TSMC anuncia que envio de chips para a Huawei continua normalmente

O decreto emitido pelo governo dos Estados Unidos que limitava o poder de atuação e crescimento de empresas chinesas como a Huawei agora está se tornando um dos fatores determinantes para a continuidade de sua existência no mercado. Além de empresas como a Google, Intel e Qualcomm terem anunciado que não teriam mais ligações com a chinesa, a fornecedora de tecnologias e design para processadores ARM também revelou que está encerrando a parceria com a Huawei, afetando diretamente a produção dos chips Kirin presentes em seus smartphones.

O que poderia ser a cartada final para definir o futuro da Huawei no mercado acabou ganhando mais um capítulo com a recente declaração da fabricante taiwanesa TSMC, que durante seu Simpósio de Tecnologia 2019, declarou que as remessas de chips enviados a empresa chinesa não serão interrompidos e as declarações do governo americano não devem atrapalhar seus negócios. A confirmação foi feita pela porta-voz da TSMC, Elizabeth Sun, que ressaltou o fato da decisão ser temporária, pois os impactos da ação dos Estados Unidos ainda estão sendo estudados. 

Por enquanto a Huawei ainda não está correndo um risco real, de fato. Claro que as decisões das empresas americanas e da ARM impactam diretamente em seu mercado e planejamento, entretanto a chinesa não deve sentir a falta de dos componentes até 2020, já que a produção em massa de seus processadores teve início recentemente. Mas caso a Huawei não encontre outras soluções, a única saída seria a produção de seu próprio silício, opção que teria como desafio não infringir nenhuma das propriedades intelectuais da ARM, além do curto prazo para sua criação e produção.   

Se você ainda não entendeu muito bem como começou essa disputa entre o governo americano e chinês, confira o vídeo que fizemos para o Mundo Conectado, explicando em detalhes os impactos da ação dos Estados Unidos.

Via: reuters, wccftech
  • Redator: Lucas Alvaro Araujo

    Lucas Alvaro Araujo

    Lucas Alvaro virou jornalista pelo amor aos games e o desejo de escrever seus próprios roteiros para jogos com nota máxima no Metacritic. Apesar de ter atuado como designer e desenvolvedor de jogos durante dois anos, a paixão pela redação o trouxe para "os bastidores", onde está adquirindo experiência e aprendizado nos mais diversos segmentos da tecnologia. E é dessa forma que pretende se tornar especialista na área e descobrir o que fazer quando os robôs começarem a dominar o mundo.

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