ANÁLISE: WD Black SN750 NVMe SSD

SSD M.2 muito rápido e que esquenta bem menos que a maioria

A análise de hoje é do SSD WD Black SN750 NVMe de 1TB, modelo topo de linha da Western Digital, se posicionando entre os mais rápidos do mercado. Além do ótimo desempenho, alcançando 3470 MB/s de leitura e 3000 MB/s de escrita, outro grande diferencial é o dissipador de calor desenvolvido pela EKWB, conceituada empresa do ramo de soluções de resfriamento, especialmente para processadores.

Essa linha é composta por duas variantes, uma sem dissipador e outra com o dissipador da EKWB. Em se tratando de capacidades, a linha possui modelos com 250GB, 500GB, 1TB e 2TB. Outro detalhe é que não tem modelo de 250GB com dissipador, sendo necessário optar pela versão de 500GB para ter esse diferencial, que veremos nos testes de temperatura se é realmente um diferencial válido.

É importante também que o usuário fique bem atento as descrições na hora da compra, a linha WD Black já é composta por três variantes diferentes tecnicamente, sendo a primeiro a WD Black PCIe, depois a WD Black NVMe e por fim essa nova WD Black SN750 NVMe, a mais rápida de todas.

WD Black SN750 NVMe além de rápido pode trazer dissipador da EKWB

Site oficial dos SSDs WD Black SN750 NVMe

Assim como os modelos da linha Black NVMe, os SSDs da série Black SN750 NVMe utilizam um controlador da própria WD. Esse é um dos motivos do salto de velocidade entre os modelos da linha Black PCIe e das linhas Black NVMe (SN700) e Black SN750 NVMe. Nos EUA a versão de 1TB com dissipador da EK custa cerca de US$250 e a versão sem dissipador de mesma capacidade US$228.


Especificações

Abaixo a tabela com as principais características técnicas dos 7 modelos disponíveis na linha WD Black SN750 NVMe. Como acontece bastante, existe diferença até certo ponto considerável entre os modelos de capacidades diferentes, mesmo que todos da mesma linha. Esse tipo de situação não é incomum, digo, diferenças técnicas dentro de uma mesma linha dependendo da capacidade.

O modelo que estamos analisando é mais rápido da linha SN750 Black, com capacidade de 1.000GB (1TB), sendo assim é importante se atentar a isso, nossa conclusão será baseada nesse modelo. Como principais destaques, tempos de leitura e escrita de 3.470 / 3.000 MB/s respectivamente.

CUIDADO: Existe três linhas Black, Black PCIe. Black NVMe e Black SN750 NVMe

Mais detalhes como número de operações por segundo (IOPS) e durabilidade estão na tabela abaixo:


O que é TLC e MLC?


Para explicar o que é TLC (triple-level cell flash) o ideal é, antes, explicar do que se trata o MLC, padrão ainda utilizado pela maioria dos SSD atualmente apesar da mudança que o mercado está passando para o TLC. A sigla significa multi-level cell flash (MLC) e é utilizada para descrever memórias NAND flash que tenham a capacidade de armazenar 2 bits de dados por célula. O TLC é uma evolução dessa tecnologia, e permite armazenar 3 bits de dados por célula. Há ainda o single-level cell (SLC), onde cada célula armazena apenas um bit de dados. Cada uma tem vantagens e desvantagens, que veremos a seguir.

Quais são as vantagens e as desvantagens?
A grande vantagem dos SSDs com tecnologia TLC está em seu menor preço. Isso porque drives com a tecnologia são mais densos, armazenando mais dados com a mesma quantidade de espaço. Ou seja, eles acabam tendo uma eficiência de custo maior. Mas isso, como tudo na vida, tem um preço (sem trocadilhos).

Os SSDs com a tecnologia TLC acabam não sendo tão rápidos e nem tão duráveis quanto os modelos com MLC e SLC. Por isso, eles não são indicados para uso profissional e nem para uso empresarial. Na verdade, os SSDs com TLC são mais indicados para usuários domésticos. Para esse pessoal não há uma diferença de desempenho perceptível, ao menos na grande maioria dos casos.


IOPS

IOPS se refere ao número de operações por segundo que um disco consegue realizar. Trata-se de um medidor de desempenho bem comum quando se trata de discos rígidos (HDD), drivers de estado sólido (SSD) ou até armazenamento em rede (SAN). Quanto maior o IOPS, mais rápido se realiza leitura e gravações.

A quantidade de IOPS de uma tecnologia é muito importante para o sistema. Por mais que muitos digam que o número de operações por segundo só interfere no desempenho de aplicações, um IOPS baixo pode impactar diretamente no funcionamento de um aplicativo, podendo até inviabilizar a sua implementação.

Desde os SSDs baseados em SATA, houve uma grande evolução na velocidade para os atuais drives NVMe, pulando de números como 100.000 para 500.000.


NVM Express

O protocolo de armazenamento NVMe chegou ao mercado em 2011 e foi projetado para trabalhar com memória não volátil, incluindo as memórias NAND flash mais recentes. Esse protocolo também suporta uma quantidade de filas de comandos muito superior, 65.536 por fila e até 65.535 filas, como base de comparação o AHCI suporta apenas 32 em uma fila única, já drives padrão SAS suportam 256 filas. Essas velocidades eram boas para discos rígidos, mas limitadoras para as tecnologias mais recentes como SSDs.

Essa tecnologia de controle de filas trabalha em conjunto com o processamento paralelo dos processadores com muitos núcleos, com os aplicativos gerenciando de forma mais efetiva sua fila independente, sem travar a I/O. Outro detalhe é que a tecnologia MSI-X também ajuda a evitar gargalos de CPU possibilitando maior escalabilidade para expansão do sistema.

Atualmente os drives de armazenamento NVMe mais recentes são baseados na versão 1.3, como exemplo citamos os novos Samsung 970, WD Black SN750 NVMe e Corsair MP510. Para ver a lista completa de mudança entre as versões NVM Express, clique aqui.


Fotos


O SSD analisado é baseado em formato M.2 no tamanho 2280 como a grande maioria dos SSDs com esse padrão, porém sobre ele tem um dissipador de calor desenvolvido pela EKWB. Em se tratando desse dissipador, é importante destacar que ele pode gerar restrições ao ser instalado em conexões M.2 posicionadas na parte de baixo da placa-mãe, como em modelos Mini ITX. Já na grande maioria dos modelos a altura extra do dissipador não deve ser um problema, já que não ultrapassada a altura dos conectores PCI-Express.

Também é bom deixar claro que os modelos com dissipadores provavelmente não serão compatíveis com notebooks justamente pela altura muito superior aos modelos tradicionais.

Modelos de SSDs M.2 com dissipadores geram incompatibilidade com notebooks

A construção dele é excelente, apesar de não fazer diferença prática para a grande maioria dos usuários, é nítido que o dissipador e restante da carcaça protetora do SSD possuem uma qualidade muito acima da média.

Abaixo colocamos lado a lado o Black SN750 NVMe com dissipador da EK junto ao Black NVMe, modelo que fisicamente vai ser muito parecido com o Black SN750 NVMe sem dissipador.


Sistema utilizado


Abaixo, detalhes completos do sistema utilizado, além de fotos do SSD instalado na plataforma de testes.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard MSI MEG Z390 ACE [análise]
- Processador Intel Core i7-8700K [análise]
- Placa de vídeo Gigabyte GeForce RTX 2080 Ti [análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB)
- SSD Samsung 960 EVO 500GB
- HD Seagate Barracuda 2TB 
- Fonte Thermaltake 850W Toughpower Gold

O SISTEMA NÃO RODA NENHUM ANTI VÍRUS OU
APLICATIVO QUE POSSA INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield 1 (DX11)
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Firmware


Abaixo algumas imagens do aplicativo da WD para gerenciar os SSDs da empresa. Para download da versão mais atual clique aqui. Como a grande maioria desses aplicativos, ele também é responsável pelo processo de atualização da firmware do SSD, tudo feito de forma automática sem nenhum contratempo.

O aplicativo também oferece uma opção chamada "Modo  de jogo", que desativa os modos de baixo consumo de energia (PS3 & PS4). O problema desse modo é que é necessário reiniciar o sistema, e fazer isso sempre mesmo sendo bem mais rápido de iniciar o sistema não é algo que todos vão lembrar, ou ficara ativado evitando o uso de uma funcionalidade legal que é o menor consumo/uso do sistema se ele não está sendo exigido, ou ficará ativado, tudo pelo simples fato do esquecimento.

Na prática esse modo vai diminuir um pouco as latências e teoricamente entregar um desempenho um pouco superior ao carregar os jogos, não notamos diferença em nosso teste com o BF1.


Temperatura


Lembram que sempre destacamos em reviews de SSD baseados em conexão Sata que os mesmos praticamente não geram calor, com o SSD ficando com a temperatura ambiente. Em SSDs de conexão M.2 isso pode mudar bastante, sendo normal ficarem na casa de 60º, 70º quando em operação. A temperatura vai depender do controlador, memórias e especialmente onde o SSD ficará posicionado, se direto na mainboard ou em uma placa dedicada vertical, solução também muito utilizada atualmente, ou mesmo se a mainboard ou placa adaptadora tiver algum sistema de dissipação ajudando a resfriar.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado, em seguida gráficos comparativos de temperatura com o sistema em modo ocioso e também com a temperatura máxima atingida quando rodando o aplicativo ATTO Benchmark 4.x.

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos nenhum dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura, visando ter um cenário mais próximo do real em quanto o SSD "esquenta" sem interferência de outro componente. Logicamente no caso desse modelo onde o dissipador vem junto e é um dos diferenciais deve ser considerado como ele sai de fábrica, com o dissipador.

Também mudamos o sistema e a disposição de onde o SSD M.2 fica para evitar que algum outro componente afetasse a temperatura dele.

Reparem que a diferença é gritante, realmente sem um diferencial interessante, o dissipador EK deixou um Black SN750 NVMe nada menos que 24º graus abaixo da temperatura com Black NVMe (SN700), 42% mais baixa. Na prática essa situação proporciona maior tempo de vida útil para o SSD e uma garantia maior de não acontecer perda de dados, já que altas temperaturas podem levar a esses problemas.


Testes sintéticos


AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores, o teste "SeqQ32T1" e p "4KiB Q32T1". Abaixo, os resultados em modo leitura e escrita:


Testes práticos


Carregando um game (Battlefield 1)
Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield 1 com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte de nossas reviews de placas de vídeo. O conceito do teste foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa, porém executamos o teste e depois carregamos novamente o mesmo mapa na sequencia, para ver como fica o comportamento após o sistema já ter o mapa "pre carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)
Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe
Abaixo os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber, sendo assim tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Samsung 960 EVO, tem velocidade de leitura de até 3.200 MB/s e escrita de 1.800MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal de cópia ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD Samsung 960EVO M.2 500GB NVMe (leitura)
Neste teste copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

Samsung 960EVO M.2 500GB NVMe para drive analisado (escrita)
Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do 960EVO para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


A WD parece estar correndo rápido atrás da entrada tardia no ramo de SSDs, buscando não apenas introduzir no mercado uma boa variedade de modelos, mas também brigar pelos mais rápidos. A estratégia foi certeira para essa finalidade, comprou a Sandisk que estava entre as grandes empresas do ramo, de quebra muito expertiese e hoje conta com um ponto crucial para quem busca se diferenciar nesse segmento de produtos, possui controladores próprios, e não de qualquer tipo, mas com capacidade para colocar produtos da empresa brigando pelos melhores.

Assim que lançou a linha Black NVMe (SN700), a empresa já mostrou que poderia fazer frente as grandes do ramo, em especial a Samsung, tida como a empresa com os melhores produtos até então. Os modelos Black NVMe alcançavam ótimos tempos de resposta, como um dos poucos contras que reparamos em nossa análise, ele esquentava um pouco mais do que modelos concorrentes, nada de anormal, mas o Black SN750 NVMe veio para melhorar em dois quesitos, aumentar um pouco o desempenho dos tempos de leitura e escrita, além de oferecer uma versões com dissipadores de calor da EKWB.

Entre os melhores SSDs M.2 NVMe do mercado

Ai você se pergunta, dissipador em SSD, precisa disso mesmo? Bom, os modelos de SSDs em formato M.2 NVMe estão entre os que mais esquentam por dois motivos, primeiro porque os chips realmente esquentam, especialmente em uso, diferente dos modelos de 2.5 polegadas SATA que ficam com a temperatura ambiente, e segundos que SSDs M.2 ficam "colados" praticamente na placa-mãe, naturalmente "absorvendo" o calor que ela passa, dependendo da posição onde o SSD está instalado, mais ou menos, chega a superar 10º graus apenas mudando o conector, quando disponível na placa-mãe logicamente, bom, dito isso, o dissipador da EK tem sim o seu valor, e pelo resultado que mostramos, muito interessante. Ele deixou a temperatura em uso do SSD 42% abaixo da temperatura do Black NVMe, não é pouca coisa. Na prática eles são feitos para aguentar altas temperaturas, afinal, se não fosse assim nem deveriam ser lançados, mas tudo que visa melhorar o cenário é positivo, com temperaturas bem mais baixas espera-se que o tempo de vida aumente um pouco e de alguma forma garanta mais segurança com eventuais perdas de dados por altas temperaturas, sem contar o apelo visual, ele é muito bonito e vai agradar moders. Para quem tem uma placa-mãe onde o SSD é instalado na parte de baixo, comum em modelos Mini ITX, é bom ficar atento porque a altura do dissipador pode fazer ele ficar "forçado" na tampa do gabinete, mas não é uma regra e vai depender bastante do gabinete.

Outro detalhe bem importante é a incompatibilidade dos modelos com dissipadores e notebooks, já que esse tipo de sistema não prevê espaço para dissipador, logo é importante atentar a esse detalhe.

O dissipador mantem a temperatura
bem abaixo de modelos sem dissipador

Gamer? A WD está procurando posicionar a linha Black SN750 como produto voltado ao público gamer, para isso inclusive adicionou um "Modo gamer" no aplicativo de gerenciamento de SSD dessa linha. O modo visa evitar que o sistema entre em modo de consumo de energia e tire um pouco do desempenho quando não em uso, teoricamente deixando o SSD e resto do sistema trabalhar em seu estado ideal quando se trata de performance, mas na prática isso não acaba trazendo grandes ganhos, sem contar que exige reiniciar o sistema, e fazer isso sempre é um tanto chato, sem contar que vai fazer muita gente esquecer de ativar ou esquecer ativado, então não é algo que deve atrair muita gente, faz mais sentido deixar em modo padrão onde já temos um resultado muito bom.

Os preços como em todos SSDs variam bastante de acordo com a capacidade, e no caso dos modelos Black SN750 temos mais uma variante, os modelos com dissipador, sendo que a empresa da a opção de escolha pro usuário, se ele quer ou não o dissipador, é um ponto muito positivo já que não força a compra. Apesar de um valor alto para um dissipador, ele se mostrou muito eficiente, conseguindo temperaturas bem abaixo de outros modelos em uso forçado, resta saber o quanto o usuário acha que vale pagar por isso. Nos EUA o modelo de 1TB sem dissipador custar US$228 e com dissipador US$250, no total temos US$22 dólares se diferença. Vale destacar ainda que esse valor pode variar um pouco para as outras capacidades, e também que a versão de 250GB do SN750 não tem dissipador, estando disponível apenas a partir da versão com 500GB. Lembramos ainda que vários fabricantes de placas-mãe já enviam junto com a mainboard dissipadores para SSDs M.2, mas eles não são tão efetivos quanto esse modelo da EK. Em breve pretendemos fazer um teste a fim de tirar a dúvida sobre as soluções de todas as empresas de placas-mãe e também dessa solução que sai de fábrica no próprio SSD como é o caso desse modelo analisado.

Outra questão curiosa, é que ao menos nos EUA é possível encontrar os novos modelos da linha Black SN750 NVMe com preços inferiores aos modelos Black NVMe anteriores, talvez algo relacionado a queda de preços dos SSDs nas últimas semanas, situação que está acontecendo mundialmente, inclusive com promoções aqui no Brasil também.

Preços de SSDs estão caindo, inclusive no Brasil

No Brasil os SSDs chegam com valores acima do mercado internacional como sempre, primeiro por se tratar de lançamento e como sempre, toda a cadeia tenta tirar proveito; segundo que é um produto direcionado para entusiastas, então precisa ser caro. O modelo de 250GB tem preço sugerido de R$569, valor dentro do normal para esse perfil de produto. É possível encontrar modelos baseados em tecnologia NVMe mais baratos, mas naturalmente terão tempos de leitura/escrita mais baixos também, na prática? Não fará muita diferença se usar apenas um drive rápido, sendo que o drive lento será o limitador no desempenho. Já quando se trata de modelo com dissipador, é necessário optar pela versão com 500GB, que tem preço sugerido de R$999, novamente um valor alto, que aproxima ele de modelos tão rápidos quanto, mas com 1TB. Esse valores são sugeridos, e já é possível encontrar modelos de 250GB partindo de R$460 em uma busca rápida no Google, então é bom ficar de olho.

Algumas lojas nacionais já vendiam modelos de 2.5 polegadas com 480/500GB com valores na casa de R$330, o que é excelente em se tratando de um SSD. Ainda não é um valor tão próximos dos HDs, mas já é muito melhor do que o cobrado a um ano atrás por exemplo.

Para esse nível de SSD, o cenário ideal é comprar um de alta capacidade onde será possível ter mais de uma partição para usufruir de troca de dados com toda essa velocidade, ou ter dois drives de mesma velocidade, já que a troca de dados sempre é limitada pelo modelo mais lento, e se ambos são rápidos, o cenário é o ideal. Por fim, se não vai ter muita troca de dados no sistema, um "simples" SSD já fará o trabalho muito bem como destacamos em todas as análises.

Conclusão

 

Avaliação: WD Black SN750 NVMe SSD

Tecnologias
10
Desempenho
10
Preço
7

PRÓS
Entre as melhores opções de SSD do mercado
Alto tempo de leitura e escrita
Versão com dissipador está entre os que geram menos calor
Alta longevidade
Garantia de 5 anos
CONTRA
Preço alto
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.