Pinatubo - Filipinas - 1991 - a maior erupção vulcânica do século XX [FOTOS]

San Andreas

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No dia 15 de março de 1991, uma serie de terremotos atingiram o monte Pinatubo, na ilha de Luzon, nas Filipinas. Os terremotos continuaram até que no dia 2 de abril o Pinatubo acordou do seu descanso de 600 anos, com pequenas erupções e centenas de terremotos diários.

O USGS (United States Geological Survey) ofereceu ajuda ao governo das Filipinas, que aceitou. O USGS enviou uma equipe de vulcanologos e vários equipamentos e instrumentos. A equipe do USGS estabeleceu a sua base de operações na base aérea americana de Clark, a 40 km de distancia do Pinatubo.

O USGS tinha 2 objetivos:

• Monitorar o Pinatubo e tentar prever com a máxima exatidão quando seria a grande erupção.

• Estabelecer um plano de evacuação para as pessoas que moram ao redor o Pinatubo baseado em estudos de erupções anteriores do Pinatubo e de erupções de outros vulcões. A medida em que a atividade vulcânica e os terremotos fossem aumentando, regiões mais distantes do Pinatubo seriam evacuadas.

O USGS tinha uma imensa responsabilidade: a previsão tinha que ser exata, se a população fosse evacuada e não ocorresse a grande erupção, elas voltariam para suas casas e não acreditariam em uma nova previsão, o que poderia ser catastrófico.

No dia 12 de junho, a angustiante espera de meses terminou, ocorreu a primeira grande explosão, lançando uma nuvem de cinzas vulcânicas, gases e rochas pulverizadas a 20 km de altura. Fluxos piroclasticos atingiram regiões a 4 km da base do Pinatubo.

Nos dias que se seguiram, a fúria do Pinatubo fez da ilha de Luzon a região da Terra mais parecida com o inferno. Dezenas de gigantescas explosões lançaram nuvens de cinzas, gases e rochas vulcânicas a até 40 km de altura. Fluxos piroclasticos atingiram regiões a 16 km da base do Pinatubo.

A base aérea americana de Clark foi evacuada as pressas e depois foi completamente destruída.

A erupção do Pinatubo lançou 10 Km³ de cinzas vulcânicas, gases e rochas vulcânicas na atmosfera e produziu uma cratera de 2.5 km de diâmetro. A nuvem de cinza do Pinatubo cobriu uma área de 125 mil Km² (equivalente a 80 cidades de São Paulo), transformando o dia em noite em uma vasta região. Carros andavam com faróis acesos ao meio dia.

No dia 16 de junho as grandes erupções cessaram, mas o drama dos moradores da ilha de Luzon não havia acabado.

A erupção do Pinatubo coincidiu com a chegada de um Tufão, o que deu origem a uma chuva de lama vulcânica. As cinzas vulcânicas misturadas a água da chuva torrencial do Tufão deram origem a um fenômeno conhecido como Lahar (normalmente formado pela água derretida das geleiras e neve dos vulcões), uma avalanche de lama com consistência de concreto fresco que destruiu inúmeras regiões por onde passou.

A erupção do Pinatubo alterou o clima da Terra, a nuvem de gases e cinzas vulcânicas se espalhou pelo globo e baixou em 0.5 ºC a temperatura media global durante vários anos.

Inacreditavelmente, morreram apenas 300 pessoas. Se a previsão do USGS tivesse falhado e a erupção tivesse ocorrido antes das regiões em torno do Pinatubo serem evacuadas, mais de 300 mil pessoas teriam morrido naquela que teria sido a maior catástrofe natural do século XX.












Pinatubo evacuation zones

 
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San Andreas

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Nas profundezas da Terra, entre o centro de ferro fundido e a fina camada na superfície, há uma parte de pedra sólida chamada de manto, ainda quente por causa da formação do nosso planeta há cerca de 4.6 bilhões de anos. Como as pedras são grandes isolantes, o calor demora para se dissipar.

Quando as pedras do manto se derretem, elas se transformam em magma, que chega à superfície através da crosta externa da terra, e libera os gases contidos. Quando a pressão é muito forte, vulcões entram em erupção. A pressão aumenta se a quantidade de magma que vai do manto da terra até o vulcão é alta. Por outro lado, a pressão pode aumentar dentro do cone de magma do vulcão. Isso acontece porque quando o magma no cone começa a esfriar, ele libera gases que se expandem, aumentando a pressão. Quando a pressão é muito forte, as rochas que formam o vulcão racham, e o magma escapa pela superfície — é a erupção. Em alguns vulcões, a quantidade de magma que sai da terra é relativamente constante, então as erupções são freqüentes; em outros, o magma sobe em bolhas a cada 100 ou até mesmo 1000 anos, por isso as erupções são raras.

Quando ainda é subterrâneo, este manto rochoso é chamado de magma. Assim que atinge a superfície e se derrama pelos lados de um vulcão, passa a se chamar lava. Geralmente, quanto mais quente a lava, mais fluida ela é, e mais rapidamente ela escorre. As lavas havaianas tendem a ser as mais quentes da escala. Quando entram em erupção, elas chegam a 1.175º C.


Vulcão Etna – Itália

No subsolo, esta rocha fundida é chamada de magma. Quando o vulcão entra em erupção, o magma é lançado para fora em forma de lava.



Em agosto de 1883, Krakatoa (ou Krakatau, em javanês), uma ilhota encravada no estreito entre as ilhas de Sumatra e Java, foi pulverizada numa das maiores explosões já registradas na história. Saldo da catástrofe: mais de 36.000 mortos, na maioria afogados por gigantescas paredes de água, os tsunamis, que invadiram as ilhas próximas. A hecatombe é contada em minúcias pelo geólogo inglês Simon Winchester em Krakatoa, o Dia em que o Mundo Explodiu (Editora Objetiva; 432 páginas). Alinhavando relatos sobre o cotidiano da região, documentos oficiais e dados científicos, Winchester delineia um quadro completo da situação social, econômica e política das então chamadas Índias Orientais, e mostra como um fenômeno geológico de grandes proporções pode afetar uma sociedade, e até mesmo toda a humanidade, por várias gerações. No caso do Krakatoa, o autor credita à explosão um fortalecimento do misticismo e da religiosidade das populações atingidas, um dos componentes da fórmula que resultou na independência da Indonésia em 1949, até então uma colônia holandesa.

A origem e o funcionamento dos vulcões só foram compreendidos de fato a partir de 1965, quando o canadense Tuzo Wilson apresentou sua teoria das placas tectônicas. Pela teoria — hoje comprovada —, a camada mais externa do planeta é formada por blocos rochosos que se encaixam como num quebra-cabeça e flutuam sobre uma camada interna de rocha derretida. Os vulcões nascem nos pontos onde essas placas se chocam ou se afastam, liberando material incandescente — o magma — do subterrâneo. É assim que a ciência explica a construção do arquipélago havaiano sobre uma fresta aberta no solo oceânico, no meio do Pacífico.




A erupção do Vulcão Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, lançou na atmosfera 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre — substância responsável pela chuva ácida —, mais do que é emitido nos Estados Unidos durante um ano inteiro



Os milhares de ilhas da Indonésia, que repousam sobre uma zona em que duas placas tectônicas se encontram, são um dos melhores cenários para grandes detonações, como a do Krakatoa. O choque entre as placas pode ativar qualquer um dos cerca de 130 vulcões da área. Como válvulas mal reguladas de uma imensa panela de pressão, vez por outra um deles estoura, lançando ao ar milhões de toneladas de magma. O Krakatoa até que foi modesto. Em 1815, outro monte indonésio, o Tambora, deu seu espetáculo de destruição com uma intensidade dez vezes maior — essa, sim, a mais colossal explosão já registrada. Calcula-se que a erupção e seus efeitos posteriores tenham causado a morte de 70.000 pessoas. As cinzas e os gases liberados na atmosfera resfriaram o planeta e provocaram grandes perdas na agricultura. A Europa viveria no ano seguinte, 1816, uma era de fome e crises sociais, no que se chamou de "ano sem verão".

Os vulcões têm outras armas de destruição em massa — uma delas, a perigosa combinação de água com o magma. Uma geleira ou um lago acomodados na cratera de um vulcão entram facilmente em ebulição com a saída do magma. Então, uma avalanche mortal de lama fervente, chamada lahar, escorre encosta abaixo. Foi isso, uma locomotiva de toneladas de pedras, cinzas, terra e água, que matou 23.000 pessoas, em 1985, na erupção do Nevado del Ruiz, na Colômbia. O número de vítimas do lahar só foi menor — 350 — na erupção do filipino Pinatubo, em 1991, porque houve tempo de evacuar as centenas de milhares de moradores dos arredores. Tão ou mais perigosos do que o lahar são os fluxos piroclásticos — golfadas de gases e lascas de material vulcânico, que avançam a mais de 200 quilômetros por hora, queimando tudo pela frente. Foi um desses que soterrou Pompéia e Herculano, no sul da Itália, no ano 79, legando para a posteridade um museu calcinado do cotidiano da civilização romana no início da era cristã.

Os vulcões ativos, porém, não deixam em seu rastro apenas morte e trauma. Poucos anos depois da explosão do Krakatoa, que eliminou qualquer animal ou vegetal da área, as ruínas da ilha já eram recolonizadas por sementes, grãos de pólen, esporos e minúsculos insetos, arrastados pelos ventos. Terras férteis, aliás, constituem um dos principais subprodutos das erupções vulcânicas — e um grande atrativo para milhões de pessoas, no mundo todo, que se arriscam vivendo ao pé desses montes sempre à beira de um ataque de nervos. Há teorias, aliás, que dizem ser eles as fornalhas em que se criou toda a água do planeta. Segundo esse raciocínio, em tempos primordiais, o magma continha grandes quantidades de oxigênio e hidrogênio em sua composição. A cada erupção, esses gases eram liberados na atmosfera em forma de vapor — o qual, ao se resfriar, se condensava e virava água.

Aos efeitos físicos imediatos da revolução tectônica seguem-se as conseqüências indiretas — ambientais, sociais, econômicas e culturais, traduzidas em mitos que perduram pelos séculos. As explosões vulcânicas ressoam no cinema — em filmes como Krakatoa — Inferno de Java, Stromboli e Inferno de Dante — e na literatura. Atribui-se ao mau tempo criado pelo Tambora, por exemplo, o poema Darkness (Trevas), de Lord Byron. Foi esse mesmo mau tempo que trancafiou o poeta Percy Shelley e sua mulher, Mary, no verão de 1816, numa vila à beira de um lago suíço, em cuja reclusão Mary Shelley gestou a novela gótica Frankenstein.




O Monte St. Helena, no Estado de Washington (EUA), entrou em erupção em 18 de maio de 1980. Uma avalanche de lava incandescente jorrou da montanha a uma velocidade de mais de 480km/h, lançando fragmentos e cinzas a uma altura de 16km. As cinzas caíram a uma distância de até 1.500km e a explosão foi ouvida na Califórnia e Montana. Cinza superaquecida, gases e lava devastaram as áreas próximas e causaram várias mortes. Desde então, cientistas têm monitorado de perto atividades no vulcão, esperando pelo desastre novamente. Em setembro de 2004, a montanha começou a mexer e ganhar vida novamente, com erupções que levaram cinzas a quilômetros de distância nas Cascades. A partir daí, a lava vem escapando por dentro da cratera e o teto formado ainda está crescendo. O vulcão foi colocado em alerta nível dois, o que significa que pode haver mais erupções. Então, será que o Monte St. Helena está prestes a explodir?



A erupção vulcânica mais famosa de todos os tempos foi a do Vesúvio, que enterrou em cinzas e lavas as cidades de Pompéia e Herculano no ano 79 da nossa era. Os cientistas aprenderam muito sobre o comportamento dos vulcões ao analisar as evidências encontradas nas ruínas da cidade. Eles acreditam que o Vesúvio deve entrar em erupção a cada 2.000 anos (?).




Vesúvio



Índice de Explosividade Vulcânica


O Índice de Explosividade Vulcânica (VEI) compara a violência de diferentes erupções vulcânicas. Considera diversos fatores como a altura da pluma ou coluna da explosão, o volume do material emitido e a duração da erupção.


• VEI 0 Erupções não explosivas com plumas inferiores a 100 m de altura; emissão inferior a 1000 m3 de piroclastos; duração variável; ex. Kilauea, Havaí, 1983.

• VEI 1 Erupção suave com pluma entre 100-1000 m altura; emissão inferior a 10000 m3 de piroclastos; explosões até 1 h; ex. Stromboli, Itália.

• VEI 2 Erupção explosiva com pluma entre 1-5 km de altura; emissão até 0,01 km3 de piroclastos; duração entre 1-6 h; ex. Colima, México, 1991.

• VEI 3 Erupção intensa com pluma entre 3-15 km de altura; emissão de 0,01-0,1 km3 de piroclastos; duração entre 1-12 h; ex. Nevado del Ruiz, Colômbia, 1985.

• VEI 4 Erupção catastrófica com pluma entre 10-25 km de altura; emissão de 0,1-1 km3 de piroclastos; duração entre 1-12 h; ex. Sakura-Jima, Japão, 1914.

• VEI 5 Erupção catastrófica com pluma superior a 25 km de altura; emissão de 1-10 km3 de piroclastos; duração entre 6-12 h; ex. Monte St. Helens (Monte Santa Helena), EUA, 1980.

• VEI 6 Erupção colossal com pluma superior a 25 km de altura; emissão de 10-100 km3 de piroclastos; duração superior a 12 h; ex. Krakatoa, Indonésia, 1883.

• VEI 7 Erupção super-colossal com pluma superior a 25 km de altura; emissão de 100-1000 km3 de piroclastos; duração superior a 12 h; ex. Tambora, 1815.

• VEI 8 Erupção mega-colossal; emissão superior a 1000 km3 de piroclastos; Yellowstone, EUA, há 640000 anos.


Fonte: http://www.starnews2001.com.br/vulcao.html






Lava chega ao mar no Havaí






Erupção do vulcão Soufriere Hills – Ilha de Montserrat – Caribe – 1997








Plymouth, antiga capital de Montserrat, agora uma cidade fantasma





Vulcões do Alaska


Augustine Volcano - Alaska


Cleveland Volcano in the Aleutian Islands of Alaska photographed from the International Space Station





Erupção do vulcão Chaiten - Chile - 2008















Raios formados pela nuvem de cinzas da erupção do vulcão Chaiten - Chile - 2008



 
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plyndagos

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Alguem percebeu q parece com akelas plantacoes de brocolis? HAHAHAHA

Mas deve ter sido foda pras familias que perderam tudo ali...
 

plyndagos

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.Thiago

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NOOSSA

pqp Oo
 

Vash

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PQP. Impressionante.
 

Vanares

Wait... what?
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Putz! Impressionante é puro eufemismo. :eek

Frente a um acontecimento dessa magnitude é que temos noção da nossa pequenez.

[]'s
 

plyndagos

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Realmente... Nois nao somos mais q formiguinhas nessa terra de gigantes.. Predios de dezenas de andares, estruturas feitas pra suportar colisoes de avioes... Tudo eh facilmente tirado pela natureza...
 

wolfman27

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impressionante e que mesmo assim construimos perto de vulcoes , em areas sujeitas a terremotos e etc... depois somos racionais ne !
 

Srpski

:-
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impressionante e que mesmo assim construimos perto de vulcoes , em areas sujeitas a terremotos e etc... depois somos racionais ne !
Não é atoa. O vulcão oferece solos férteis, energia térmica e vários minerais. Sim, somos racionais.
 

Vash

The Stampede
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Splinter™

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caraca que loco :eek:
 

Furacone

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V.T.N.C coisa de louco....impressionante.
 

Yamaha/br

Olá
Banido
Fikei em duvida agora...dentro do vulcao tem akela lagoa la...se um vulcao eh um buraco ate o centro da terra...se alguem pular la dentro da lagoa vai pro centro da terra?? ashuasuh
 

kaol

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Nem sempre, o povo deixa pra correr de última hora e depois não salva nada do que tem; não morre, mas perde tudo.
Ele não deixa pra correr de última hora, ele simplesmente não sabe que hora deve correr.
Se soubesse lógico que correria.
 

RavenSoul

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sinto que o cara daquela caminhonetinha azul se lascou.
nao lembro o nome específico dessa fumaça, mas lembro que ela era quente pra caraio.
 

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