PC Baratinho e da Crise dão conta de The Division 2?

Depois de passar sem nenhum trabalho por Devil May Cry 5, as coisas vão mudar bastante para encarar The Divison 2. O game de mundo aberto da Ubisoft é muito mais exigente com o processador, tudo "por culpa" do amplo mapa de Washington pronto para "infernizar" a vida especialmente no processador!

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Como monitoramos o hardware em nossos vídeos? Tutorial do MSI Afterburner e RivaTuner

 

CPU

Baseado na Snowdrop, o motor gráfico de The Division tem a vantagem de operar tanto em DirectX 11 quanto 12, o que nos dá uma versatilidade interessante para os testes. Nó começamos os testes com o Athlon 200GE, na esperança que ele novamente desse conta do game, mas dessa vez não deu. É possível jogar com ele, mas o jogo sofre de recorrentes stutterings, além de segurar a taxa de quadros com frequência para abaixo dos 40fps. Acionar o DirectX 12 não ajudou nem um pouco, como dá pra perceber nos benchmarks abaixo:

Dessa vez não deu para o Athlon 200GE

Apesar da média estar próxima dos 60fps em algumas configurações, o testes acima não mostra o maior problema: a falta de estabilidade. Jogar com o Athlon é incômodo por conta das travadas que são muito frequentes e que atrapalham os vários momentos de ação do jogo.

Com essas dificuldades técnicas partimos para o Pentium, ver se o lado Intel dá conta do recado. O Pentium G5600 que temos por aqui se saiu melhor, reduzindo a quantidade de stutterings e mantendo a taxa de quadros mais próxima dos 60fps, apesar de não conseguir isso o tempo todo, também. Com o preço mais aceitável atualmente, já dá pra achar o modelo de entrada da Intel por R$ 330, partimos com ele já que apesar de não ter muita margem, já viabiliza o gameplay.

Radeon vs GeForce

Com o Pentium G5600 como processador e 8GB de RAM, experimentamos rodar o benchmark do jogo em FullHD/baixo para ver como as placas de entrada de AMD e Nvidia se saem. Tivemos os curiosos resultados abaixo:

[CORREÇÃO]: Um detalhe passou despercebido nos testes: ao ligar o pre-set do mínimo, o jogo aplica uma escala de resolução para 75%, ou seja: o game é renderizado em uma resolução um 25% menor que o 1080p em nossos testes.

O resultado é uma bela "maçaroca", já que as diferentes placas interagem de um jeito com DirectX 11 e DirectX 12. A Nvidia se sai melhor na tecnologia mais antiga, e a GTX 1050 2GB em DX11 é o melhor resultado do gráfico. A AMD também perde performance na média, mas a RX 560 2GB tem indiscutivelmente a melhor estabilidade no testes, com 1% e 0.1% muito melhores que as outras combinações.

Nvidia foi melhor em DX11, mas a Radeon foi mais estável em DX12

Por conta dessa característica, é bem mais confortável jogar com a RX 560 apesar da GTX 1050 entregar taxa de quadros mais altas. É possível jogar em vários trechos próximo dos 60fps em FullHD em qualidade baixa (que não é tão ruim, como vai dar pra ver no vídeo), porém há trechos em que tanto a placa de vídeo quanto o Pentium não dão conta de manter essa performance, derrubando a performance para a casa dos 40fps. 

Por conta disso, acredito que o melhor ajuste seja manter a configuração FullHD/baixa porém travar a taxa de quadras para os 45fps. Isso estabilizou muito bem o jogo, e mesmo quando ele não dá conta as oscilações são "suaves" e não impactam tão negativamente na experiência do jogador, já que uma queda para 40fps é bem menos sentida por alguém jogando em 45fps do que alguém na casa dos 60fps.

E como fica o PC da Crise? "Aproveitamos a viagem" e colocamos nosso hardware mais limitado para encarar o game, com seu Ryzen 3 2200G e gráficos integrados Vega 8. Para nossa surpresa, o jogo foi bem no hardware, pois se por um lado a Vega 8 tem menos desempenho que as placas dedicadas, em contrapartida o Ryzen 3 conta com quatro núcleos, o que ajuda na estabilidade. O gameplay ficou mais estável, um misto da taxa menor de quadros que está rodando com a maior eficiência do processador, e dá para jogar oscilando entre 30 e 60fps com gráficos em FullHD em qualidade baixa. Em alguns trechos a Vega 8 sofre bastante e traz a taxa de quadros para baixo, então quem quer algo constante deve mirar nos 30fps.

O PC da Crise se saiu bem, rodando próximo dos 30fps em 1080p/baixo com boa estabilidade

Experimentamos colocar a GTX 1050 no PC da Crise, e definitivamente quem está de olho no The Division 2 deve cogitar investir em ao menos um quad-core. A estabilidade do sistema melhorou consideravelmente, e mesmo não tendo desaparecido totalmente os stutterings, a estabilidade do sistema melhorou consideravelmente. Aproveitando a sessão "melhor investir um pouco mais", sem dúvidas a RX 570 continua sendo o melhor negócio quando o assunto é custo versus benefício. Em nossos testes conseguimos subir a qualidade do baixo para o alto mantendo a média próxima dos 60fps, um salto de performance que é bem maior que o gasto adicional, já que o custo sobe de R$ 550 (RX 560) para R$ 700.

É claro que sempre recomendamos investir em um PC "mais parrudo" para dar conta sem problemas do game. Em nossos testes com um hardware semelhante ao PC Ideal, com um Ryzen 5 1600, 8GB de RAM e uma RX 580 8GB jogamos em FullHD/Alto com taxa bem estável travada em 60fps. Então mais um game parece ter passado sem problemas pelo crivo de nosso PC indicado pra galera!

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Configuração final

PC Baratinho para rodar The Division 2:

- Intel Pentium G5400 - R$ 330
- Placa-mãe H310 - R$ 369
- 8GB de RAM (2x4GB) - 2x R$ 185
- AMD Radeon RX 560 4GB - R$ 550 ( com forte recomendação de gastar mais e pegar RX 570 por R$ 700)
- HD Seagate Barracuda 1TB - R$ 240
- Fonte de 430W - R$ 225
- Gabinete, monitor, teclado, mouse e licença do Windows reaproveitados de um PC velho - R$ 0

Preço total R$ 2.084

Configuração do PC da Crise

PC da Crise:

- AMD Ryzen 3 2200G - R$ 466
- Placa-mãe AM4 A320 -  R$ 320
- 8GB de RAM em 2666MHz - 2x R$ 180
- HD de notebook de 2.5" 5400RPM - R$ 260
- Fonte de 300W SFX - entre R$ 50 e 150

Preço total R$ 1.539

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".