ESET destaca principais ameaças virtuais em agosto

Uma novidade em programas maliciosos surgiu durante o mês de agosto: o primeiro cavalo-de-troia para Android, que, disfarçado de um reprodutor multimídia inofensivo, faz com que os celulares enviem mensagens SMS para números especiais pagos sem o consentimento do usuÁrio.

O trojan é um dos alertas da ESET, que divulgou o seu mais recente ranking de ameaças virtuais. Entre outros destaques, estão o TWot Bot, um aplicativo que possibilita o desenvolvimento de malwares para a criação de botnets administradas através do Twitter, e uma nova onda de propagação do worm Koobface.


Esse malware é um dos que têm a maior taxa de propagação e infecção em redes sociais, de acordo com a companhia. O código malicioso chegou a se espalhar através de uma pÁgina falsa do Youtube e, uma vez executado no PC, pode efetuar o download de outros programas maliciosos projetados para realizar ações particulares, como roubar senhas de banco ou transformar o computador em um "zumbi".

"As redes sociais constituem um dos canais de propagação de malware mais explorados pelos criminosos virtuais devido à massificação do uso dessas plataformas", afirma SebastiÁn Bortnik, Analista de Segurança da ESET América Latina. Para o especialista, além de contar com uma solução de segurança com capacidade de detecção proativa, a educação e a informação são complementos fundamentais para o usuÁrio defender-se dessas ameaças.

Outro exemplo de exploração de redes sociais é o TWot Bot, com o qual cibercriminosos conseguem, através de perfis criados no Twitter, administrar botnets, enviando comandos aos equipamentos comprometidos para baixar e executar de forma automÁtica outros códigos maliciosos, ou, por exemplo, roubar senhas de programas. Mais detalhes sobre como funciona a estrutura bÁsica de uma botnet podem ser lidos no recente artigo que o Adrenaline publicou sobre o assunto.

Malwares no pódio
O INF/Autorun, conhecido por infectar sistemas automaticamente apenas no ato de conectar um dispositivo externo de armazenamento, como um pendrive, alcança o primeiro posto com 7,76% do total de detecções. Em seguida, vem o Win32/Conficker com 4,89%.


Imagem: ESET


JÁ o Win32/PSW.OnlineGames, especializado em roubar informações confidenciais e enviar para outra mÁquina, volta ao terceiro lugar com 3,82%. De acordo com a ESET, é uma das ameaças que fica por mais tempo entre as primeiras posições do ranking mundial.

Vale lembrar que alguns malwares estão usando também as mesmas técnicas do INF/Autorun. É o caso do Win32/Tifaut, por exemplo, na quarta posição com 2,56% das detecções.  O INF/Conficker também utiliza o método e aparece em quinto lugar com 1,61%. A nomenclatura é usada para descrever uma série de malwares que se propagam junto com o worm Conficker e utilizam o arquivo autorun.inf para comprometer o equipamento.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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