Seagate FireCuda 510 NVMe é um dos SSDs mais rápidos do mercado, veja análise

Modelo é muito rápido e de alta longevidade, mas com preço acima de concorrentes
Por Fabio Feyh 22/09/2019 17:32 | atualizado 27/11/2019 11:38 comentários Reportar erro

Como um dos nomes mais fortes da indústria em armazenamento de dados, a Seagate não poderia ficar de fora na corrida pelos SSDs de alto desempenho com protocolo NVMe. Hoje iremos analisar o FireCuda 510 NVMe em formato M.2 com capacidade de 2TB, modelo topo de linha da empresa atualmente.

Como principais destaques ele traz o controlador Phison PS5012-E12, velocidade de leitura de 3.450 MB/s e escrita de 3.200 MB/s, iguais nas duas capacidades disponíveis dentro da linha, 1TB e 2TB. A mudança fica por conta do IOPS em leitura com o modelo de 1TB alcançando 600k e o de 2TB 485k, além do TBW, 1300 no modelo de 1TB e 2600 no modelo de 2TB. Números altos que garantem longa vida mesmo para usuários que precisam de muita demanda de tráfego de dados no sistema.

Site oficial dos SSDs Seagate FireCuda 510
Artigo sobre tecnologias e diferença de SSDs e HDs

A linha FireCuda 510 está entre as mais rápidas do mercado

Os modelos chegaram recentemente ao mercado custando a partir de R$2k na versão de 1TB. Um valor alto que pode dificultar a vida dele por aqui, especialmente porque o mercado está repleto de bons modelos com preços competitivos. Como base de comparação, no mercado americano um WD Black SN750 de 1TB está custando $210 dólares enquanto o FireCuda 510, de mesma capacidade, custa $230 (pesquisa feita dia 19/09/2019).


Especificações

A tabela abaixo mostra as principais características técnicas dos dois modelos disponíveis na linha FireCuda 510. Como destacado na introdução, ambas as capacidades possuem os mesmos tempos de leitura e escrita sequencial, as diferenças ficam por conta da leitura aleatória (IOPS) e TBW.

O modelo de 1TB é mais rápido no IOPS de leitura, 620k contra 485k, já a gravação é igual para ambos, 600k. Se tratando do TBW, que é uma medida de durabilidade de gravação do SSD (explicação detalhada adiante), temos 2600 no modelo de 2TB e 1300 no modelo de 1TB. Isso é algo comum, já que quanto maior a capacidade dos dispositivos, a tendência é também apresentar maior TBW.

Confira o artigo sobre SSDs no Mundo Conectado

Os modelos de 1TB e 2TB possuem as mesmas velocidades sequenciais

Ambos os modelos utilizam memórias do tipo 3D TLC, adotado pela maioria das empresas em modelo com esse perfil. O motivo pelo qual ele é amplamente utilizado é conseguir entregar bons resultados por preços mais atrativos comparado com MLC, que é mais rápido, mas mais caro. A linha Samsung 970 EVO usa memórias MLC.

Comparativo

Abaixo tabela comparativa entre o SSD analisado com alguns outros modelos do mercado:

Comparativo

Seagate FireCuda 510 NVMe SSDWD Black SN750 NVMe SSDSamsung 970 EVO PlusCorsair Neutron NX500 AIC NVMe SSD

Preços

Preço no lançamentoU$ 229,99 R$ 1.300,00 U$ 249,99 U$ 459,74
Preço atualizadoR$ 1.999,00 R$ 1.300,00 R$ 1.700,00 R$ 1.700,00

Características

Capacidade1TB(cadastrada) e 2TB 250GB, 500GB, 1TB(cadastrada) e 2TB 250GB, 500GB, 1TB(cadastrada) e 2TB 400GB(cadastrada), 800GB
InterfacePCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 M.2 NVMe 3.0 x4 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3
Tipo de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 M.2 PCIe x4 HHHL
ControladorPhison PS5012-E12 WD Samsung Phoenix Phison PS5007-E7
Tipo das memóriasToshiba 64-layer BiCS 3D TLC SanDisk 64-layer 3D TLC Samsung V-NAND 3-bit MLC Toshiba 15nm MLC
Leitura Sequencial3450 MB/s3470 MB/s3500 MB/s2800 MB/s
Escrita Sequencial3200 MB/s3000 MB/s3300 MB/s1600 MB/s
Leitura Aleatória620.000 IOPS515.000 IOPS600.000 IOPS300.000 IOPS
Escrita Aleatória600.000 IOPS560.000 IOPS550.000 IOPS270.000 IOPS
Classificação de resistência1.300 TBW600 TBW600 TBW698 TBW
Garantia5 anos 5 anos 5 anos 5 anos
Site oficialLinkLinkLinkLink


Memórias SLC, MLC, TLC e QLC

As memórias instaladas no SSD são importantes, pois elas afetam a velocidade e o tempo de vida dos dados armazenados.

Atualmente, temos quatro tipos comuns de memórias NAND utilizadas em SSDs, sendo as memórias TLC e QLC as mais recentes e, especialmente essa última, que tem possibilitado a popularização dos SSDs por permitir a indústria colocar modelos com alta capacidade no mercado, a preços mais competitivos.

SLC (Single-Level Cell): as primeiras memórias armazenando um único bit de dados por célula, sendo uma memória muito rápida e de alta duração. Porém, por não ser muito densa em quantidade de dados, é uma solução mais cara.

MLC (Multi-Layer Cell): surgiram em seguida como uma alternativa mais densa visando um preço mais atrativo, porém são mais lentas. Como alternativa para os SSDs continuarem com desempenho, algumas empresas adicionam pequenos cache em memórias SLC atuando como buffers de gravação. As memórias MLC estão caindo em desuso com a chegada das TLC, por questão de preço.

Mesmo as memórias QLC oferecem garantia de 5 anos.

TLC (Triple-Level Cell): estão presentes em uma série de SSDs. Conseguem ser ainda mais densas e com preços mais atrativos, mas pecam novamente na velocidade. Para se tornarem opções que justifiquem seu uso, precisam de buffers a fim de trazer ganhos práticos sobre os HDs. Esse tipo de memória para quem usa o computador em situações rotineiras como aplicações de trabalho e navegar na internet é suficiente. Não é uma solução recomendada apenas se o uso for para aplicações profissionais com grande trafego de dados (as soluções MLC são as mais recomendadas para esse perfil de usuário).

QLC (Quad-Level Cell): são as memórias mais recentes lançadas na indústria. O conceito sempre segue a mesma lógica: maior densidade para armazenar mais dados em menor espaço físico a fim de tornar o preço por MB menor, sempre tentando entregar um desempenho satisfatório através de alguma solução que contorne a perda de desempenho, quase sempre com cache dinâmico via SLC. Os modelos com alta capacidade mais baratos do mercado tem usado esse tipo de memória atualmente e tendem a ganhar cada vez mais espaço, porque entregam o benefício de um SSD com preço mais atrativo dos que as demais soluções.

Empresas como WD e Toshiba já trabalham em uma nova geração de memórias NAND chamada PLC, seguindo o mesmo conceito das memórias acima, mais densas e consequentemente mais lentas, provavelmente novamente usando memórias cache dinâmico SLC para acelerar, e no final ficando mais baratas que as QLC.


Tecnologias NVMe, SATA, PCIe 3.0 e 4.0

NVMe
Os SSDs mais recentes usam muito o termo NVMe no nome, materiais de marketing, caixas etc., porque esse é o protocolo utilizado pelos modelos mais atuais. Essa "tecnologia", combinada com outras características técnicas, possibilita que os SSDs alcancem velocidades de leitura e escrita bem mais rápidas que protocolos anteriores, como o SATA. Resumidamente, se você quer um produto com tecnologia mais recente e naturalmente mais rápido, ele deve ser baseado em NVMe. Mas, tem um porém: computadores mais antigos (e não estou falando de modelos de 5 ou 6 anos atrás, mas até mesmo de 1 ou 2 anos) podem não suportar essa tecnologia, então é importante verificar antes se a sua placa-mãe ou notebook tem o suporte para esse padrão. Lembro ainda que SSDs NVMe podem ser baseados em dois tipos de formatos: M.2 (esses bem pequenos e finos) ou através de uma placa dedicada PCI-Express (modelo Corsair Neutron NX500 de nossos testes).

PCIe 3.0 e 4.0
Outra especificação importante em SSDs mais recentes é a velocidade do barramento PCI-Express, a grosso modo a "estrada" por onde os dados trafegam. Até o primeiro semestre de 2019, os modelos mais rápidos eram baseados em PCIe 3.0, mas esse ano, com o lançamento dos processadores Ryzen 3000 e placas-mãe com chipset X570 da AMD, tivemos a chegada do PCIe 4.0, que já em seus primeiros modelos alcançam velocidades de 5.000 MB/s.

Para resumir, quanto mais rápido for o barramento PCI-Express, maior será a velocidade de trafego disponível, mas para isso além do barramento o produto conectado também precisa ter suporte a tecnologia.


O que é TBW?

TBW, leia-se "terabytes gravados", é a medida utilizada para gerar uma estimativa de tempo de vida do SSD. Quanto maior o TBW, mais quantidade de dados gravados ele vai suportar. Em estimativas médias e genéricas, um SSD com 150TBW pode durar cerca de 10 anos quando se trata de leitura/gravação.

Dados médios: 100TBW = gravação de 50GB+ por dia durante 5 anos

Esse dado depende e varia bastante entre modelos e marcas de SSDs, além de ser diretamente relacionado ao tipo de memória utilizada (ex.: TLC ou QLC), então é importante ficar de olho para ver se ele atende o que você busca. Um SSD com 100TBW permitirá gravar, em média, pouco mais de 50GB por dia durante 5 anos, o que é mais do que suficiente para usuários comuns. Outro detalhe é que é comum drives de capacidade maior possuírem TBW mais alto, já que a tendência de quem busca maior capacidade é trabalhar com maior número de dados.

Os aplicativos fornecidos pelo fabricante normalmente informam como está o estado atual do TBW do SSD, mas existem outros software que fazem isso independente da marca, dando vários detalhes dos drives do sistema. Um desse softwares é o CrystalDiskMark, que pode ser baixado clicando aqui.


Fotos

O SSD analisado é baseado em formato M.2 de tamanho 2280 (22 mm de largura e 80mm de comprimento) como praticamente todos SSDs M.2. O projeto é o tradicional da maioria dos modelos M.2, sem nenhum destaque nesse sentido, não que faça alguma diferença pratica.

Como muitas empresas, a Seagate também utiliza o nome "Gaming" para tentar atrair esse público, mas como já falamos em várias situações, SSD não da FPS, mas carregará mais rápido mapas por exemplo, o BF é uma boa métrica para isso.

Nas fotos abaixo só modelos topo de linha, com o AORUS PCIe4.0 em cima, depois o modelo Black SN750 com dissipador, o FireCuda 510 e outro Black SN750, mas sem dissipador.


Sistema utilizado

Antes dos testes, configuração do sistema utilizado, além de uma foto do SSD instalado na plataforma de testes. Optamos por esse conector por ser uma posição tradicional e que está disponível em muitos modelos, inclusive em Mini-ITX, sendo assim é um cenário mais comum para tomar como base o teste de temperatura.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte X570 AORUS Master [análise]
- Processador AMD Ryzen 9 3900X [análise]
- Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2080[análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB) [site oficial]
- SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 1TB [site oficial]
- Fonte Thermaltake Toughpower 850W Gold [site oficial]

O SISTEMA NÃO RODA NENHUM ANTI VÍRUS OU
APLICATIVO QUE POSSA INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield V (DX12)
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Firmware

Abaixo algumas imagens do aplicativo da Seagate para gerenciar seus SSDs, o já conhecido de HDs chamado Seatools, mas uma versão especial de SSD. Para download da versão mais atual clique aqui.

Como a maioria dos aplicativos semelhantes, ele é responsável pelo gerenciamento do SSD e processos de atualização da firmware, otimizações e uma formatação segura. Durante a análise não foi necessário atualizar.

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado, em seguida gráficos comparativos.


Temperatura

Lembram que em reviews de SSD baseados em conexão Sata que os mesmos praticamente não geram calor, com o SSD aumentando pouco a temperatura quando em uso forçado? Em SSDs de conexão M.2 isso pode mudar bastante, não sendo nenhum absurdo que modelos alcancem 60º, 70º quando em operação, apesar dos modelos mais recentes ficarem com temperaturas abaixo de 60º graus em média.

A temperatura vai depender do controlador, memórias e especialmente onde o SSD ficará instalado, se direto na mainboard ou em uma placa dedicada vertical, se embaixo de uma placa de vídeo ou sobre um dissipador.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos nenhum dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura se isso não vier com o SSD, visando ter um cenário real para quem compra. Das três conexões M.2 existente na mainboard que utilizamos, colocamos ele na conexão acima da placa de vídeo e próxima ao processar, por se tratar de um local comum em vários modelos que trazem apenas uma conexão, inclusive placas em formato Mini-ITX.


Testes sintéticos

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

OFFTOPIC: Abaixo o gráfico de número 11.000 utilizado em um conteúdo no Adrenaline

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores, o teste "SeqQ32T1" e p "4KiB Q32T1". Abaixo, os scores em modo leitura e escrita:


Testes práticos

Carregando um game (Battlefield V)
Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield V com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte de nossas reviews de placas de vídeo. O conceito do teste foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa, porém executamos o teste e depois novamente carregamos o mesmo mapa na sequencia para ver como é o comportamento após o sistema já ter o mapa "pre carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)
Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe
Abaixo, os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber, sendo assim tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Gigabyte AORUS PCIe 4.0, tem velocidade de leitura de até 5.000 MB/s e escrita de 4.400MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal em cópia ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB (leitura)
Neste teste copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB para drive analisado (escrita)
Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do AORUD Gen4 para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Conclusão

Em análises de SSDs que fiz, envolvendo Seagate e Western Digital, sempre destaquei que as duas empresas demoraram para dar foco nesse segmento. Em partes dá para entender, já que ambas estão entre as maiores do mundo quando se trata de HDs. Por outro lado, elas tinham que olhar de forma mais rápida para o futuro. Tomem como exemplo a estratégia da Samsung, empresa que virou referência em SSDs de qualidade, que há muitos anos vendeu sua divisão de HDs, justamente para a Seagate, para investir no segmento de chips de memória. Hoje ela não apenas é o maior nome em produção, como também em qualidade. Dito isso, tanto a Seagate como WD estão correndo atrás do tempo perdido, já que com o lançamento de memórias flash mais baratas, o mercado se voltou para os SSDs. A WD lançou esse ano os novos modelos SN500 e SN750 e a Seagate a linha FireCuda 510, buscando posicionamento mais abrangente nesse mercado.

O modelo FireCuda 510 que analisamos tem 2TB, ficando um pouco atrás do modelo de 1TB na leitura aleatória, mas igual em leitura e escrita. Quando o assunto é TBW, o modelo de 2TB tem o dobro de vida na gravação de dados, comum em SSDs. Quanto maior a capacidade, maior o TBW, já que teoricamente é esperado que usuários que buscam drives de armazenamento maior, também desejem armazenar mais informações e, consequentemente, tendem a gravar mais. São 2.600 contra 1.300.

Linha de SSDs FireCuda 510 está entre as mais rápidas do mercado

O desempenho desse modelo está entre os melhores do mercado quando falamos de opções NVMe PCIe 3.0, batendo de frente com todos os demais em performance. Assim como a WD com o SN750 soluções de outras empresas, a Seagate optou por utilizar memórias do tipo TLC. Elas não são as mais rápidas do mercado, mas alcançam bons resultados na maioria dos cenários. Para termos base de comparação, a Samsung com seus modelos da linha 970 EVO utiliza memórias do tipo MLC, mais rápidas, mas também mais caras. Se tratando de durabilidade, o FireCuda 510 de 1TB com suas memórias TLC, tem mais do que o dobro do TBW do modelo 970 EVO de 1TB. Apesar de não ter o modelo da Samsung para testes, temos os modelos da linha 960 e eles já se comportam melhor em alguns cenários, como em testes reais via cópia de arquivos. Imaginamos que os modelos da linha 970 tenham desempenho semelhante ou até superiores.

A linha FireCuda 510 está entre as melhores opções do mercado para quem busca alto desempenho e longevidade, mas seu custo é alto frente a outras soluções. No Brasil por exemplo é possível encontrar um 970 EVO Plus de 1TB na casa de R$1.400, enquanto um FireCuda 510 de mesma capacidade está custando próximo de R$2.000, sequer sendo opção de compra pela diferença de preço absurda. Ao que me parece os altos valores estão associados a baixa demanda, poucas lojas tem essa linha à venda, consequentemente não tem concorrência, os próprios modelos WD SN750 já custam cerca de R$300 menos. Vale lembrar que a Samsung não vende oficialmente SSDs no Brasil, eles chegam via importação, mesmo assim com preços abaixo da concorrência, nos EUA por exemplo eles são mais caros do que os modelos que usei para comparar da Seagate e WD.

Um ótimo SSD M.2 NVMe em desempenho e durabilidade, mas muito mais caro que concorrentes

Enfim, um ótimo SSD, mas com preço muito alto se tornando uma opção menos atrativa frente a grande quantidade de bons SSDs no mercado atualmente. Em um mercado concorrido como o de SSDs, não adianta apenas ser um dos melhores, precisa ter preço para brigar entre eles, e isso vale para qualquer marca, especialmente porque todos os modelos de alto desempenho correm atrás da Samsung que consegue mesmo sequer estando de forma oficial no Brasil, ter seus melhores produtos custando menos.

PRÓS
Altos tempos de leitura e escrita
TBW com segurança para alto trafego de dados por muitos anos
Garantia de 5 anos
CONTRAS
Valor muito acima de modelos concorrentes
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.