira próxima com a Airbus e com a Compound Semiconductor Applications Catapult para aplicar esta tecnologia em sistemas espaciais de comunicação óptica livre do futuro”.
Professora Diana Huffaker, diretora científica do ICS

Fonte da imagem: Mike Hall Photography

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.