ANÁLISE: EVGA GeForce GTX 1660 Ti XC Gaming

Bom desempenho para QuadHD e eSports, mas sob pressão da RTX 2060 e RX 590

A GeForce GTX 1660 Ti é uma placa de vídeo da Nvidia voltada para o segmento intermediário, focando em consumidores que buscam uma alta relação entre custo e benefício e que desejam jogar em alta qualidade games na resolução FullHD em altas taxas de quadros e com performance para QuadHD, mas não estão muito interessadas nas tecnologias RTXs como o Ray Tracing ou o DLSS. Apesar de uma atualização de driver trazer o suporte ao Ray Tracing para esse modelo, ele não possui núcleos RT ou tensores, então não é capaz de atingir alta performance quando o traçamento de luz é ativado via DXR, e não é viável usar o DLSS para ganhar desempenho.

Site Oficial da EVGA GeForce GTX 1660 Ti XC Gaming
Link de compra de placas GTX 1660 Ti na Pichau

A GTX 1660 Ti foi lançada com o preço sugerido de US$ 279, consideravelmente abaixo da RTX mais barata, a RTX  2060 6GB lançada por US$ 350. A AMD não tem esse segmento de preço muito populado, sendo que o mais próximo que é possível chegar é a Vega 56, que custa entre 299 a 339 dólares atualmente. No Brasil placa com esse GPU foram lançada a partir de R$1600, no caso do modelo analisado, na casa de R$ 1.650.

A EVGA GeForce GTX 1660 Ti XC Gaming segue um design parecido com o do modelo RTX 2060 da empresa que testamos recentemente. Seu destaque é um projeto mais compacto, cabendo dentro das medidas de uma placa mini-ITX  (o que pode ser interessante para um HTPC) e investindo em um sistema de dissipação de calor passivo mais robusto, inclusive avançando para o terceiro slot da placa-mãe (o que aí pode se tornar um problema em um PC compacto por eles suportarem em grande maioria apenas placas que ocupe apenas 2 slots). Abaixo a gente fala sobre esse formato:


Especificações da placa
Começamos pelas especificações da placa comparada com outros modelos:

Comparativo


EVGA GeForce GTX 1660 Ti XC Gaming

NVIDIA GeForce GTX 1660 Ti

NVIDIA GeForce GTX 1660

NVIDIA GeForce GTX 1060 6GB

Preços

Preço no lançamentoU$ 289,00 U$ 279,00 U$ 219,00 U$ 299,00
Preço atualizadoR$ 1.700,00 R$ 1.680,00 R$ 1.230,00 R$ 1.000,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação12nm 12nm 12nm 16nm FinFET
ChipTuring TU116 Turing TU116 Turing TU116 Pascal GP106
Clock1500 MHz1500 MHz1530 MHz1506 MHz
Clock (Turbo)1845 MHz1770 MHz1785 MHz1708 MHz

Memórias

Interface de largura de BUS192 bit 192 bit 192 bit 192 bit
Quantidade de RAM6GB 6GB 6GB 6GB
Tecnologia da RAMGDDR6 GDDR6 GDDR5 GDDR5
Clock1500 MHz1500 MHz2000 MHz2002 MHz
Clock efetivo12000 MHz12000 MHz8000 MHz8008 MHz
Largura de banda192 288.0 192 192.2

Características Gerais

Shading Units1536 1536 1408 1280
TMUs96 96 88 80
ROPs48 48 48 48
Pixel Rate88.56 GPixel/s84.96 GPixel/s85.68 GPixel/s72.3 GPixel/s
Texture Rate177.1 GTexel/s169.9 GTexel/s157.1 GTexel/s120.5 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes5.668 GFLOPS5.437 GFLOPS5.027 GFLOPS3.855 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 8 pinos 1x 6 pinos 1x 8 pinos 1x 6 pinos
Suporte à combinação de placasSEM SUPORTE Sem suporte SEM SUPORTE Sem suporte
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa190 mm229 mm229 mm250 mm
TDP120 W120 W120 W120 W
Fonte recomendada450 W450W W450 W400 W
Conexões de vídeo1x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x DVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 1x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x DVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI

Recursos

DirectX12.1 12.0 12.1 12.0
OpenCL1.2 1.2 1.2 1.2
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.5
Shader6.2 6.3 6.2 5.0

Extras

A Turing série 16

As placas da série 16, como a GTX 1660 e 1660 Ti são equipadas com a microarquitetura Turing, porém o TU116 utilizado possui alguns cortes comparados aos presentes nas RTXs. A principal perda são as duas estruturas introduzidas na série 20: os núcleos RT e núcleos tensores, que não estão habilitados no TU116.

Isso não quer dizer que essa linha de placa ficou sem os benefícios de novas tecnologias. A microarquitetura Turing também possui outros méritos que vão além do núcleos RT e tensores. A primeira é uma nova capacidade: o chip foi reestruturado para conseguir fazer de forma concomitante cálculos de ponto flutuante e integrais. Com isso placas baseadas nessa tecnologia conseguem reduzir o número de instruções necessárias para realizar um processamento e, por consequência, entregam mais desempenho.

Outro ponto crucial para a evolução desses novos modelos é o Variable Rate Shading (VRS), algo que fica como "fator variável de shading" em uma tradução livre. Através da identificação dos objetos e dos movimentos da cena, a placa de vídeo consegue determinar as diferentes regiões de uma cena e até mesmo entender objetos presentes nela e adaptar a carga de trabalho que irá aplicar. De forma inteligente a placa aplica encurta o processo de shading nas partes da cena que não importam, e o impacto na qualidade da imagem é pouco perceptível.

Mais uma novidade das Turing que não fica de fora nem nessas implantações mais "econômicas" é a arquitetura de cache unificada. Ela une memória compartilhada, L1 e cache de texturas, algo que melhora o gerenciamento e recursos e resulta em 4x mais largura de banda por TPC na comparação com placas baseadas em Pascal.

Essas otimizações da nova microarquitetura tem impacto principalmente em games mais recentes, de acordo com a Nvidia, pois são softwares que fazem melhor uso dessas novas capacidades e recursos das placas, com destaque para títulos como Wolfenstein 2, Call of Duty Black Ops 4 e Shadow of the Tomb Raider.

 


Fotos


A placa tem tamanho bem menor que a grande maioria das placas de vídeo atuais, sendo uma opção que a primeira vista vai agradar quem curte projetos menores pensando em utilizar em gabinetes compactos, o porém é que apesar dela ser pequena, ocupa 3 slots, com isso vai gerar uma limitação com a grande maioria dos gabinetes HTPC, já que seus projetos consistem em placas que ocupem apenas 2 slots PCI-Express. De acordo com a EVGA, esse projeto mais "alto" ajuda a colocar um dissipador maior e consequentemente um FAN com rotação menor, gerando menos ruído e mantendo a temperatura baixa.

Assim como as demais GTX 1660 Ti, ela não suporta SLI e como aconteceu com a 1660 que testamos da EVGA, traz apenas três conexões de vídeo, todas diferentes, DVI, HDMI e DisplayPort.

EVGA GTX 1660 Ti XC Gaming vs EVGA GTX 1660 XC UIltra
Nas fotos abaixo colocamos lado a lado dois projetos utilizados em placas com os GPUs 1660 e 1660 Ti, um menor e outro maior. Particularmente prefiro o modelo maior nesse caso pela menor ocupar 3 slots, o que acho que é um contra já que gera limitação para quem busca produtos compactos por não ser possível instalar em boa parte dos gabinetes HTPC como já colocamos.

Na foto abaixo além das duas placas da EVGA uma RTX 2060 referência para comparação.


Sistema utilizado


Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard Gigabyte Z390 Aorus Xtreme com processador Intel Core i9-9900K e 16GB de memórias através de 2 módulos de 8GB em dual-channel e frequência de 3200MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Abaixo algumas fotos da placa instalada no sistema utilizado para os testes, mais um caso onde um modelo com 3 slots gera limitação, já que o adaptador para deixar a placa de vídeo em pé suporta no máximo modelos que ocupem 2 slots PCI-Express.

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes, também um vídeo mostrando a máquina de review utilizado em todos os testes de placas de vídeo:

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i9-9900K - Análise
- Placa-mãe Gigabyte Z390 Aorus Xtreme - Site oficial
- Kit de memórias G.SKILL TridentZ Royal 2x8GB 3200MHz - Site oficial
- SSD HyperX Fury RGB SSD - Análise
- SSD WD Black M.2 NVMe 1TB - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cougar Helor 360 - Site oficial
- Fonte de energia Cougar CMX 1000W - Site oficial
- Gabinete Cougar Conquer - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 419.67

Aplicativos/Games:
- V-Ray Benchmark (aplicativo de renderização)
- 3DMark (Fire Strike Ultra 4K DX11 / Time Spy Default DX12)
- Assassin´s Creed Odyssey (DX11)
- Battlefield V (DX12)
- Forza Horizon 4 (DX12)
- Metro Exodus (DX12)
- Resident Evil 2 Remake (DX11)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division (DX12)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa.


Overclock


Os novos chips da linha GTX 1660 Ti estão se saindo bem em overclock, no caso desse modelo da EVGA subimos 125MHz acima do clock referência, já o clock turbo alcançou 1970MHz. Além do GPU também subimos as memórias, de 12GHz para 14.6GHz, considerável sendo que não fazemos nenhuma modificação de tensão, nesse caso sequer subimos o power limit, que ficou em config padrão.

Mais abaixo nos testes veremos como ela vai se comportar na prática com o overclock aplicado.


Consumo de energia


Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura


Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação do FAN (ou dos FANs, dependendo o modelo) fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler melhores tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


V-Ray
O teste V-Ray Benchmark utilizado consiste no resultado de renderização com uso do GPU, um bom teste para ver como as placas podem ajudar a diminuir o tempo de trabalho em aplicações gráficas. Quanto menor for, melhor é o desempenho.


3DMark


Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com dois testes, o Fire Strike em modo Ultra 4K e o Time Spy em modo normal baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:


Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"


Assassin´s Creed Odyssey
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto os detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Em geral, esse é um game que beneficia bastante as placas GeForce, penalizando bastante as placas Radeon mesmo meses após o lançamento e a chegada de novos drivers.


Battlefield V
O game desenvolvido pela DICE segue como uma referência de qualidade gráfica, operando tanto na API DirectX 12 quando 11. O jogo também se tornou um marco nos games para PC ao ser o primeiro a introduzir a técnica de Ray Tracing híbrido da Nvidia através das placas RTX.


Forza Horzion 4
O game exclusivo da Microsoft se destaca pelo excelente uso da api DirectX 12, entregando altos níveis de desempenho em hardware potentes e bons resultados mesmo em hardwares mais limitados.


Metro Exodus
Novamente a franquia Metro é responsável por introduzir um game com novos níveis de exigência para o hardware. Com gráficos capazes de "entortar" placas de vídeo, o jogo da 2A Games também se destaca por introduzir tecnologias como o Ray Tracing e o DLSS, recursos exclusivos da linha GeForce RTX.


Resident Evil 2 Remake
O remake do grande clássico de terror trouxe uma excelente repaginada no visual do game, com grande destaque para a qualidade gráfica e um nível alto de exigência quando o assunto é memória de vídeo. 


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos, prometendo muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12 e será um dos primeiros a suportar a tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos. Com suporte a DX12 adicionado posteriormente, utilizamos essa API para nossa bateria de testes.


A GeForce GTX 1660 Ti marca essa nova série "intermediária" entre a 10 e a 20. Abrindo mão dos recursos RTXs que ainda não convenceram alguns consumidores, especialmente pela escassez de games com suporte a essa tecnologia, a GTX 1660 e 1660 Ti são opções para quem quer uma placa Turing e seus benefícios, mas não querem apostar no ecossistema de tecnologias como Ray Tracing e DLSS enquanto ainda não estão mais consolidadas e difundidas.

A GTX 1660 Ti é uma opção para quem não está interessado no Ray Tracing nem DLSS

Essa placa consegue rodar de forma competente o QuadHD, com boa parte dos testes já alcançando uma taxa média de 60fps ou bem próximo (Metro Exodus é a exceção). Isso quer dizer que no máximo o jogador vai precisar fazer concessões em um filtro aqui ou ali para atingir uma taxa com margem acima dos 60fps, provavelmente conseguindo jogar qualquer game no Alto em 1440p e mais de 60fps, ou gamers mirando em eSports podem partir para um gameplay acima dos 100fps em 1080p. O ponto que poderia ser melhor é a memória: apesar de 6GB serem suficientes, a Nvidia podia ter sido mais generosa e garantir mais margem para o futuro colocando mais VRAM nessa placa. Falamos mais a fundo desse tópico nesse artigo aqui.

Artigo: Ter 6GB é um problema? O impacto dessa quantidade em placas como a RTX 2060

O sistema simples de fan não foi um problema, pelo contrário: a GTX 1660 Ti da EVGA manteve temperaturas bem semelhantes ao modelo da Asus com três fans que testamos recentemente. Mesmo com um bom overclock, as temperaturas se mantiveram sob controle. Falando no OC, com o aumento das frequências conseguimos um ganho de 10% na resolução 1440p, e inclusive isso encurtou a distância entre esse modelo e a GTX 1070Ti, em alguns cenários, trazendo alguns empates técnicos entre as duas.

Ter uma fan não atrapalhou a performance desse modelo

Nesse embolado segmento de preço onde tem desde placas high-end anteriores em fim de estoque até placas da própria Nvidia "logo ali" como a RTX 2060 e a GTX 1660, um modelo que tem se tornado mais atrativo é a RX 590. A placa da AMD começa a aparecer disponível por preços na casa dos R$ 1.3 mil, o que coloca bons mais de 300 reais de economia sobre a GTX 1660 Ti, ou seja, pouco mais de 20% mais barata. Mas quando comparamos o desempenho das duas, esses 20% só surgem nas situações em que as GeForce levam vantagem, já que em geral a diferença é na casa dos 12%, e games que beneficiam as Radeon no duelo, a RX 590 quase encosta na GTX 1660 Ti, então é algo a se levar em conta junto com a quantidade mais generosa de 8GB de VRAM presentes na Radeon. Bom por na balança também a vantagem da Nvidia de usar a tecnologia mais recente, o GDDR6, enquanto ao RX 590 está no GDDR5. Resumindo: tem um duelo interessante aqui.

Esse modelo entrega um QuadHD competente em alta qualidida e eSports em altas taxas de quadro

O projeto compacto da EVGA tem um paradoxo complicado. Ao mesmo tempo que a placa foi encurtada de forma a ter o comprimento de uma placa mini-ITX, o que seria um benefício para quem está querendo montar um PC compacto, ela avança no terceiro slot, algo que boa parte dos gabinetes para HTPCs que conhecemos não estão preparados. Já montamos alguns PCs pequenos com gabinetes que lidam melhor com uma placa comprida do que uma que avança na direção do terceiro slot, então recomendamos ficar de olho no formato do gabinete para ver se ele comporta essa placa.

Esse modelo sofre bastante pressão da RTX 2060 vindo "de cima" e da RX 590 "vindo e baixo"

A placa GTX 1660 Ti é uma boa placa competente para jogar em QuadHD em qualidade alta ou taxas altíssimas de quadro para eSports em 1080p. Assim como havíamos verificado no modelo com a RTX 2060, esse projeto da EVGA se sai bem em questões de temperatura, produção de ruído e desempenho, não trazendo perdas frente a modelos com mais fans que testamos. O que complica a vida desse modelo é a disputa externa e até interna. Além da já mencionada RX 590, que vem aparecendo por preços competitivos, a própria Nvidia põe pressão com a RTX 2060, que já aparece por preços na casa dos 1.8 mil reais. Além dos recursos da família RTX, como Ray Tracing e DLSS, entra na equação um ganho considerável de performance

PRÓS
Placa bastante silenciosa
Baixo consumo e aquecimento
Bom potencial para overclock
Alta performance para FullHD/Ultra e QuadHD/Alto
CONTRA
Preço pode tornar a RTX 2060 ou GTX 1660em opções melhores
Alta diferença de preço entre modelo analisado e os mais baratos com mesmo GPU ou mesmo com RTX 2060
Sem suporte a novos recursos como DLSS e Ray Tracing
Ocupar 3 slots gera limitações com gabinetes HTPC
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado é responsável pelas análise de drones e alguns gadgets relacionados a fotos e vídeo, como Action Cams.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh