Desenvolvedor de The Witcher 3 afirma que Nvidia HairWorks não funciona muito bem em GPUs AMD

A CD Projekt Red afirmou que The Witcher 3: Wild Hunt, lançado na madrugada de hoje (19) para PC e consoles, pode não rodar seus recursos gráficos especiais tão bem em placas de vídeo da AMD. Segundo uma nota virtual do desenvolvedor Marcin Momot, recursos como o Nvidia HairWorks não puderam ser otimizados para GPUs da marca vermelha, podendo apresentar problemas na experiência de jogo. 

Na nota, Momot também afirma que caso os recursos visuais estiverem prejudicando os gamers que rodarem The Witcher 3 em Radeons, o ideal é desativar os efeitos:

"Muitos de vocês perguntaram se GPUs AMD Radeon poderão funcionar com o Nvidia HairWorks – e a resposta é sim! Entretanto, uma experiência não satisfatória pode ocorrer com alguns jogadores, já que o código não pode ser otimizado para produtos AMD. Sugerimos aos usuários de Radeon desativar o Nvidia HairWorks se a performance ficar abaixo das expectativas."

Nota de Marcin Momot, desenvolvedor da CD Projekt

O Nvidia Gameworks, biblioteca de recursos para desenvolvedores de jogos, coloca uma série de ferramentas gráficas nas mãos das empresas que simplificam o desenvolvimento dos games. Entretanto, como mencionado – e de certa forma, compreensível – os kits de desenvolvimento funcionam melhor com placas de vídeo das empresas que as desenvolveram, e a criação destas ferramentas envolvem grandes investimentos. Logo, compartilhar esses recursos pode não ser tão vantajoso para as companhias de tecnologia.

Outro fator que pesa na má otimização do HairWorks para GPUs AMD é a fatia de mercado, que dá uma grande vantagem para a Nvidia. Tal jogo pode virar quando a empresa lançar sua nova linha de placas de vídeo, com maior potencial gráfico e, consequentemente, mais chances de rodar os recursos visuais desenvolvidos pela concorrência.

{via}WccfTech|http://wccftech.com/witcher-3-dev-nvidia-hairworks-unoptimizable-amd-gpus/{/via}

  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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