Streaming de conteúdos multimídia já é mais importante do que TV aberta

Uma pesquisa feita pela empresa ComSocre, tendo seus dados divulgados pela agência IMS, revelou que conteúdos de streaming digital como Netflix e YouTube já são mais importantes e mais visualizados do que a TV aberta convencional. Há algum tempo atrás, o serviço de straming começou a ocupar muito tempo de usuários da internet como fonte de informação e lazer. E essa crescente preferência por esses serviços pode ser comprovada pelas respostas de 8.376 entrevistados brasileiros: 73% das pessoas disse que consome conteúdo através da TV aberta, enquanto 82% disse que utiliza serviços de streaming para ter acesso a conteúdos digitais.

Em julho foi divulgada outra pesquisa, realizada pela Nielsen Ibope, na qual aponta que 53% dos brasileiros possui acesso a internet, e pelo menos metade da população utiliza desses serviços de streaming. Além disso, em toda America Latina esses números parecem semelhantes. Segundo a Folha de São Paulo, 70% do público consome conteúdo televisivo gratuito e 81% assiste programas "on demand".

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Gaston Trartuta é presidente executivo da IMS, empresa que tem como clientes companhias que oferecem serviços multimídia online como a Crackle (da Sony) e a Vevo. Ele diz que "essa pesquisa serve apenas para confirmar o que as empresas que trabalham nessa área vêm observando há muito tempo", e que levando isso em consideração "os anunciantes estão investindo seu dinheiro de maneira errada ao pagarem por publicidade na TV aberta".

Segundo as estatísticas do YouTube: a receita dos parceiros teve um aumento anual de 50% e esse nível de crescimento da receita de parceiros se manteve nos últimos três anos.
O número de canais que recebem seis dígitos por ano pelo YouTube cresceu 50% ao ano.

Prova desse sucesso nas plataformas de streaming são youtubers - que conseguem arrecadar mais de dois milhões de dólares ao ano com seus canais - e a Netflix, que fechou o terceiro trimestre de 2015 com 69 milhões de usuários e uma receita de US$1,74 bilhão.

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Ainda segundo a Folha de São Paulo, 80% de seus entrevistados disseram que preferem os smartphones como plataforma para assistir conteúdos multimídia. No Brasil, 69,5% dos jovens usam seu dispositivo mais de 5 horas por dia e admitem ser viciados nessa tecnologia. Não é a toa que mundialmente o número de dependentes de smartphones no segundo semestre de 2015 aumentou 59% em relação ao mesmo período de 2014.

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YouTube e smartphones:
- O número de horas que os usuários gastam assistindo a vídeos nos dispositivos móveis cresceu 100% ao ano.
- Mais da metade das visualizações do YouTube são feitas em dispositivos móveis.
- Uma vez no YouTube, os usuários gastam mais tempo assistindo a vídeos em cada sessão. Em dispositivos móveis, a sessão de visualização média dura mais de 40 minutos, resultando em um crescimento de mais de 50% ao ano.
- A receita do YouTube derivada de dispositivos móveis cresceu 2x ao ano.

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  • Redator: Mariela Cancelier

    Mariela Cancelier

    Sou estudante de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e completo minhas horas com o estágio no Adrenaline. Ganhei meu primeiro console lá pelos 7 anos de idade, um PlayStation 2, que maravilha! Junto ao PS2 veio o game Tekken 4, título que incentivou o começo da minha paixão pelas franquias de luta. Atualmente só jogo League of Legends quando tenho um tempinho. É, graduação não é mole não.