Guia completo sobre SSD - Tecnologias, formatos, capacidade, testes, preços e muito mais!!!

De informações técnicas a comparativos entre modelos antigos e novos com atualizações constantes
Por Fabio Feyh 27/10/2019 09:49 | atualizado 29/10/2019 14:51 Comentários Reportar erro

Está preparado? Já adianto que esse é um artigo com muitas informações. Se você não quer ir tão a fundo no assunto, recomendo conferir uma versão mais simplificada dele no Mundo Conectado. Agora, se quer saber quase tudo sobre SSDs, esse é um artigo legal - está bem completo e pretendo mantê-lo atualizado para não deixar nada que envolve SSDs, novo padrão da indústria para armazenamento de dados, de fora.

ESSE ARTIGO ESTÁ EM CONSTANTE ATUALIZAÇÃO

Atualização 27/10/2019 - Breve texto sobre Excesso de Provisionamento (OP) adicionado em "Capacidades" no índice.


Atualmente, os SSDs (solid state drivers) estão entre os componentes mais populares e desejados para computadores, seja um desktop ou notebook. Porém, ainda existe muitas dúvidas sobre eles - algumas bem simples e outras um pouco mais técnicas.

Perguntas comuns de quem ainda não conhece: "Vale a pena investir mais dinheiro para ter um SSD no computador ou notebook?", "Qual modelo comprar: SATA, NVMe, Intel Optane?", "Meu computador suporta um SSD ou preciso comprar mais alguma peça?".

Vale a pena comprar um SSD para meu computado ou notebook?? SIMMMM!!!

A resposta para a primeira pergunta é SIM!!! Não apenas vale a pena comprar -  você DEVE comprar. Estamos falando de um dos componentes que transformam a usabilidade de qualquer sistema quando o assunto é velocidade de resposta em comandos.Em grande parte dos casos, um SSD fará mais diferença para os usuários comuns do que trocar o CPU, VGA ou memórias. Lógico que existe casos e casos, mas, no geral, para a boa usabilidade do sistema o SSD é a primeira peça a ser adicionada caso o sistema não tenha.

A usabilidade do computador fica muito melhor com o sistema operacional em um SSD

Falo isso porque em uso rotineiro, como acesso a internet e mesmo uso de aplicações básicas do Windows, ter o sistema, aplicativos e aplicações de trabalho como navegador, Word, Photoshop e AutoCAD instalados em um HD já não é mais aceitável para uma boa produtividade. Um SSD ou mesmo memórias do tipo Optane e softwares como StoreMI da AMD farão uma diferença "gritante" para essas ações, que são justamente as que mais usamos no dia a dia. Então, se você é um usuário que estava com essa dúvida, ela tem que sumir agora. Já para quem tem como único limitador da compra a questão "preço", felizmente esse cenário tem melhorado nos últimos meses.

Nesse artigo vou esclarecer muita coisa sobre SSDs: falar sobre tipos e formatos diferentes, capacidades, velocidades, quando se deve ou não fazer um upgrade e qual modelo escolher. Mas o que tem que ficar bem claro é: se você não tem um SSD, esse provavelmente é o primeiro componente que deve pensar em comprar. Felizmente, vale tanto para desktop como para notebooks, já que a grande maioria deles suporta adicionar esse tipo de componente.

Destaco ainda que é um artigo longo e com muitas informações, algumas mais simples e outras bem técnicas. Para ficar mais fácil a busca da informação desejada, é possível navegar pelo índice.


A diferença do SSD e HD

Começaremos esclarecendo o que é um SSD e a diferença entre SSD (solid state drive / unidade de estado sólido) e HD (hard disk drive / disco rígido).Isso ajudará a entender o porque do SSD ser tão melhor.

SSD é um dispositivo para armazenamento de dados como um HD, porém todos são baseados em memórias flash - a grosso modo, memórias semelhantes às utilizadas em pen-drivers USB tradicionais, onde a informação é "escrita" em memórias físicas. O conceito para acesso a elas é ir direto ao local onde a informação está gravada sem necessidade de um acesso mecânico envolvido.

HDs consistem em um mecanismo com um ou mais discos rígidos internos. Uma agulha é acionada e faz o acesso aos dados quando solicitado pelo sistema (leia-se Windows, Linux, um servidor NAS, DVR ou qualquer sistema onde o HD está instalado) - mesmo sendo um sistema extremamente eficiente, ainda é necessário um processo mecânico interno para o acesso aos dados. Para visualizar como funciona, pense em um toca-discos de vinil muito mais moderno e lacrado a vácuo. 

Igual ao tocador, os HDs também irão virar peças de colecionador a médio prazo.

Enquanto um SSD consegue "pular" diretamente para o destino, o HD precisa "caminhar" até lá.

Como uma das grandes diferenças, temos o acesso aos dados gravados de forma muito mais rápida, especialmente em modelos de SSD mais atuais, que trazem o "selo" NVMe. Para comparação, atualmente um bom HD com discos rodando a 7200RPM (RPM = rotações por minuto) alcançam pouco mais de 200MB/s de leitura/escrita. Já um bom SSD NVMe de entrada fica pouco abaixo de 2.000MB/s em média, com novos modelos PCIe 4.0 atingindo 5.000MB/s. Ou seja, 25x mais rápidos que os HDs mais rápidos.

Não podemos deixar de destacar também o fator durabilidade. Como um HD tem discos e agulhas internas, deixar um cair é quase decretar sua morte. Em um SSD, como não existe componente interno que se mova, a durabilidade é muito superior nesse aspecto.

Por fim, o tamanho. Com os novos modelos de formato M.2, o tamanho dos SSDs foi bastante reduzido, ocupando praticamente 1/10 do tamanho dos modelos de 2.5 polegadas. A atualização para novos padrões de memórias NAND utilizadas para salvar os dados nos SSDs também ajudam a proporcionar esse avanço.

Mas é tudo melhor em um SSD?
Nem tudo. Quando falamos em alguma tecnologia superior, naturalmente o lado negativo é o preço - o custo por MB é bem mais alto. Usando como referência um site de vendas americano em que os valores oscilam menos (Newegg.com), um SSD de 2.5 polegadas com 240GB custa em média US$30, enquanto um bom HD de 1TB custa US$45. O HD é muito mais barato pelo espaço que ele oferece, por isso, em minha opinião, a situação mais indicada continua sendo um SSD exclusivo para o sistema operacional e aplicativos de rotina e um HD para guardar arquivos. É uma boa forma para não gastar muito e usufruir dos melhores benefícios dos SSDs.

Windows 10 vai precisar de 32 GB de armazenamento após atualização de maio 2019

Lembramos que o preço de SSDs tem caído bastante com o passar dos anos, sendo possível comprar um SSD de 240GB por cerca de R$170 no Brasil atualmente (pesquisa feita no dia 21/10/2019). Essa capacidade dará uma margem boa para instalação de programas. Se você pretende instalar games e armazenar artigos, certamente o recomendado é partir para capacidades maiores. É bom lembrar que os sistemas operacionais estão ocupando cada vez mais espaço em disco.


Os formatos

E os tamanhos? E formatos? Qual eu compro?

São vários modelos, mas resumidamente hoje existem dois formatos principais: 2.5 polegadas e M.2. O de 2.5 polegadas é o mais comum e popular, sendo um formato utilizado inclusive por modelos de HDs e presente em notebooks a mais de uma década no mercado. Ou seja, alta compatibilidade.

O formato M.2 é a tendência, com boa entrada no mercado atual e que irá dominar o cenário futuro. Esse formato foi lançado faz poucos anos, trazendo novas tecnologias (especialmente em velocidades). São os mais rápidos para uso de consumidores comuns e onde a indústria está apostando todas suas fichas. Porém, os modelos mais rápidos precisam de sistemas atuais para funcionar.

Vale destacar também que SSDs e HDs não são de uso restrito em computadores. Além de desktops (leia-se computador de mesa) e notebooks, os drives de armazenamento podem ser utilizados em uma grande variedade de equipamentos - desde servidores de arquivos em rede(NAS), a dispositivos portáteis para transferência de dados, DVR, TV BOXs entre vários outros.

2.5 inch ou 2.5 polegadas - Os mais tradicionais
O formato mais popular. Os primeiros SSDs lançados para consumidores chegaram no formato de 2.5 inches (polegadas) -  aquele dos HDs menores usados em notebooks. Ainda são os mais tradicionais e com melhor compatibilidade justamente pelo protocolo de conexão SATA ser o mais difundido.

Esse formato é compatível com a grande maioria dos sistemas por utilizar a conexão com maior compatibilidade também. Ela é encontrada em computadores e em vários outros aparelhos com mais de 10 anos no mercado até os mais atuais. Por ter a mesma conexão de um HD, mesmo com tamanho físico diferente, podem ser encaixados no lugar de um HD de 3.5 polegadas.

mSATA - Não se popularizou e deve sumir
Com a popularização dos SSDs, apareceram outros formatos além do 2.5 polegadas. O mSATA (comuns em notebooks) foi um desses que tentou ser a opção compacta. É um formato que serviu como base do novo M.2, mas não conseguiu se tornar popular na indústria, ficando mais relacionado aos notebooks. 

Hoje em dia não é mais utilizado e é difícil de ser encontrado. Porém, é uma alternativa que pode ajudar quem tem notebooks mais antigos, já que permite manter o HD e um SSD como novo drive. Porém destacamos que essa conexão tende a "morrer" assim como os HDs em um futuro próximo.

SATA Express e U.2 - Alternativas que não vingaram
Na busca por uma alternativa para os limitados SATA, tivemos tentativas de conexões e formatos como SATA Express e também U.2 (utilizado especialmente em servidores). Mas, talvez pela proximidade com o SATA, quantidade de cabos e tamanho, esses tipos de conexões não conseguiram ganhar espaço no mercado. Em grande parte, eram no formato 2.5 polegadas, porém, no caso dos modelos U.2, mais altas que os 7 ou 9mm dos modelos de SSD  2.5 polegadas tradicionais...

Depois de um tempo, o mercado todo correu atrás dos modelos M.2. Modelos SATA Express sequer se tornaram comerciais, ao ponto de ter pouquíssimos modelos lançados.

Placa PCI-Express - Alternativa com boa compatibilidade
Os modelos baseados em uma placa dedicada que se conecta a um slot PCI-Express (como uma placa de vídeo) não são muito populares, mas em grande parte dos modelos seguem especificações semelhantes aos modelos M.2 NVMe, já que ambos são baseados no mesmo protocolo e conexão PCI-Express. A diferença nesse caso nada mais é do que o formato e tipo de conexão - o M.2 requer uma conexão nesse formato, a placa PCI-Express um slot nesse padrão, comum em praticamente toda placa-mãe vendida na última década. Normalmente, esses modelos utilizam uma conexão PCIe x4, e dependendo o modelo tem velocidades tão rápidas quanto modelos M.2 NVMe. É importante destacar que existem modelos mais antigos baseados em conexão SATA, mais lentos.

M.2 - A tendência de mercado com os modelos mais rápidos
As conexões M.2 tem como principal destaque suportar o protocolo NVMe, que alcança velocidades muito superiores ao SATA, estagnado em 600 MB/s de leitura e escrita (mas que nunca alcançaram essa velocidade na prática). Era impossível superar essa velocidade por questão de limitação, isso sem falar do uso da tecnologia RAID que falaremos adiante. Para ter uma noção do quanto um SSD NVMe é superior ao SATA, eles já alcançam tempos de leitura e escrita de 5.000 MB/s, mais de 8 vezes superior sobre o que o SATA alcança.

Mas, tem um detalhe bem importante: não são todos os SSDs em formato M.2 que são baseados em protocolo NVMe. Os primeiros e mesmo alguns modelos atuais pode ser baseados em protocolo SATA, com a mesma limitação de velocidade de 600MB/s dos modelos de 2.5 polegadas. A informação sobre o protocolo do SSD fica em destaque nas especificações do produto, e pode fazer toda a diferença na velocidade final, fique atento a esse detalhe.

Existe modelos em formato M.2 baseado em protocolo SATA, bem mais lentos que NVMe

Em se tratando de formatos, temos diferença física no conector do SSD indicando se é padrão SATA ou NVMe, veja imagem abaixo. A diferença de comprimento, na prática, seria utilizada para diferentes capacidades de armazenamento, afinal um modelo mais comprido suporta uma quantidade de memórias flash maior do que um modelo menor. Hoje em dia, o que virou padrão é o tamanho 2280, tanto para modelos de 250GB como de 2TB.


SATA, NVMe, Optane, RAID

Protocolo de conexão é o que define até onde um SSD pode ir em vários aspectos - especialmente em velocidade, mas também em segurança da troca de dados no sistema.

Com a necessidade de evolução no quesito velocidade, as conexões e padrões foram mudando e ganhando novas tecnologias. A SATA continua sendo disparada a mais comum, especialmente porque está em computadores desde com mais de uma década de existência até os mais novos.

 Porém, a tendência de mercado é o NVMe. Ele é um protocolo de transmissão de dados que proporciona alcançar velocidades muitos superiores ao SATA, limitados em 600 MB/s de leitura/escrita como já destacamos - apesar de alcançarem velocidades mais altas quando rodando em RAID0, mas isso explicaremos mais abaixo e vale para outros protocolos.

SATA
Ainda hoje o protocolo de conexão SATA é o mais comum e com maior compatibilidade quando se trata de computadores. No entanto, não é específico desse tipo de produto, sendo utilizado em outros componentes como "servidores de arquivos" do tipo NAS, que tem como princípio suportar drives para armazenamento de arquivos e compartilhamento em rede. Logo, precisa de algum tipo de conexão para drives de armazenamento, como o SATA.

A interface de conexão SATA (também conhecido como Serial ATA) possui três versões: SATA I (ou SATA 1.5 GB/s), SATA II (ou SATA 3 GB/s) e a mais atual e rápida  (ou SATA 6GB/s). Esse padrão foi adotado pela indústria por muitos anos para vários dispositivos de armazenamento e troca de dados, como HDs, drives de CD-ROM, Blu-ray e SSDs. Após o lançamento da versão mais rápida, a SATA3, o padrão atingiu seu limite de velocidade - para ir além sem complicar o quesito compatibilidade com versões anteriores, só um novo tipo de conexão, já que não era possível aumentar a velocidade sem mudanças físicas.

A conexão SATA "morreu" quando chegou ao limite de velocidade e precisou de mudanças físicas

Alguns padrões semelhantes chegaram a aparecer, como o SATA Express e seu conceito adotando duas conexões SATA unidas para o ganho maior de velocidade. Mas, isso não foi pra frente e acabou "morrendo" antes mesmo de ter modelos de drives comercializados em massa. Esse padrão não teve apoio das empresas criadoras de dispositivos de armazenamento.

NVMe
O protocolo NVMe é o que está em alta hoje, permitindo velocidades muito superiores ao SATA (AHCI). Ele proporcionou que novos tipos de conexões evoluíssem alcançando resultados bem melhores, como a M.2 e mesmo os drives de armazenamento via conexão PCI-Express. Como destacamos mais acima, um SSD NVMe baseado em conexão PCIe 4.0 já atinge velocidades de 5.000MB/s de leitura e pouco menos em escrita, mais de 8 vezes acima do padrão SATA - que, na verdade, nunca conseguiu entregar efetivamente seus 600MB/s prometidos.

É importante deixar bem claro que para um SSD NVMe funcionar em uma placa-mãe com conexão M.2, a conexão precisa ter o suporte para esse padrão, que hoje é normal em placas-mãe AMD socket AM4 e TR4 e placas-mãe Intel socket LGA1156 e LGA X99 e mais recentes. As primeiras conexões M.2 suportavam apenas o protocolo SATA, mas poucas placas-mãe chegaram a implementar ela nesse cenário limitado. Como outra informação que pode gerar alguma dúvida, caso conecte um SSD M.2 mais recente com suporte a PCIe 4.0 em uma conexão PCIe 3.0, ele vai funcionar normalmente, porém com velocidade inferior.

Optane
As memórias Optane são de propriedade da Intel, compatíveis exclusivamente com alguns de seus chipsets - ou seja, não é possível instalar uma memória Optane em um sistema AMD. Sendo assim, como tudo hoje em dia, não esperamos que vire padrão de mercado. Pelo contrário, limitações desse tipo tendem a limitar a evolução de tecnologias. As memórias Optane estão disponíveis em duas formas: uma apenas como memória cache onde ela não consegue fazer armazenamento de dados, e outra com memórias igual um SSD normal.

StoreMI
Como alternativa para as memórias Optane da Intel, a AMD também lançou uma tecnologia com conceito que busca a mesma proposta final: fazer cache dos principais arquivos utilizados pelo usuário. Porém, ao invés de forçar o usuário adquirir uma memória compatível, ela facilitou um pouco a vida e tornou necessário apenas a placa-mãe compatível - o resto é feito via software, que torna possível um HD cachear arquivos e atingir velocidades próximas de SSDs em algumas situações.

RAID
Falamos tanto dos novos protocolos e interfaces, mas não podemos deixar de fora uma tecnologia que continua firme e forte mesmo sendo mais antiga. Estamos falando do RAID, que dentre as várias opções, tem duas mais populares:  RAID1 que gera um sistema de backup entre 2 drives, com duas cópias de cada arquivo salvo e muito utilizado para garantir a segurança dos dados, e o RAID0 que "combina" 2 drives como se fosse um - a grosso modo, transforma dois SSDs de mesma capacidade e velocidade em um único SSD, só que somando suas capacidades e velocidades - e isso vale para os drives SATA ou mesmo para novos drives NVMe. Basta o hardware, leia-se a placa-mãe ou mesmo dispositivos NAS, servidor etc, ter a compatibilidade. RAID ainda tem outras opções, que falaremos em outro artigo.

Lembramos que, ao juntar dois ou mais drives em RAID0, o mais lento e de menor capacidade vai ser a referência. Isso quer dizer que se juntar um SSD de 500GB com outro de 750GB, o tamanho referência será do menor. Com isso, o sistema entende dois drives de 500GB chegando a capacidade final de 1000GB.

RAID pode ser utilizado para mais segurança ou maior velocidade

RAID é um tipo de tecnologia muito utilizada em servidores, que buscam o máximo de velocidade de transferência de dados ou mais segurança. Ele praticamente acabou com o SCSI (quem lembra? era outro padrão de conexão alternativo ao SATA, mas mais caro e que era quase que exclusivo de servidores. Lembro de ter um HD SCSI com uma placa dedicada para esse tipo de conexão a longínquos anos atrás. Naquela época, a conexão dos HDs ainda era baseada no padrão IDE dos famosos cabos de dados flat, mesmos cabos bem largos utilizados pelos já arcaicos drives de disquete 3 1/2 e 5 1/4.)


Controlador e Memória NAND

Todo SSD tem um controlador e memórias NAND. O controlador é responsável por fazer uma ponte entre as memórias e a interface de entrada e saída dos dados, sendo também responsável por boa parte das tecnologias suportadas pelo SSD. Já as memórias NAND são responsáveis pelo armazenamento dos dados - é nelas que os arquivos ficam gravados.

Algumas empresas possuem controladores próprios como a Samsung e a linha Phoenix. Já outras marcas utilizam controladores de empresas que não tem SSDs e desenvolvem apenas o controlador, como a Phison ou SMI, que estão em modelos como os da Corsair e TeamGroup.

Já as memórias NAND são categorizadas em diferentes padrões, mas é bom salientar que, apesar da diferença técnica, elas não mudam tanto como antigamente. Na prática, uma evolução que demorou um pouco e gerou problemas com modelos "morrendo" não faz muitos anos atrás - memórias de baixa qualidade faziam os dados se perderem e os SSDs deixarem de funcionar. Felizmente, hoje isso não acontece mais e as próprias garantias aumentaram visando não perder a confiabilidade nesse tipo de armazenamento.

Atualmente, são quatro tipos comuns de memórias NAND utilizadas em SSDs, sendo as memórias TLC e QLC as mais recentes. Essa última especialmente que está popularizando os SSDs por permitir a indústria colocar modelos com alta capacidade no mercado a preços mais competitivos frente aos HDs.

Abaixo explicamos um pouco sobre cada um dos tipos de memórias:

SLC (Single-Level Cell): as primeiras memórias armazenando um único bit de dados por célula, sendo muito rápida e de alta duração. Porém, por não ser muito densa em quantidade de dados, é uma solução mais cara.

MLC (Multi-Layer Cell): surgiram em seguida como uma alternativa mais densa visando um preço mais atrativo, porém são mais lentas. Como alternativa para os SSDs continuarem com desempenho, algumas empresas adicionam pequenos cache em memórias SLC atuando como buffers de gravação. As memórias MLC estão caindo em desuso com a chegada das TLC por questão de preço.

Mesmo as memórias QLC oferecem garantia de 5 anos.

TLC (Triple-Level Cell): estão presentes em uma série de SSDs. Conseguem ser ainda mais densas e com preços mais atrativos, mas pecam novamente na velocidade. Para se tornarem opções que justifiquem seu uso, precisam de buffers a fim de trazer ganhos práticos sobre os HDs. Esse tipo de memória para quem usa o computador em situações rotineiras, como aplicações de trabalho e navegar na internet, é suficiente. Não é uma solução recomendada apenas se o uso for para aplicações profissionais com grande tráfego de dados (as soluções MLC são as mais recomendadas para esse perfil de usuário).

QLC (Quad-Level Cell): são as memórias mais recentes lançadas na indústria. O conceito sempre segue a mesma lógica: maior densidade para armazenar mais dados em menor espaço físico a fim de tornar o preço por MB menor; sempre tentando entregar um desempenho satisfatório através de alguma solução que contorne a perda de desempenho, quase sempre com cache dinâmico via SLC. Os modelos com alta capacidade mais baratos tem usado esse tipo de memória e tendem a ganhar cada vez mais espaço, porque entregam o benefício de um SSD com preço mais atrativo dos que as demais soluções.

Empresas como WD e Toshiba já trabalham em uma nova geração de memórias NAND, seguindo o mesmo conceito das acima - mais densas e, consequentemente, mais lentas, provavelmente usando memórias cache dinâmico SLC para acelerar, e no final ficando mais baratas que as QLC.

Mas então devo comprar SSD com qual tipo de memória?
Em modelos recentes não é necessário ter medo das memórias mais densas como a QLC, especialmente para uso em sistemas desktop tradicionais que temos em nossas casas e para usar em aplicações e trabalhos que não demande alto trafego de dados. As memórias QLC se tornaram comuns nos modelos de 2.5 polegadas SATA, são boas opções e estão entre os principais motivos da queda no valor dos SSDs de alta capacidade atuais nesse formato. Apesar de menos "duráveis", elas ainda aguentam muitos anos (muitos mesmo) sem comprometer a perda de dados, mesmo com várias horas de uso diário. Falaremos disso no tópico abaixo relativo ao tempo de vida dos SSDs.

Vale lembrar que esse tempo de vida está associado ao tráfego de dados. Uma pessoa usando o computador para navegar na internet e trabalhar com softwares de produção como os da linha Office são bem diferentes de quem utiliza o computador para edição de grande quantidade de imagens e vídeos em altas resoluções. E, mesmo assim, para atingir o tempo de uso que vai começar a dar problemas teria que trabalhar quase o dia inteiro por 5 anos contínuos dependendo o modelo - algo bem improvável.

Agora se você é um usuário que mexe com alto tráfego de dados e salva arquivos grandes como acontece com um editor de vídeo profissional, um SSD com memórias do tipo TLC ou MLC são as mais indicadas, comuns em modelos NVMe que buscam velocidade superiores e não limitadas ao protocolo das conexões SATA.

OBS.: Pretendo em breve fazer testes com alguns dos SSDs desse artigo em um cenário diferente, onde irei praticamente encher eles ou ao menos ocupar em mais de 80% de seu espaço. O motivo desses testes é que alguns modelos de SSDs com memórias QLC podem ter grande perda de desempenho, já que parte do armazenamento utiliza memórias TLC, mais rápidas, mas em menor quantidade, e quanto um número de dados armazenados fica muito próximo do limite há uma perda considerável no desempenho. Em breve veremos se isso é real em cima de alguns dos modelos desse artigo.


Medida de durabilidade TBW?

TBW, leia-se "terabytes gravados", é a medida utilizada para gerar uma estimativa de tempo de vida do SSD. Quanto maior o TBW, mais dados gravados o SSD vai suportar. Em estimativas médias e genéricas, um SSD com 150TBW pode durar cerca de 10 anos quando se trata de leitura/gravação.

Dados médios: 100TBW = gravação de 50GB+ por dia durante 5 anos

Esse dado depende e varia bastante entre modelos e marcas de SSDs, além de ser diretamente relacionado ao tipo de memória utilizada (ex.: TLC ou QLC). Então, é importante ficar de olho para ver se ele atende o que você busca.

Um SSD com 100TBW permitirá gravar, em média, pouco mais de 50GB por dia durante 5 anos, o que é mais do que suficiente para usuários comuns. Outro detalhe é que é comum drives de capacidade maior possuírem TBW mais alto, já que a tendência de quem busca maior capacidade é trabalhar com maior número de dados.

Como referência, um arquivo de vídeo em formato MP4 e resolução FullHD com 5 minutos de duração ocupa apenas 600MB. O mesmo arquivo em resolução 4K, na casa de 1GB. São dados médios e dependem muito do formato e codec utilizado, mas dá para ter uma noção do que é necessário fazer para alcançar 50GB por dia. Lembramos também que games mais recentes podem alcançar esse número de dados, mas, novamente, se "baixa" algumas vezes e não todos os dias essa capacidade alta.

Também é importante destacar que os fabricantes fornecem aplicativos que normalmente informam como está o estado atual do tempo de vida do SSD. Caso não o façam, ainda existe outros software que fazem isso independente da marca do SSD, dando vários detalhes dos drives do sistema. Um desses softwares é o CrystalDiskMark, que pode ser baixado clicando aqui.


Velocidade em MB/s e IOPS?

A industria utiliza duas medidas para o desempenho de SSDs, a velocidade de leitura e escrita e o IOPS. Essas medidas variam de modelos para modelos e inclusive de capacidade para capacidade dentro de uma mesma linha, isso quer dizer que uma mesma linha de produto tem diferentes velocidades em sua variações de capacidade, normalmente os modelos de maior capacidade são mais rápidos que os modelos de menor capacidade.

Velocidade de leitura e escrita
A velocidade de leitura e escrita está relacionada ao protocolo, padrão de conexão e tipos de memórias. Modelos baseados em conexão SATA tem limite de 600 MB/s de leitura e escrita, que é o máximo que as conexões SATA3, as mais recentes desse padrão, alcançam. Porém você nunca verá um SSD com tempos de leitura ou escrita de 600 MB/s, mesmo os mais rápidos ficam um pouco abaixo, como 550 ou 560 MB/s.

Depois dos modelos SATA na ordem de maior velocidade temos modelos baseados em protocolos SCSI e AHCI, que chegam a superar os 1.000 MB/s e são baseados em placas dedicadas PCI-Express. Não vou entrar muito nos modelos U.2 e SATA Express que não se popularizaram no mercado para consumidores. Os modelos mais recentes utilizam o protocolo NVMe, que foi adotado massivamente pela industria e é quem está sofrendo as atualizações buscando maior velocidade. Os modelos mas simples tem desempenho médio entre 1.000 e 1.500 MB/s, modelos intermediários na casa de 2.000 MB/s e os modelos de desempenho mais alto acima de 3.000 MB/s quando se trata de PCI-e 3.0 e já alcançando 5.000 MB/s em conexão PCI-e 4.0.

IOPS
IOPS se refere ao número de operações por segundo que um drive consegue realizar. Trata-se de um medidor de desempenho bem comum quando falamos de discos rígidos (HDD), drivers de estado sólido (SSD) ou até armazenamento em rede (NAS). Quanto maior o IOPS, mais rápido se realiza leitura e gravações.

A quantidade de IOPS de uma tecnologia é muito importante para o sistema. Por mais que muitos digam que o número de operações por segundo só interfere no desempenho de aplicações, um IOPS baixo pode impactar diretamente no funcionamento de um aplicativo, podendo até inviabilizar a sua implementação.

Desde os SSDs baseados em SATA, houve uma grande evolução na velocidade para os atuais drives NVMe, pulando de números como 100.000 para 750.000 em modelos atuais.


Capacidades

Enquanto os SSDs ainda tem valor por "MB" mais caros que os HDs, recomendo usar o SSD para o que precisar de mais agilidade e um HD para armazenar arquivos. A ideia é que no SSD fique o sistema operacional e aplicações mais utilizadas no dia a dia, leia-se tudo que for instalado no Windows, eventualmente até os games que mais joga, e seguir utilizando um HD para salvar os arquivos tradicionais, como trabalhos, musicas, filmes e outros games que não jogue tanto.

Partindo desse princípio, atualmente a capacidade de um SSD ideal para esse cenário é de no mínimo 240GB. Essa capacidade proporciona uma margem sem gerar preocupações no cenário atual, mas não é recomendada se você pretende instalar games. Para esse caso, já recomendaria modelos com 480GB ou mais.

Se você quer dar um "UP" no desempenho da máquina, não pretende instalar games e vai usar poucos aplicativos (leia-se os tradicionais editor de texto, planilhas, algum app de edição), um SSD com capacidade de 120GB pode atender e será um divisor de águas no desempenho. Mas, lembre-se: nesse cenário será necessário salvar arquivos em outro drive, porque caso contrário o espaço vai acabar rapidinho e tende a gerar incomodações com a necessidade constante de gerenciamento de espaço. Lembro ainda que vários aplicativos vão ficar instáveis quando o espaço do drive onde os dados são salvos acabar.

Uma notícia boa é que várias empresas estão lançando SSDs com capacidades altas - especialmente porque o preço tem caído, ajudando a torná-los mais atrativos frente aos HDs. Com mais modelos no mercado, maior competitividade e, consequentemente, os preços mais atrativos.

240GB, 250GB, 256GB - É tudo igual?
Você já reparou que, dependendo a marca, a capacidade muda um pouco? Os modelos com capacidade média de 250GB, por exemplo. Eles podem ter 240GB, 250GB ou mesmo 256GB, dependendo a marca e linha do SSD.

No inicio, o conceito era dobrar o valor (30GB, 60GB, 120GB, 240GB, 480GB, 960GB e assim por diante), mesmo que no final das contas tivéssemos um pouco menos de espaço real. Mas, os números começaram a variar um pouco devido ao que alguns fabricantes chamaram de "Excesso de Provisionamento (OP)" - que nada mais é do que um espaço reservado em disco definido via firmware do SSD.

Na teoria, esse espaço tem como finalidade melhorar o desempenho e aumentar a resistência do SSD. Porém, o que manda mesmo é o resultado prático e as especificações fornecidas pelo fabricante em relação a durabilidade. Vale destacar que esse provisionamento muda de acordo com o modelo e fabricante, e pode ainda influenciar dependendo da quantidade de dados armazenados no drive. A Kingston tem um artigo bem interessante que pode ser acessado por esse link.


Preços

Os preços de SSDs caíram bastante nos últimos anos. Como comentei em várias situações nesse artigo e nas análises que fiz, o principal motivo está relacionado as memórias - que passaram a ser mais densas e, consequentemente, proporcionaram mesma "quantidade" de matéria prima salvando bem mais gigabytes. Ou seja, agora um chip de memória consegue armazenar muito mais dados do que quando os SSDs foram lançados. No entanto, como também falamos nos tipos de memória existentes, o desempenho acabou sendo afetado, mas logo acharam uma solução para isso - combinar memórias de diferentes tipos a fim de não ter perda de velocidade na maioria das situações.

Voltando ao preço, hoje temos bons SSDs padrão SATA de 250GB custando abaixo de R$200. Sim, ainda são mais caros que HDs, mas acho que posso arriscar uma previsão: logo chegará o dia em que o gigabyte de um SSD ficará com preço realmente próximo ou igual ao de um HD.

Naturalmente, os valores dos modelos NVMe M.2 ficam acima dos modelos SATA, especialmente porque, além da velocidade superior, são de um padrão novo e leva um tempo até a popularização (até mesmo para produção a fim de atender a demanda). Mas, como poderemos ver nos anúncios abaixo, já é possível comprar um bom SSD M.2 NVMe por valores na casa de R$300.

E outra: considerando boas marcas, não fique muito preocupado com os tipos de memória. Foi-se o tempo onde elas apresentavam problemas de baixa longevidade. O que você deve ficar de olho, especialmente em modelos SATA de 2.5 polegadas, é o TBW. Não é incomum modelos com 15.000 ou 20.000 TBW, dependendo da intensidade de uso do sistema, serem um problema em alguns anos.

Se estiver muito barato, veja as especificações - com destaque para o TBW!

Qual comprar então? Compre o que tem o melhor preço aliado a boas especificações - nem o inferior e nem o mais rápido, diferentes do que acontecia há anos atrás. Hoje, temos mais de uma dezena de boas empresas com uma série de modelos dos mais variados tipos. Recomendo conferir a série de análises em nosso site, que podem ser acessadas clicando aqui.

Links para compra de SSDs na Pichau:
- Link para modelos NVMe (em formato M.2 e PCIe)
- Link para modelos SATA (em formato 2.5 polegadas e M.2)

Alguns modelos SATA de 2.5 polegadas:
- LEXAR NS100 SATA 128GB - R$104
- Team Group L3 EVO SATA 120GB - R$108
- Gigabyte SATA 120GB - R$120
- Team Group L5 Lite SATA 240GB (TLC) - R$179
- LEXAR NS100 SATA 512GB - R$279

Alguns modelos NVMe em formato M.2:
- Corsair Force Series MP510 NVMe 240GB (TLC) - R$309
- ADATA XPG GAMMIX S5 NVMe 256GB (TLC) - R$299
- ADATA XPG Gammix NVMe 256GB (TLC) - R$309
- ADATA XPG SX6000 NVMe 512GB (TLC) - R$429


Fazendo um upgrade para SSD

Se você já tem um HD e quer fazer um upgrade para um SSD, o primeiro passo é saber qual é o padrão do seus HD. Se for em um notebook é fácil: ele será um HD no formato 2.5 polegadas com conexão SATA, já que é o único formato utilizado atualmente nesse tipo de produto. Sua opção será comprar um SSD SATA em formato 2.5 polegadas e colocar no lugar do HD - deve considerar que não conseguirá manter os dois na grande maioria dos casos, tirando um ou outro modelo que possui suporte para 2 drives de 2.5 polegadas, ou terá que remover o drive de DVD e colocar um HD ou SSD no lugar através de um adaptador.

A outra possibilidade é que alguns notebooks possuem uma conexão mSATA, sendo possível instalar um SSD nesse formato mantendo o HD. Mas, o melhor cenário acontece com os notebooks mais recentes que trazem uma conexão M.2, mais rápida e atual. Também é possível manter o HD, mas isso depende muito de notebook para notebook, sendo necessário abrir e confirmar ou pesquisar na internet se o seu modelo tem essa conexão extra.

A instalação pode ser bastante simples ou nem tanto - novamente, existe notebooks e notebooks nesse aspecto. Se for fácil, requer um conhecimento básico para abrir. Em boa parte dos casos basta conectar, fechar e ele será reconhecido, sendo necessário apenas fazer o processo de mudança do sistema com um software específico de clone de drives de armazenamento (artigo a respeito em breve).

Faremos um artigo mostrando o processo para migrar o sistema operacional do HD para o SSD

Se a instalação for em um desktop, o processo é para ser bem mais simples, já que é mais fácil abrir a grande maioria dos computadores desktop comparados a notebooks. Sem contar que o espaço é muito maior.

Arisco a dizer que todos os computadores lançados na última década suportam ao menos SSDs em formato 2.5 polegadas padrão SATA. Os modelos mais recentes (2 a 3 anos pra cá) suportam SSDs M.2, além, é claro, de modelo via placas PCI-Express que só precisam do slot PCI-E disponível. Algumas placas-mãe entusiastas trazem outros padrões de conexões, mas com poucas opções de drives disponíveis no mercado, como SATA Express e U.2.

A instalação de SSDs em computadores desktop é muito simples. Basta conectar e ligar o sistema. Eventualmente, também é necessário mexer na BIOS da placa-mãe se o SSD não for encontrado. A dica é trocar o modo de BIOS de UEFI para Legacy caso o sistema não encontre o SSD. Talvez a situação que mais acontece é do drive não dar boot mesmo com o sistema detectando ele.


Sistema utilizado

Abaixo o sistema utilizado para os testes de todos os SSDs e HDs dos comparativos, baseado em um plataforma com mainboard que usa o chipset X570 e processador Ryzen 9 3900X.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte X570 AORUS Master [análise]
- Processador AMD Ryzen 9 3900X [análise]
- Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2080[análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB) [site oficial]
- SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 1TB [site oficial]
- Fonte Thermaltake Toughpower 850W Gold [site oficial]

O SISTEMA NÃO RODA NENHUM ANTI VÍRUS OU
APLICATIVO QUE POSSA INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield V (DX12) - [análise]
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench

CLIQUE E CONFIRA TODAS NOSSAS ANÁLISES DE SSDs e HDs


Firmware

A maioria das empresas lançam aplicativos para gerenciamento dos SSDs responsáveis por processos como atualização da firmware, otimizações e uma formatação segura. Abaixo telas mostrando alguns desses aplicativos:

Também recomendamos conferir o Crystal Disk Info, software que mostra alguns detalhes técnicos dos drives instalado no computador, incluindo como anda o tempo de vida do drive.

DOWNLOAD - Crystaldiskinfo


Temperatura

Lembram que falamos em reviews de SSD baseados em conexão SATA que eles praticamente não geram calor, com o SSD aumentando pouco a temperatura quando em uso forçado? Em SSDs de conexão M.2 isso pode mudar bastante, não sendo nenhum absurdo que modelos alcancem 60º, 70º quando em operação.

A temperatura vai depender do controlador, memórias e especialmente de onde o SSD ficará instalado - se direto na mainboard ou em uma placa dedicada vertical, se embaixo de uma placa de vídeo ou sobre um dissipador.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos nenhum dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura se isso já não vier com o SSD, visando ter um cenário real para quem compra. Das três conexões M.2 existente na mainboard que utilizamos, colocamos ele na conexão acima da placa de vídeo e próxima ao processador por se tratar de um local comum em vários modelos que trazem apenas uma conexão, inclusive placas em formato Mini-ITX.


Testes sintéticos

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores, o teste "SeqQ32T1" e "4KiB Q32T1". Abaixo, os scores em modo leitura e escrita:


Testes práticos

Carregando um game (Battlefield V)
Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, testamos o Battlefield V em cima do mesmo mapa usado em boa parte de nossas reviews de placas de vídeo. O conceito do teste foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa. Porém, executamos o teste e depois novamente carregamos o mesmo mapa na sequência para ver como é o comportamento após o sistema já ter o mapa "pré-carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)
Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

Site oficial do Bootracer

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe
Abaixo, os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber. Sendo assim, tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Gigabyte AORUS PCIe 4.0, tem velocidade de leitura de até 5.000 MB/s e escrita de 4.400MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal em cópia, ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB (leitura)
Neste teste copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Esse seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB para drive analisado (escrita)
Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do 960EVO para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Conclusão

A ideia desse artigo foi criar um guia completo sobre os SSDs - componentes que estão virando o padrão de armazenamento em vários dispositivos. É uma questão de tempo para esses dispositivos assumirem o lugar de todos os HDs, mudança de conceito de produto que já aconteceu em várias outras situações. É o processo natural da evolução em busca de melhorias.

O artigo será atualizado constantemente, adicionando novos testes e informações, já que a evolução é contínua e não para. De antemão, informo que as próximas atualizações trarão testes com Windows rodando em um pen drive e também em SSDs portáteis. Testes em RAID0, RAID1, Intel Optane e AMD StoreMI também virão no futuro.

O ARTIGO SERÁ CONSTANTEMENTE ATUALIZADO COM NOVOS TESTES E INFORMAÇÕES

Além dos testes baseados nessas tecnologias, haverão outros com modelos antigos e novos de SSDs e HDs. Entre eles, pretendemos trazer alguns das primeiras gerações, um SSD utilizando protocolo SCSI, o RevoDrive X3 da antiga OCZ e, é claro, modelos PCIe 4.0 que devem aparecer com mais força com o passar do tempo.

Também lembramos que a Black Friday está chegando, uma boa oportunidade para quem quer economizar um pouco. Faremos uma cobertura diferenciada nesse ano com lives mais longas.

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.