ANÁLISE: WD Blue SN500 NVMe SSD busca quem quer migrar para SSDs M.2 NVMe

Uma boa opção M.2 NVMe frente aos modelos SATA, mas que precisa melhorar no preço
Por Fabio Feyh 16/08/2019 11:25 | atualizado 26/08/2019 19:04 comentários Reportar erro

Junto com a chegada dos novos SSDs da linha Black SN750, de alto desempenho, a WD também trouxe para o Brasil a linha Blue SN500, com preços mais baixos visando conquistar usuários buscando um SSD M.2 ao invés do SATA, mas que não pretendem gastar muito. Nessa análise veremos como esse modelo se comporta frente a outras soluções disponíveis no mercado.

No Brasil é possível encontrar o modelo de 250GB na casa de R$330 e o modelo com 500GB por volta de R$450 (pesquisa feita dia 14/08/2019). Para nível de comparação, nos Estados Unidos o modelo de 250GB está custando US$55 e o de 500GB US$65, por lá, apenas $10 dólares pelo dobro da capacidade optando pelo modelo de 500GB (pesquisa feita na newegg.com).

Site oficial dos SSDs WD Blue SN500 NVMe


Especificações

Abaixo a tabela com as principais características técnicas dos modelos disponíveis na linha WD Blue SN500 NVMe, que possui apenas duas capacidades, 250GB e 500GB. Como acontece bastante, existem algumas diferenças técnicas entre as duas capacidades, com o modelo de 500GB sendo ligeiramente mais rápido em escrita no modo sequencial. Nos modos randômicos o modelo de maior capacidade também é melhor, tanto em leitura, mas principalmente em escrita onde a velocidade quase dobra.

Os tempos de 1700 MB/s de leitura e 1300 MB/s de escrita são considerados o ponto de partida para a maioria dos SSDs M.2 com protocolo NVMe, porém na usabilidade da maioria dos usuários serão poucos os cenários onde a diferença fica evidente. Saindo do padrão da maioria dos modelos NVMe, a linha Blue SN500 utiliza PCIe 3.0 x2 e não x4, por isso ele traz um "corte" a mais no conector. Essa característica também é um limitador de velocidade pelo limite do barramento, a princípio uma estratégia adotada pela WD para buscar um produto mais competitivo em preço.

O controlador e memórias são da própria WD, desenvolvido pela divisão da Sandisk, empresa comprada pela WD. Ainda como outros detalhes técnicos disponíveis na tabela abaixo, garantia de 5 anos, sempre importante para maior segurança de quem compra. As memórias são do tipo 64L TLC e o SSD tem definição de resistência de 150 TBW na versão de 250GB, não é ruim se o uso for principalmente para um comportar o sistema operacional algumas aplicações básicas, tende a demorar muitos anos até alcançar esse "limite" de dados gravados no SSD.

O modelo analisado é de 250GB

Comparativo

Abaixo tabela comparativa entre o SSD analisado com alguns outros modelos do mercado:

Comparativo


WD Black SN750 NVMe SSD

WD Blue SN500 NVMe SSD

Intel Serie 660p NVMe SSD

WD Blue SSD

Preços

Preço no lançamentoR$ 1.300,00 R$ 330,00 R$ 850,00 U$ 271,00
Preço atualizadoR$ 1.300,00 R$ 330,00 R$ 685,00 R$ 730,00

Características

InterfacePCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x2 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 SATA III 6GB/s
Tipo de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 M.2 2280 SATA
Capacidade250GB, 500GB, 1TB(cadastrada) e 2TB 250GB (cadastrada), 500GB 512GB, 1TB(cadastrada), 2TB 250GB, 500GB, 1TB(cadastrado), 2TB e 4TB
ControladorWD WD SMI 2263 Marvell 88SS1074
Tipo das memóriasSanDisk 64-layer 3D TLC SanDisk 64-layer 3D TLC 3D2 QLC 3D NAND
Leitura Sequencial3470 MB/s1700 MB/s1800 MB/s560 MB/s
Escrita Sequencial3000 MB/s1300 MB/s1800 MB/s530 MB/s
Leitura Aleatória515.000 IOPS210.000 IOPS150.000 IOPS95.000 IOPS
Escrita Aleatória560.000 IOPS170.000 IOPS220.000 IOPS84.000 IOPS
Classificação de resistência600 TBW150 TBW200 TBW200 TBW
Garantia5 anos 5 anos 5 anos 5 anos
Site oficialLinkLinkLinkLink


O que é SLC, MLC, TLC e QLC?

Atualmente temos 4 tipos comuns de memórias NAND utilizadas em SSDs, sendo as memórias TLC e QLC as mais recentes e especialmente essa última a que tem possibilitado a popularização dos SSDs devido proporcionar modelos com alta capacidade a preços mais competitivos.

SLC (Single-Level Cell), as primeiras memórias armazenando um único bit de dados por célula, sendo uma memória muito rápida e de alta duração, porém por não ser muito densa em quantidade de dados é uma solução mais cara.

MLC (Multi-Layer Cell) surgiram em seguida como uma alternativa mais densa visando um preço mais atrativo, porém são mais lentas, como alternativa para os SSDs continuarem com desempenho algumas empresas adicionam pequenos cache em memórias SLC atuando como buffer de gravação. As memórias MLC estão caindo desuso com a chegada das memórias TLC, por questão de preço.

TLC (Triple-Level Cell) estão presentes em uma série de SSDs, conseguem ser ainda mais densas e com preço mais atrativo, mas pecam novamente na velocidade, para se tornarem opções que justifiquem seu uso precisam de buffer a fim de trazer ganhos práticos sobre HDs. Esse tipo de memória para quem usa o computador em situações rotineiras como aplicações de trabalho e navegar na internet é suficiente, apenas se o uso for para aplicações profissionais com grande trafego de dados não é uma solução recomendada, as soluções MLC são as mais recomendadas para esse perfil de usuário.

QLC (Quad-Level Cell) são as memórias mais recentes lançadas na industria. O conceito sempre segue a mesma lógica, maior densidade para armazenar mais dados em menor espaço físico a fim de tornar o preço por MB menor, sempre tentando entregar um desempenho satisfatório através de alguma solução que contorne a perda de desempenho, quase sempre com cache dinâmico via SLC. Os modelos com alta capacidade mais baratos do mercado atualmente tem usado esse tipo de memória, e tendem a ganhar cada vez mais espaço porque entregam o benefício de um SSD com preço mais atrativo dos que as demais soluções.


O que é TBW?

TBW, leia-se terabytes gravados, é a medida utilizada para gerar uma estimativa de tempo de vida do SSD. Quando maior o TBW, mais quantidade de dados gravados ele vai suportar. Em estimativas médias e genéricas, um SSD com 150 TBW pode durar cerca de 10 anos quando se trata de leitura/gravação.

Dados médios: 100TBW = gravação de 50GB+ por dia durante 5 anos

Esse dado depende e varia bastante entre modelos e marcas de SSD, é diretamente ao tipo de memória utilizada (ex.: TLC ou QLC), então é importante ficar de olho nesse dado para ver se ele atende o que você busca. Um SSD com 100TBW permitirá gravar em média pouco mais de 50GB por dia durante 5 anos, o que é bastante coisa para a maioria dos usuários. Outro detalhe é que é comum drives de capacidade maior possuírem TBW mais alto, já que a tendência de quem busca maior capacidade é trabalhar com maior número de dados.

Os aplicativos fornecidos pelo fabricante normalmente informam como está o estado atual do TBW do SSD, mas existem outros software que fazem isso independente da marca, dando vários detalhes dos drives do sistema. Um desse softwares é o CrystalDiskMark, que pode ser baixado clicando aqui.


O que é IOPS?

IOPS se refere ao número de operações por segundo que um drive consegue realizar. Trata-se de um medidor de desempenho bem comum quando se trata de discos rígidos (HDD), drivers de estado sólido (SSD) ou até armazenamento em rede (NAS). Quanto maior o IOPS, mais rápido se realiza leitura e gravações.

A quantidade de IOPS de uma tecnologia é muito importante para o sistema. Por mais que muitos digam que o número de operações por segundo só interfere no desempenho de aplicações, um IOPS baixo pode impactar diretamente no funcionamento de um aplicativo, podendo até inviabilizar a sua implementação.

Desde os SSDs baseados em SATA, houve uma grande evolução na velocidade para os atuais drives NVMe, pulando de números como 100.000 para 750.000 em modelos atuais.


O que é NVMe?

O protocolo de armazenamento NVMe chegou ao mercado em 2011 e foi projetado para trabalhar com memória não volátil, incluindo as memórias NAND flash mais recentes. Esse protocolo também suporta uma quantidade de filas de comandos muito superior, 65.536 por fila e até 65.535 filas, como base de comparação o AHCI suporta apenas 32 em uma fila única, já drives padrão SAS suportam 256 filas. Essas velocidades eram boas para discos rígidos, mas limitadoras para as tecnologias mais recentes como SSDs.

Essa tecnologia de controle de filas trabalha em conjunto com o processamento paralelo dos processadores com muitos núcleos, com os aplicativos gerenciando de forma mais efetiva sua fila independente, sem travar a I/O. Outro detalhe é que a tecnologia MSI-X também ajuda a evitar gargalos de CPU possibilitando maior escalabilidade para expansão do sistema.

Os drives de armazenamento NVMe mais recentes são baseados na versão 1.3 utilizam conexão PCIe 3.0, como exemplo citamos os novos Samsung 970, WD Black SN750 NVMe e Gigabyte AORUS PCIe 4.0. Novos modelos baseados em PCIe 4.0 devem chegar ao mercado nos próximos meses suportando NVMe 1.4. Para ver a lista completa de mudança entre as versões NVM Express, clique aqui.


Fotos

O SSD analisado é baseado em formato M.2 no tamanho 2280 como a grande maioria dos SSDs com esse padrão, com design utilizando a cor azul até ára fazer uma associação com o nome do produto. Como também tem acontecido em muitos modelos, memórias NAND em apenas um dos lados do PCB.

Abaixo colocamos lado a lado três modelos de SSDs M.2, o modelo topo da WD, Black SN750 NVMe com dissipador da EK, o Blue SN500 analisado e um TeamGroup MP34 que vamos analisar em breve.

Duas coisas chamam a atenção nas fotos, primeiro logicamente que o WD Black com dissipador se destaca, quem ainda não viu pode ver a análise dele clicando aqui, o outro detalhe que chama a atenção é que o SSD WD Blue SN500 tem as aberturas na conexão tradicional de modelos M.2 SATA, ou seja, tanto a "M key" como a "B key", essa última não é comum em modelos PCI Express.


Sistema utilizado

Antes dos testes, configuração do sistema utilizado, além de uma foto do SSD instalado na plataforma de testes. Optamos por esse conector por ser uma posição tradicional e que está disponível em muitos modelos, inclusive em Mini-ITX, sendo assim é um cenário mais comum para tomar como base o teste de temperatura.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte X570 AORUS Master [análise]
- Processador AMD Ryzen 9 3900X [análise]
- Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2080[análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB) [site oficial]
- SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 1TB [site oficial]
- Fonte Thermaltake Toughpower 850W Gold [site oficial]

O SISTEMA NÃO RODA NENHUM ANTI VÍRUS OU
APLICATIVO QUE POSSA INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield V (DX12)
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Firmware

Abaixo algumas imagens do aplicativo da WD para gerenciar os SSDs da empresa. Para download da versão mais atual clique aqui. Como a grande maioria dos aplicativos semelhantes, ele também é responsável pelo processo de atualização da firmware do SSD, tudo feito de forma automática sem nenhum contratempo, porém não foi necessário nenhuma atualização até a publicação da análise.

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado, em seguida gráficos comparativos de temperatura com o sistema em modo ocioso e também com a temperatura máxima atingida quando rodando o aplicativo ATTO Benchmark 4.x.


Temperatura

Lembram que em reviews de SSD baseados em conexão Sata que os mesmos praticamente não geram calor, com o SSD aumentando pouco a temperatura quando em uso forçado?. Em SSDs de conexão M.2 isso pode mudar bastante, não sendo nenhum absurdo com modelos alcancem 60º, 70º quando em operação.

A temperatura vai depender do controlador, memórias e especialmente onde o SSD ficará instalado, se direto na mainboard ou em uma placa dedicada vertical, se embaixo de uma placa de vídeo ou sobre um dissipador.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos nenhum dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura, visando ter um cenário mais próximo do real quanto o SSD "esquenta", sem interferência de outro componente. Das três conexões M.2 existente na mainboard que utilizamos, colocamos ele na conexão acima da placa de vídeo e próxima ao processar, por se tratar de um local comum em vários modelos que trazem apenas uma conexão, inclusive placas em formato Mini-ITX.


Testes sintéticos

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores, o teste "SeqQ32T1" e p "4KiB Q32T1". Abaixo, os resultados em modo leitura e escrita:


Testes práticos

Carregando um game (Battlefield V)
Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield V com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte de nossas reviews de placas de vídeo. O conceito do teste foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa, porém executamos o teste e depois novamente carregamos o mesmo mapa na sequencia para ver como é o comportamento após o sistema já ter o mapa "pre carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)
Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe
Abaixo, os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber, sendo assim tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Gigabyte AORUS PCIe 4.0, tem velocidade de leitura de até 5.000 MB/s e escrita de 4.400MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal de cópia ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB (leitura)
Neste teste copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

Gigabyte AORUS PCIe 4.0 NVMe M.2 1TB para drive analisado (escrita)
Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do 960EVO para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Conclusão

Como já falamos na análise do WD Black SN750, após a demora para entrar no mercado de SSDs, com a compra da Sandisk a WD conseguiu recuperar o tempo perdido, e através dos modelos das séries Black SN750 e Blue SN500 lançou seus primeiros SSDs com controladores próprios quando se trata de modelos NVMe. O Black SN750 já se posicionou como um dos melhores em alto desempenho como destacamos em nossa análise dele, o Blue SN500 chega em um mercado mais competitivo onde o preço é fator crucial.

Em nossos testes o WD Blue SN500 de 250GB se saiu bem, sendo uma boa alternativa para quem busca migrar de um SSD padrão SATA para o novo M.2 NVMe, que depois de alguns meses vem finalmente se posicionando como futuro padrão de mercado. Esses novos SSDs prometem acima de tudo velocidade consideravelmente maiores que SATA, e entregam, em partes. Em vários dos testes os tempos de leitura/gravação do Blue SN500 frente a um SSD SATA são muito superiores, já em outros testes, especialmente em testes práticos como no tempo de boot do sistema e carregar um game, ou até mesmo no teste de copia-escrita, a diferença é praticamente nula, nesse último inferior o que causou surpresa pelos tempos de leitura dele. Em algumas situações, boa parte delas alias, é sabido e já demonstrado ao longo dos anos em diferentes artigos que a diferença prática é pequena, mas no caso do teste de cópia refizemos várias vezes e trocamos os drives e a situação se repetiu, talvez algum bug que venha a ser corrigido futuramente com firmware.

Mas se em testes práticos não vale a pena um SSD NVMe? Sim e não, você tem que saber que em grande parte dos casos acima de tudo o que vale a pena mesmo é simplesmente ter um SSD, depois vem a análise do preço que vai ser pago por ele e algumas outras características para não acabar comprando um problema. Marcas conceituadas atualmente tem modelos com TBW alto(ver explicação acima), 80 ou 100 já é um bom número se a capacidade do SSD for baixa, especialmente se ele for utilizado para ser o drive do sistema operacional. As memórias do TLC não são as mais rápidas, mas são boas pela proposta e posicionamento do SSD, que é o caminho de entrada de modelos NVMe.

Talvez pelo tipo de memória TLC que a empresa decidiu limitar em modelos de 250GB e 500GB, já que atualmente os modelos com capacidade mais alta trazem memórias QLC, com menor TBW, mas mais baratas, e o preço de um Blue SN500 de 1TB ou mesmo 2TB aumentaria muito o valor, como estamos falando de um modelo PCIe 3.0 x2 talvez não iria atrair quem pensa em investir um valor mais alto em um SSD.

Modelo precisa de preço competitivo para ser atrativo

Analisando o cenário atual e modelos disponíveis, o WD Blue SN500 se posiciona como uma boa alternativa. Vou usar um modelo que ainda estamos analisando, mas que já coloquei nos gráficos comparativos porque é um competidor direto, trata-se do Intel serie 660p. Em se tratando de desempenho, eles alternam as posições nos testes, mas o modelo da Intel é mais regular, não teve desempenho abaixo do esperado em nenhum teste como aconteceu com o WD Blue SN500 no teste de escrita. O modelo da Intel parte da capacidade de 512GB, quando comparamos o preço com o Blue SN500 de 500GB o modelo da Intel fica mais barato, o motivo disso provavelmente está relacionado ao tipo de memórias utilizado pela empresa, QLC ao contrario de TLC no SSD da WD, nesse aspecto o Blue SN500 é uma opção melhor já que tem durabilidade maior, leia-se, tempo de vida útil em mesmo cenário de uso. Vale novamente destacar um dado, apesar do TBW de memórias QLC serem inferiores, 100 TBW no Intel serie 660p de 512GB e 300 TBW no WD Blue SN500 de 500GB, mas gravando 50 GB por dia em um SSD com TBW de 100 o mesmo deve durar 5 anos, é coisa pra caramba, então a principio isso não é um problema para boa parte dos usuários, já que o uso do sistema será para transferir muitos dados, muitas edições de fotos e vídeos em alta resoluções, ai optar por um modelo com TBW maior como o Blue SN500 é uma alternativa importante a se considerar.

Já comparado a modelos SATA, tem uma evolução muito boa, não apenas em testes sintéticos como nos testes práticos, apesar do resultado esquisito em copia-escrita, mas não teve jeito de apresentar melhoras mesmo refazendo até mesmo a imagem do windows. Lembramos ainda que SSDs M.2 NVMe são ótimos para notebooks que trazem suporte para essa conexão, liberando o SATA 2.5 inch para usar outro drive e mantendo o M.2 para o sistema.

Como estamos falando de um modelo que chegou ao mercado brasileiro faz pouco tempo, muito provavelmente com mais algumas semanas de mercado o preço ficará em seu cenário ideal, ao menos 10% abaixo. Fiquei na dúvida se dava selo ouro ou prata, mas ao comparar com modelos como o Corsair MP510(só tínhamos o MP500 para os testes) ficou mais fácil definir, sendo que esse custa apenas o mesmo valor ou pouco mais, mas é um produto com características superiores.

PRÓS
Bons tempos de leitura e escrita
Memórias TLC são melhores que QLC
Garantia de 5 anos
CONTRAS
Barramento PCIe x2 (2 canais)
Preço poderia ser de 10% a 15% abaixo
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.