ANÁLISE: Redragon Diti Gaming Keypad

Um dos melhores e mais baratos keypads do mercado

Keypads são um assunto complicado, pois muitos podem pensar ao ver um periférico destes:

"Qual a utilidade de um teclado pela metade?!?!"

Ao que eu posso responder: praticidade, conforto e mobilidade.

Primeiro de tudo, ele é pequeno, ocupa pouco espaço e você pode conectar o mouse nele, tornando o espaço ocupado menor, com cabos mais organizados e sua mesa mais "limpa", além do apoio para punho proporcionar maior conforto.

Mas, ele também é extremamente útil para quem quer jogar no Notebook, mas quer um "teclado" portátil com melhor resposta do que o do próprio Notebook e que seja menor em largura do que outros teclados compactos, para que caiba na mochila, algo fácil de fazer pois o apoio para punho é removível:

Para quem quer jogar em consoles e/ou smartphones, seja em jogos que possuem suporte ou utilizando adaptadores como o GameSir X1 (análise), embora curiosamente ele não funciona com o adaptador Redragon Eris (e há alguns outros teclados incompatíveis com o Eris).

Como macropad, para que você deixe ele ao lado do seu teclado principal e configure atalhos de fácil acesso em diversos programas, sejam programas de streaming, edição de vídeo, CAD, etc...

Se o Redragon Diti não lhe é interessante em nenhum destes casos, não se preocupe, você apenas não é o público alvo deste tipo de periférico. Ele não substitui o teclado para digitação, aliás, ele nem serve para digitar qualquer coisa, este nunca foi o intuito para este tipo de periférico.

Vamos então começar a análise.

Construção Externa

O visual do Redragon Diti é bastante simples, mas um dos detalhes que mais me agradou, é que ele é feito 100% com o mesmo plástico em todo o seu acabamento, seja em sua case, keycaps e apoio para punho.

Não há partes glossy (aquele "Black Piano" usado em monitores e TVs) que vão pegar marcas de dedo e riscar, não há o maldito acabamento emborrachado, que vai desgastar, riscar e ficar grudento após algum tempo, não há partes de metal expostas que só acrescentam peso e que darão choques em PCs sem aterramento elétrico, não há um apoio em gel que vai descascar e ficar grudento após alguns anos...

Um dos melhores aspectos do Redragon Diti, é que toda a sua construção é feita usando o mesmo plástico

Seguindo em frente, basicamente todas as keycaps do Redragon Diti são feitas em plástico ABS utilizando o método de impressão Double-Shot, que é um método de impressão muito mais resistente do que a impressão Laser utilizada pela maioria de seus concorrentes (incluindo o Razer Orbweaver Chroma).

Claro, temos a "fonte gamer" da Redragon, a qual eu não sou fã em teclados, mas como isto não é bem um "teclado" e sim um "acessório para jogos", sem problemas.

Mas, o estranho mesmo é que até as teclas de macro e a barra de espaço também são feitas em Double-Shot, quando na verdade não precisavam ser.

E isto mostra que houve um bom nível de "capricho" pelos designers desse keypad.

Não era necessário fazer isso, se a Redragon quisesse seria possível usar keycaps impressas com métodos mais baratos, tal como infill branco (igual as teclas de perfil), impressão a laser (como faz o Razer Orbweaver) e talvez nem usar switches mecânicos nestas teclas (como faz o GameSir Z1), mas ver que a Redragon não economizou na construção deste keypad me agradou muito.

Alguns detalhes mostram que a Redragon não economizou na construção deste keypad, e isto me agradou muito

Agora vamos falar sobre o "layout" do Redragon Diti, ele é um keypad com 42 teclas (não contando as teclas de troca de perfil), o que é mais do que concorrentes como o Razer Orbweaver Chroma (30), GameSir Z1 (33), Logitech G13 (31) ou Delux T9 Plus (27).

Os detalhes que realmente diferenciam o Redragon Diti de um teclado padrão, são:

  • O tamanho da tecla T
  • O tamanho da tecla G
  • As teclas de função estão deslocadas para a direita (0.5u para ser exato, meia tecla)
  • O numérico superior está minimamente deslocado para a direita (apenas 0.25u, 1/4 de uma tecla)
  • As teclas "N" e "P" estarem na área onde estaria a barra de espaço
  • A tecla "M" estar do lado do F4, com um símbolo do Globo
  • A barra de espaço estilizada
  • As teclas de macro G1, G2, G3, G4 e G5.

Por mais estranho que pareça, a usabilidade do Redragon Diti não é muito diferente de um teclado normal. As teclas que estão maiores (T e G) não são difíceis de pressionar e o numérico superior está deslocado em apenas 0.25u para a direita, o que não é difícil de se acostumar. A barra de espaço também é muito mais natural do que possa parecer.

A única coisa que está realmente deslocado, são as teclas de função (F1, F2, F3...), estas sim precisam de um tempo até você se reacostumar pois foram deslocadas em 0.5u (meia tecla) para a direita.

Mas, a razão para estarem assim, é para abrir espaço na PCB do keypad para o conector USB e a porta USB adicional que você pode utilizar para conectar qualquer mouse, incluindo mouses sem fio.

É possível conectar pendrives, celulares e outros dispositivos, mas saibam que cada USB tem um limite de energia que pode ser entregue e embora funcione, a entrada USB adicional do Redragon Diti foi projetada tendo mouses em mente, alguns periféricos podem sobrecarregar a USB e não funcionar quando conectados (ex: receptor do Corsair HS70).

A tecla espaço é esta tecla enorme no lado direito do keypad. "Mas será que ela é boa para pressionar?", alguns poderiam pensar, e a resposta é sim, graças à presença de estabilizadores para que ela possa descer corretamente seja onde você pressionar, é exatamente a mesma resposta que a barra de espaço de um teclado com switches Blue teria.

O mesmo porém não ocorre na tecla G1, a qual não possui qualquer estabilizador. Dependendo o lugar onde você pressionar, a resposta pode variar bastante, pressionar bem no canto superior esquerdo não dá uma boa resposta, mas em qualquer outro lugar sim graças a seus switches Outemu Mk.2 que proporcionam um pouco mais de estabilidade do que switches normais graças a este "shielding" ao redor.

Ainda assim, acho que esta tecla estaria melhor se ela tivesse estabilizadores ou se o switch estivesse apenas um pouquinho mais alto.

Já as outras teclas de macro possuem uma ótima resposta e também utilizam switches mecânicos, embora curiosamente não sejam switches Outemu e também não são removíveis.


Até mesmo os botões para troca de perfil e gravação de macros, utilizam switches mecânicos, mas do tipo que você encontraria em botões de DPI de mouses. Estas teclas são impressas com infill branco (que parece corretivo) e não possuem retroiluminação.


Já as teclas teclas "N" e "P" estão onde estaria parte da barra de espaço de um teclado normal. Ainda não entendi a razão para a tecla "N", mas a tecla "P" foi inclusa por esta abrir a loja no League of Legends.

E finalizando, temos uma tecla M localizada em um local bem diferente: bem no topo, canto superior direito, com um símbolo de um "globo".

Esta não é a melhor localização para esta tecla na minha opinião, por isto sugiro aos donos do Redragon Diti que troquem a tecla N pela tecla M no software, fica bem melhor para abrir o mapa em alguns jogos.

Prosseguindo, temos o apoio para punho, o qual não possui nenhum tipo de acabamento, mas diferente de outros apoios para pulso emborrachados ou em gel, não vai desgastar com o tempo.


Ele é conectado por ímãs no keypad, é fácil remover quando necessário e difícil remover acidentalmente durante o uso.

E por último, a traseira do keypad, onde há cinco enormes pés de borracha que mantém ele no lugar durante a jogatina:

Enfim, a construção externa do Redragon Diti é excelente. Ela não é "chique" e nem "chamativa" igual a de alguns de seus concorrentes, mas não precisa ser, é a qualidade dos componentes que ela possui e sua simplicidade que acabam tornando ele um keypad extremamente bem feito e resistente contra desgastes com o tempo e uso, gabaritando este segmento.

Construção Interna

Vamos então começar, primeiro falando sobre o mais polêmico deste keypad: switches.

Nos botões de macro na lateral esquerda, encontramos switches que não dizem Outemu, ao invés disso está escrito "ET", de "Eastern Times Technology", grupo o qual é dono da Redragon e de outras empresas.


Segundo um funcionário da Redragon, estes são switches encomendados da Outemu pela Redragon, o que é meio estranho pois este não parece ser um lugar adequado para colocar switches supostamente "melhores" do que os normais... E se são Outemu, qual o motivo para não usarem Holtites como o resto? Tenho minhas dúvidas...

Estes switches presentes nas teclas G2, G3, G4 e G5 não são removíveis, diferente de todas as outras teclas.

Os switches das teclas G2, G3, G4 e G5 não são removíveis

E agora vamos chegar ao mais polêmico e que me dá desânimo em falar: Outemu.

Primeiro de tudo, é inegável que a qualidade geral dos switches da Outemu caiu se compararmos switches de lotes mais antigos (2016, 2015, 2014) com os atuais, os materiais estão piores, os encaixes estão frouxos e o controle de qualidade piorou, virou uma roleta-russa de problemas e double-click. Mas, o que pouca gente sabe, é que há razões para isso.

É inegável que a qualidade dos switches Outemu caiu nos últimos anos, mas há razões para isso

A teoria mais popular, é que atualmente há diferentes linhas de produção para os switches da Outemu, quando anos atrás havia apenas uma. Há uma linha de produção "geral", há a linha de produção para a Redragon (a qual é dona de parte da Gaote, que faz os Outemu) e separado disto há uma linha "premium", dedicada para switches custom e também para a HyperX (que atualmente é uma das empresas tendo menos problemas com estes switches).

E é essa discrepância entre a qualidade dos materiais e o controle de qualidade de cada uma destas linhas, que está tornando os switches da Outemu uma verdadeira "roleta-russa", em alguns teclados são switches bons, em outros são uma bomba-relógio, razão pela qual estou evitando recomendar teclados com estes switches.

Mas e quanto ao Redragon Diti? Como já falei, a Redragon é dona de parte da Gaote (fabricante dos Outemu), possui uma linha dedicada para ela e o keypad utiliza um novo switch chamado "Outemu Mk.2", o qual promete melhorias para resolver os problemas pelos quais os Outemu estão conhecidos.

O que o Outemu Mk.2 possui é um "shielding" (literalmente um escudo) para prevenir que sujeiras e pó entrem no switch, algo que não é tão necessário em outros switches (ex: Kailh, Cherry, Gateron), mas faz diferença para os Outemu.

Por favor, não confundam o "shielding" para proteger o switch de pó e sujeira que o Outemu Mk.2 possui, com o sistema presente no Kailh Box, que é muito mais complexo, sendo não apenas completamente à prova de sujeira e pó (e não apenas "resistente"), mas também selado para que líquidos não entrem no mesmo.

Um dos maiores problemas dos switches Outemu atuais (lotes antigos não sofrem disso), é que o "stem" (o encaixe para keycaps) é tão frouxo que dá pra literalmente "entortar as teclas", o que significa que as frestas dos switches estão muito grandes e é através delas que pó e sujeira poderá entrar no switch e ocasionar falhas.

O Outemu Mk.2 resolve exatamente este problema, o encaixe é bem mais "firme" e as frestas bem menores.

Segundo a Redragon, estas novas linhas de switches apresentam uma melhor qualidade que as linhas antigas, mas apenas o tempo poderá responder se isto é verdade ou não, pois são novos modelos de switches.

Também, assim como outros teclados recentes da Redragon, o Redragon Diti possui switches removíveis, ou seja, se uma tecla der problema, você pode supostamente substituir ela por outra ou então comprar novos switches* sem ter que lidar com soldas como teria que fazer em outros teclados.

O que isto é, são conectores chamados de Holtites. Eles são um bom sistema então? Mais ou menos.

Holtites são complicados pois não são a melhor solução para switches removíveis, ainda mais os que foram instalados nos teclados da Redragon, pois estes são limitados para switches da Outemu por serem projetados para as "pernas" (conectores) menores que a Outemu utiliza, além de dificultarem bastante a remoção dos switches (que se não forem removidos com cuidado, as pernas podem entortar ou quebrar facilmente).

Este sistema é muito inferior aos sockets Kailh que encontramos em alguns teclados high-end e customs, mas o preço que os Holtites acrescentam ao custo de produção é ridiculamente menor em comparação e não precisam de uma PCB projetada especialmente para eles, diferente dos sockets Kailh.

Da forma como são vendidos de fábrica, os teclados com sistema "Redragon D.I.Y" são incompatíveis com switches Cherry, Gateron ou Kailh Box (embora há uma "gambiarra" que pode ser feita para resolver isso), o Diti não acompanha switches extras, não acompanha removedor e quem está trocando os switches por problemas, normalmente quer fugir dos Outemu, então é difícil considerar ele como um "ponto positivo" quando este sistema é tão limitado.

Continuando, o Redragon Diti possui uma PCB extremamente bem feita e os encaixes dos Holtites, que em outros teclados ficam abertos, por alguma razão foram soldados no Redragon Diti... E que solda bem feita!



Assim como no Redragon Kumara e em alguns outros teclados da Redragon, é aplicado uma resina para proteger a PCB de ações do tempo, umidade, diferenças de temperatura e supostamente até líquidos, por isso esse aspecto "brilhoso" nela e em seus componentes. A mesma solda é vista em outras partes do teclado, tal como os botões de troca de perfil.

A única solda um pouco "feia" visualmente, mas completamente funcional, é a solda da tecla G5, a qual junto com as teclas G4, G3 e G2, não utilizam Holtites e portanto não são removíveis.

Mas, o restante do Redragon Diti tem um capricho que realmente não é normal em teclados desta faixa de preço.

O Redragon Diti utiliza uma MCU Vision VS11K16A, baseada na CPU ARM Cortex-M0.

 E no canto superior direito estão alguns dos componentes elétricos e as entradas USB do mouse;

Enfim, a construção interna do Redragon Diti realmente me impressionou, soldas extremamente bem feitas, até nos Holtites onde não era necessário ter solda, e uma PCB protegida com resina. A única coisa que ainda não tenho certeza quanto à qualidade, são os switches Outemu Mk.2.

Estes são switches novos e a Redragon promete que eles estão melhores do que lotes anteriores, mas só o tempo poderá dizer se a Outemu conseguirá, ou não, restaurar seu nome depois de ter jogado ele na lama.

Recursos e Extras

Já mostramos os recursos externos do Redragon Diti na sua construção externa, então vamos partir para o seu software:

A tela inicial do Redragon Diti é simples, temos os perfis no topo, um gerenciador de todas as macros logo ao lado, um botão "Light" que ativa o gerenciamento da iluminação e o controle da taxa de atualização no canto inferior direito, o qual eu acho desnecessário pois não há razão alguma para teclados não estarem em 1000 Hz por padrão.

Se deixarmos a caixa de "Light" desativada como está e clicarmos em um dos botões (menos o FN, que não pode ser configurado), temos acesso a uma nova janela onde podemos configurar as funções de cada tecla:

Podemos aqui configurar uma "Keyboard Action", para que esta tecla corresponda a uma tecla do teclado ou então um "Mouse Action", para que corresponda a um botão do mouse.

Não é possível atrelar teclas para "Combinações de Teclas" nesta janela, para que uma tecla corresponda a, por exemplo, "CTRL + SHIFT + Pg Up", você vai precisar configurar uma macro para isso.

Logo ao lado temos a opção "Multimedia", o qual é autoexplicativo:

Como podem notar, não há nada de mais nestas funções multimídia do Redragon Diti e comparado com as funções que os softwares da Logitech e Razer oferecem, são bastante limitadas já que não possuem controles para o microfone.

Se quiserem minha sugestão, criem macros que pressionem, por exemplo, ALT + Setas e configurem em um software como o AudioSwitch (gratuito!) para que esta combinação de teclas aumente ou diminua o volume do microfone. Depois disso, é só configurar o botão que quiser para esta macro.

Então vamos para as macros:

É um sistema de macros bastante simples, há a opção de gravar o atraso, número de repetições, indicadores da tecla pressionada, quando ela foi pressionada (seta para baixo), quando foi soltada (seta para cima), pode-se editar o atraso entre ações e há alguns botões básicos para organizar as macros.

Este sistema de macros é capaz de detectar os cliques do mouse, então felizmente não é um dos piores. Nos nossos testes ele foi capaz de gravar até 244 caracteres, então é o suficiente para quem quer criar macros de texto, o que pode ser útil para alguns programadores ou pessoas que precisam digitar textos pré-prontos.

Mas, não há como definir modo de reprodução de macros ou seja, você não pode configurar para que uma certa macro rode sem fim (útil para criação de scripts automatizados) ou para que rode enquanto o botão está sendo segurado (útil para macros que precisam ser utilizadas apenas durante um certo período de tempo), então para quem quer criar macros avançadas, o Redragon Diti pode acabar decepcionando.

A falta de modos de reprodução de macros, acaba limitando elas

Já o meu Redragon Diti, eu configurei da seguinte maneira:

  • Teclas de Macros G2 e G3 = Aumentar e Diminuir o Volume
  • Teclas de Macros G4 e G5 = CTRL + Seta para Direita e CTRL + Seta para Esquerda, que eu configurei no AudioSwitch para Aumentar e Diminuir a sensibilidade do Microfone
  • Tecla de Macro G1 = Enter
  • WASD no Perfil 2 = Setas
  • Tecla N = Tecla M
  • Tecla M (Globo) = Tecla F5

Fechando esta janela e seguindo então, podemos entrar na configuração "Light", por onde podemos configurar a iluminação do keypad:

Enquanto esta opção estiver ativa, não há como configurar as teclas do keypad, para que você possa configurar novamente, terá que desativar o controle de iluminação.

Enfim, aqui temos controles bastante simples, há o controle de Brilho, Velocidade, Cor, "Colorful" (que simplesmente deixa as cores aleatórias) e direção.

Cada um dos efeitos possui configurações diferentes, embora por alguma razão o efeito "Fast and Furious" (que nome, hein?) não oferece a opção de cor, mas é possível configurar a cor deste efeito simplesmente selecionando a cor em outro efeito e depois trocando para ele:

Na minha opinião, são poucos efeitos de iluminação, não há como customizar as teclas na cor que você quiser (ex: deixar WASD vermelho e o resto de outra cor) e não há sequer como deixar o Redragon Diti parado em uma só cor sem estar piscando o tempo todo, mas a Redragon prometeu que irá corrigir isso em breve.

Os efeitos de iluminação do Redragon Diti são limitados e a Redragon prometeu corrigir isso

Enfim, o software do Redragon Diti é "decente", mas certamente não está no mesmo nível que seu hardware.

Seria interessante ver opções de playback de macros, mais efeitos de iluminação, uma configuração mais fácil para combinação de teclas, mais recursos (ex: aumentar sens. do microfone, abrir um certo programa ao apertar um certa tecla, perfis que mudam de acordo com o jogo/software aberto) e outras configurações que encontramos em keypads bem mais caros como o Razer Orbweaver Chroma (R$ 800), mas pelo preço, o Redragon Diti faz o suficiente.

Conclusão

 

Avaliação: ANÁLISE: Redragon Diti Gaming Keypad

Construção Externa
10
Construção Interna
9
Recursos e Extras
8
Preço - R$ 170
10

O Redragon Diti é um excelente keypad, sua construção é visualmente simples, mas é extremamente caprichada e seu preço de R$ 170 lhe faz um dos keypads mais baratos do Brasil e mesmo assim é um dos melhores.

São utilizadas keycaps Double-Shot em todas as suas teclas (menos as teclas de perfil no topo), é um keypad com 42 teclas, mais do que maioria de seus concorrentes, a construção interna é caprichada e os novos switches "Outemu Mk.2" prometem resolver os problemas que as últimas gerações de switches da Outemu estão tendo.

Ele conta com quatro perfis internos, um apoio para punho conectado por ímãs, barra de espaço estilizada, cinco teclas adicionais para macros, cabo USB-C removível e uma entrada USB para você conectar o mouse (embora seja possível usar para alguns outros dispositivos, mas não é recomendado), tornando-o extremamente prático para uso portátil.

Sua construção externa e interna é extremamente caprichada, mas, é possível notar que seu firmware e especialmente seu software, não chegam no mesmo nível.

A FN Layer ter apenas duas funções (reset e troca de efeitos) é um tremendo desperdício pois poderia permitir o dobro de teclas customizáveis e/ou mais recursos (ex: trocar WASD por Setas sem ter que trocar de perfil, botões multimídia sem ter que configurar, configuração de brilho e velocidade de efeitos sem ter que abrir o software, modo mouse...)...

Já a presença de apenas 5 efeitos de iluminação, sem a opção de deixar a iluminação dele "parada", é um erro que a Redragon prometeu corrigir em breve.

Seria muito interessante ver no futuro um keypad com firmware 100% programável e/ou com um software melhor programado e com mais recursos, mas tenho dúvidas se a Redragon é capaz disso.

Recomendo o Redragon Diti especialmente para quem possui um espaço limitado, quer um teclado portátil para jogar em notebooks, consoles que possuam suporte (ou usando adaptadores) ou no PC com maior conforto, mas se ele fosse um pouco mais caprichado em seu software, poderia ter levado o selo diamante.

PRÓS
42 teclas, mais do que maioria dos keypads do mercado, todas configuráveis (menos o FN)
Apoio para punho removível
Construção Externa extremamente bem feita
É um dos keypads mais baratos do mercado e mesmo assim é um dos melhores
Keycaps Double-Shot em todas as teclas
Quatro perfis interno
USB adicional para conectar o mouse
CONTRAS
FN Layer não é aproveitada pelo keypad
Seu software não é tão caprichado quanto o hardware, e é consideravelmente inferior ao software da Logitech ou Razer
  • Redator: Wellington Diesel

    Wellington Diesel

    Formado em Redes de Computadores, o "wetto" é um entusiasta do ramo de Periféricos. Autor do Guia do Teclado Mecânico, ele carrega consigo mais de 150 análises de mouses, teclados e headsets publicadas, além de diversos Guias e Artigos sobre teclados, mouses e headsets. Respeitado pela comunidade do Adrenaline, ele trabalha à distância como colaborador.