Como escolher um notebook para jogar? Nosso guia e testes lhe ajudam a decidir

Se você quer um notebook, você quer portabilidade, não é mesmo? Caso contrário, estaria montando um computador de mesa convencional, algo que sai mais em conta e que costuma ter mais performance. Pois se o que você tem em mente é jogar em notebook, sinto lhe dizer: você vai enfrentar uma decisão difícil de ser tomada.

 

O desafio acontece justamente por causa da portabilidade. Muitas das características de um computador de alto desempenho, que é o que você precisa para jogos, impactam no tamanho do notebook. A primeira decisão, e a mais determinante, é o chip gráfico. Diferentes chips gráficos entregam diferentes níveis de performance, como mostram os benchmarks abaixo.

Os notebooks onde estão equipados os respectivos chips gráficos:

Nvidia GeForce GTX 980M - MSI GT72 Dominator Pro
Nvidia GeForce GTX 970M - Avell G1513 Max SE
Nvidia GeForce GTX 960M - Avell G1511 Fire XR
Nvidia GeForce GTX 950M - Avell G175 Fire XR
Nvidia GeForce GT 640M - Acer Aspire Timeline Ultra M3

AMD Radeon HD 8970M - MSI GX60 1AC
AMD Radeon HD 8870M - Samsung ATIV Book 6 NP670Z5E-XD2BR

Intel HD Graphics 4600 - Avell G175 Fire XR (chip gráfico Nvidia desabilitado) 

Para entender esses gráficos de games: Em torno de 60 é o ideal. Entre 30 e 60 é bom, e abaixo de 30 começa a ficar injogável

Deu para ver que não é qualquer notebook que vai encarar jogos com qualidade Ultra em resolução FullHD. A área de corte fica ali pela altura da GTX 950M, onde conseguimos ficar perto dos 30FPS mas, muito provavelmente, é mais sensato desligar alguns filtros para conseguir um pouco mais de fluidez na jogabilidade. Dependendo do jogo, porém, você não vai conseguir essa qualidade extrema neste chip, como dá para ver neste outro bench:

Damos uma aliviada nas configurações, pensando agora em um gamer que está disposto a baixar um pouco da qualidade, para em troca conseguir pegar um notebook um pouco mais leve e barato:

Categoria de notebooks para jogar 

Delimitando algumas características comuns, temos uma certa subdivisão, se pensarmos em notebooks para jogar:

  • Notebooks de entrada com gráficos integrados

Compostos por modelos que utilizam os gráficos integrados junto com o processador, caso de modelos como os Cor i3, i5 e i7  que usam os Gráficos HD da própria Intel. APUs A6, A8 e A10, da AMD, também entram nessa conta.

Jogos que encara: Counter Strike, League of Legends, Diablo III, Dota e demais franquias leves.
Vantagem: Os mais baratos e leves
Desvantagem: Não rodam muito jogos. Raramente conseguem qualidade acima da média. 
Exemplos de modelos: Praticamente todas as fabricantes possuem modelos com esta característica.
Custo: A partir de R$ 1.5 mil

  • Notebooks de entrada com gráficos dedicados 

Aqui temos uma categoria de notebooks que trazem um chip dedicado ao processamento dos gráficos, mas que ainda usam GPUs menos potentes e, por conta disso, não são muito mais caros ou espessos que os notebooks com chips integrados.

Jogos que encara: Tomb Raider, Bioshock e outros jogos intermediários, com qualidade média ou alta.
Vantagem: Ainda mantem alguma portabilidade e o preço não é muito alto.
Desvantagem: Franquias muito pesadas (Metro, Middle Earth, GTA, The Witcher) não vão rodar de forma satisfatória neste modelo.
Exemplos de modelos: Dell Vostro 5480Avell Titanium B153 MAX, Asus X550LN e Asus S46CB
Custo: A partir de R$ 2.5 mil 

  • Notebooks gamers de entrada

Saindo do terreno dos notebooks que ainda são discretos, chegamos a uma categoria de produtos que já trazem chips mais parrudos e performance excelente para jogar. O preço, peso e espessura inevitavelmente sobem aqui, por conta de seus chips mais avançados.

Jogos que encara: Qualquer jogo.
Vantagem: Entregam ótima relação entre custo e benefício.
Desvantagem: Já não são tão leves. Para jogos mais pesados, é preciso desabilitar alguns filtros.
Exemplos de modelos: Avell G1511 Fire XR, Avell G175 Fire XR e MSI GE60 Apache.
Custo: A partir de R$ 4 mil

  • Notebooks gamers ultrafinos

Uma categoria específica de notebooks tenta unir o melhor dos dois mundos: a espessura fina e a alta performance. Estes modelos fazem o que podem para tentar unir estas características divergentes, e tem seus custos por conta disso: não tem tanta performance quanto modelos mais espessos, aquecem mais e, quase sempre, custam bastante caro.

Jogos que encara: Qualquer jogo.
Vantagem: Conseguem ser finos e portáteis, com ótimo desempenho.
Desvantagem: Custo alto, e performance abaixo de modelos com valor semelhante.
Exemplos de modelos: MSI GT70 Stealth, Razer Blade
Custo: A partir de R$ 10 mil  

  • Notebooks gamers para entusiastas

Por fim, chegamos ao topo da colina. Aqui temos aparelhos bastante caros e muitas vezes enormes, mas que rodam qualquer coisa em qualquer qualidade que você quiser. O limite destes modelos é o Ultra em qualidade FullHD, e só resoluções muito superioes, como QuadHD ou 4K, deixam estes modelos indefesos. E isso em games pesados.

Jogos que encara: Qualquer jogo.
Vantagem: Rodam jogos em qualidade avançada.
Desvantagem: Custo alto. Grandes e pesados.
Exemplos de modelos: MSI GT72 Dominator Pro, Avell G1745 Max
Custo: A partir de R$ 7 mil   

Para ajudar em sua escolha, aqui abaixo vai uma relação completa dos benchmarks de diversos destes chips, com os games rodando em alta e baixa qualidade.

Tomb Raider

Qualidade Alta

Qualidade Baixa 

Bioshock: Infinite 

Qualidade alta

Qualidade baixa 

Terra-média: Sombras de Mordor

Qualidade alta

Qualidade baixa

Gran Theft Auto V 

Qualidade alta

Qualidade baixa 

The Witcher 3

Qualidade alta

Qualidade baixa

Agora você está munido de informações, e basta definir agora em qual das duas pontas você está mais disposto a abrir mão: na portabilidade de seu notebook, ou na performance. Também é sempre bom ir preparando a carteira, pois o preço destes modelos costumam acompanhar o ritmo em que a performance sobe. 

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

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