ANÁLISE: SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 é o MAIS RÁPIDO do mundo (e eu quebrei)

O dissipador é tão pesado que ao cair QUEBROU um dos conectores, mas continuou funcionando normalmente
Por Fabio Feyh 31/08/2019 15:27 | atualizado 20/09/2019 13:14 comentários Reportar erro

Junto com o lançamento dos processadores Ryzen 3000 e das placas-mãe com chipset X570 também chegaram alguns modelos de SSDs NVMe em formato M.2 com suporte ao novo barramento PCI-Express 4.0, tecnologia que é uma das grandes novidades dessa nova geração de hardwares. Hoje iremos analisar o modelo Gigabyte AORUS PCIe 4.0 que alcança 5.000 MB/s de escrita e 4.400MB/s de leitura, tempos bem acima dos 3.500 MB/s dos modelos mais rápido baseados em PCIe 3.0. Os primeiros modelos de SSD PCIe 4.0 trazem o controlador Phison PS5016-E16, e até a publicação da análise todos os modelos à venda são baseados nesse controlador.

Para usufruir tudo que um SSD PCIe 4.0 oferece em desempenho é necessário um CPU Ryzen 3000 e placa-mãe com chipset X570

A linha possui três capacidade, 500GB, 1TB e 2TB, sendo que os dois modelos de maior capacidade possuem exatamente as mesmas especificações técnicas relacionadas a velocidade, já o modelo de 500GB tem a escrita mais lenta, 2500 MB/s. O diferencial maior fica por conta do TBW, que na prática define o tempo de vida útil do SSD baseado em seu uso, explicaremos adiante.

Por enquanto os SSDs são os únicos componentes de um PC que realmente trazem ganho de desempenho sobre a tecnologia PCI-Express 4.0, já que uma placa de vídeo não consegue absolutamente nenhum ganho prático, uma situação também aconteceu quando tivemos a "virada" do PCI-e 2.0 para 3.0.

Site oficial do SSDs Gigabyte AORUS PCIe 4.0 1TB
Artigo sobre tecnologias e diferença de SSDs e HDs

Em cenário internacional os modelos custam $150 (500GB), $260 (1TB) e $460 (2TB). No Brasil não achei em nenhum canal oficial, porém no Mercado Livre tem anúncios do modelo com 1TB custando R$2.500 (Pesquisa feita no dia 30/08/2019).


Especificações

Abaixo a tabela com as principais características técnicas dos modelos disponíveis da linha Gigabyte AORUS SSD PCIe 4.0, como já coloquei na introdução, com três capacidades diferentes, 500GB, 1TB e 2TB. O que chama mais atenção é justamente os tempos de leitura, especialmente nos modelos com 1TB e 2TB, sendo que eles alcançam 5.000MB/s na leitura e 4.400MB/s na escrita sequencia. O modelo de menor capacidade está limitado em 2.500 MB/s na escrita, uma queda considerável frente aos outros dois modelos.

O controlador é o Phison PS5016, até porque era o único no lançamento dos processadores Ryzen 3000, inclusive com relatos da AMD ter investido uma boa grana na empresa para ela conseguir entregar esse controlador a tempo de ter o primeiro produto que realmente conseguia tirar algum proveito do barramento PCI-Express 4.0.

Os modelos de 1TB e 2TB possuem as mesmas velocidades

Todos trazem memória do tipo TLC com TBW variando de acordo com a capacidade, é normal sempre os modelos de maior capacidade dentro de uma mesma linha virem com TBW superior, justamente porque existe uma lógica de SSDs de maior capacidade estarem associados ao público que vai exigir mais na gravação de dados, consequentemente precisam de um produto com maior durabilidade nesse sentido. Mais abaixo explicamos o que é TBW e a importância desse dado para SSDs. O modelo analisado de 2TB tem "absurdos" 3.600TWB, considerando que um modelo de 100TBW suporta mais de 50GB de transferência de dados por dia durante 5 anos, um modelo com 3600TBW vai suportar nada menos que a transferência de 1.8TB por dia por 5 anos (WTF!).

Além dos tempos das tecnologias outro fator que chama a atenção é o dissipador sobre todos os modelos da linha, teoricamente mantendo o SSD com temperaturas menores do que soluções sem esse tipo de recurso.

O modelo analisado tem capacidade de 1TB (1.000GB)

Comparativo

Abaixo tabela comparativa entre o SSD analisado com alguns outros modelos do mercado:

Comparativo


Gigabyte AORUS NVMe Gen4 SSD

WD Black SN750 NVMe SSD

Seagate FireCuda 510 NVMe SSD

Corsair Neutron NX500 AIC NVMe SSD

Preços

Preço no lançamentoU$ 459,99 R$ 1.300,00 U$ 229,99 U$ 459,74
Preço atualizadoU$ 459,99 R$ 1.300,00 R$ 1.999,00 R$ 1.700,00

Características

InterfacePCIe 4.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3
Tipo de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 M.2 2280 PCIe x4 HHHL
Capacidade500GB, 1TB, 2TB(cadastrada) 250GB, 500GB, 1TB(cadastrada) e 2TB 1TB(cadastrada) e 2TB 400GB(cadastrada), 800GB
ControladorPhison PS5016-E16 WD Phison PS5012-E12 Phison PS5007-E7
Tipo das memóriasToshiba 96-layers 3D TLC SanDisk 64-layer 3D TLC Toshiba 64-layer BiCS 3D TLC Toshiba 15nm MLC
Leitura Sequencial5000 MB/s3470 MB/s3450 MB/s2800 MB/s
Escrita Sequencial4400 MB/s3000 MB/s3200 MB/s1600 MB/s
Leitura Aleatória750.000 IOPS515.000 IOPS620.000 IOPS300.000 IOPS
Escrita Aleatória700.000 IOPS560.000 IOPS600.000 IOPS270.000 IOPS
Classificação de resistência1800 TBW600 TBW1.300 TBW698 TBW
Garantia5 anos 5 anos 5 anos 5 anos
Site oficialLinkLinkLinkLink


Memórias SLC, MLC, TLC e QLC

As memórias instaladas no SSD são importantes, pois elas afetam a velocidade e o tempo de vida dos dados armazenados.

Atualmente, temos quatro tipos comuns de memórias NAND utilizadas em SSDs, sendo as memórias TLC e QLC as mais recentes e, especialmente essa última, que tem possibilitado a popularização dos SSDs por permitir a indústria colocar modelos com alta capacidade no mercado, a preços mais competitivos.

SLC (Single-Level Cell): as primeiras memórias armazenando um único bit de dados por célula, sendo uma memória muito rápida e de alta duração. Porém, por não ser muito densa em quantidade de dados, é uma solução mais cara.

MLC (Multi-Layer Cell): surgiram em seguida como uma alternativa mais densa visando um preço mais atrativo, porém são mais lentas. Como alternativa para os SSDs continuarem com desempenho, algumas empresas adicionam pequenos cache em memórias SLC atuando como buffers de gravação. As memórias MLC estão caindo em desuso com a chegada das TLC, por questão de preço.

Mesmo as memórias QLC oferecem garantia de 5 anos.

TLC (Triple-Level Cell): estão presentes em uma série de SSDs. Conseguem ser ainda mais densas e com preços mais atrativos, mas pecam novamente na velocidade. Para se tornarem opções que justifiquem seu uso, precisam de buffers a fim de trazer ganhos práticos sobre os HDs. Esse tipo de memória para quem usa o computador em situações rotineiras como aplicações de trabalho e navegar na internet é suficiente. Não é uma solução recomendada apenas se o uso for para aplicações profissionais com grande trafego de dados (as soluções MLC são as mais recomendadas para esse perfil de usuário).

QLC (Quad-Level Cell): são as memórias mais recentes lançadas na indústria. O conceito sempre segue a mesma lógica: maior densidade para armazenar mais dados em menor espaço físico a fim de tornar o preço por MB menor, sempre tentando entregar um desempenho satisfatório através de alguma solução que contorne a perda de desempenho, quase sempre com cache dinâmico via SLC. Os modelos com alta capacidade mais baratos do mercado tem usado esse tipo de memória atualmente e tendem a ganhar cada vez mais espaço, porque entregam o benefício de um SSD com preço mais atrativo dos que as demais soluções.

Empresas como WD e Toshiba já trabalham em uma nova geração de memórias NAND chamada PLC, seguindo o mesmo conceito das memórias acima, mais densas e consequentemente mais lentas, provavelmente novamente usando memórias cache dinâmico SLC para acelerar, e no final ficando mais baratas que as QLC.


Tecnologias NVMe, SATA, PCIe 3.0 e 4.0

NVMe
Os SSDs mais recentes usam muito o termo NVMe no nome, materiais de marketing, caixas etc., porque esse é o protocolo utilizado pelos modelos mais. Essa "tecnologia", combinada com outras características técnicas, possibilita que os SSDs alcancem velocidades de leitura e escrita bem mais rápidas que protocolos anteriores, como o SATA. Resumidamente, se você quer um produto com tecnologia mais recente e naturalmente mais rápido, ele deve ser baseado em NVMe. Mas, tem um porém: computadores mais antigos (e não estou falando de modelos de 5 ou 6 anos atrás, mas até mesmo de 1 ou 2 anos) podem não suportar essa tecnologia, então é importante verificar antes se a sua placa-mãe ou notebook tem o suporte para esse padrão. Lembro ainda que SSDs NVMe podem ser baseados em dois tipos de formatos: M.2 (esses bem pequenos e finos) ou através de uma placa dedicada PCI-Express (modelo Corsair Neutron NX500 de nossos testes).

PCIe 3.0 e 4.0
Outra especificação importante em SSDs mais recentes é a velocidade do barramento PCI-Express, a grosso modo a "estrada" por onde os dados trafegam. Até o primeiro semestre de 2019, os modelos mais rápidos eram baseados em PCIe 3.0, mas esse ano, com o lançamento dos processadores Ryzen 3000 e placas-mãe com chipset X570 da AMD, tivemos a chegada do PCIe 4.0, que já em seus primeiros modelos alcançam velocidades de 5.000 MB/s.

Para resumir, quanto mais rápido for o barramento PCI-Express, maior será a velocidade de trafego disponível, mas para isso além do barramento o produto conectado também precisa ter suporte a tecnologia.

Abaixo temos uma imagem da Gigabyte enaltecendo os benefícios teóricos do PCI-Express 4.0, presente nas placas-mãe com chipset X570, as primeiras que trazem essa tecnologia, mas que funcionam quando combinadas com um processador da linha Ryzen 3000, modelos de processadores de linhas anteriores não trazem o suporte.


O que é TBW?

TBW, leia-se "terabytes gravados", é a medida utilizada para gerar uma estimativa de tempo de vida do SSD. Quanto maior o TBW, mais quantidade de dados gravados ele vai suportar. Em estimativas médias e genéricas, um SSD com 150TBW pode durar cerca de 10 anos quando se trata de leitura/gravação.

Dados médios: 100TBW = gravação de 50GB+ por dia durante 5 anos

Esse dado depende e varia bastante entre modelos e marcas de SSDs, além de ser diretamente relacionado ao tipo de memória utilizada (ex.: TLC ou QLC), então é importante ficar de olho para ver se ele atende o que você busca. Um SSD com 100TBW permitirá gravar, em média, pouco mais de 50GB por dia durante 5 anos, o que é mais do que suficiente para usuários comuns. Outro detalhe é que é comum drives de capacidade maior possuírem TBW mais alto, já que a tendência de quem busca maior capacidade é trabalhar com maior número de dados.

Os aplicativos fornecidos pelo fabricante normalmente informam como está o estado atual do TBW do SSD, mas existem outros software que fazem isso independente da marca, dando vários detalhes dos drives do sistema. Um desse softwares é o CrystalDiskMark, que pode ser baixado clicando aqui.


Fotos

O SSD analisado é baseado em formato M.2 de tamanho 2280 (22 mm de largura e 80mm de comprimento) como praticamente todos SSDs M.2, trazendo como grande diferencial um belo dissipador, muito pesado pro sinal, com mais de 80 gramas, o SSD em sí não tem nem 10 gramas, esse inclusive é o motivo de um grande problema que aconteceu com o SSD. :-(

Ele vem desmontado, permitindo escolher se vai usar em um notebook (por enquanto nem temos modelos com suporte a PCIe 4.0), ou se vai ser utilizado em uma placa-mãe desktop normal, para ai sim colocar o dissipador e deixar ele em seu melhor cenário no quesito dissipação.

Abaixo algumas fotos do peso do SSD montado, apenas do SSD em sí e depois dos dissipadores e parafusos sem o SSD. Reparem que o SSD pula de 8 gramas para nada menos que 92 gramas após o dissipador ser instalado. Veremos adiante se o dissipador realmente fará diferença.


O SSD se jogou da estante

E agora meu relato triste de uma situação que aconteceu. Já tinha feito todos os testes, fui para a parte das fotos, levei os dois para nosso estúdio junto com a caixa de um deles. Arrumei bonitinho em uma estante que temos aqui e quando estava tirando as fotos, o SSD  com capacidade de 2TB pulou de cima da caixa e "se jogou" do móvel "penhasco" abaixo, movimento completamente insano. Eu não esperava que ele fosse fazer isso e não consegui ajudar.

Abaixo a última a última foto milisegundos antes do ocorrido

Peguei o SSD e não imaginava que teria dado algum problema, afinal uma pecinha de 8 gramas quando cai não tende a gerar muitos estragos. OPSSSS, essa pecinha tem sobre ela outros 84 gramas e esse peso é 10 vezes o peso do SSD sozinho, e aqui tenho outros dois pontos a destacar.

Primeiro que tinha 2 SSDs na estante, o caso foi justamente com o de 2TB, o mais caro. E segundo que ele poderia ter caído de uma forma que não sobre a parte mais sensível e suscetível a quebra em uma queda, mas horas, tolo eu achar que seria diferente. Quebrou parte do conector, a parte menor...

Depois de ficar um tempo sem acreditar no que tinha acontecido, ligar pra assessoria e explicar que quebrei um dos SSDs mais rápidos e caros do mundo, por enquanto umas das raras unidades que tem no Brasil, pensei comigo mesmo: "Será que ele vai ligar e funcionar?"

Não recomendamos quebrar seu SSD para tentar simular, faça por sua conta e risco!

Lá fui eu e conectei na placa e para minha feliz surpresa, funcionou... começo a bateria de testes para ver quais problemas ele irá apresentar, outra surpresa, funcionando totalmente normal, desconsiderando a margem de erro ele inclusive ficou na frente de quando tinha aquela parte, tipo apêndice, sabem? Ele está ali mas nem precisaria? Calma lá, depois de funcionar fiquei "encucado" e liguei para um contato de uma marca de SSDs explicando o ocorrido e questionando o porque de estar funcionando, teoricamente como se tivesse em 100% de sua forma física, literalmente. Esse expert explicou que esse "apêndice", opa, essa parte do conector, tem como uma de suas principais funções fazer o aterramento do componente, dependendo a região onde o sistema que ele está conectado estiver, pode vi a apresentar instabilidade no desempenho e funcionalidade, também reforçou que esses conectores ajudam em parte da alimentação de energia, que pode, em algum momento, gerar algum problema.

Fato é que ele está aqui funcionando 100% e, apesar do ocorrido, acabou que não me deixando mais chateado afinal perdeu um pedaço, mas não a funcionalidade. Abaixo um vídeo mostrando os testes ao vivo onde explico o caso e mostro como é o desempenho com ele quebrado junto ao modelo não quebrado.


Sistema utilizado

Antes dos testes, configuração do sistema utilizado, além de uma foto do SSD instalado na plataforma de testes. Optamos por esse conector por ser uma posição tradicional e que está disponível em muitos modelos, inclusive em Mini-ITX, sendo assim é um cenário mais comum para tomar como base o teste de temperatura.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte X570 AORUS Master [análise]
- Processador AMD Ryzen 9 3900X [análise]
- Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2080[análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB) [site oficial]
- SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 1TB [site oficial]
- Fonte Thermaltake Toughpower 850W Gold [site oficial]

O SISTEMA NÃO RODA NENHUM ANTI VÍRUS OU
APLICATIVO QUE POSSA INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield V (DX12)
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Firmware

Abaixo algumas imagens do aplicativo da Gigabyte para gerenciar seus SSDs. Para download da versão mais atual clique aqui. Como a maioria dos aplicativos semelhantes, ele é responsável pelo gerenciamento do SSD e processos de atualização da firmware, otimizações e uma formatação segura. Durante a análise não foi necessário atualizar.

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado, em seguida gráficos comparativos de temperatura com o sistema em modo ocioso e também com a temperatura máxima atingida quando rodando o aplicativo ATTO Benchmark 4.x.


Temperatura

Lembram que em reviews de SSD baseados em conexão Sata que os mesmos praticamente não geram calor, com o SSD aumentando pouco a temperatura quando em uso forçado? Em SSDs de conexão M.2 isso pode mudar bastante, não sendo nenhum absurdo que modelos alcancem 60º, 70º quando em operação.

A temperatura vai depender do controlador, memórias e especialmente onde o SSD ficará instalado, se direto na mainboard ou em uma placa dedicada vertical, se embaixo de uma placa de vídeo ou sobre um dissipador.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos nenhum dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura se isso não vier com o SSD, visando ter um cenário real para quem compra. Das três conexões M.2 existente na mainboard que utilizamos, colocamos ele na conexão acima da placa de vídeo e próxima ao processar, por se tratar de um local comum em vários modelos que trazem apenas uma conexão, inclusive placas em formato Mini-ITX.


Testes sintéticos

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

OFFTOPIC: Abaixo o gráfico de número 11.000 utilizado em um conteúdo no Adrenaline

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores, o teste "SeqQ32T1" e p "4KiB Q32T1". Abaixo, os scores em modo leitura e escrita:


Testes práticos

Carregando um game (Battlefield V)
Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield V com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte de nossas reviews de placas de vídeo. O conceito do teste foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa, porém executamos o teste e depois novamente carregamos o mesmo mapa na sequencia para ver como é o comportamento após o sistema já ter o mapa "pre carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)
Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe
Abaixo, os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber, sendo assim tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Gigabyte AORUS PCIe 4.0, tem velocidade de leitura de até 5.000 MB/s e escrita de 4.400MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal em cópia ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB (leitura)
Neste teste copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB para drive analisado (escrita)
Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do AORUS Gen4 para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Conclusão

Finalmente o PCI-Express 4.0 chegou, como já tinha acontecido quando o PCI-Express 3.0 foi lançado, todos sabiam que placas de vídeo não tiram proveito da velocidade de transferência mais altas dos barramentos, sendo assim a AMD precisava de "algo a mais" para conseguir trabalhar o marketing de seus novos processadores Ryzen 3000 e placas X570, já que atualmente eles são os únicos com suporte a PCIe 4.0, e ai que entram os novos SSD NVMe M.2 PCIe 4.0, como o Gigabyte AORUS PCIe 4.0 dessa análise.

Esse SSD é realmente rápido como vimos em nossos testes, mas em testes sintéticos com aplicativos feitos para medir desempenho, no "mundo real" em testes práticos, ao menos na maioria dos cenários utilizados, praticamente não existe diferença para um SSD NVMe PCIe 3.0 como os modelos WD Black SN750, modelos Samsung NVMe como os próprios 960 que sequer são os mais recentes da empresa já conseguem resultados iguais em praticamente todos os cenários de uso cotidiano e mesmo vários profissionais.

Muito rápido, mas precisa de um sistema todo novo para alcançar as melhores velocidades

Além da velocidade, um belo dissipador cobre todo o SSD, mas esse dissipador serve apenas para duas coisas, deixar mais bonito e imponente, e também muito mais pesado como mostramos. O fato do dissipador ser muito pesado potencializou a situação de quebra ao cair, dificilmente teria quebrado se não tive o peso 10x maior. Sim, foi um erro meu e não tem como criticar isso, até porque vários outros produtos de tecnologia que sofressem uma queda teriam problemas semelhantes, mas o meu comentário está relacionado também ao fato do dissipador não ter agregado em nada onde realmente espera-se algo dele, e isso se da porque o controlador da Phison se sai muito bem e não aquece ao ponto de precisar de um dissipador.

A linha possui modelos com 500GB, 1TB e 2TB, sendo que os dois modelos de maior capacidade possuem exatamente as mesmas especificações de velocidade, ficando por conta do TBW o diferencial. O modelo de 2TB que usamos para a análise tem TBW de 3.600, é um valor absurdo e que em teoria garante um SSD para a vida toda para a grande maioria dos usuários, mesmo os que precisam de muito trafego de dados no sistema. Além da alta capacidade outro motivo desse TBW alto está relacionado a Gigabyte ter utilizado memória do tipo TLC, mais duráveis além de rápidas quando comparadas as do tipo QLC.

Em relação a queda, o fato curioso foi ele estar funcionando perfeitamente, como coloquei talvez em alguns locais com muita interferência de energia ele passe a apresentar algum problema, mas esse não é nosso caso e aqui ele está firme a forte, e um pouquinho mais leve que o original... kkkkk tem que tirar um saro dessa desgraça, que felizmente foi bem menor do que realmente poderia ter sido, afetando ou inviabilizando seu funcionamento.

Incrível ele continuar funcionando mesmo quebrado

Em cenário internacional o modelo de 2TB é vendido por $460 dólares, aparentemente é um valor alto, porém como base de comparação um Samsung 970 EVO de 2TB com TBW de 1.200 custa $445, já um WD Black SN750 de 2TB com TBW de 1.750 custa $450, ou seja, modelos com características inferiores pelo mesmo valor, logo tirando a preferência por uma ou outra marca optar pelo modelo da Gigabyte me parece uma opção mais interessante, sempre destacando que ao conectar o AORUS PVIe 4.0 em uma placa-mãe que só possui PCIe 3.0 vai apenas limitar a velocidade do SSD para o máximo que a conexão da placa suportar, funcionando normalmente com retrocompatibilidade.

Preço dos modelos AORUS PCIe 4.0 é igual aos modelos topo de linha PCIe 3.0

O que me parece é que não estão cobrando a mais pelo fato dele ser PCIe 4.0, assim como também não estão cobrando a mais pelo dissipador, que pode ser utilizado ou não de acordo com a vontade do usuário ou em caso de utilizar em um notebook que não precisa do dissipador. Como foi possível notar, em nossos testes o dissipador não fez nenhuma diferença, mas isso pode depender da região e do sistema, como informamos o principal motivo de diferença de temperatura dos SSDs M.2 está relacionado a posição que eles são instalados na mainboard, em alguns casos sem opção de escolha já que só existe uma conexão.

Se você procura um SSD muito rápido com TBW que lhe garanta muito trafego de dados por longos anos, certamente os modelos da linha AORUS são boas opções, especialmente os modelos de 1TB e 2TB. Recomendo porque eles tem mesmo preço que os modelos PCIe 3.0 mais rápidos, que são inferiores em velocidade e TBW aos modelos AORUS.

PRÓS
Os tempos de leitura e escrita mais rápidos do mercado
TBW com segurança para alto trafego de dados por muitos anos
Preço muito atrativo pelo que oferece
Garantia de 5 anos
CONTRAS
No momento limitado a mainboard X570 e CPU Ryzen 3000 para alcançar o máximo de sua velocidade
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.