Um a cada cinco aparelhos Android está na versão KitKat, 14% ainda estão na 2.3 ou anterior

Diferente do que acontece nos lados da Apple, com a rÁpida adoção de novos softwares, a Google tem maior dificuldade de trazer aparelhos para as versões mais recentes de seu sistema. Anunciado hÁ mais de um ano, o KitKat, versão 4.4 e mais atual disponível hoje, estÁ presente em 20% dos aparelhos com Android. O Jelly Beam estÁ em uso por mais da metade dos aparelhos ativos.

Colocando em perspectiva, em torno de 90% dos aparelhos iOS estão hoje na versão 7 do sistema. 24 horas após o lançamento, 29% dos dispositivos jÁ haviam sido atualizados, chegando a 60% ao final da primeira semana de disponibilidade. Nos lados do Windows Phone, segundo estatísticas da AdDuplex, 80% dos WP estão na versão 8, enquanto 17% ainda estão no Windows Phone 7 (e de lÁ não vão sair nunca). Próximo de 8% dos aparelhos jÁ estão com o Windows Phone 8.1, um número relativamente alto, considerando que a Microsoft ainda nem liberou oficialmente o update para muitos dos modelos e muitos estão "dando um jeitinho" de conseguir antes.


A maior dificuldade enfrentada pela Google na hora de deixar seus usuÁrios "em dia" é pouco controle da empresa sobre os dispositivos equipados com seus sistema. As atualizações de sistema do Android estão vinculadas aos fabricantes dos smartphones, e muitas vezes também a diferenciações no SO para cada operadora de celular, o que torna o processo trabalhoso e, com raras exceções, aparelhos não são levados muito além do que uma versão mais recente que a original de fÁbrica.

Entre as desculpas favoritas das fabricantes, na hora de não trazer os updates, estÁ a afirmação que os aparelhos não possuem desempenho suficiente para lidar com a nova versão, mesmo quando o Android mais recente tem justamente enfoque na melhoria do uso do hardware. O Android L, através do projeto Android One, com suas ferramentas para facilitar a criação de aparelhos e unificação de interfaces, terÁ a missão de mudar este cenÁrio. Afinal, levar dois anos para atualizar sua base de usuÁrios é uma eternidade, no mundo dos smartphones.

Os casos mais graves são os 14% ainda em versões mais antigas, como a 2.2 e 2.3. Além de todas as melhorias do sistema na interface e performance que não são aproveitadas, estes usuÁrios ficam mais vulnerÁveis a malwares que exploram brechas de segurança presente nestas versões antigas do Android. Os dados divulgados pela Google só levam em consideração aparelhos que se conectaram na Google Play, logo modelos em versões ainda mais antigas, como 2.1 e mesmo 1.6, ficam de fora das estatísticas. 

Fonte Android, BGR, AdDuplex

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

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