ANÁLISE: Placa de vídeo MSI RTX 2060 Super Gaming X tem excelente projeto

A MSI fez muito bem seu trabalho, mas existe a Radeon RX 5700 XT
Por Fabio Feyh 29/08/2019 19:30 | atualizado 31/08/2019 19:55 comentários Reportar erro

Já analisamos duas placas de vídeo RTX 2060 Super, o modelo referência NVIDIA RTX 2060 Super e a EVGA RTX 2060 Super SC Ultra, hoje iremos analisar nosso terceiro modelo com esse GPU, a MSI RTX 2060 Super Gaming X. O destaque fica por conta do melhor sistema de cooler da marca para essa linha de GPU, com promessa de entregar resultados superiores de dissipação e ruído frente ao já eficiente modelo referência. O modelo Gaming Z é o topo de linha da empresa, que incluiu um overclock de fábrica. Assim como outras placas de vídeo com esse chip, ela é indicada para jogar em resolução FullHD e QuadHD em qualidade alta, com possibilidade de acionar tecnologias como Ray Tracing e o DLSS.

GeForce RTX 2060 Super e Radeon RX 5700 XT partem dos mesmos US$399 em cenário internacional

Em cenário internacional esse modelo custa $30 dólares a mais que os modelos mais baratos. No Brasil, as RTX 2060 Super chegaram caras, atualmente é possível encontrar modelos a partir de R$2.160 (pesquisa feita dia 28/08/2019), semelhante ao que custa uma RTX 2070, que parou de ser fabricada e deve durar apenas enquanto estiver em estoque. Como já falamos em outras análises, a chegada das placas RX 5700 XT de parceiras da AMD, com mesmo valor, porém entregando mais performance apesar de não ter suporte a Ray Tracing, tende a forçar a queda do preço das placas com GPU NVIDIA, o que acaba sendo bom para todos, isso se o dólar ajudar.

Site oficial da MSI RTX 2060 Super Gaming X
Análise da NVIDIA GeForce RTX 2060 Super


Especificações da placa
Começamos pelas especificações da placa comparada com outros modelos:

Comparativo


MSI GeForce RTX 2060 Super Gaming X

NVIDIA GeForce RTX 2060 Super

EVGA GeForce RTX 2060 Super SC Ultra

AMD Radeon RX 5700 XT

Preços

Preço no lançamentoU$ 429,99 U$ 399,99 U$ 399,99 U$ 399,00
Preço atualizadoR$ 2.280,00 R$ 2.150,00 R$ 2.300,00 U$ 399,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação12nm Finfet 12nm Finfet 12nm Finfet 7nm
PCI-Express bus3.0 3.0 3.0 4.0
ChipTuring TU106-410 Turing TU106-410 Turing TU106-410 Navi
Clock do GPU1470 MHz1470 MHz1470 MHz1605 MHz
Clock do GPU (Turbo)1695 MHz1650 MHz1680 MHz1755 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6 GDDR6 GDDR6 GDDR6
Interface de largura de BUS256 bit 256 bit 256 bit 256 bit
Quantidade de RAM8GB 8GB 8GB 8GB
Clock das memóriass1750 MHz1750 MHz1750 MHz1750 MHz
Clock efetivo14000 MHz14000 MHz14000 MHz14000 MHz
Largura de banda448 GB/s 448 GB/s 448 GB/s 448.0

Características Gerais

Shading Units2176 2176 2176 2560
TMUs136 136 136 160
ROPs64 64 64 64
Pixel Rate108.5 GPixel/s105.6 GPixel/s107.5 GPixel/s112.3 GPixel/s
Texture Rate230.5 GTexel/s224.4 GTexel/s228.5 GTexel/s280.3 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes7.377 GFLOPS7.181 GFLOPS7.311 GFLOPS8.986 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 6 pinos e 1x 8 pinos
Suporte à combinação de placasNÃO NÃO NÃO NÃO
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa248 mm229 mm270 mm272 mm
TDP160 W160 W160 W225 (TBP do GPU) W
Fonte recomendada500 W500 W500 W600 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x DVI, 1x USB 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x DVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B

Recursos

DirectX12.1 12.1 12.1 12.0
OpenCL2.0 2.0 2.0 2.0
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.1 6.1 6.1 6.2

Extras


A RTX 2060 Super

A RTX 2060 Super também é desenvolvida no chip TU106, o mesmo usado na versão "não super", porém possui uma quantidade relevante a mais de núcleos CUDA, núcleos tensores e núcleos RT. Outro incremento acontece na parte da memória, com o upgrade dos 6GB para 8GB, quantidade que já foi tema de um artigo aqui no Adrenaline.

Ter 6GB é um problema? O impacto dessa quantidade em placas como a RTX 2060

Os ganhos são consideráveis, com o número de núcleos CUDA subindo de 1920 para 2176, capacidade de processar o Ray Tracing vai de 5 para 6 Gigarays/segundo e capacidade dos núcleos tensores sobe de 51,6 TFLOPS para 57,4 TFLOPS. 

Além do chip mais "parrudo", outro fator incrementa do desempenho da RTX 2060 Super comparada com a versão "normal": as frequências. Com a natural maturação do processo de fabricação, os chips Turing mais recentes são mais estáveis e eficientes que os primeiros fabricados, e com isso a Nvidia conseguiu aumentar o clock base de 1365MHz na RTX 2060 para 1470MHz na "Super".

O retrocesso em relação a RTX 2060 é na parte de consumo e aquecimento. Com mais do chip ativo e especificações mais robustas, a placa trouxe um leve aumento no TDP, subindo dos 160W para os 175W. Com a mudança sendo discreta, o sistema de resfriamento no modelo Founders foi mantido o mesmo, assim como a parte de alimentação que segue com um conector de oito pinos. 


Fotos

Projeto da MSI se destacada pelo excelente acabamento

Como destaquei na publicação feita em nosso canal no Instagram, o acabamento da placa é excelente, com componentes de alta qualidade, no que diz respeito a pegada e visual, acima do que os utilizados no modelo que analisei da EVGA. A primeira vista ela parece pequena porque ficou mais alta, mas como veremos nas fotos comparativas, tem tamanho maior que a referência e próximo do modelo da EVGA, então esperamos bons resultados na dissipação e overclock graças a essa estrutura adicional.

Abaixo colocamos três modelos de placas com o mesmo GPU, fazendo uma comparação com a placa analisada da MSI e o modelo da EVGA, é curioso analisar que ambas possem projetos com 2 FANs, mas a MSI adotou um tamanho de ventoinha um pouco maior, assim como a NVIDIA no modelo referência.

Outra semelhança entre as três placas, todas trazem backplate, como temos falado bastante em nossas análises, uma característica que tem virado padrão em modelos de segmento intermediário pra cima. Em alimentação, um único conector de 8 pinos em todas, um lado positivo frente a Radeon 5700 XT que requer dois conectores.

Já em conexões de vídeo, a MSI manteve a DVI como na placa da NVIDIA, porém tirou a USB-C. A EVGA optou por trocar a DVI por uma terceira DisplayPort.


Sistema utilizado

Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard Gigabyte Z390 Aorus Xtreme com processador Intel Core i9-9900K e 16GB de memórias através de 2 módulos de 8GB em dual-channel e frequência de 3200MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas. Abaixo algumas fotos da placa instalada no sistema.

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes, também um vídeo mostrando a máquina de review utilizada em todos os testes de placas de vídeo:

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i9-9900K - Análise
- Placa-mãe Gigabyte Z390 Aorus Xtreme - Site oficial
- Kit de memórias G.SKILL TridentZ Royal 2x8GB 3200MHz - Site oficial
- SSD HyperX Fury RGB SSD - Análise
- SSD WD Black M.2 NVMe 1TB - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cougar Helor 360 - Site oficial
- Fonte de energia Cougar CMX 1000W - Site oficial
- Gabinete Cougar Conquer - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 436.xx

Aplicativos/Games:
- V-Ray Benchmark (aplicativo de renderização)
- 3DMark (Fire Strike Ultra 4K DX11 / Time Spy Default DX12 / Port Royal Default)
- Assassin´s Creed Odyssey (DX11)
- Battlefield V (DX12)
- Forza Horizon 4 (DX12)
- Metro Exodus / RTX (DX12)
- Resident Evil 2 Remake (DX11)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division 2 (DX12)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa.

Depois de finalizar os testes chegou a versão 436.02 trazendo ganho de desempenho no BF V e especialmente Forza 4, refiz todos os testes como será possível ver a seguir nos comparativos


Overclock

As placas da série Super tem se comportado bem em overclock, esse modelo se saiu um pouco melhor do que a referência e do que o modelo da EVGA, mas o que me chamou a atenção é que o aplicativo Afterburner tem se comportado de forma estranha referente as opções oferecidas para uma mesma placa. Em alguns momentos ele travou o PowerLimit em no máximo "105", após reiniciar e sem saber o motivo exato, ele ofereceu ir além, o que fez toda a diferença no overclock. Não estou falando da opção de tensão, que como já falei várias vezes evitamos alterar porque alguns leitores podem acabar aplicando de forma incorreta gerando problemas para a placa, o Power Limit é mais seguro. Quando consegui, subi para 110 ou mesmo 115 como é possível ver na tela abaixo.

Projeto diferenciado com bom potencial para overclock

Conseguimos subir o clock padrão em 115MHz, mas apenas quando consegui subir o PowerLimit para 115, quando o aplicativo sem explicação limitou em no máximo 105 os clocks não passaram dos mesmos aplicados na análise da referência e do modelo da EVGA. Outro adendo importante aqui, quando coloco a placa referência o Afterburner "libera" normalmente o Power Limit, então provavelmente é algum bug que deve ser corrigido em breve.

Na tela abaixo inclusive esqueci de dar print após os testes e fiz uma combinação da imagem do Afterburner que tinha com as configurações aplicadas, junto com o GPU-Z com o driver atualizado para a versão 436.02.

OBS.: Faça overclock por sua conta e risco, se mal aplicado pode comprometer o funcionamento da placa.


Consumo de energia

Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura

Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação do FAN (ou dos FANs, dependendo o modelo) fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler melhores tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Alguns modelos atuais desligam os FANs quando a placa não está sendo forçada, por isso a temperatura mais alta em alguns modelos com o sistema em modo ocioso

Como será possível notar abaixo, o sistema de cooler da MSI vai aumentar a rotação dos FANs quando nota que a placa está sendo mais exigida pelos clocks superiores, na prática vai resultar em temperaturas inferiores tanto em modo ocioso como em uso. Em mosso ocioso os FANs ficaram ligados direto quando ela estava overclockada, com isso naturalmente as temperaturas ficaram muito mais baixas do que com os FANs desligados como acontece com a grande maioria de placas mais recentes se a mesma nao é exigida. Um lado positivo de tudo isso é que não notei nenhuma diferença de ruído com essas rotações mais altas.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

WTF??? Temperatura em overclock inferior do que com clocks padrão? O cooler aumenta a rotação dos FANs e isso acontece.

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


V-Ray
O teste V-Ray Benchmark utilizado consiste no resultado de renderização com uso do GPU, um bom teste para ver como as placas podem ajudar a diminuir o tempo de trabalho em aplicações gráficas. Quanto menor for, melhor é o desempenho.


3DMark

Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark através de alguns testes, o Fire Strike em modo Ultra 4K, o Time Spy em modo normal baseado em API DirectX 12 e também o Port Royal, um teste com a tecnologia Ray Tracing. Abaixo, os resultados:

Começamos pelo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:

O próximo é o Fire Strike em configuração Ultra, que roda em resolução 4K:

Por fim um teste apenas para os modelos com suporte a Ray Tracing, logo ao menos por enquanto sem nenhuma placa da AMD.


Testes em games

Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"


Assassin´s Creed Odyssey
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto os detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Em geral, esse é um game que beneficia bastante as placas GeForce, penalizando bastante as placas Radeon mesmo meses após o lançamento e a chegada de novos drivers.


Battlefield V
O game desenvolvido pela DICE segue como uma referência de qualidade gráfica, operando tanto na API DirectX 12 quando 11. O jogo também se tornou um marco nos games para PC ao ser o primeiro a introduzir a técnica de Ray Tracing híbrido da Nvidia através das placas RTX.


Forza Horzion 4
O game exclusivo da Microsoft se destaca pelo excelente uso da api DirectX 12, entregando altos níveis de desempenho em hardware potentes e bons resultados mesmo em hardwares mais limitados.


Metro Exodus
Novamente a franquia Metro é responsável por introduzir um game com novos níveis de exigência para o hardware. Com gráficos capazes de "entortar" placas de vídeo, o jogo da 2A Games também se destaca por introduzir tecnologias como o Ray Tracing e o DLSS, recursos exclusivos da linha GeForce RTX.


Resident Evil 2 Remake
O remake do grande clássico de terror trouxe uma excelente repaginada no visual do game, com grande destaque para a qualidade gráfica e um nível alto de exigência quando o assunto é memória de vídeo. 


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos, prometendo muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12 e será um dos primeiros a suportar a tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division 2
The Division 2 usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, lidando com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela.


Ray Tracing - Metro Exodus

Para os testes com a tecnologia Ray Tracing, escolhemos o exigente Metro Exodus, considerado um dos games com a melhor qualidade gráfica atualmente.


Conclusão

A MSI enviou um de seus melhores modelos RTX 2060 Super para review, acima da Gaming X só tem o modelo Gaming Z, que utiliza o mesmo projeto, porém vem overclockada de fábrica, algo que é possível fazer nessa mesma placa analisada por uns dólares a menos. A RTX 2060 Super Gaming X tem um acabamento de primeira linha com visual muito bonito e materiais que passam alta qualidade, tanto na parte frontal com o sistema de cooler com tecnologia série Torx Fans 3.0, com na parte de traz com um belo backplate, não apenas um pedaço de "metal". Para quem gosta de uma placa bonita, ela também traz LEDs, afinal não é high-end sem isso, não é?

Em desempenho, a placa se saiu como toda RTX 2060 Super, mas nos comparativos direto com demais modelos com esse chip é importante usar como base justa na comparação os resultados com os drivers versão 431.70, porque os testes sem a versão dos drivers no título considera a 436.02, que trouxe ganho especialmente nos games Battlefield V e Forza 4, especialmente nesse último com ganhos impressionantes. Com os comparativos completos usando as duas versões de drivers também notamos que uma nova versão de driver não fará mudança em todos os games e aplicações, mas sim onde realmente existia potencial para melhorias.

Excelente projeto com bom potencial para overclock

Uma critica foi em relação aos clocks, esperava que ela trouxesse overclock de fábrica e não os clocks da referência, está certo que muitas empresas fazem algo sem sentido como aumentar apenas 15 ou 20MHz apenas para colocar OC no nome do produto que nada muda na pratica, mas esse projeto justificaria ao menos algum extra nesse sentido e não deixar nas "mãos" do usuário fazer isso, muitos sequer sabem ou tem interesse em ir atrás disso. Outro detalhe é que no processo de overclock usamos o próprio software MSI Afterburner, e o mesmo gerou certas limitações com placas de parceiras com GPU RTX 2060 Super, o software simplesmente limita o Power Limit em 105 e isso afeta diretamente o clock que pode ser alcançado pelo GPU, isso sem considerar mudanças de tensão, logicamente. Na placa referência isso não acontece.

Como já falamos, maior problema das RTX 2060 Super está nas RX 5700 XT com projetos personalizados

As placas com o GPU RTX 2060 Super ganharam uma competidora a altura recentemente, estou falando da Radeon RX 5700 XT com projetos de parceiros. O desempenho da placa referência com esse GPU já coloca a placa da AMD em vantagem sobre praticamente todas as situações testadas, e os projetos de parceiros corrigem um dos problemas da placa da AMD, como as altas temperaturas, como pode ser visto pelos resultados da PowerColor Red Devil RX 5700 XT.

É bom lembrar que a RX 5700 XT ainda é uma placa que consome bem mais energia e não tem suporte a Ray Tracing, se isso faz diferença para você. Também é bom lembrar que Ray Tracing requer hardware potente na maioria dos casos, sendo recomendado uma placa com GPU RTX 2070 Super/2080 ou superior para rodar de forma satisfatória em resoluções maiores.

Como já colocamos em outras análises, fica claro duas situações na briga por um modelo que custa nessa faixa de US$400, pouco mais de R$2.200 por aqui. Você quer mais desempenho ou quer os benefícios que o Ray Tracing oferece em qualidade gráfica? Temos um porém aqui, uma RTX 2060 Super não é considerada ideal para uso dessa tecnologia, a perda de desempenho é alta dependendo o game mesmo no nível mais simples da tecnologia, logico que existe casos e casos, e em algumas situações usar em conjunto o DLSS pode trazer melhorias (e também novos problemas), mas você deve ter isso em mente se esse for o foco da compra.

As novas RX 5700 XT de parceiras vão colocar pressão sobre modelos RTX 2060 até RTX 2070 Super

Enfim, um belo projeto da MSI, placa recheada de recursos, porém perde em vários testes para a RX 5700 XT, mas teve boas melhorias através dos novos drivers, que vai refletir em todas as placas da NVIDIA, mas ainda ainda tem uma vida bem difícil na luta pelo mercado com a nova placa Navi topo de linha. O preço define muito. Essa placa merece um selo melhor que a da EVGA pelo projeto mais refinado, levemente mais barata e porque se comportou melhor em overclock, apesar dos bugs do Afterburner com esse GPU por enquanto. O que define será o preço dela frente a modelos RX 5700 XT de parceiras, que devem começar a chegar com mais força a cada dia que passa.

PRÓS
Capaz de um competente QuadHD/Ultra
Performance de RTX 2070 por $100 dólares a menos
Projeto muito bom e de alto acabamento
Sistema de resfriamento robusto e eficiente
Baixo consumo de energia
Suporte a novos recursos como DLSS e Ray Tracing
Aumento para 8GB comparado aos 6GB da RTX 2060
CONTRAS
Preço precisa cair
Desempenho com Ray Tracing é ponto de dúvida na briga com RX 5700 XT
Aumento de consumo comparado a antecessora
Desempenho inferior a Radeon RX 5700 XT
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.