Nintendo considera risco lançar produtos oficiais em países emergentes

De acordo com uma entrevista cedida a investidores, o presidente da Nintendo, Satoru Iwata (abaixo), explicou o por quê da empresa não lançar consoles e nem jogos oficiais nos países em desenvolvimento - também chamados de emergentes -, entre eles China, Índia, Brasil e outros países da América Latina.  



O principal apontamento feito pelo executivo foi o risco de negócio na adaptação desses mercados a uma política totalmente nova para essas regiões e diferente da executada pela companhia nos países desenvolvidos, gerando uma espécie de rixa bastante desconfortÁvel entre os envolvidos e deixando, assim, margem para possíveis problemas de aceitação da marca nos principais mercados consumidores.

"Algumas pessoas em países recém-emergentes não têm um costume estabelecido de pagar por software. Com isso, nós ficamos pensando se o modelo tradicional da indústria de videogames terÁ sucesso nessas regiões. Pois se fizermos um negócio totalmente diferente para esses países, com serviços e softwares mais baratos que os vendidos nos países desenvolvidos, as pessoas desses países desenvolvidos podem ter uma reação negativa e questionar o por quê de estarem pagando mais para jogar o mesmo jogo. Esse, definitivamente, pode ser um dos maiores problemas que teremos que resolver", explicou Iwata.


O grande vilão

Ainda na entrevista a Nintendo afirmou que estÁ enfrentando dificuldades para encontrar maneiras de fazer dinheiro com o portÁtil DS e o Wii nesses mercados emergentes. Alguém adivinha qual o principal fator relatado pela companhia? Os impostos cobrados pelos governos federais sobre tecnologias estrangeiras, que faz os produtos oficiais perderem, de longe, na competitividade com a alternativa encontradas por esses mercados: a pirataria.



Mesmo assim, a empresa frisou que não pretende desistir do negócio e garantiu se esforçar pelo maior alcance nas Áreas em questão. "Sabemos que as pessoas que residem nesses países emergentes, assim como no Japão, na América do Norte e na Europa, hoje têm mais condições de adquirir entretenimento e isso colabora na nossa estratégia de ‘expansão da população de jogos'", continuou Iwata. "É desnecessÁrio dizer que popularizar nossos videogames em países emergentes é indispensÁvel para o crescimento da Nintendo entre médio e longos prazos. Vamos investir tempo trabalhando nisso", completou.

Assuntos
  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

Você já começou a segurar suas compras de games e hardware pra se preparar para a próxima geração de consoles?

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.