Antivírus detectam apenas 18% de novos malwares no 1º dia

A Cyveillance divulgou dados de um estudo sobre a demora dos softwares antivírus em identificar novos programas maliciosos.

Após testes com 1708 malwares submetidos a treze soluções de segurança, a companhia descobriu que os antivírus detectam uma média de somente 18,9% das ameaças em suas primeiras horas de propagação.



A taxa de detecção aumenta com o passar dos dias. No oitavo dia, fica, em média, nos 45,7% e, após um mês, esse número sobe para 61,7%.

"Mesmo após 30 dias, muitos antivírus não conseguem detectar ataques conhecidos, o que torna crítico para empresas adotar uma postura mais proativa na segurança online para minimizar o potencial de infecção", avalia o diretor de operações da Cyveillance, Panos Anastassiadis.

O executivo reafirma que somente o antivírus não é suficiente para garantir a proteção da mÁquina, ressaltando que os usuÁrios não devem esquecer de medidas bÁsicas, como evitar sites desconhecidos ou com mÁ reputação e aumentar as configurações de segurança do navegador.

Embora não tenha feito parte dos testes, a Panda Security criticou a metodologia do estudo. De acordo com o The Register, o diretor técnico da companhia, Luis Corrons, afirmou que a Cyberveillance testou somente um componente da proteção anti-malware: a assinatura de vírus, a sequência de caracteres contida no malware que forma o banco de dados do antivírus.

Corrons lembra que a tecnologia é a primeira que foi implantada nos antivírus e, hoje em dia, é apenas uma das camadas de proteção oferecidas pelos softwares modernos.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

Com esses adiamentos dos games...

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