Startup planeja mudar a forma como usamos as telas sensíveis a toque

JÁ faz uns bons anos desde o lançamento do primeiro iPhone, gadget que tornaria a touchscreen como uma das principais formas de interação com eletrônicos. JÁ em sua estreia, a tecnologia "largou" com recursos como o gesto de pinça para fazer o zoom e slides, e desde lÁ foram poucas as novidades, com uma ou outra adição como "dois toques para desbloquear" ou suporte a até dez pontos simultâneos. Agora, uma startup da Califórnia pretende trazer um novo salto na evolução da tecnologia.

A Qeexo pretende ampliar as variações na interação com as telas sensíveis a toque, dando diferentes funções a gestos feitos com diferentes partes dos dedos. Assim, tocar a tela com a ponta dos dedos, com a unha e com a "dobra" na parte de trÁs traria, cada um, um efeito diferente. Deslizando com o "nó" dos dedos, por exemplo, poderíamos selecionar uma Área para cópia, enquanto encostar com a unha poderia ser o equivalente ao "colar", por exemplo.

Para diferenciar cada toque, o software utiliza um componente jÁ presente na maioria dos aparelhos: o acelerômetro. Basedo na vibração causada por cada toque, a aplicação é capaz de saber de que forma o usuÁrio tocou na tela. Mesmo diferentes ângulos de toque na tela trazem diferentes ações, sendo possível mudar o volume do aparelho girando o dedo contra a tela.

O grande desafio da empresa, agora, é convencer as vÁrias fabricantes e os desenvolvedores de diversos sistemas operacionais a utilizarem estes padrões. Nas interações com eletrônicos em geral, só se consolidam as formas que são amplamente utilizadas, como o bom e velho "copiar e colar", o deslizar da tela para mover objetos, o scroll com dois dedos em touchpads e o jÁ citado movimento de pinça. Gestos mais específicos, utilizado apenas por uma marca, acabam não vingando, como a captura de tela em aparelhos Samsung, feita com o deslizar do canto da mão sobre toda a tela na horizontal.

(Prevejo donos de aparelhos da sul-coreana testando este gesto, após ler esta notícia).

Via Wired e Qeexo

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

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