ANÁLISE: NVIDIA GeForce RTX 2060 Super

Placa traz performance de RTX 2070 por 100 dólares a menos

A GeForce RTX 2060 Super é uma placa do segmento intermediário/alto que chega para trazer um novo patamar de performance e preço no line-up da Nvidia. É uma placa com performance para encarar games na resolução QuadHD e em alta qualidade, e traz as estruturas especializadas da microarquitetura Turing para acelerar o processamento do Ray Tracing. Com preço sugerido 50 dólares mais caro, essa placa não irá substituir RTX 2060, e sim irá ocupar um patamar acima no line-up da empresa convivendo com a "irmã menor". 

NVIDIA GeForce RTX 2070 Super

Com o lançamento das placas da série 20 da Nvidia se aproximando de um ano, a empresa decidiu "revitalizar" seu portfólio com novos lançamentos, e ao invés de simplesmente reduzir os preços dos produtos atualmente no mercado. Com isso a linha Super chega para trazer ganhos de performance mas mantendo a nomenclatura e line-up da empresa, introduzindo os modelos RTX 2060 Super, RTX 2070 Super e RTX 2080 Super. 

A RTX 2060 Super chega com o preço sugerido de US$ 399, 50 dólares acima da RTX 2060 e 100 dólares mais barata que a RTX 207 Super. Frente a concorrência, ela é pouco mais cara que a Radeon 5700 (US$ 379) que será lançada no dia 07/07 e está no mesmo preço que os modelos mais baratos que encontramos da Vega 64, sendo que a pesquisa foi feita na Newegg em 28/06.


Especificações da placa
Começamos pelas especificações da placa comparada com outros modelos:

Comparativo


NVIDIA GeForce RTX 2070 Super

NVIDIA GeForce RTX 2060 Super

NVIDIA GeForce RTX 2060

EVGA GeForce RTX 2060 XC Gaming

Preços

Preço no lançamentoU$ 499,00 U$ 399,99 U$ 349,99 U$ 359,99
Preço atualizadoU$ 499,00 R$ 2.150,00 R$ 1.700,00 R$ 1.700,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação12nm Finfet 12nm Finfet 12nm Finfet 12nm Finfet
PCI-Express bus3.0 3.0 3.0
ChipTuring TU104-410 Turing TU106-410 Turing TU106 Turing TU106
Clock do GPU1605 MHz1470 MHz1365 MHz1365 MHz
Clock do GPU (Turbo)1770 MHz1650 MHz1680 MHz1755 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6 GDDR6 GDDR6 GDDR6
Interface de largura de BUS256 bit 256 bit 192 bit 192 bit
Quantidade de RAM8GB 8GB 6GB 6GB
Clock das memóriass1750 MHz1750 MHz1750 MHz1750 MHz
Clock efetivo14000 MHz14000 MHz14000 MHz14000 MHz
Largura de banda448 448 GB/s 336 GB/s 336 GB/s

Características Gerais

Shading Units2560 2176 1920 1920
TMUs160 136 120 120
ROPs64 64 48 48
Pixel Rate113.3 GPixel/s105.6 GPixel/s80.64 GPixel/s84.24 GPixel/s
Texture Rate283.2 GTexel/s224.4 GTexel/s201.6 GTexel/s210.6 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes9.062 GFLOPS7.181 GFLOPS6.451 GFLOPS6.739 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 6 pinos, 1x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 8 pinos
Suporte à combinação de placasNVLink 2-way NÃO NÃO NÃO
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa267 mm229 mm229 mm229 mm
TDP215 W160 W160 W160 W
Fonte recomendada600 W500 W500 W500 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x USB Tipo-C 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x DVI, 1x USB 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x DVI, 1x USB 1x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x DVI

Recursos

DirectX12.1 12.1 12.1 12.1
OpenCL2.0 2.0 2.0 2.0
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.1 6.1 6.1 6.1

Extras

A Turing


GPU TU102, a usada na RTX 2080 Ti

As principais novidades dos chips gráficos baseados em Turing são divididas essencialmente em três frentes: 1) restruturações profundas dos núcleos CUDA com um novo Multiprocessador Streaming (SMs); 2) a introdução dos núcleos tensores (tensor cores) e 3) aceleração de alguns processos através da especialização do hardware com os núcleos RT (RT cores). 


A estrutura do Multiprocessador Streaming

Maior reformulação do CUDA
As Turing tem sido definida como a maior evolução nos chips gráficos Nvidia desde a introdução do CUDA, com a GeForce 8800 GTX lançada em 2006. Ela entrega uma performance em shadding até 50% superior ao disponível na microarquitetura antecessora, a Pascal, presente nas placas da série 10. Existem duas mudanças essenciais na estrutura para tornar isso possível: a primeira é que agora tem maior independência entre processamento de dados integrais (INT32) e de pontos flutuantes (FP32), tornando possível realizar esses tipos de operações de forma simultânea, extraindo assim mais desempenho de cada Multriprocessador Streaming. A segunda foi a unificação da memoria compartilhada, cache de textura e memory load caching. Isso ampliou em mais de 2x a largura de banda disponível no cache L1 para os fluxos de trabalho mais comuns.

Os núcleos Tensores
Além de um novo SM, surge uma nova estrutura no chip gráfico baseado em Turing. Os núcleos tensores (tensor cores) são uma porção especializada em realizar cálculos de matrizes, algo que acelera em muito a capacidade da GPU em realizar processos relacionados ao Deep Learning e Inteligência Artificial (AI). Isso torna possível para o chip entregar desempenho muito superior em ações relacionadas a redes neurais e inferências.

Com mais agilidade através desses núcleos, as placas da série 20 tornam viável usar novos filtros e tecnologias que explorem essa capacidade. Um dos usos já existentes é o Deep Learning Supersampling (DLSS), algo como superamostragem através do Deep Learning, em uma "parcial tradução livre". Ela explora a capacidade dos núcleos tensores em gerar uma imagem com maior resolução baseado em um quadro menor, e depois reduzir novamente a imagem para a resolução final desejada. Esse processo serve para reduzir problemas como bordas serrilhadas, e traz ganhos relevantes de desempenho comparado a técnicas de antisserrilhado tradicionais.

Essa técnica é um exemplo de como essa nova porção do chip pode ser utilizada, e há muitas demonstrações da Nvidia de outros métodos que podem ser aplicados através do deep learning, desde imagens com espaços borrados sendo preenchidosvídeos de câmera lenta interpolando quadros ou ampliação de imagens com alta definição no resultado final.

Os núcleos RT
Sem dúvidas essa tecnologia é o grande apelo de marketing das placas RTX. O traçado de luz é uma técnica de renderização de imagens tridimensionais amplamente usada em animações cinematográficas, mas que trazem uma carga de trabalho gigantesca ao hardware, inviabilizando a produção de quadros em uma frequência alta o bastante para tornar o gameplay viável. Os núcleos RT são um componente especializado em alguns passos da fila de processamento do ray tracing, buscando reduzir em muito o tempo necessário para realizar todos os procedimentos para o cálculo dos raios de luz da cena. 


Ray tracing explicado pela Disney (mas infelizmente não o Pateta), em inglês

Os RT cores aumentam em muito a capacidade de realizar os procedimentos para gerar esses raios de luz nas placas GeForce. Como comparação, a GTX 1080 Ti, modelo topo de linha da geração anterior, é capaz de entregar até 1.1 bilhão de traçamentos de raios de luz a cada segundo, ou 1.1 giga ray/seg, enquanto a RTX 2080 Ti, com núcleos RT capazes de otimizar algumas etapas, entrega mais de 10 giga ray/seg.

Apesar do salto em performance, esse patamar de desempenho não é suficiente para implementar algo no nível de filmes em animação, que podem chegar a contagens insanas como 2000 traçamentos de luz para cada pixel e que leva horas para renderizar um quadro, apenas. Mas esse nível de performance é suficiente para direcionar o uso em cenários específicos onde a rasterização, principal técnica em uso atualmente, não se sai bem. Essas situações incluem objetos que refletem muita luz, como objetos cromados, que são transparentes, como água e vidro, ou mesmo na criação de sombras mais realistas.

Memórias GDDR6
Outra novidade das placas baseadas em Turing é o uso de memórias GDDR6. Essas memórias entregam um aumento no desempenho aumentando as taxas de transferência de 10Gbps (da GDDR5X usada em algumas placas Pascal) para 14Gbps com o novo padrão, tudo com uma eficiência energética 20% superior. A nova microarquitetura da Nvidia também trouxe melhorias na compressão dos dados nas memórias, usando algoritmos para definir diferentes padrões de compressão de acordo com o dado sendo transferido. Com mais largura de banda disponível e com uma maior compressão dos dados, as placas Turing conseguem um incremento de 50% na largura de banda efetiva disponível. 

Falando em memórias, a Nvidia também ampliou o L2 cache, subindo de 3MB como era na Titan Xp para 6MB, algo que traz um aumento na largura de banda disponível nesse cache.


A RTX 2060 Super

A RTX 2060 Super também é desenvolvida no chip TU106, o mesmo usado na versão "não super", porém possui uma quantidade relevante a mais de núcleos CUDA, núcleos tensores e núcleos RT. Outro incremento acontece na parte da memória, com o upgrade dos 6GB para 8GB, quantidade que já foi tema de um artigo aqui no Adrenaline.

Ter 6GB é um problema? O impacto dessa quantidade em placas como a RTX 2060

Os ganhos são consideráveis, com o número de núcleos CUDA subindo de 1920 para 2176, e capacidade de processar o Ray Tracing vai de 5 para 6 Gigarays/segundo e capacidade dos núcleos tensores sobem de 51,6 TFLOPS para 57,4 TFLOPS. 

Além do chip mais parrudo, outro fator incrementa do desempenho da RTX 2060 Super comparada com a versão "normal": as frequências. Com a natural maturação do processo de fabricação, os chips Turing agora são mais estáveis e eficientes que os primeiros fabricados, e com isso a Nvidia conseguiu aumentar o clock base de 1365MHz na RTX 2060 para 1470MHz na "Super".

O retrocesso em relação a RTX 2060 é na parte de consumo e aquecimento. Com mais do chip ativo e especificações mais robustas, a placa trouxe um leve aumento no TDP, subidno dos 160W para os 175W. Com a mudança sendo discreta, o sistema de resfriamento no modelo Founders foi mantido o mesmo, assim como a parte de alimentação que segue com um conector de oito pinos. 

Fotos

A versão "Super" é muito semelhante a versão tradicional, porém traz um acabamento espelhado com a adição do "super" ao nome da placa, dando um acabamento ainda mais refinado a essa versão Founders Edition, ficou muito bonita como podem ver abaixo.

Nas fotos abaixo colocamos lado a lado os dois modelos referência "RTX 2060", como é possível notar, a Super tem um visual um pouco mais refinado, de resto é a mesma placa visualmente e também em conexões.

Quando comparada com a RTX 2070 Super, a diferença já é mais considerável, sendo que a placa mais potente traz um sistema de cooler melhor, conexões de vídeo diferentes, além de precisa de dois conectores de energia ao invés de um.


Sistema utilizado


Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard Gigabyte Z390 Aorus Xtreme com processador Intel Core i9-9900K e 16GB de memórias através de 2 módulos de 8GB em dual-channel e frequência de 3200MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Abaixo fotos da placa instalada no sistema utilizado para os testes, tivemos que remover o suporte onde a placa fica em pé porque ele não suporte encaixe de placas com 3 slots.

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes, também um vídeo mostrando a máquina de review utilizado em todos os testes de placas de vídeo:

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i9-9900K - Análise
- Placa-mãe Gigabyte Z390 Aorus Xtreme - Site oficial
- Kit de memórias G.SKILL TridentZ Royal 2x8GB 3200MHz - Site oficial
- SSD HyperX Fury RGB SSD - Análise
- SSD WD Black M.2 NVMe 1TB - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cougar Helor 360 - Site oficial
- Fonte de energia Cougar CMX 1000W - Site oficial
- Gabinete Cougar Conquer - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 431.xx

Aplicativos/Games:
- V-Ray Benchmark (aplicativo de renderização)
- 3DMark (Fire Strike Ultra 4K DX11 / Time Spy Default DX12)
- Assassin´s Creed Odyssey (DX11)
- Battlefield V (DX12)
- Forza Horizon 4 (DX12)
- Metro Exodus (DX12)
- Resident Evil 2 Remake (DX11)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division (DX12)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa. OBS.: A versão atual ainda não traz suporte as novas placas RTX Super, por isso alguns dados não aparecem.


Overclock

As Turing da linha "Super" trouxeram frequências ainda mais altas do que a primeira versão, mas como quase sempre podem ter um ganho de desempenho através de overclock.

A RTX 2060 Super tem GPU trabalhando a 1470 em modo default, com memórias em 14GHz. Subimos o clock do GPU em 100MHz e as memórias para 15.4GHz, sem modificações na tensão, apenas aumentando o power limit em 10%. Tentamos frequências mais altas. porém alguns dos testes não finalizavam, mas pode ser que um modelo de algum parceiro da Nvidia consiga alcançar clocks mais altos.


Consumo de energia


Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura


Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação do FAN (ou dos FANs, dependendo o modelo) fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler melhores tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


V-Ray
O teste V-Ray Benchmark utilizado consiste no resultado de renderização com uso do GPU, um bom teste para ver como as placas podem ajudar a diminuir o tempo de trabalho em aplicações gráficas. Quanto menor for, melhor é o desempenho.


3DMark


Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com dois testes, o Fire Strike em modo Ultra 4K e o Time Spy em modo normal baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:


Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"


Assassin´s Creed Odyssey
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto os detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Em geral, esse é um game que beneficia bastante as placas GeForce, penalizando bastante as placas Radeon mesmo meses após o lançamento e a chegada de novos drivers.


Battlefield V
O game desenvolvido pela DICE segue como uma referência de qualidade gráfica, operando tanto na API DirectX 12 quando 11. O jogo também se tornou um marco nos games para PC ao ser o primeiro a introduzir a técnica de Ray Tracing híbrido da Nvidia através das placas RTX.


Forza Horzion 4
O game exclusivo da Microsoft se destaca pelo excelente uso da api DirectX 12, entregando altos níveis de desempenho em hardware potentes e bons resultados mesmo em hardwares mais limitados.


Metro Exodus
Novamente a franquia Metro é responsável por introduzir um game com novos níveis de exigência para o hardware. Com gráficos capazes de "entortar" placas de vídeo, o jogo da 2A Games também se destaca por introduzir tecnologias como o Ray Tracing e o DLSS, recursos exclusivos da linha GeForce RTX.


Resident Evil 2 Remake
O remake do grande clássico de terror trouxe uma excelente repaginada no visual do game, com grande destaque para a qualidade gráfica e um nível alto de exigência quando o assunto é memória de vídeo. 


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos, prometendo muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12 e será um dos primeiros a suportar a tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos. Com suporte a DX12 adicionado posteriormente, utilizamos essa API para nossa bateria de testes.


Ray Tracing


Para os testes com a tecnologia Ray Tracing, escolhemos o exigente Metro Exodus, considerado um dos games com a melhor qualidade gráfica atualmente.

Gameplay

O reforço que a RTX 2060 ganhou nessa geração Super transformou esse produto, basicamente, no que tínhamos com a RTX 2070 na primeira geração RTX. Os ganhos de performance são consistentes, entre 15 a 20% ao longo dos testes, e chegando a até 30% quando incluímos games que usam Ray Tracing. 

No restante, as Turing Super não mudam muito comparado a suas antecessoras. Apesar dos refinamentos na fabricação, na essência vemos um comportamento bem parecido entre as placas iniciais da linha RTX e esses novos modelos, com as frequências chegando próximo dos 2000MHz, excelentes temperaturas graças ao projeto mais robusto das novas placas Founders Edition e uma margem para overclock que impactou positivamente na performance.

Placa cria novo patamar de desempenho acima da RTX 2060

Com essas características, a RTX 2060 Super na prática é uma RTX 2070 que chegou 100 dólares mais barata ao mercado. Isso por um lado pode ser recebido como algo bastante positivo em curto prazo, mas uma visão de mais longo prazo porém deixa a conclusão menos otimista. A linha RTX trouxe um aumento considerável no preço. A RTX 2060 Super, então colocando em uma perspectiva histórica, ela é em torno de 10% mais rápida que a GTX 1080, uma placa que custava US$ 599 no seu lançamento em... 2016. Pois é, sempre que tiramos o Ray Tracing da conta na série RTX, a sensação é de que a indústria pouco evolui quando o assunto é performance por preço. 

As Super são apenas um começo de retrocesso do preço da série 20

Na prática, a RTX 2060 Super é uma placa que ganhou ainda mais fôlego para o QuadHD, entregando mais de 60fps em praticamente todos os títulos de nossa bateria de testes na qualidade Ultra. A resolução 4K até é possível em games um pouco mais leves e mirando na qualidade Alta, também, mas quem quer partir para essa resolução deve dar preferência por modelos mais potentes para garantir mais margem.

Enfim o ecossistema do Ray Tracing está ganhando tração

Um ponto relevante a se destacar é que um conjunto maior de jogos já possuem ou já anunciaram suporte ao Ray Tracing, tornando o recurso mais relevante na escolha de uma nova placa de vídeo. Além de Metro Exodus e Battlefield V, há medalhões a caminho como Doom, Wolfenstein, Control, Cyberpunk e Call of Duty, além de motores gráficos consolidados como Unreal e Unity com suporte à tecnologia, mostrando que enfim estamos passando da fase dos early adopters para um ecossistema mais maduro.

A RTX 2060 Super é uma excelente placa para QuadHD/Ultra e também para o Ray Tracing

Colocando toda as opções na mesa, a RTX 2060 Super entrega 15 a 20% mais desempenho por 15% mais dólares, servindo bem como uma opção para quem quer um pouco mais de desempenho que a 2060 tradicional, quer QuadHD com mais folga ou está de olho nos lançamentos com Ray Tracing e quer ter mais "poder de fogo" para poder ligar esses filtros adicionais. É bom ficar de olho em modelos RTX 2060, que devem ter um corte de preço como de costume já que ninguém quer ficar segurando estoque.

PRÓS
Capaz de um competente QuadHD/Ultra
Performance de uma RTX 2070 por 100 dólares a menos
Baixo consumo e aquecimento
Suporte a novos recursos como DLSS e Ray Tracing
Aumento para 8GB de memória
CONTRAS
Preços ainda tem espaço para recuar
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber