XPG GAMMIX S50 é mais um SSD PCIe 4.0 entre os mais rápidos do mercado

SSD tem o mesmo controlador Phison PS5016 dos demais modelos PCIe 4.0 comercializados atualmente
Por Fabio Feyh 23/12/2019 19:35 | atualizado 25/12/2019 11:32 comentários Reportar erro

O XPG GAMMIX S50 é o segundo SSD NVMe com conexão PCIe 4.0 que analisamos. Como todos os outros até o momento, ele também é baseado no controlador Phison PS5016 - o primeiro e por enquanto único disponível em modelos com esse padrão de conexão - e não temos grandes novidades em tempos de leitura e escrita quando comparamos com os demais SSDs desse tipo: 5.000MB/s de leitura e 4.400MB/s de escrita sequencial. Essa linha possui capacidades 1TB e 2TB, e o modelo que analisaremos é a segunda opção.

Site oficial do XPG GAMMIX S50
Link de compra de SSDs NVMe na Pichau

Para usufruir do desempenho máximo de um SSD PCIe 4.0, é necessário um CPU Ryzen/Threaripper 3000 e placa-mãe com chipset X570/TRX40

Em cenário internacional, os modelos custam $223 (1TB) e $447 (2TB). No Brasil, esse valor dobra, com o modelo de 1TB custando R$1.900 (Pesquisa feita no dia 17/12/2019).

PS.: Antes de começar, é bom lembrar que, por enquanto, os SSDs são os únicos componentes de um PC que realmente trazem ganho de desempenho sobre a tecnologia PCI-Express 4.0. Uma placa de vídeo não consegue absolutamente nenhum ganho prático. 


CONFIRA NOSSO GUIA COMPLETO SOBRE SSD E HD CLICANDO AQUI


Especificações

O que chama mais atenção em SSDs PCIe 4.0 dessa linha são os tempos de leitura, que alcançam 5.000MB/s na leitura e 4.400MB/s na escrita sequencial - incluindo outros modelos que possuem o controlador Phison PS5016. A linha AORUS PCIe4 da Gigabyte ainda tinha uma versão com 500GB, mas com corte na velocidade de escrita.

Repito o nome do controlador, pois o PS5016 é o primeiro e único no mercado até o momento. Inclusive, há relatos que a AMD investiu uma boa grana para entregar esse controlador a tempo de ter o primeiro produto que realmente tira algum proveito do barramento PCI-Express 4.0. E, claro, para trabalhar no marketing dessa tecnologia.

Os modelos de 1TB e 2TB possuem as mesmas velocidades, só mudando o TBW

Todos trazem memória do tipo TLC com TBW (Terabytes Gravados) variando de acordo com a capacidade. É normal os modelos de maior capacidade dentro de uma mesma linha virem com TBW superior, justamente porque SSDs de maior capacidade são destinados a usuários que vão exigir mais na gravação de dados. Consequentemente, essas pessoas precisam de um produto com maior durabilidade nesse sentido. Mais abaixo, explicamos o que é TBW e a importância desse dado para SSDs.

Como já mencionei na introdução do artigo, ele possui duas capacidades diferentes: 1TB e 2TB.  O modelo analisado de 2TB tem "absurdos" 3.600TWB, considerando que um modelo de 100TBW suporta mais de 50GB de transferência de dados por dia durante 5 anos. Um SSD com 3600TBW vai suportar nada menos que a transferência de 1.8TB por dia por 5 anos (WTF!).

Além dos tempos de leitura e das tecnologias, os SSDs trazem um pequeno dissipador sobre o PCB / componentes / memórias que visa ajudar na dissipação de calor, bem parecido com alguns dissipadores que acompanham algumas mainboards.

Abaixo, você pode conferir uma tabela com as principais características técnicas dos modelos disponíveis da linha XPG GAMMIX S50. 

O modelo analisado tem capacidade de 2TB (2.000GB)


Comparativo

Abaixo tabela comparativa entre o SSD analisado com alguns outros modelos do mercado:

Comparativo

XPG GAMMIX S50 NVMe Gen4 SSDGigabyte AORUS NVMe Gen4 SSDWD Black SN750 NVMe SSDSeagate FireCuda 510 NVMe SSD

Preços

Preço no lançamentoU$ 223,99 U$ 259,99 R$ 1.300,00 U$ 229,99
Preço atualizadoR$ 1.899,00 R$ 1.799,99 R$ 1.300,00 R$ 1.999,00

Características

Capacidade1TB (cadastrada), 2TB 500GB, 1TB(cadastrada), 2TB 250GB, 500GB, 1TB(cadastrada) e 2TB 1TB(cadastrada) e 2TB
InterfacePCIe 4.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 4.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3
Tipo de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 M.2 2280 M.2 2280
ControladorPhison PS5016-E16 Phison PS5016-E16 WD Phison PS5012-E12
Tipo das memórias3D TLC Toshiba 96-layers 3D TLC SanDisk 64-layer 3D TLC Toshiba 64-layer BiCS 3D TLC
Leitura Sequencial5000 MB/s5000 MB/s3470 MB/s3450 MB/s
Escrita Sequencial4400 MB/s4400 MB/s3000 MB/s3200 MB/s
Leitura Aleatória750.000 IOPS750.000 IOPS515.000 IOPS620.000 IOPS
Escrita Aleatória750.000 IOPS700.000 IOPS560.000 IOPS600.000 IOPS
Classificação de resistência1800 TBW1800 TBW600 TBW1.300 TBW
Garantia5 anos 5 anos 5 anos 5 anos
Site oficialLinkLinkLinkLink


Memórias SLC, MLC, TLC e QLC

As memórias instaladas no SSD são importantes, pois elas afetam a velocidade e o tempo de vida dos dados armazenados.

Atualmente, temos quatro tipos comuns de memórias NAND utilizadas em SSDs. Sendo as memórias TLC e QLC as mais recentes e, especialmente essa última, que tem possibilitado a popularização dos SSDs por permitir a indústria colocar modelos com alta capacidade no mercado, a preços mais competitivos.

SLC (Single-Level Cell): as primeiras memórias armazenando um único bit de dados por célula, sendo uma memória muito rápida e de alta duração. Porém, por não ser muito densa em quantidade de dados, é uma solução mais cara.

MLC (Multi-Layer Cell): surgiram em seguida como uma alternativa mais densa visando um preço mais atrativo, porém são mais lentas. Como alternativa para os SSDs continuarem com desempenho, algumas empresas adicionam pequenos cache em memórias SLC atuando como buffers de gravação. As memórias MLC estão caindo em desuso com a chegada das TLC, por questão de preço.

TLC (Triple-Level Cell): estão presentes em uma série de SSDs. Conseguem ser ainda mais densas e com preços mais atrativos, mas pecam novamente na velocidade. Para se tornarem opções que justifiquem seu uso, precisam de buffers a fim de trazer ganhos práticos sobre os HDs. Esse tipo de memória para quem usa o computador em situações rotineiras como aplicações de trabalho e navegar na internet é suficiente. Não é uma solução recomendada apenas se o uso for para aplicações profissionais com grande trafego de dados (as soluções MLC são as mais recomendadas para esse perfil de usuário).

QLC (Quad-Level Cell): são as memórias mais recentes lançadas na indústria. O conceito sempre segue a mesma lógica: maior densidade para armazenar mais dados em menor espaço físico a fim de tornar o preço por MB menor, sempre tentando entregar um desempenho satisfatório através de alguma solução que contorne a perda de desempenho, quase sempre com cache dinâmico via SLC. Os modelos com alta capacidade mais baratos do mercado tem usado esse tipo de memória atualmente e tendem a ganhar cada vez mais espaço, porque entregam o benefício de um SSD com preço mais atrativo dos que as demais soluções.

Empresas como WD e Toshiba já trabalham em uma nova geração de memórias NAND chamada PLC, seguindo o mesmo conceito das memórias acima, mais densas e consequentemente mais lentas, provavelmente novamente usando memórias cache dinâmico SLC para acelerar, e no final ficando mais baratas que as QLC.


Tecnologias NVMe, SATA, PCIe 3.0 e 4.0

NVMe
Os SSDs mais recentes usam muito o termo NVMe no nome, materiais de marketing, caixas etc, porque esse é o protocolo utilizado pelos modelos mais atuais. Essa "tecnologia", combinada com outras características técnicas, possibilita que os SSDs alcancem velocidades de leitura e escrita bem mais rápidas que protocolos anteriores, como o SATA.

Resumidamente, se você quer um produto com tecnologia mais recente e naturalmente mais rápido, ele deve ser baseado em NVMe. Mas, tem um porém: computadores mais antigos (e não estou falando de modelos de 5 ou 6 anos atrás, mas até mesmo de 1 ou 2 anos) podem não suportar essa tecnologia, então é importante verificar antes se a sua placa-mãe ou notebook tem o suporte para esse padrão. Lembro ainda que SSDs NVMe podem ser baseados em dois tipos de formatos: M.2 (esses bem pequenos e finos) ou através de uma placa dedicada PCI-Express (modelo Corsair Neutron NX500 de nossos testes).

PCIe 3.0 e 4.0
Outra especificação importante em SSDs mais recentes é a velocidade do barramento PCI-Express. A grosso modo, a "estrada" por onde os dados trafegam. Até o primeiro semestre de 2019, os modelos mais rápidos eram baseados em PCIe 3.0, mas esse ano, com o lançamento dos processadores Ryzen 3000 e placas-mãe com chipset X570 da AMD, tivemos a chegada do PCIe 4.0, que já em seus primeiros modelos alcançam velocidades de 5.000 MB/s.

Para resumir, quanto mais rápido for o barramento PCI-Express, maior será a velocidade de trafego disponível, mas para isso além do barramento o produto conectado também precisa ter suporte a tecnologia.


O que é TBW?

TBW, leia-se "terabytes gravados", é a medida utilizada para gerar uma estimativa de tempo de vida do SSD. Quanto maior o TBW, mais quantidade de dados gravados ele vai suportar. Em estimativas médias e genéricas, um SSD com 150TBW pode durar cerca de 10 anos quando se trata de leitura/gravação.

Dados médios: 100TBW = gravação de 50GB+ por dia durante 5 anos

Esse dado depende e varia bastante entre modelos e marcas de SSDs, além de ser diretamente relacionado ao tipo de memória utilizada (ex.: TLC ou QLC), então é importante ficar de olho para ver se ele atende o que você busca. Um SSD com 100TBW permitirá gravar, em média, pouco mais de 50GB por dia durante 5 anos, o que é mais do que suficiente para usuários comuns. Outro detalhe é que é comum drives de capacidade maior possuírem TBW mais alto, já que a tendência de quem busca maior capacidade é trabalhar com maior número de dados.

Os aplicativos fornecidos pelo fabricante normalmente informam como está o estado atual do TBW do SSD, mas existem outros software que fazem isso independente da marca, dando vários detalhes dos drives do sistema. Um desse softwares é o CrystalDiskMark, que pode ser baixado clicando aqui.


Fotos

O SSD é baseado em formato M.2 de tamanho 2280 (22 mm de largura e 80mm de comprimento) com visual um pouco diferente por trazer um dissipador sobre a parte de cima do PCB, onde fica o controladores e parte dos módulos de memória, já que ele tem memórias de ambos os lados.

Nas fotos abaixo colocamos o XPG S50 ao lado de um WD Black com dissipador e outro Team Group MP34 sem nenhum dissipador. Vale destacar que o uso for para um notebook, será necessário remover o dissipador, e destacando que ao menos atualmente, não temos nenhum notebook no mercado que tenha conexão PCIe 4.0, porém ao conectar um SSD desse padrão o mesmo vai funcionar normalmente já que possuo retrocompatibilidade com PCIe 3.0 e 2.0.


Sistema utilizado

Antes dos testes, configuração do sistema utilizado, além de uma foto do SSD instalado na plataforma de testes. Optamos por esse conector por ser uma posição tradicional e que está disponível em muitos modelos, inclusive em Mini-ITX, sendo assim é um cenário mais comum para tomar como base o teste de temperatura.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte X570 AORUS Master [análise]
- Processador AMD Ryzen 9 3900X [análise]
- Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2080[análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB) [site oficial]
- SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 1TB [site oficial]
- Fonte Thermaltake Toughpower 850W Gold [site oficial]

O SISTEMA NÃO RODA NENHUM ANTI VÍRUS OU
APLICATIVO QUE POSSA INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield V (DX12)
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Firmware

Abaixo algumas imagens do aplicativo SSD Toolbox utilizado para gerenciar seus SSDs. Para download da versão mais atual clique aqui.

Como a maioria dos aplicativos semelhantes, ele é responsável pelo gerenciamento do SSD, passando detalhes, utilitários e update de firmware.

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado, em seguida gráficos comparativos.


Temperatura

Lembram que em reviews de SSD baseados em conexão Sata que os mesmos praticamente não geram calor, com o SSD aumentando pouco a temperatura quando em uso forçado? Em SSDs de conexão M.2 isso pode mudar bastante, não sendo nenhum absurdo que modelos alcancem 60º, 70º quando em operação, apesar dos modelos mais recentes ficarem com temperaturas abaixo de 60º graus em média.

A temperatura vai depender do controlador, memórias e especialmente onde o SSD ficará instalado, se direto na mainboard ou em uma placa dedicada vertical, se embaixo de uma placa de vídeo ou sobre um dissipador.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos nenhum dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura se isso não vier com o SSD, visando ter um cenário real para quem compra. Das três conexões M.2 existente na mainboard que utilizamos, colocamos ele na conexão acima da placa de vídeo e próxima ao processar, por se tratar de um local comum em vários modelos que trazem apenas uma conexão, inclusive placas em formato Mini-ITX.


Testes sintéticos

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

OFFTOPIC: Abaixo o gráfico de número 11.000 utilizado em um conteúdo no Adrenaline

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores, o teste "SeqQ32T1" e p "4KiB Q32T1". Abaixo, os scores em modo leitura e escrita:


Testes práticos

Carregando um game (Battlefield V)
Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield V com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte de nossas reviews de placas de vídeo. O conceito do teste foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa, porém executamos o teste e depois novamente carregamos o mesmo mapa na sequencia para ver como é o comportamento após o sistema já ter o mapa "pre carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)
Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe
Abaixo, os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber, sendo assim tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Gigabyte AORUS PCIe 4.0, tem velocidade de leitura de até 5.000 MB/s e escrita de 4.400MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal em cópia ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 2TB (leitura)
Neste teste copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 2TB para drive analisado (escrita)
Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do AORUS Gen4 para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Conclusão

Como já falamos em vários artigos e reviews, SSDs baseados em conexão PCIe 4.0 são a única grande melhoria desse novo barramento por enquanto. Agora, além de compatíveis com as placas-mãe com chipset X570 e processadores Ryzen 3000, eles também ganharam compatibilidade com o chipset TRX40 e os processadores Threadripper 3000 - em ambos os casos, produtos destinados a entusiastas, como a própria proposta dos SSDs PCIe 4.0 e suas velocidades de leitura e escrita. Porém esse não é o limite de velocidade que pode ser alcançado em se tratando de SSD PCIe 4.0, a Lexar anunciou que já tem modelos trabalhando em 7.000MB/s.

Esse modelo GAMMIX S50 da XPG tem praticamente as mesmas características do AORUS PCIe 4.0: desde controlador até as memórias utilizadas, mudando apenas a velocidade de escrita aleatória (50.000 IOPS acima no modelo da XPG). Logo, como vimos nos gráficos, o desempenho de ambos são bem parecidos.

Suporte para modelos de SSDs PCIe 4 continua limitado a plataformas de alto desempenho

Modelos NVMe de alta capacidade e desempenho são bem caros não apenas porque estão a frente dos demais em velocidade, mas em vários casos também pelo fator novidade. E novidade quer dizer preço mais alto.

Lá fora, o AORUS PCIe 4.0 de 1TB foi lançado por $260 dólares, e três meses depois está custando $210 dólares - uma queda muito interessante. O GAMMIX S50, para comparar, está custando $220 dólares no modelo de mesma capacidade.

Mas ai você pensa: bom, modelos PCIe 3.0 de alto desempenho devem estar custando bem menos, correto? O Samsung 970 EVO Plus de 1TB custa $200 dólares e está na casa de R$1.650 no Brasil. Mesmo sendo um excelente SSD M.2 NVMe, ele tem tempos de leitura/escrita bem inferiores (3.500/3.300MB/s), assim como sua durabilidade de escrita também (600TBW). Um WD Black SN750 de mesma capacidade já pode ser encontrado por R$1.400 ou menos em promoções, e os modelos PCIe 4 como esse GAMMIX S50 de 1TB chegam por R$1.800

SSDs estão com bons preços. Fique de olho em promoções!

Ou seja, não tem muita lógica investir em um modelo PCIe 3.0 de alto desempenho se o preço está muito próximo de um PCIe 4.0. Sem contar que os novos modelos tem retrocompatibilidade com conexão PCIe 3.0. Se o valor for próximo como acontece quando comparado ao 970 EVO, vale investir um pouco mais e pegar um modelo mais rápido e com maior durabilidade. Porém, se a diferença for muito grande, vai depender muito do uso, já que são poucos os casos onde realmente faz diferença.

Lembre-se: para alcançar esse tempo de leitura/escrita máximo, tanto quem recebe quanto quem manda precisam ser igualmente rápidos em um teste de cópia - ou em alguma aplicação que demande muito trafego de dados direto no SSD, onde essas altas velocidades podem fazer diferença, mas são raros os casos.

Minha recomendação é esperar um pouco mais, mas certamente esses modelos são opções bem mais interessantes do que qualquer PCIe 3 de mesma capacidade se o preço for muito próximo, não apenas pela velocidade, mas pela durabilidade de escrita de dados.

PRÓS
Os tempos de leitura e escrita mais rápidos do mercado atualmente
Alta durabilidade de escrita de dados, com longevidade para muitos anos
Preço semelhante aos modelos top PCIe 3.0
CONTRAS
SSDs PCIe 4 chegaram muito caros no Brasil comparado com bons modelos PCIe 3
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.