ANÁLISE DE DEATH STRANDING - Um dos maiores e mais complexos lançamentos do ano

Jogo traz elementos inovadores e história extremamente original, mas dá pra chamar de novo gênero?
Por João Gabriel Nogueira 01/11/2019 04:01 | atualizado 01/11/2019 10:17 comentários Reportar erro

Introdução

Death Stranding é um dos jogos mais aguardados do ano. Além de ser mais um exclusivo temporário de peso para o PS4, o game marca também a estreia do Kojima Productions, estúdio criado pelo lendário Hideo Kojima depois que ele se livrou das amarras da Konami. O famoso desenvolvedor é muito conhecido por sua criatividade e "maluquices" já na série Metal Gear, então todos os olhos estão atentos para ver como vai ficar um game feito pela mente "livre" de Kojima. Confira nessa análise o que achamos de Death Stranding!

Aceito um dos pedidos para a missão principal no painel de uma das centrais. Aloco a encomenda nas costas de Sam, colocando uma escada no ombro esquerdo e uma âncora de escalada no direito. Em cada coxa, uma granada EX. A carga das costas não é das mais pesadas, então seu centro de gravidade está perfeitamente ajustado, tudo pronto para partir. Abro meu mapa e traço uma rota até meu destino, o que me preocupa um pouco porque parece que serei obrigado a atravessar um acampamento de MULAs. Deixo pra resolver isso quando chegar e subo no meu triciclo inverso para começar minha viagem.

O triciclo inverso é um veículo impressionante, passando por cima da maior parte das pedras quase sem dificuldade, sendo quase capaz de escalar em alguns trechos. Sua bateria é limitada, mas geralmente não preciso me preocupar com isso. Além do CQP que carrego comigo - que me possibilita montar um gerador dentro da rede quiral a qualquer momento - notei pelo mapa que outros jogadores já espalharam alguns geradores pelo meu caminho. Energia não será um problema nesta viagem, mas os MULAs podem ser, agora que me aproximo do acampamento deles.

Mal percebi os postes inimigos e já veio um scan laranja. Os MULAs detectam minha carga e avançam em direção à minha posição. Isso já me deixa nervoso porque considero incrivelmente frustrante o combate neste game e quero evitá-lo ao máximo. Mas, como sempre, logo sou avistado por um dos inimigos e eles vêm pra cima com violência, jogando suas lanças elétricas de longe.

Por sorte, o terreno aqui é bem nivelado e quase sem obstáculos, o que possibilita avançar quase em linha reta à toda velocidade com o triciclo inverso, logo deixando meus adversários, e a parte que menos gosto do jogo, pra trás. Mas enquanto solto um respiro aliviado, ouço um som que qualquer pessoa jogando Death Stranding vai se acostumar: o rápido bipe que alerta para chuvas temporais.

A chuva por si só não me preocupa - o trajeto não é grande o suficiente pra danificar a carga - o que me deixa em estado de alerta é o que geralmente a chuva acompanha. Não demora muito e o odradek é ativado, teremos EPs no caminho. Devido à situação do terreno decido descer do triciclo inverso e ir a pé mesmo, evitando as EPs na base da furtividade. O caminho que segue é tenso e exige concentração, então nem olho para as notificações que começam a aparecer no meu celular.

Consigo passar o terreno sem encontros e respiro aliviado. Resolvo dar uma olhada no celular enquanto ainda empurro o analógico para frente no controle. Sam tropeça, se desequilibra e cai de costas. A carga não é muito danificada, mas o BB começa a chorar. Uns segundinhos acalentando ele e a viagem se torna quase uma linha reta até a próxima Knot City. É só não tropeçar mais nenhuma vez e será missão cumprida.

Jogabilidade

Vamos começar falando da jogabilidade do game que é onde podemos nos aprofundar mais sem entregar spoilers. Essa é a primeira vez que começo um review com um "prólogo", porque da mesma maneira que o leitor precisa passar por essa enorme introdução para chegar à parte mais importante do texto, você vai ter que passar por esse gameplay para chegar às partes mais interessantes do jogo. E quem vai decidir se isso é bom ou ruim, é o jogador.

"Gerenciamento" é palavra-chave do gameplay

O trecho descrito acima é uma "simulação". Não estou descrevendo nenhuma missão específica, além de ser propositalmente vago para não entregar muitos detalhes, apenas relembrando como é a experiência da maioria das entregas que realizamos no jogo. Claro que o gameplay evolui e as possibilidades se diversificam, mas a maior parte do tempo é isso, então pode dar uma boa noção se este é ou não um jogo para você.

A palavra-chave do gameplay Death Stranding é gerenciamento. O jogador tem que gerenciar os pedidos de entrega, as rotas que vai realizar, os suprimentos que vai levar e até a distribuição da carga nas suas costas - ou nos veículos - além de gerenciar ainda os passos de Sam, o protagonista, que pode tropeçar e cair em terrenos perigosos. É um estilo bem diferente de jogo e é revigorante ver esse tipo de risco e inovação sendo tomados num triplo A do tamanho de Death Stranding, não apenas num indie, como costuma ser.

Na verdade, por mais estranho ou atípico que possa parecer o gameplay neste game, é justamente quando ainda estamos tentando entender a mecânica que o jogo mais se destaca. Depois que tudo se torna muito natural e os encontros com as EPs já não são mais tão assustadores, o jogo fica meio repetitivo e traz uma sensação de "grinding" em algumas das missões. A introdução de equipamentos de transporte diferenciados em alguns momentos mais avançados do game ajudam a oferecer mais variedade e quebrar um pouco dessa sensação, além de oferecer possibilidades para os jogadores mais criativos, principalmente com o trator flutuante.

Contra MULAs ou chefes, o combate é o que menos agrada

Essa é até uma das razões pelas quais o combate, como mencionei no prólogo, é o que mais me frustra em Death Stranding. Os enfrentamentos são truncados e desajeitados, o que deve ter sido feito até de propósito, já que Sam é um entregador, não um soldado. O jogador deve realmente querer evitar o combate neste game. Mas minha maior crítica ao combate não é essa - é o fato de ser a mesma coisa de sempre: tirando um ou outro elemento diferenciado, essa parte não tem muitas novidades para oferecer. E em alguns momentos você vai ser obrigado a entrar nessas lutas, principalmente contra chefes. Num jogo tão cheio de ideias e propostas, se engatar num combate acaba com o ritmo de "descobertas" e nos coloca num gameplay que já vimos em muitos outros jogos. 

Usar armas como a boleadeira e a arma adesiva ainda traz um ar de novidade, mas depois o jogo libera até algumas armas mais "tradicionais", que não acrescentam em nada para a experiência principal do game.

Como tudo em Death Stranding, a jogabilidade tem um segundo aspecto, uma segunda "camada", que vou me aprofundar num capítulo especial mais adiante, porque é importante agora falarmos um pouco da história do game.

História e Ambientação

A história e ambientação de Death Stranding são as partes mais interessantes do jogo e, até por isso, as que menos posso comentar. Não é por acaso que os trailers do game tentaram se manter tão misteriosos e, na maioria das vezes, até confusos. Grande parte da experiência aqui é a descoberta e o esforço para entender como se montam as peças deste imenso quebra-cabeça que é o enredo do jogo. 

Uma mitologia extensa e intrigante prendem a atenção

Explicando em termos bem gerais, o jogo se passa nos EUA, devastado depois de um evento chamado Death Stranding. Muita coisa mudou neste futuro remoto. A humanidade comprovou a existência da vida após a morte e a ciência da área prosperou, trazendo novas tecnologias e possibilidades. Ao mesmo tempo, são poucas as pessoas remanescentes depois do Death Stranding, porque o primeiro acontecimento foi apenas o início dos problemas.

O evento cataclísmico ganhou este nome, que pode ser traduzido mais ou menos como "a morte ficando ilhada", porque interligou o mundo dos mortos e o dos vivos, trazendo consequências desastrosas para os vivos. A primeira é a chuva temporal: quando chove, a água avança o tempo das coisas, degradando construções rapidamente, fazendo pessoas envelhecerem instantaneamente, etc. Além disso, há locais que ficaram tomados por EPs, que são basicamente fantasmas, para não explicar demais. As EPs agarram humanos vivos e podem trazer elementos do outro lado para o nosso. E esses nem são os maiores problemas. Agora, quando uma pessoa morre, a sua passagem para o "outro lado" pode causar uma obliteração, uma destruição completa de uma imensa área, com o aparecimento de inúmeras EPs.

E esses são apenas alguns aspectos da imensa enciclopédia de lore que Death Stranding despeja sobre o jogador. Não dá pra explicar tudo aqui, é até melhor não explicar. Só o suficiente para ajudar no entendimento do review. Mas já fica aqui uma boa noção de como é profundo o enredo escrito para este jogo e também os aplausos pela criação de um universo tão bem amarrado e rico em detalhes. E a maneira que a história é contada e os personagens se relacionam com seu mundo, realmente tornam essa ambientação realista, dando a impressão que aquelas pessoas realmente vivem naquela realidade. Elogio em especial a abordagem científica que o jogo tem sobre o pós-vida que ele criou porque, pragmaticamente falando, se a humanidade comprovasse a existência de fantasmas e entidades do além, provavelmente conduziria experiências científicas sobre elas como qualquer outra coisa.

Os mistérios do enredo são um importante destaque

Sem me aprofundar mais para manter o mistério, fica o aviso que a história não é tão complicada como os trailers fizeram parecer, mas não chega a ser simples. Há um volume bem grande de informação e é necessário estar atento para entender, e mesmo assim ficam alguns buracos aqui ou ali. Quem já jogou Kojima sabe o que esperar neste sentido.

Foram quatro parágrafos extensos para falar apenas um pouco da ambientação, nem chegamos na história do game em si ainda, então vamos falar dela. Em Death Stranding você assume o papel de Sam Bridges, um entregador lendário com um passado misterioso. Contra sua vontade, ele aceita a missão de viajar através de todo o território dos EUA, conectando suas principais cidades à rede quiral (que precisaria de um artigo à parte para explicar o que é). Na última cidade ele vai ter a chance de resgatar Amelie, uma figura importante em sua vida e que está presa por terroristas na costa oeste do país - e o real motivo para o herói aceitar a jornada.

O líder desses terroristas, aliás, é um importante antagonista no jogo e a parte que menos gostei da história. Higgs, diferente de toda a profundidade de Death Stranding, é raso, simplório e coberto de clichês. O típico vilão poderoso que só quer o mau e destruição, em que não é possível simpatizar nem por um segundo com sua causa. É até estranho como ele atua pouco também. Na maior parte do game nem me lembrava que Higgs existia.

É importante destacar aqui, no entanto, que há diversos elementos da ambientação e da história que não vou detalhar para evitar spoilers e tentar manter a experiência de descoberta do jogo. Outros não tenho como me aprofundar pelo simples volume de informações necessárias para descrevê-los. Basta dizer aqui que existe quase uma enciclopédia de informações para quem quiser mergulhar de cabeça no lore do jogo, e que a trama fica bem mais complexa do que fazer uma longa jornada e enfrentar um terrorista.

Ao longo do caminho você vai aproveitar a viagem para realizar entregas e aceitar pedidos, o que ajuda a convencer as pessoas a entrarem para a rede quiral. Além disso, o jogador também vai conhecer novos personagens, saber suas histórias, suas dificuldades e ambições. Se conectar.

Conectando-se

O tema todo do game, desde seu anúncio, é a questão de se conectar. É interessante como o termo flui entre seu sentido literal e figurado ao longo do jogo, conectando (sim) os dois lados mais importantes de Death Stranding: sua narrativa e sua mensagem

O que mais merece elogios aqui é como essa mensagem aparece no gameplay, na verdade, não apenas na narrativa. Qualquer jogo consegue ilustrar mais do que apenas está dizendo através das palavras, mas fazer isso na jogabilidade é o que realmente faz um clássico, como Spec Ops: The Line, por exemplo.

Os muitos significados em "se conectar"

Death Stranding deixa sua mensagem sobre conexões bem clara pela narrativa e pelos diálogos. Na verdade, clara até demais algumas vezes. Um discurso ou outro acaba saindo com cara de palestra e fica óbvio demais pro tom geral do jogo, se saindo até meio piegas. E não ajuda o fato dos personagens neste game serem tão prolixos... Por isso que os momentos em que pude melhor apreciar a "história por trás da história", me conectar com a mensagem do game, foi quando eu estava explorando o mundo, fazendo as entregas.

Pra isso é muito importante jogar conectado. Literalmente. Jogando online, as construções de outros jogadores aparecem no seu mapa, facilitando muito sua jornada. Pode aparecer um gerador para sua moto ou um abrigo contra chuvas na hora certa. Você pode ainda contribuir pra essas construções, levando material para sua manutenção, ou fazer suas próprias, que vão ajudar você e outros jogadores. Há também autopavimentadoras colocadas pelo próprio jogo, que constroem estradas depois de receberem uma determinada quantidade de material. Todos os jogadores online podem contribuir pra isso.

Além das construções, escadas, ganchos de escalada e etc. também podem ser espalhados por aí. Há ainda encomendas perdidas de jogadores que as abandonaram ou perderam, que podem ser recuperadas e levadas ao seu destino por alguns recursos extras. O jogo, no entanto, não é um MMO. Você nunca vai ver outros jogadores, apenas o que eles deixam, e também não é exatamente toda e qualquer estrutura de todos os jogadores, o game separa por servidores automaticamente.

Narrativa e mensagem são conectados pelo gameplay

E é essa a experiência ideal do game. Encontrar a estrutura que você precisa, no momento em que você mais precisa, realmente dá uma sensação de gratidão e vontade de contribuir também. Realmente dá pra sentir que este é um mundo em que todos se ajudam, estranhamente até mais do quem em outros jogos onde você chega a ver os outros jogadores. Às vezes, acelerando por uma extensa estrada que nem precisei contribuir para utilizar, dá tempo pra relaxar e pensar como seria o o nosso mundo se as pessoas se ajudassem assim.

É interessante que muitos jogadores têm aversão à ideia de um jogo trazer elementos políticos ou uma mensagem, mas Hideo Kojima sempre fez isso e com Death Stranding não seria diferente. Não precisa concordar com o que o game tem pra dizer, mas tapar seus ouvidos pra mensagem é jogar fora metade da experiência.

Gráficos

Death Stranding é um jogo lindo. A sua desolação cinza tem uma beleza própria e os efeitos de animação são um grande destaque. Os cenários podem ser um pouco repetitivos, mas o mundo parece tão amplo e cheio de possibilidades que há uma sensação quase constante de deslumbramento, principalmente nas primeiras horas do jogo.

Os "efeitos especiais" também acompanham o mesmo nível de qualidade. As huds do game, os efeitos de luz, de partículas e coisas do tipo ajudam na imersão e contam com um design simples e intuitivo. E isso é extremamente importante porque, num game com tanta ênfase no gerenciamento, o jogador passa um bom tempo nos menus. 

Outro aspecto igualmente indispensável é a qualidade das texturas e expressões faciais, já que outra boa parte do game se dá em conversas. E aqui temos mais um exemplo de excelência, com os modelos de personagem fazendo justiça ao peso dos grandes nomes contratados para dar vida a esses personagens. As nuances das expressões, movimentos dos cabelos, realmente dá pra "entrar" no game e apreciar suas incrivelmente longas cutscenes.

As animações merecem um elogio à parte. A simples mecânica de andar aqui ganha uma atenção renovada, já que o jogador precisa ficar atento para não deixar Sam cair quando está carregando muito peso ou com a carga mal colocada, então as animações são caprichadas e detalhadas. A maneira que ele carrega e descarrega objetos, interage com pessoas ou até dá socos é feita com um esmero bonito de se ver.

Realmente é impressionante ver do que a Decima engine é capaz neste jogo e fica a expectativa pra ver até onde ela poderá chegar no PC.

Áudio

No nível de investimento que jogos triplo A alcançaram atualmente, é mais do que esperado um certo padrão de qualidade na parte de áudio também, e Death Stranding entrega. Na parte de dublagem, o game conta com atuações de primeira, até porque são atores famosos que realmente interpretam os personagens. Mas vale dizer que o nível se mantem quando jogamos em português brasileiro também, uma vez que o game é localizado. O trabalho é muito bem dirigido e os personagens conseguem passar a emoção correta na maior parte do tempo e dos diálogos, entregando uma experiência imersiva e que vai poder ajudar quem não entende inglês a também entrar na história. O trabalho de tradução, aliás, também é muito bom, até com as legendas raramente deixando a desejar e fazendo uma ótima localização, não apenas a tradução direta dos textos.

Mas claro que nem só de dublagem vive o áudio. Passando pela trilha sonora, temos um uso bem variado de músicas licenciadas de bandas menos conhecidas, concedidas por "cortesia" de suas gravadoras. A maioria é um tanto melancólica e carregada, o que as fazem casar perfeitamente com o tom do jogo, principalmente pelo "timing" em que são executadas, feito com maestria na maioria das vezes, soltando a música certa na hora certa.

Os efeitos sonoros também merecem seu parágrafo. São eles que permeiam o jogo e ajudam demais na sensação de impacto das coisas, quando levamos um tombo com Sam ou deixamos a carga cair. O som da chuva, tão presente e central no game, é até gostoso de se ouvir e andar nesses trechos seria relaxante se não tivéssemos que nos preocupar com a carga ou as EPs. É interessante também os sons do BB saindo no alto falante do controle, mas dá pra mudar isso nas opções pra quem não gosta.

Conclusão

Death Stranding é um jogo diferente e inovador que certamente vai surpreender principalmente quem costuma ignorar o cenário indie. É certamente de se elogiar ver um game tomando tantas decisões "ousadas" sendo um triplo A de seu tamanho e trazendo um pouco de novidade para este segmento tão saturado e repetitivo.

Além de trazer mecânicas diferentes e uma história bem amarrada, num universo que dá muita vontade de desvendar e conhecer, o game oferece também uma mensagem sobre a condição humana que vem num tempo muito oportuno. Uma mensagem que não é apenas dita e repetida inúmeras vezes ao longo das várias conversas, mas vivida e sentida de uma maneira bem mais interessante ao longo do gameplay.

Death Stranding é uma experiência única e diferenciada, que merece uma chance de quem está pronto para um grinding

Dito isso, Death Stranding certamente não vai ser um game para todos. O gerenciamento de objetos e grinding das entregas não vai agradar a todos e, para quem não se interessa por mensagens e só quer jogar pra se distrair, o jogo não vai oferecer mais do que justamente esse grinding. Nessa review me esforcei para ser o mais vago possível para evitar spoilers e manter o senso de descoberta, tão importante para o título, mas quis destacar essas características que podem decepcionar os menos atentos.

Mas, para quem receber o game de braços abertos e se conectar com o jogo, Death Stranding oferece uma experiência única e original, que com certeza será lembrada como bela uma praia neste imenso oceano negro de jogos triplo A.


  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.