ANÁLISE: Dell G3 15

Modelo mais básico gamer da Dell é uma boa pedida para Esports e games leves

Com o Dell G3 15 por aqui por conta dessa ação com a Dell, "aproveitamos a viagem" desse carinha por aqui para fazer uma análise completa desse notebook do segmento gamer. Enquanto o G7 é um aparelho mais robusto e que já analisamos por aqui, o G3 é um modelo mais modesto, com configurações e peso mais leve.

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Análise: Dell G7 15

Principais especificações do modelo testado:

- Intel Core i7 8750H
- Nvidia GeForce GTX 1050 Ti
- 8GB DDR4 2666MHz
- 1TB de HD
- Preço: a partir de R$ 4.8 mil, configuração usada sai por R$ 6 mil, aproximadamente

Design


Proporções mais compactas tornam mais prático seu uso

O Dell G3 15 resolve um dos principais problemas que encontramos no G7 15: as medidas. Ele é consideravelmente mais compacto e leve que o modelo mais parrudo da empresa, com 2,5kg  de peso e 2,2cm de espessura, medidas bem melhores que o G7, menores que o do Nitro 5 da Acer e bem próximo do Samsung Odyssey, outro notebook gamer bastante compacto.

Análise: Acer Aspire Nitro 5
AnáliseSamsung Odyssey

O notebook vem com uma boa quantidade de conexões, com três USBs no formato tradicional sendo uma 2.0 e duas 3.1, um conector HDMI, porta de rede, entrada para cartões e porta de fone de ouvido. O teclado é no formato completo, incluindo o teclado numérico na lateral, retroiluminado e no padrão ABNT2. O feedback é apenas regular, sem nenhum diferencial mais focado no público gamer como teclas mecânicas ou sistema de luzes customizável. O touchpad tem uma boa área, porém a resposta é apenas regular e serve para os momentos que não estiver jogando. Para jogar, obviamente, é obrigatório usar um mouse.

O áudio é aceitável, alcançado um volume alto o suficiente para os momentos que o usuário não estiver usando um fone. Os graves são perceptíveis e tem uma definição suficiente, ficando na média desse segmento e servindo só para algum consumo de multimídia ou um gameplay quando você não tem fones à mão. Não é um sistema de som que você vai querer usar se tiver uma opção melhor como um bom fone ou uma caixa de som que puder ligar nele.

Um ponto positivo que venho acompanhando em vários notebooks desse segmento intermediário gamer de notebooks é a facilidade de upgrades. Não algo do nível do Area 51M, mas aquele mais "realista" onde dá para melhorar a quantidade RAM, trocar o HD ou até dar "um belo de um up" colocando um SSD. Basta remover os parafusos da parte de baixo para retirar toda a tampa e ter aceso a boa parte do hardware desse notebook, deixando fácil até a limpeza do sistema de resfriamento. Com um slot para um SSD M.2 logo ali na parte direita inferior, colocar esse componente é um upgrade que definitivamente eu recomendo a qualquer dono desse modelo, tornando o boot e a operação muito mais ágil.

Não é difícil atualizar memórias, HD e SSD nesse modelo

Desempenho


Bom desempenho em atividades gerais

O Dell G3 15 tem como um diferencial interessante trazer a nova geração de processadores da Intel, enquanto vários rivais ainda usam os Intel Core de sétima geração. O notebook pode vir com o Core i5, que apesar de manter a configuração de quatro núcleos, na nova série tem a vantagem de liberar o hyperthread e com isso entrega 8 threads (mesma configuração do Core i7 em gerações anteriores). O grande destaque é o modelo com Core i7-8750H e tem a contagem de núcleos aumentada para seis e via hyperthread chega a 12 threads. Na parte de placa de vídeo, temos a combinação comum dos modelos do segmento de entrada gamer, com versões equipadas com a GTX 1050 e GTX 1050 Ti.

CPUs atualizadas para a oitava geração são um destaque da linha

O modelo que recebemos para testes é o mais potente, com CPU Core i7-8750H e placa de vídeo GeForce GTX 1050 Ti, sendo que só na RAM temos uma economia com a configuração de apenas 8GB, já que há modelos com 16GB. O bom desempenho do processador fica evidente nos primeiros testes, onde o Dell G3 não ficou muito distante de vários notebooks de alto desempenho que testamos anteriormente, inclusive o Avell G1550 Fox, com o Core i9.

Apesar do processador ser o mesmo no Dell G3 e G7 que testamos, a maior agilidade em renderizar o vídeo no Premiere mostra o impacto do upgrade de uma GTX 1060 (placa de vídeo que equipava o G7 que testamos) e também o sistema de resfriamento mais robusto, que auxilia o processador a manter a CPU em alto desempenho por longos períodos.

Teste em games


Performance para jogar tudo

GTA V
Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. Confiram abaixo os resultados nesse game:

The Division - DX12
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos. Ele é nosso escolhido para o teste sobre a API DX12.

The Witcher 3
The Witcher 3 foi lançado como referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo e processador. Nesse teste temos um cenário diferente do que usamos em análises de placas de vídeo, visando forçar mais o processador. Abaixo os resultados dos sistemas comparados:

 

Assassin´s Creed Odyssey
O game da Ubisoft baseado na tecnologia DirectX 11 é uma referência de software que demanda alto desempenho tanto do chip gráfico quanto do processador resultado do mapa amplo e complexo recriando a região da Grécia Antiga.

Counter Strike: Global Ofensive
Game competitivo é baseado em DirectX 9 e apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros, algo que traz alta carga tanto a CPU quanto GPU.

DoTA 2
Também baseado em DirectX 9, DoTA 2 é um game competitivo que exige alta taxa de quadros, algo que traz uma carga de trabalho difícil de ser lidada especialmente para o processador.

Fortnite
Game altamente popular fez sua enorme base de jogadores graças ao multiplayer massivo no estilo Battle Royale, sendo um desafio tanto para a performance do chip gráfico quanto o processador.

Vale a pena jogar no Ultra? A diferença de qualidade
e performance quando se joga "no talo"

A performance em games é compatível com o que vemos em modelos com GTX 1050 Ti. Com ele é possível rodar todos os games, porém é preciso fazer ajustes dependendo do nível de exigência com o hardware que algumas franquias trazem. Games competitivos, em geral mais leves, podem ser jogados em qualidade alta ou ultra com uma taxa de quadros superior aos 60fps. Porém para jogos mais pesados é preciso pegar leve e, em casos como Assassin's Creed Odyssey e The Witcher 3 o ideal é mirar na casa dos 30fps para atingir uma fluidez mais constante, poder melhorar a qualidade gráfica e  alcançar uma melhor experiência com o gameplay, especialmente se estiver usando o modelo com a GTX 1050. Abrindo mão de filtros e talvez reduzindo para 900p a resolução também dá para buscar algo na casa dos 60fps mesmo nesses jogos mais pesados.

O Dell G3 sobra para games como Esports e jogos mais pesados
poderão ser jogados fazendo ajustes nos gráficos

O modelo que testamos traz apenas um módulo de memória, e é bom ficar de olho porque em alguns momentos dos testes, algo visível especialmente no gameplay em vídeo, os 8 GB operando em single-channel não se mostraram eficientes e tivemos eventuais stutterings em games com muitos jogadores e mapas amplos. Definitivamente é mais recomendável mirar em uma configuração com 16GB de memória, e preferencialmente em dual-channel, ou seja, com dois módulos de memória.

Gameplay em vídeo

Aquecimento e ruído

Na parte de aquecimento, os chips Intel Core vem geralmente "abusando" de seu limite térmico em notebooks, então não temos nenhuma surpresa em ver que o Dell G3, assim como a maioria dos notebooks gamers que testamos recentemente, atinge temperaturas próximas das máxima indicada pela própria Intel para operação de seus processadores, algo que é na casa dos 100ºC. Sempre bom lembrar que essa temperatura limite foi determinada pela própria Intel como o nível máximo que o CPU pode operar de forma segura, logo ele não está "estragando" quando opera nesse nível de aquecimento.

Com menos estrutura que o G7, naturalmente há um aquecimento maior do chip gráfico, porém na parte da Nvidia as temperaturas estão "sob controle". Além de apresentar uma performance estável, os 72ºC medidos no pico ao longo dos testes estão bem distantes dos 97ºC que são a temperatura limite de operação do chip, de acordo com as especificações da Nvidia.

Em nível de ruído, o G3 chegou a ser bem ruidoso em alguns testes mais extremos, chegando a pouco confortáveis 47 dB de pico em um momento do teste. Porém em geral ele se situa um pouco mais baixo que isso renderizando vídeos ou durante o gameplay, algo na casa dos 43 a 45 dB, um nível de produção de ruído aceitável e até melhor que a média, comparado com a maioria dos modelos que testamos.

Autonomia

Notebooks gamers não costumam se dar muito bem quando o assunto é ficar fora da tomada. Com hardwares potentes, que acabam consumindo bastante energia até quando em atividades leves, eles ficam longe da autonomia de 8 ou mais horas de modelos ultrafinos e com chips operando em baixa tensão. Em geral o Dell G3 conseguiu se sair bem no nosso teste com o software PCMark 8, que usa um ciclo de testes que alterna alguns apps em 3D, vídeos e também navegação na web.

 

O notebook apresentou um dos melhores resultados, com um total de 3h40min longe da tomada. Em atividades mais leves como apenas navegar na web ou aplicativos de edição de texto, ele pode segurar mais tempo que isso.

O Dell G3 é mais uma opção interessante de notebook gamer nesse mercado que está bastante aquecido e que felizmente hoje é povoado por vários concorrentes. Além de Acer, a própria Dell e Samsung, temos empresas com o a Avell tornando a gama de modelos disponíveis bastante ampla. O Dell G3 é uma boa opção para quem busca um notebook para jogos mas não precisa de altíssima performance, e quer em contrapartida um modelo um pouco mais barato e também mais leve.

Design mais fino e leve que o G7 são alguns dos destaques desse modelo

Mesmo em sua configuração mais básica, com um Core i5 e uma GTX 1050, esse modelo deve dar conta de games como Esports, que tem exigências menores de hardware. Franquias mais pesadas também podem ser jogadas, mas o gamer precisa fazer diversas concessões na qualidade gráfica dependendo do quanto o game for pesado.

Um fator interessante desse modelo é que diferente de vários de seus rivais, a Dell já atualizou esse notebook para a 8ª geração de processadores Intel Core, enquanto muitos ainda estão na sétima. Há uma diferença relevante, com os Core i5 ganhando quatro núcleos e oito threads (configuração de um i7 de 7ª geração) e os Core i7 subindo para seis núcleos e 12 threads. Principalmente para games exigentes com o processador ou consumidores que necessitam de desempenho em renderização de vídeos e fotos, além de funções como modelagem em 3D, um CPU "mais parrudo" irá impactar positivamente no desempenho.

Procesador atualizado para a oitava geração é
um diferencial para quem vai renderizar fotos e vídeos

Talvez a grande vantagem desse modelo esteja justamente no processador. Com um custo na casa dos R$ 4.8 mil, a maioria dos seus rivais com o chip gráfico GTX 1050 Ti são vendidos em um preço similar, porém modelos com o Nitro 5 e o Samsung Odyssey estão equipados, na melhor das hipóteses, com um Core i7-7700HQ, modelo da geração anterior e que conta com dois núcleos a mais. Se você quer mais desempenho em CPU, algo bem-vindo em games de mapas amplos com muitos jogadores, o G3 é uma boa pedida, e principalmente se pretende trabalhar com softwares de edição, esses dois núcleos a mais farão a diferença. Só é bom ficar de olho em configurações mais parrudas de memória RAM, já que nossos testes 8GB em apenas um módulo apresentou problemas de estabilidade em alguns games. Definitivamente a configuração com 16GB ou fazer por conta um upgrade no futuro são uma melhor pedida.

O Dell G3 é uma boa opção para quem busca um notebook gamer mas ao mesmo tempo compacto

Por fim, o G3 é uma boa opção para quem busca um notebook com bom desempenho para jogos e também quer um processador potente para aplicações como editar vídeo e fotos, e está buscando um modelo que não seja excessivamente pesado ou grande como outros modelos mais parrudos.

Conclusão

 

Avaliação: ANÁLISE: Dell G3 15

Design
9.0
Tela
9.0
Performance
8.5
Autonomia
8.0
Preço
8.0

PRÓS
Design fino e leve para um modelo gamer
Atualizado com nova série de CPUs Intel Core
Teclado no padrão ABNT/2 e retroiluminado
Fácil de fazer upgrades de RAM, HD e SSD M.2
CONTRAS
Rivais tem preço mais competitivo
Performance insuficiente para games mais pesados em qualidade alta
Modelo com 8GB de RAM em single-chanel testado apresentou bastante stutterings em alguns jogos
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".