Entrevista exclusiva com a KaBuM! e-Sports sobre sua campanha no Mundial de League of Legends

A KaBuM! e-Sports representou o Brasil e a América Latina no Mundial de "League of Legends" 2014 que aconteceu do dia 18 de setembro a 19 de outubro, competição que consagrou a equipe coreana Samsung Galaxy White como a melhor do ano. Mesmo com apenas uma vitória na fase de grupos, o time brasileiro voltou para seu país com mais ânimo e empenho para treinar mais e tentar fazer diferente na edição do ano que vem.

O Adrenaline - que jÁ tinha conversado com o mid laner Thiago "TinOwns" Sartori e o manager Bruno "Bit" Lima sobre o seu desempenho no campeonato nacional e também no Wild Card - entrevistou eles novamente; só que, dessa vez, sobre como foi a experiência do Mundial e o que ele mudou no treinamento e na união da KaBuM! e-Sports. 

Adrenaline: As equipes estrangeiras são melhores do que vocês esperavam?

TinOwns: Os coreanos são sim. As partidas contra eles foram bem mais difíceis porque o nível tÁticos era bem superior ao nosso em relação ao controle de visão, mapa, etc.
Bit: Sinceramente, eu não imaginava o nível que a gente teria comparado ao deles e fiquei surpreso ao ver que em vÁrios momentos fomos bem e tiramos muita coisa que fizemos de bom e outras que erramos.

A: O que falta para as equipes brasileiras conseguirem chegar no nível das estrangeiras?

T: Acho que faltou experiência internacional, se nós tivéssemos treinado lÁ fora, chegaríamos mais preparados para os jogos.
B: Faltam participações mais constantes em campeonatos internacionais, com isso teremos mais experiência jogando contra times de fora e iríamos evoluir de uma maneira muito mais rÁpida.

A: Vocês ganharam da primeira colocada europeia Alliance no seu último dia de disputas. O que vocês fizeram ou acham que ocorreu que fez com que vocês conseguissem essa vitória?

T: JÁ tínhamos jogados algumas partidas, ganhamos experiência e confiança, além de aprendermos mais sobre o estilo de jogo das outras equipes, o que facilitou para aprendermos muita coisa, com isso conseguimos fazer uma partida melhor e, consequentemente, vencer.
B: Após jogar 5 partidas e perceber o que a gente fazia de certo e errado, chegamos mais preparados contra a Alliance. Outros fatores influenciaram bastante também, principalmente o lado que jogamos (blue side). Infelizmente, o patch do Mundial praticamente forçava os times no Purple side a banir Alistar e Zilean e isso dificultou bastante nossos picks e bans nos 3 primeiros jogos.

Guia completo do Campeonato Mundial de
League of Legends 

A: Depois do mundial, o treinamento de vocês mudarÁ? Como?

T: Continuamos treinando das 14h às 22h e estamos planejando fazer alguns treinamentos fora do Brasil em breve.
B: Da nossa parte no auxílio aos jogadores, mudarÁ sim. Iremos tentar focar mais em estratégia e conhecimento de jogo do que tempo de treino em geral, acredito que temos potencial individualmente igual ou parecido mas estamos atrÁs estrategicamente.

A: Como foi a experiência de representar o Brasil no maior campeonato de League of Legends do mundo?

T: Foi muito boa. Conseguimos aprender muito sobre o jogo e vamos trazer bastante coisa para o Brasil, com isso podemos melhorar nosso time e quem sabe até atuarmos melhor em campeonatos no exterior numa próxima vez.
Bit: Experiência é sempre boa, aprendemos muita coisa quando vamos para fora do país, sem falar que é sempre muito divertido viajar em equipe, acaba sempre rolando situações engraçadas nos momentos que não estamos jogando.

A: Como vocês classificam sua campanha no Mundial?

T: Gostei de ter jogado contra todos os times do mundo inteiro, eu queria ter pelo menos passado da fase de grupos, mas a campanha foi boa, visto que ganhamos uma partida e fizemos outras muito boas também. Então, eu gostei.
B: Foi legal ter ganho a partida do Alliance, mas no geral nós queríamos ter ido mais longe. O mais importante foi ver que nosso nível não é tão inferior quanto as pessoas imaginavam e que podemos sim fazer bons jogos contra times de qualquer lugar do mundo.

A: Próximo ano: vocês estarão mais preparados para tentarem o título mÁximo novamente?

T: Eu acho que ano que vem estaremos mais preparados, mas no Brasil é bem complicado, pois tem muitos times fortes. Isso vai ajudar o cenÁrio a continuar crescendo.
B: Com certeza. Estaremos mais preparados e mais experientes, iremos nos dedicar tanto quanto da última vez para quem sabe conseguir representar o Brasil no Mundial de 2015.

  • Redator: Luiz Menezes

    Luiz Menezes

    Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina desde o segundo semestre de 2012 e gamer desde 1999, quando teve a oportunidade de jogar "Adventure" no Atari (mesmo não passando nem da segunda fase). Hoje é estressado com o Xbox 360 e com os ADCs noobs que sempre feedam o Draven. Trabalha na Adrenaline por causa da paixão por games e porque precisa de dinheiro para comprar consoles novos.

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