Vale a pena ir com um Blu? Nossa análise do Studio 5.0C HD e C Mini

A Blu é uma marca criada por brasileiros em 2009, mas que ainda não é muito conhecida por aqui. Isso porque ela estÁ sediada em Miami, nos Estados Unidos, e comercializa seus produtos no Brasil hÁ três anos. Samuel Ohev-Zion é o dono da companhia, junto com seu filho. Modesto, ele sabe que não pode competir (ainda, diz) com as grandes fabricantes do mercado. Atualmente, a Blu vende cerca de 500 a 600 mil aparelhos por mês em todo o mundo. Para 2014, pai e filho esperam vender mais de 14 milhões de unidades.

A aposta da marca é criar aparelhos que sejam bonitos e tenham um design mais chamativo, principalmente em relação às cores. Para o segundo semestre deste ano ela trouxe um portfólio com mais de 25 novos produtos. Além de Android, a empresa iniciou a comercialização de dois smartphones com Windows Phone.

MasÂ… na prÁtica, como é o desempenho dos aparelhos da Blu? Nós recebemos aqui na redação dois modelos com Android da linha Studio C Series: O Studio 5.0 C HD e o Studio C Mini. Abaixo, apresentamos os aparelhos e falamos os prós e contras deles.



Studio C Mini

Studio 5.0 C HD
Processador
Mediatek MT6582,
quad-core, 1.3 GHz
Mediatek MT6582,
 quad-core, 1.3 GHz
GPU
Mali-400 Mali-400
Armazenamento
4GB (interna) +
 64GB (microSD)
4GB (interna)+
64GB (microSD)
Memória RAM
512MB 1GB
Sistema operacional
Android 4.4.2 Android 4.4.2
Câmeras
Traseira 5MP/
Frontal 2MP
Traseira 8MP/
Frontal 2MP
Tela
4.7" IPS LCD
480 x 800
5" IPS LCD
720 x 1280
Dimensões
138 x 71.5 x  9.5 mm 146 x 74 x 9.3 mm
Peso
156 g 166g
Bateria
Li-Ion 2000 mAh

Li-Ion 2000 mAh
LTE

NFC
Dois chips SIM

Preço (14/10/14)
R$ 349
R$ 549

Studio C Mini

Também testamos o "mais modesto" C Mini, uma opção para quem prefere o tamanho de tela menor de 4.7". Ele se situa no segmento de entrada, e você consegue encontrÁ-lo por preços a partir de R$ 349. Seu processador é o mesmo quad-core de 1.3GHz da Mediatek que se vira bem para manter o Android ativo, mas sempre eu crash toda vez que tentamos rodar algum benchmark. Apesar de não podemos mensurar em números, a performance do processador é suficiente para um uso tranquilo deste smartphone.

O engasgo é outro: os 512MB de memória RAM. Por mais que a Google tenha otimizado o KitKat, versão do Android instalada neste aparelho, ela não consegue fazer milagre. O smartphone funciona bem em um uso cotidiano leve, mas se você começar a força no multitarefa, alternando muito entre apps ou mesmo colocando múltiplos softwares para trabalhar ao mesmo tempo, você vai sentir o engasgo da RAM.

O acabamento não é excepcional, mas estÁ ótimo para seu segmento, assim como sua câmera, que é sofrível, o que é o padrão dos smartphones baratinho. A tela tem dois extremos: ela distorce pouco as cores e tem uma qualidade interessante em contrastes e intensidade de brilho, mas sofre por conta da baixa resolução WVGA, o equivalente a 800 x 480 pixels. Apesar de não impressionar, tem coisa bem pior neste aspecto, neste segmento de preço.

A autonomia ficou em um dia e meio de uso muito intenso, mas dÁ para conseguir bem mais que isto fazendo um uso mais moderado, mérito do hardware leve e a tela com baixa resolução. É um aparelho que deve ser cogitado por quem estÁ querendo um smartphone baratinho mas que cumpra bem o seu papel. Não servirÁ para usuÁrios que demandam muito de seus aparelhos, mas tem uma das melhores relações entre custo e benefício disponível no segmento de entrada, perfeito para presentear aquele seu ente querido que não manja muito de gadgets, mas que você também não quer forçar a barra dando um aparelho ruim como presente.

E o nosso veredito dos Blus? Nossa impressão é bastante positiva. Em seu segmento de preço, nos R$ 349, este é um dos modelos com os melhores componentes, especialmente a tela, que costuma ser o primeiro item sacrificado neste smartphones de entrada.

Studio 5.0 C HD

Dos dois aparelhos que temos aqui, o Studio 5.0 C HD é melhor e, consequentemente, mais caro. Ele compete na faixa de preço dos smartphones intermediÁrios custando R$549,00. Ele nos surpreendeu positivamente e mostrou que, embora não muito conhecida, a marca não fica atrÁs de outras companhias no segmento, exceto por alguns detalhes. A tela HD de 5 polegadas tem boa qualidade. As cores são fieis, nítidas, e não ocorre distorção da imagem ao mudar o ângulo de visão.

Em relação ao design, ele não é feio, mas aparência não é seu ponto forte. O Studio 5.0 C HD estÁ disponível em cores bem chamativas - mas também nos clÁssicos preto e branco, com a cor do alto falante frontal igual a da capa traseira. A câmera traseira é de 8 megapixels e quebra um galho legal. Em um ambiente bem iluminado, as fotos são nítidas, sem ruídos. Para ambientes escuros o flash consegue salvar a imagem, mas se perde um pouco ao gerar olhos vermelhos e deixar a foto naquele tom esbranquiçado, necessitando de umas ediçõezinhas e uns filtros do Instagram para salvÁ-la. A frontal possui 2MP e também estÁ ok em relação ao que conhecemos da categoria. A captura ocorre instantaneamente.

No desempenho em geral ele não decepciona. Vem com processador quad-core MediaTek MT6582 de 1,3GHz e 1GB de RAM. Utilizando diariamente, não hÁ problemas constantes de engasgos e travamentos. Pelo contrÁrio, a multitarefa é eficiente e os programas rodam sem lentidão. O que ocorre, às vezes, é o aplicativo parar do nada. Mas só quando o usuÁrio utilizar muitas aplicações ao mesmo tempo. Os benchmarks mostram que o processador não consegue aguentar o tranco. Nos testes que fizemos, ele não se saiu muito bem. A carga da bateria dura um dia inteiro usando moderadamente com WiFi e 3G ativados. 

Diferente do C Mini, porém a concorrência do 5.0 C é bem mais pesada. Seu preço é próximo de peso-pesados como o Motorola Moto G, com tela e hardware excelentes, o que coloca este smartphone em uma disputa apertada. Ele ainda estÁ entre os mais interessantes do segmento, mas possui rivais de fabricantes muito mais estabelecidas que fazem frente a este modelo.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".