IBM lança o Q System One, PC que traz computação quântica para uso comercial

Durante a CES 2019, a IBM apresentou o computador Q System One, que segundo a empresa é o primeiro PC quântico integrado feito para uso científico e comercial. Ou seja, algumas corporações vão conseguir "comprar" o produto. O preço para o uso ainda não foi revelado pela fabricante, mas a companhia deixou claro que a tecnologia não é para qualquer um.

Os computadores quânticos se diferem dos modelos convencionais pelo seu poder de processamento. Enquanto as máquinas que utilizamos atualmente entendem combinações de 0 e 1, os famosos bits, o Q System One consegue ler qubits (quantum bits), que conseguem existir como zeros e uns simultaneamente, o que aumenta a quantidade de informações processadas.

A chegada do Q System One é mais um símbolo do que um avanço de desempenho, já que o mercado atual ainda não está preparado para usar a computação quântica em tarefas convencionais. "Pense nisso como uma máquina protótipo que permite testar e desenvolver ainda mais algumas das programações que podem ser úteis no futuro", explica o professor Winfried Hensinger, que trabalha com computação quântica na Universidade de Sussex, no Reino Unido.


Q System One sendo montado 

Além de não ter performance compatível com tarefas do dia a dia, um computador quântico também não é tão simples de se manter quanto um notebook ou desktop, explica a IBM.

"A eletrônica de um computador quântico não é algo que você compra na prateleira de uma loja. Você precisa de um ambiente com temperatura controlada, precisa minimizar as vibrações - qualquer coisa que possa atrapalhar os cálculos quânticos" - Bob Sutor, VP de pesquisa quântica da IBM

Por causa dessas limitações técnicas, o Q System One será vendido como um serviço e poderá ser acessado pelos clientes via nuvem, o que deve limitar muito o uso da tecnologia. Ainda assim, segundo Sutor, um dos objetivos da novidade é ganhar a confiança do público e mostrar que a computação quântica está chegando, mesmo que seja em passos lentos.

Via: The Verge
  • Redator: Mateus Mognon

    Mateus Mognon

    Meu nome é Mateus Mognon. Depois de viver 16 anos sem internet no interior de Lagoa Vermelha-RS, eu vim até Florianópolis com apenas um objetivo: sobreviver. Para isso, eu comecei a estudar Jornalismo na UFSC e trabalhar no Adrenaline, onde produzo conteúdos e notícias da forma mais ágil possível. Com pouco salário e muito trabalho, eu sou... O Antigo Estagiário (agora colaborador!)