ANÁLISE: O SSD Intel Serie 660p é ótima opção NVMe na versão com capacidade de 1TB

Modelo de 1TB é consideravelmente melhor que de 512GB, sendo mais rápido e durável
Por Fabio Feyh 26/08/2019 20:12 | atualizado 27/11/2019 11:38 comentários Reportar erro

A linha de SSDs Intel Serie 660p está posicionada no segmento de entrada em se tratando de modelos NVMe, trazendo como principais características boas velocidades de leitura/escrita, 1.800 MB/ para ambos os casos, associado a um preço bastante competitivo, a partir de R$400 na versão com 512GB. O modelo que recebemos tem capacidade de 1TB, mas além dos dois citados ainda tem um modelo com 2TB.

Como colocamos, no Brasil o modelo com 512GB está custando a partir de R$400 reais, um de seus concorrentes direto é o WD Blue SN500 com 500GB, que custa na casa de R$500 reais. O motivo dessa diferença de valor está associado principalmente as memórias utilizadas em cada um, e consequentemente ao TBW (tempo de vida) delas. A linha da Intel traz memórias QLC, já a WD Blue SN500 traz memórias TLC. Na sequência da análise explicarei cada um desses tipos de memória e onde podem fazer diferença.

Site oficial dos SSDs Intel Serie 660p


Especificações

Abaixo a tabela com as principais características técnicas dos modelos disponíveis da linha Intel Serie 660p, logo de inicio já destaco a diferença entre o modelo com capacidade de 512GB para com os outros dois, de 1TB e 2TB. O destaque maior está no tempo de leitura/escrita da versão com menor capacidade, consideravelmente abaixo dos outros dois, um fator que pode ser importante quando comparado com outros modelos, no caso do utilizado para essa análise, de 1TB, os tempos são bons para um SSD NVMe de entrada, e o TBW também é alto, assim como a capacidade, o dobro do modelo de 512GB.

Mas como será possível ver abaixo em uma explicação sobre essa medida, 100TBW é bastante para a grande maioria dos usuários, e também tem uma boa margem de segurança com 5 anos de garantia. Outro detalhe importante a ser mencionado, normalmente modelos de capacidade maior possuem TBW mais alto, justamente porque a lógica de quem procura maior capacidade é que pretende salvar mais dados e naturalmente fará mais escrita.

O modelo analisado tem capacidade de 1TB (1.000GB)

Comparativo

Abaixo tabela comparativa entre o SSD analisado com alguns outros modelos do mercado:

Comparativo

WD Black SN750 NVMe SSDIntel Serie 660p NVMe SSDWD Blue SN500 NVMe SSDWD Blue SSD

Preços

Preço no lançamentoR$ 1.300,00 R$ 850,00 R$ 330,00 U$ 271,00
Preço atualizadoR$ 1.300,00 R$ 685,00 R$ 330,00 R$ 730,00

Características

Capacidade250GB, 500GB, 1TB(cadastrada) e 2TB 512GB, 1TB(cadastrada), 2TB 250GB (cadastrada), 500GB 250GB, 500GB, 1TB(cadastrado), 2TB e 4TB
InterfacePCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x2 - NVMe 1.3 SATA III 6GB/s
Tipo de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 M.2 2280 SATA
ControladorWD SMI 2263 WD Marvell 88SS1074
Tipo das memóriasSanDisk 64-layer 3D TLC 3D2 QLC SanDisk 64-layer 3D TLC 3D NAND
Leitura Sequencial3470 MB/s1800 MB/s1700 MB/s560 MB/s
Escrita Sequencial3000 MB/s1800 MB/s1300 MB/s530 MB/s
Leitura Aleatória515.000 IOPS150.000 IOPS210.000 IOPS95.000 IOPS
Escrita Aleatória560.000 IOPS220.000 IOPS170.000 IOPS84.000 IOPS
Classificação de resistência600 TBW200 TBW150 TBW200 TBW
Garantia5 anos 5 anos 5 anos 5 anos
Site oficialLinkLinkLinkLink


Diferenças de memórias SLC, MLC, TLC e QLC

As memórias instaladas no SSD são importantes, pois elas afetam a velocidade e o tempo de vida dos dados armazenados.

Atualmente, temos quatro tipos comuns de memórias NAND utilizadas em SSDs, sendo as memórias TLC e QLC as mais recentes e, especialmente essa última, que tem possibilitado a popularização dos SSDs por permitir a indústria colocar modelos com alta capacidade no mercado, a preços mais competitivos.

SLC (Single-Level Cell): as primeiras memórias armazenando um único bit de dados por célula, sendo uma memória muito rápida e de alta duração. Porém, por não ser muito densa em quantidade de dados, é uma solução mais cara.

MLC (Multi-Layer Cell): surgiram em seguida como uma alternativa mais densa visando um preço mais atrativo, porém são mais lentas. Como alternativa para os SSDs continuarem com desempenho, algumas empresas adicionam pequenos cache em memórias SLC atuando como buffers de gravação. As memórias MLC estão caindo em desuso com a chegada das TLC, por questão de preço.

Mesmo as memórias QLC oferecem garantia de 5 anos.

TLC (Triple-Level Cell): estão presentes em uma série de SSDs. Conseguem ser ainda mais densas e com preços mais atrativos, mas pecam novamente na velocidade. Para se tornarem opções que justifiquem seu uso, precisam de buffers a fim de trazer ganhos práticos sobre os HDs. Esse tipo de memória para quem usa o computador em situações rotineiras como aplicações de trabalho e navegar na internet é suficiente. Não é uma solução recomendada apenas se o uso for para aplicações profissionais com grande trafego de dados (as soluções MLC são as mais recomendadas para esse perfil de usuário).

QLC (Quad-Level Cell): são as memórias mais recentes lançadas na indústria. O conceito sempre segue a mesma lógica: maior densidade para armazenar mais dados em menor espaço físico a fim de tornar o preço por MB menor, sempre tentando entregar um desempenho satisfatório através de alguma solução que contorne a perda de desempenho, quase sempre com cache dinâmico via SLC. Os modelos com alta capacidade mais baratos do mercado tem usado esse tipo de memória atualmente e tendem a ganhar cada vez mais espaço, porque entregam o benefício de um SSD com preço mais atrativo dos que as demais soluções.

Empresas como WD e Toshiba já trabalham em uma nova geração de memórias NAND chamada PLC, seguindo o mesmo conceito das memórias acima, mais densas e consequentemente mais lentas, provavelmente novamente usando memórias cache dinâmico SLC para acelerar, e no final ficando mais baratas que as QLC.


Tecnologias NVMe, SATA, PCIe 3.0 e 4.0

NVMe
Os SSDs mais recentes usam muito o termo NVMe no nome, materiais de marketing, caixas etc., porque esse é o protocolo que todos os modelos mais atuais estão usando. Esse protocolo, combinado com outras características técnicas, possibilita que os SSDs alcancem velocidades de leitura e escrita bem mais rápidas que protocolos anteriores, como o SATA. Resumidamente, se você quer um produto com tecnologia mais recente e naturalmente mais rápido, ele deve ser baseado em NVMe. Mas, tem um porém: computadores mais antigos (e não estou falando de modelos de 5 ou 6 anos atrás, mas até mesmo de 1 ou 2 anos) podem não suportar essa tecnologia, então é importante verificar antes se a sua placa-mãe ou notebook tem o suporte. Lembro ainda que SSDs NVMe podem ser baseados em dois tipos de formatos: M.2 (esses bem pequenos) ou através de uma placa dedicada PCI-Express (modelo Corsair NX500 de nossos testes).

SATA
Os modelos SATA foram os primeiros a aparecer no mercado anos atrás. Com o avanço desse tipo de drive, eles alcançaram o limite de velocidade e leitura, que era de 600MB/s. Para nível de comparação, existe SSDs NVMe PCIe 3.0 alcançando 3.500 MB/s, quase 6 vezes mais desempenho. O lado positivo de drives SATA é que eles possuem compatibilidade com computadores desde bem antigos até os mais atuais. Modelos NVMe são bem mais restritos quando se trata de compatibilidade.

PCIe 3.0 e 4.0
Outra especificação importante de SSDs mais recentes é a velocidade do barramento PCI-Express, a grosso modo a "estrada" por onde os dados trafegam. Até o primeiro semestre de 2019, os modelos mais rápidos eram baseados em PCIe 3.0, mas esse ano, com o lançamento dos processadores Ryzen 3000 e placas-mãe com chipset X570 da AMD, também tivemos a chegada do PCIe 4.0, que já em seus primeiros modelos alcançam 5.000MB/s. 

Para resumir, quando mais rápido for o barramento PCI-Express, maior será a velocidade de trafego disponível.


O que é a medida de durabilidade TBW?

TBW, leia-se "terabytes gravados", é a medida utilizada para gerar uma estimativa de tempo de vida do SSD. Quanto maior o TBW, mais quantidade de dados gravados ele vai suportar. Em estimativas médias e genéricas, um SSD com 150TBW pode durar cerca de 10 anos quando se trata de leitura/gravação.

Dados médios: 100TBW = gravação de 50GB+ por dia durante 5 anos

Esse dado depende e varia bastante entre modelos e marcas de SSDs, além de ser diretamente relacionado ao tipo de memória utilizada (ex.: TLC ou QLC), então é importante ficar de olho para ver se ele atende o que você busca. Um SSD com 100TBW permitirá gravar, em média, pouco mais de 50GB por dia durante 5 anos, o que é mais do que suficiente para usuários comuns. Outro detalhe é que é comum drives de capacidade maior possuírem TBW mais alto, já que a tendência de quem busca maior capacidade é trabalhar com maior número de dados.

Os aplicativos fornecidos pelo fabricante normalmente informam como está o estado atual do TBW do SSD, mas existem outros software que fazem isso independente da marca, dando vários detalhes dos drives do sistema. Um desse softwares é o CrystalDiskMark, que pode ser baixado clicando aqui.


O que é IOPS?

IOPS se refere ao número de operações por segundo que um drive consegue realizar. Trata-se de um medidor de desempenho bem comum quando falamos de discos rígidos (HDD), drivers de estado sólido (SSD) ou até armazenamento em rede (NAS). Quanto maior o IOPS, mais rápido se realiza leitura e gravações.

A quantidade de IOPS de uma tecnologia é muito importante para o sistema. Por mais que muitos digam que o número de operações por segundo só interfere no desempenho de aplicações, um IOPS baixo pode impactar diretamente no funcionamento de um aplicativo, podendo até inviabilizar a sua implementação.

Desde os SSDs baseados em SATA, houve uma grande evolução na velocidade para os atuais drives NVMe, pulando de números como 100.000 para 750.000 em modelos atuais.


O que é NVMe?

O protocolo de armazenamento NVMe chegou ao mercado em 2011 e foi projetado para trabalhar com memória não volátil, incluindo as memórias NAND flash mais recentes. Ele também suporta uma quantidade de filas de comandos muito superior - 65.536 por fila e até 65.535 filas. Como base de comparação, o AHCI suporta apenas 32 em uma fila única, já drives padrão SAS suportam 256 filas. Essas velocidades eram boas para discos rígidos, mas limitadoras para as tecnologias mais recentes como SSDs.

Essa tecnologia de controle de filas trabalha em conjunto com o processamento paralelo dos processadores com muitos núcleos, com os aplicativos gerenciando de forma mais efetiva sua fila independente, sem travar a I/O. Outro detalhe é que a tecnologia MSI-X também ajuda a evitar gargalos de CPU possibilitando maior escalabilidade para expansão do sistema.

Os drives de armazenamento NVMe mais recentes são baseados na versão 1.3 e utilizam conexão PCIe 3.0. Como exemplo, citamos os novos Samsung 970, WD Black SN750 NVMe e Gigabyte AORUS PCIe 4.0. Novos modelos baseados em PCIe 4.0 devem chegar ao mercado nos próximos meses suportando NVMe 1.4. Para ver a lista completa de mudança entre as versões NVM Express, clique aqui.


Fotos

O SSD analisado é baseado em formato M.2 de tamanho 2280 (22 mm de largura e 80mm de comprimento) como a grande maioria dos SSDs M.2, trazendo um layout bem simples como a maioria. Como acontece com muitos modelos, memórias NAND em apenas um dos lados do PCB.

Abaixo colocamos lado a lado três modelos de SSDs M.2, o modelo analisado da Intel, o Blue SN500 que analisamos faz poucos dias, e um Predator da HyperX.

A maior diferença fica por conta do WD Blue SN500 ter as aberturas na conexão tradicional de modelos M.2 SATA, ou seja, tanto a "M key" como a "B key", essa última não é comum em modelos PCI Express, mesmo ele sendo um modelo NVMe. Já o Predator tem o mesmo padrão de conexão NVMe, porém é baseado no protocolo AHCI, mais rápido que SATA, mas mais lento que NVMe.


Sistema utilizado

Antes dos testes, configuração do sistema utilizado, além de uma foto do SSD instalado na plataforma de testes. Optamos por esse conector por ser uma posição tradicional e que está disponível em muitos modelos, inclusive em Mini-ITX, sendo assim é um cenário mais comum para tomar como base o teste de temperatura.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte X570 AORUS Master [análise]
- Processador AMD Ryzen 9 3900X [análise]
- Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2080[análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB) [site oficial]
- SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 1TB [site oficial]
- Fonte Thermaltake Toughpower 850W Gold [site oficial]

O SISTEMA NÃO RODA NENHUM ANTI VÍRUS OU
APLICATIVO QUE POSSA INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield V (DX12)
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Firmware

Abaixo algumas imagens do aplicativo da Intel para gerenciar seus SSDs. Para download da versão mais atual clique aqui. Como a maioria dos aplicativos semelhantes, ele é responsável pelo gerenciamento do SSD e processos de atualização da firmware, otimizações e uma format seguro. Durante a análise não foi necessário atualizar.

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado, em seguida gráficos comparativos de temperatura com o sistema em modo ocioso e também com a temperatura máxima atingida quando rodando o aplicativo ATTO Benchmark 4.x.


Temperatura

Lembram que em reviews de SSD baseados em conexão Sata que os mesmos praticamente não geram calor, com o SSD aumentando pouco a temperatura quando em uso forçado?. Em SSDs de conexão M.2 isso pode mudar bastante, não sendo nenhum absurdo com modelos alcancem 60º, 70º quando em operação.

A temperatura vai depender do controlador, memórias e especialmente onde o SSD ficará instalado, se direto na mainboard ou em uma placa dedicada vertical, se embaixo de uma placa de vídeo ou sobre um dissipador.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos nenhum dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura, visando ter um cenário mais próximo do real quanto o SSD "esquenta", sem interferência de outro componente. Das três conexões M.2 existente na mainboard que utilizamos, colocamos ele na conexão acima da placa de vídeo e próxima ao processar, por se tratar de um local comum em vários modelos que trazem apenas uma conexão, inclusive placas em formato Mini-ITX.


Testes sintéticos

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores, o teste "SeqQ32T1" e p "4KiB Q32T1". Abaixo, os scores em modo leitura e escrita:


Testes práticos

Carregando um game (Battlefield V)
Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield V com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte de nossas reviews de placas de vídeo. O conceito do teste foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa, porém executamos o teste e depois novamente carregamos o mesmo mapa na sequencia para ver como é o comportamento após o sistema já ter o mapa "pre carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)
Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe
Abaixo, os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber, sendo assim tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Gigabyte AORUS PCIe 4.0, tem velocidade de leitura de até 5.000 MB/s e escrita de 4.400MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal em cópia ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB (leitura)
Neste teste copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB para drive analisado (escrita)
Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do 960EVO para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Conclusão

Os SSDs Intel Serie 660p tem como principal característica um preço competitivo comparado com outros modelos NVMe, e isso acontece principalmente porque a Intel utilizou memórias do tipo QLC, mais baratas do que modelos MLC, como na prática a diferença de desempenho é muito pequena e quando aparece está associado a uma outra outra situação bem específica, não fará diferença negativa na maioria das situações. Acho que o modelo que testamos com capacidade de 1TB é o melhor da linha, ele não tem um preço alto pelas tecnologias oferecidas nessa capacidade de armazenamento, custando atualmente na casa de R$650, entrega ótimo desempenho com boa durabilidade, vai durar longos anos mesmo para quem precisa salvar muitos dados no SSD.

Tempos de leitura e escrita de 1800 MB/s com 200TBW e preço baixo são os destaques na versão de 1TB

Para a nota levei em consideração a capacidade e preço associado as demais características técnicas desse modelo, provavelmente no modelo de 512GB teria dado uma nota mais baixa por ele possuir especificações bem inferiores, inclusive durabilidade menor como sempre acontece com todo modelo de capacidade menor. 

Se você está em busca de um bom SSD NVMe M.2, os modelos Intel Serie 660p podem ser opções interessantes por entregarem bom desempenho e durabilidade com os preços mais atraentes do mercado quando falamos de modelos baseados no protocolo NVMe, especialmente no modelo de 1TB como já destaquei. Mas lembre-se, esses drives tem compatibilidade com mainboards mais recentes e não terão a mesma compatibilidade que modelos SATA de 2.5 polegadas, esses funcionam praticamente em qualquer sistema.

Os modelos com melhores preços do mercado quando se trata de SSDs M.2 NVMe

Como destaquei, encontrei o modelo analisado custando pouco acima dos R$650 em buscas no Google, curiosamente mais de R$150 menos do que alguns dias atrás. Por esse valor o Intel Serie 660p de 1TB não tem concorrentes, os demais modelos de qualidade semelhante custam mais. Lembro novamente que o modelo de 512GB dessa linha não tem especificações tão boas como o de 1TB, na verdade ele tem especificações bem abaixo e não posso afirmar o quanto perderia em desempenho, mas certamente sofreria maior pressão de outros modelos apesar de também ter um preço muito atrativo, é possível encontrar o modelo de 512GB por R$400.

Quem diria, um produto Intel entre os mais baratos do mercado

Pensei em colocar como contra as memórias QLC, mas depois levei em consideração os tempos de leitura/escrita e o TBW pelo preço que esse modelo de 1TB custa e não vi sentido, já que os testes foram bons e a durabilidade é longa com 5 anos de garantia, como coloquei acima, talvez criticaria mais o modelo de 512GB. O modelo de 1TB merece atenção se você busca um bom SSD NVMe a preço justo, o que é bastante curioso em se tratando de Intel não é mesmo?

PRÓS
Bons tempos de leitura e escrita
TBW com segurança para alto trafego de dados e longos anos
Preço muito atrativo pela capacidade oferecida
Garantia de 5 anos
CONTRAS
N/A
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.