Dá para jogar em um Ryzen e gráficos Vega em notebook ultrafino? Testamos no Lenovo Ideapad 330S!

Enfim tivemos a chance de "brincar" com um notebook baseado na nova microarquitetura da AMD, a Zen, e também seus gráficos integrados. Enquanto as versões de desktop com essa combinação tem entregado um resultado interessante em games, pela primeira vez temos a chance de testar em um ambiente muito mais desafiante, em um notebook ultrafino, a capacidade das tecnologias da AMD em entregar performance.

Análise: Lenovo Ideapad 330s AMD

A cobaia da vez é o Lenovo Ideapad 330s, um notebook fino e leve voltado para o uso cotidiano. Ou seja: não temos aqui uma alimentação de energia abundante nem um projeto de resfriamento potente, já que o foco desse produto é a comodidade e praticidade de ser fácil de carregar no dia-a-dia. E justamente por essa característica é interessante conferirmos até onde vai a performance dos núcleos Zen e da GPU Vega nesse cenário.

Upgrade e testes

Um detalhe importante: fizemos uma atualização de memória RAM no modelo, já que a configuração vendida pela Lenovo acaba com a performance do sistema devido a baixa quantidade de RAM (4GB) e operando apenas em single-channel. Fizemos a atualização com um módulo de 8GB, subindo as especificações para 12GB. Como dá para ver nos gráficos abaixo, isso faz toda a diferença, já que o chip gráfico integrado depende da RAM para operar.

 

Especificações usadas

Como resultado, as especificações usadas são:

- Lenovo Ideapad 330s AMD
- AMD Ryzen 5 2500u
- 12GB (4+8GB)  DDR4 2400MHz
- 1TB HD
- Tela de 1366 x 768

Conclusão

Considerando as limitações, o Ryzen 5 se saiu muito bem. Não conseguindo subir as frequências até os 1100MHz máximos, resultado da limitação principalmente na alimentação de energia, o aparelho se saiu bem mantendo um gameplay viável na resolução nativa do monitor, que é pouca coisa acima do HD. Games mais leves como Counter Strike: Global Offense e a nova versão do PUBG, que é bem mais leve, dá para ser rodado acima dos 60fps em configurações intermediárias ou até altas.

Jogos um pouco mais pesados, caso do Overwatch, também foram viáveis e com boa taxa de quadros e principalmente muita estabilidade, tornando o gameplay confortável. Graças ao perfil discreto do notebook, que não "força" frequências a patamares muito elevados, o aquecimento foi baixo e a produção de ruído durante o gameplay, mínima. 

Há potencial para o Ryzen 5 2500u entregar muito mais performance que a vista no Lenovo 330s, já que as frequências se situaram na casa dos 600MHz no chip gráfico, porém considerando o foco na portabilidade, esse notebook se sai muito bem. Com menos de dois quilos e com perfil bastante fino, ele conseguiu entregar uma performance satisfatória em jogos na resolução HD, e mostra que o chip Ryzen com gráficos integrados tem bastante potencial em ser uma máquina para games mais leves.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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