ANÁLISE: EVGA GeForce RTX 2080 Ti FTW3 ULTRA GAMING

Placa mais robusta e imponente que testamos, mas sem impacto na performance
Por Fabio Feyh, Diego Kerber 14/12/2018 20:03 | atualizado 16/08/2019 18:46 comentários Reportar erro

A EVGA RTX 2080 Ti FTW3 Ultra é uma placa de vídeo high-end equipada com o chip gráfico mais potente para games disponível no mercado. Seu perfil é voltado para entusiastas, com um sistema de resfriamento muito robusto, possibilidade de customizar o visual trocando peças e clocks de operação ainda mais altos que os do modelo Founders Edition ou mesmo de outros modelos customizados por fabricantes que testamos até o momento.

Site oficial EVGA RTX 2080 Ti FTW3 Ultra Gaming

Análise NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti Founders Edition
Detalhes técnicos e comparações das RTX 2080 Ti, 2080 e 2070 com antecessoras

A serie 20 de placas de vídeo GeForce da Nvidia introduz a nova microarquitetura Turing aos produtos para gamers, uma tecnologia que herda elementos introduzidos nos modelos baseados em Volta. Os novos chips gráficos são um conjunto de múltiplas tecnologias com diversas abordagens diferentes para tentar alcançar mais performance. As novas placas trazem uma litografia menor, em 12 nanômetros fabricados pela TSMC, porém há mudanças estruturais bem mais profundas para buscar novos patamares de performance e principalmente viabilizar novas tecnologias.

RTX 2080 Ti foi anunciada por US$ 999 em seu preço sugerido e por US$ 1199 na versão Founders Edition. Encontramos a EVGA FTW3 na casa dos US$ 1350, valor bem elevado mas que tem sido norma quando falamos de placas baseadas nesse chip gráfico.


Especificações da placa
Começamos pelas especificações da placa comparada com outros modelos:

Comparativo


EVGA GeForce RTX 2080 Ti FTW3 ULTRA GAMING

GIGABYTE RTX 2080 Ti GAMING OC

NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti Founders Edition

NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti

Preços

Preço no lançamentoU$ 1.349,99 U$ 1.315,00 U$ 1.199,00 U$ 999,00
Preço atualizadoU$ 1.349,99 U$ 1.315,00 R$ 6.999,00 R$ 6.999,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação12nm Finfet 12nm Finfet 12nm Finfet 12nm Finfet
ChipTuring TU102 Turing TU102 Turing TU102 Turing TU102
Clock do GPU1350 MHz1350 MHz1350 MHz1350 MHz
Clock do GPU (Turbo)1755 MHz1650 MHz1635 MHz1545 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6 GDDR6 GDDR6 GDDR6
Interface de largura de BUS352 bit 352 bit 352 bit 352 bit
Quantidade de RAM11GB 11GB 11GB 11GB
Clock das memóriass1750 MHz1750 MHz1750 MHz1750 MHz
Clock efetivo14000 MHz14000 MHz14000 MHz14000 MHz
Largura de banda616 616 616 616

Características Gerais

Shading Units4352 4352 4352 4352
TMUs272 272 272 272
ROPs88 88 88 88
Pixel Rate154.4 GPixel/s145.2 GPixel/s143.9 GPixel/s68 GPixel/s
Texture Rate477.4 GTexel/s448.8 GTexel/s444.7 GTexel/s408 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes15.276 GFLOPS14.362 GFLOPS14.231 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação2x 8 pinos 2x 8 pinos 2x 8 pinos 2x 8 pinos
Suporte à combinação de placasNVLink 2-way NVLink 2-way NVLink 2-way NVLink 2-way
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa267 mm280 mm267 mm266,74 mm
TDP250 W250 W250 W250 W
Fonte recomendada650 W650 W650 W650 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x USB Tipo-C 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x USB Tipo-C 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x USB Tipo-C 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x USB Tipo-C

Recursos

DirectX12.1 12.1 12.1 12.1
OpenCL2.0 2.0 2.0 2.0
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.1 6.1 6.1 6.1

Extras


A Turing


GPU TU102, a usada na RTX 2080 Ti

As principais novidades dos chips gráficos baseados em Turing são divididas essencialmente em três frentes: 1) restruturações profundas dos núcleos CUDA com um novo Multiprocessador Streaming (SMs); 2) a introdução dos núcleos tensores (tensor cores) e 3) aceleração de alguns processos através da especialização do hardware com os núcleos RT (RT cores). 


A estrutura do Multiprocessador Streaming

Maior reformulação do CUDA
As Turing tem sido definida como a maior evolução nos chips gráficos Nvidia desde a introdução do CUDA, com a GeForce 8800 GTX lançada em 2006. Ela entrega uma performance em shadding até 50% superior ao disponível na microarquitetura antecessora, a Pascal, presente nas placas da série 10. Existem duas mudanças essenciais na estrutura para tornar isso possível: a primeira é que agora tem maior independência entre processamento de dados integrais (INT32) e de pontos flutuantes (FP32), tornando possível realizar esses tipos de operações de forma simultânea, extraindo assim mais desempenho de cada Multriprocessador Streaming. A segunda foi a unificação da memoria compartilhada, cache de textura e memory load caching. Isso ampliou em mais de 2x a largura de banda disponível no cache L1 para os fluxos de trabalho mais comuns.

Os núcleos Tensores
Além de um novo SM, surge uma nova estrutura no chip gráfico baseado em Turing. Os núcleos tensores (tensor cores) são uma porção especializada em realizar cálculos de matrizes, algo que acelera em muito a capacidade da GPU em realizar processos relacionados ao Deep Learning e Inteligência Artificial (AI). Isso torna possível para o chip entregar desempenho muito superior em ações relacionadas a redes neurais e inferências.

Com mais agilidade através desses núcleos, as placas da série 20 tornam viável usar novos filtros e tecnologias que explorem essa capacidade. Um dos usos já existentes é o Deep Learning Supersampling (DLSS), algo como superamostragem através do Deep Learning, em uma "parcial tradução livre". Ela explora a capacidade dos núcleos tensores em gerar uma imagem com maior resolução baseado em um quadro menor, e depois reduzir novamente a imagem para a resolução final desejada. Esse processo serve para reduzir problemas como bordas serrilhadas, e traz ganhos relevantes de desempenho comparado a técnicas de antisserrilhado tradicionais.

Essa técnica é um exemplo de como essa nova porção do chip pode ser utilizada, e há muitas demonstrações da Nvidia de outros métodos que podem ser aplicados através do deep learning, desde imagens com espaços borrados sendo preenchidosvídeos de câmera lenta interpolando quadros ou ampliação de imagens com alta definição no resultado final.

Os núcleos RT
Sem dúvidas essa tecnologia é o grande apelo de marketing das placas RTX. O traçado de luz é uma técnica de renderização de imagens tridimensionais amplamente usada em animações cinematográficas, mas que trazem uma carga de trabalho gigantesca ao hardware, inviabilizando a produção de quadros em uma frequência alta o bastante para tornar o gameplay viável. Os núcleos RT são um componente especializado em alguns passos da fila de processamento do ray tracing, buscando reduzir em muito o tempo necessário para realizar todos os procedimentos para o cálculo dos raios de luz da cena. 


Ray tracing explicado pela Disney (mas infelizmente não o Pateta), em inglês

Os RT cores aumentam em muito a capacidade de realizar os procedimentos para gerar esses raios de luz nas placas GeForce. Como comparação, a GTX 1080 Ti, modelo topo de linha da geração anterior, é capaz de entregar até 1.1 bilhão de traçamentos de raios de luz a cada segundo, ou 1.1 giga ray/seg, enquanto a RTX 2080 Ti, com núcleos RT capazes de otimizar algumas etapas, entrega mais de 10 giga ray/seg.

Apesar do salto em performance, esse patamar de desempenho não é suficiente para implementar algo no nível de filmes em animação, que podem chegar a contagens insanas como 2000 traçamentos de luz para cada pixel e que leva horas para renderizar um quadro, apenas. Mas esse nível de performance é suficiente para direcionar o uso em cenários específicos onde a rasterização, principal técnica em uso atualmente, não se sai bem. Essas situações incluem objetos que refletem muita luz, como objetos cromados, que são transparentes, como água e vidro, ou mesmo na criação de sombras mais realistas.

NVLink e VitualLink
Outra modificação relevante das placas Turing tem a ver com a conectividade. As placas substituem o tradicional conector SLI por um novo padrão, o NVLink. Essa nova conexão tem um importante ganho de desempenho aumentando em muito a largura de banda de comunicação entre as placas, aumentando as especificações compatíveis para um teórico 8K@60FPS Surround, algo muito acima da capacidade inclusive de qualquer placa do mercado hoje (mesmo em combinação com outra) de entregar um gameplay viável.

Outra novidade na conectividade é uma porta USB Tipo-C na parte traseira, capaz de entregar 27W de energia. A função dessa conexão é viabilizar o uso do padrão VirtualLink, um consórcio entre múltiplas empresas que criam hardware e software para realidade virtual. O objetivo dessa conexão é facilitar o uso de óculos de realidade virtual ou aumentada, reduzindo o número de cabos necessários para ligar esse periférico.

Memórias GDDR6
Outra novidade das placas baseadas em Turing é o uso de memórias GDDR6. Essas memórias entregam um aumento no desempenho aumentando as taxas de transferência de 10Gbps (da GDDR5X usada em algumas placas Pascal) para 14Gbps com o novo padrão, tudo com uma eficiência energética 20% superior. A nova microarquitetura da Nvidia também trouxe melhorias na compressão dos dados nas memórias, usando algoritmos para definir diferentes padrões de compressão de acordo com o dado sendo transferido. Com mais largura de banda disponível e com uma maior compressão dos dados, as placas Turing conseguem um incremento de 50% na largura de banda efetiva disponível. 

Falando em memórias, a Nvidia também ampliou o L2 cache, subindo de 3MB como era na Titan Xp para 6MB, algo que traz um aumento na largura de banda disponível nesse cache.


RTX 2080 Ti

A RTX 2080 Ti é o modelo mais potente da serie 20 da linha GeForce e é baseada no chip TU102 parcialmente habilitado. Apesar de ser um corte modesto, essa GPU possui um total de 4352 núcleos CUDA e 68 Multiprocessadores Stream (SMs), um pouco abaixo dos 4608/72 presentes ao total no TU102, contagem usada nas Quadro RTX 6000 e 8000. 

Com a reorganização dos SMs, a comparação entre a RTX 2080 Ti e a GTX 1080 Ti fica bem mais confusa, então é preciso entender as alterações para os números fazerem sentido. Ao total, a RTX 2080 Ti aumenta a contagem de núcleos CUDA para 4.352 comparado aos 3.584 da GTX 1080 Ti. O número de SMs também sobe de 28 para 64, porém há uma quantidade bem menor de núcleos CUDA por SM nas placas Turing. Essas estruturas seguem organizadas em 6 clusters de processamento gráfico (GPC).

Enquanto a GTX 1080 Ti tem um total de 128 núcleos CUDA por SM, a RTX 2080 Ti tem essa contagem reduzida para 64, resultado de uma maior divisão nos SMs, e também a presença de novas estruturas:  são 8 núcleos tensores (tensor cores) em cada SM, com um total de 544 na RTX 2080 Ti. Além disso, há também 68 núcleos RT e (RT cores), outro componente que não estava presente nas placas Pascal.

A placa mantém os 11GB de memória, assim como é na GeForce GTX 1080 Ti, porém a tecnologia utilizada agora é a GDDR6, algo que aumenta a velocidade das memórias de 10Gbps (GTX 1080 Ti) para 14Gbps.


Fotos

A cada ano que passa as placas de vídeo tem ficado mais bonitas, sem grande mudanças no design porque não tem muito para onde correr, mas algumas empresas buscam trazer diferenciais para conquistar aquele usuário mais exigente, que deseja um produto diferenciado, não apenas em alguma feature diferente, mas em personalizações, essa 2080 Ti FTW3 Ultra é um exemplo desse tipo de produto, que tem acabamento acima da média, e ainda traz alguns mimos para agradar quem quer uma placa de vídeo diferente da maioria.

Seu acabamento é incrível, e junto com os acessórios vendidos separadamente tornam ela um modelo único. Recebemos a placa, 2 kits de personalizações de aletas que ficam sobre uma estrutura do cooler, além de uma grade metálica que também pode ser instalada sobre os FANs. As aletas que acompanham a placa são na cor branca, recebemos um kit na cor vermelha e outra na cor preta, abaixo nas fotos mostrando um pouco das personalizações possíveis, mas acho que no vídeo de unboxing lá no inicio da análise fica melhor de visualizar.

EVGA FTW3 Ultra vs Gigabyte Gaming OC vs Founders Edition
Nas fotos abaixo 3 modelos de 2080 Ti, sendo visivelmente o modelo FTW3 Ultra da EVGA o mais robusto e refinado, apesar da ótima qualidade e visual bonito dos outros dois modelos. Tirando o sistema de cooler e design, todas os três modelos compartilham de 2 conectores de energia de 8 pinos, além das mesmas conexões de vídeo. A FTW3 traz alguns extras como switch para modo overclock, conector para um FAN externo além de conexões para gerenciar as tensões da placa, características que modelos com esse perfil trazem frente a modelos tradicionais.


Sistema utilizado

Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS X99 String Gaming com processador Intel Core i7-6950X e 32GB de memórias através de 4 módulos de 8GB em quad-channel e frequência de 3000MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Abaixo algumas fotos da placa instalada no sistema utilizado para os testes.

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7-6950X - Análise
- Placa-mãe Asus X99 Strix - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 32GB 3000Hz (4x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Site oficial
- Sistema de refrigeração liquida Thermaltake Water 3.0 Riing RGB 280 - Site oficial
- Fonte de energia Thermaltake Toughpower DPS G RGB 850W Gold - Site oficial
- Gabinete Thermaltake Core P3 - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 417.22

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11/DX12)
- Assassin´s Creed Origins (DX11)
- Battlefield 1 (DX11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Middle-Earth Shador of War (DX11)
- Project Cars 2 (DX11)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division (DX12)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
A tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa, que vem overclockada de fábrica.

Overclock


Essa placa já vem overclockada de fábrica, entre os modelos com OC mais altos do mercado, sempre consirando o modo turbo já que o clock default permanece no padrão da referência. Subimos o GPU para 1465MHz em modo default e 1870MHz em modo turbo, mas alcança clocks acima de 2000MHz durante o gameplay.

As memórias subimos para 15.6GHz, o mesmo clock que colocamos na análise da 2080 Ti Gaming OC da Gigabyte. Quando tentamos subir o clock do GPU ou das memórias acima desses que aplicamos, o sistema se tornava estável travando em algumas situações.

Não aplicamos nenhuma mudança de tensão, apenas setamos o power target em 10%+ através do MSI Afterburner.


Consumo de energia


Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura


Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação do FAN (ou dos FANs, dependendo o modelo) fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler melhores tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


3DMark


Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:


Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"


Assassin´s Creed Origins
Assassin's Creed Origins representa o retorno da importante franquia após uma pausa de dois anos. O jogo desenvolvido pela Ubisoft Montreal utiliza o motor gráfico AnvilNext 2.0 e é baseada em DX11, com belos gráficos que representam um desafio e tanto para placas de vídeo. Por conta da complexidade das cidades e vilarejos o jogo também não facilita a vida dos processadores, que passam trabalho para lidar com tanta arquitetura e também pessoas ativas pelo mapa.


Battlefield 1
Como um dos games com a melhor qualidade gráfica já lançados, não teria como deixar ele de fora de nossa bateria de testes. Sendo assim, abaixo estão o comportamento das placas rodando o novo game da DICE.


Grand Theft Auto V
GTA V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Middle-Earth Shadow of War
Desenvolvido pela Monolith Productions e distribuído pela Warner Bros. Entertainment, Shadow of War é a continuação do bem-sucedido Sombras de Mordor, game que se destacou por uma excelente otimização.  Seu motor gráfico é o LithTech, e o jogo roda em DX11.


Project Cars 2
O game de corrida é desenvolvido pela Slightly Mad Studios e traz entre seus principais destaques a LiveTrack 3.0, um motor gráfico que promete interações realistas com condições climáticas, algo que é utilizado em nosso teste ao simular uma tempestade durante a corrida. O game é baseado em DX11 e está disponível no PC, Xbox One e Playstation 4.


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos, prometendo muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12 e será um dos primeiros a suportar a tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos. Com suporte a DX12 adicionado posteriormente, utilizamos essa API para nossa bateria de testes.


The Witcher 3 Wild Hunt
The Witcher 3 chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo. O game é baseado em DX11.


A EVGA RTX 2080 Ti FTW3 Ultra é o mais impressionante modelo da linha RTX que recebemos até o momento. Seu sistema de resfriamento é extremamente robusto e silencioso, e as possibilidades de customização com a troca de algumas peças para alterar o visual é divertido e uma adição interessante para quem comprou esse produto pensando em criar um visual arrojado para seu PC. 

Mesmo com uma estrutura tão avantajada, que inclusive avança além dos dois slots usados pela maioria das placas de vídeo, isso não é o suficiente para surgir um delta considerável em performance ou aquecimento comparado a outros modelos como a Founders Edition ou a Gigabyte RTX 2080 Ti Gaming OC. Apesar de trazer o clock com turbo na casa dos 1755MHz, bem acima dos 1545MHz do modelo referência, isso não resultou em ganhos significativos comparado aos demais modelos que já testamos. É bom lembrar que mesmo a Founders Edition já é um modelo muito mais eficiente que gerações anteriores, e que vai ser difícil encontrar uma placa equipada com o chip RTX 2080 Ti que não traga um sistema de resfriamento compatível com o alto preço que esse produto possui.

Apesar das diferenças de clocks na tabela de especificações, quando entra em ação o GPU Boost  das placas com RTX 2080 Ti os resultados das três placas com o chip RTX 2080 Ti acabam se tornando próximos. Justificaria o projeto tão parrudo se ela conseguisse manter temperaturas e produção de ruído em patamares mais eficientes que as rivais, porém não é o que acontece aqui, já que ambos os modelos que testamos anteriormente, tanto a Founders quanto a Gaming OC, também se saíam muito bem nesses quesitos. Isso faz com que a decisão por esse modelo vire mais uma opção estética do que necessariamente prática.

Apesar do projeto de resfriamento avantajado, a performance
não é muito diferente de outras placas RTX 2080 Ti

A RTX 2080 Ti da EVGA, assim como as demais que testamos até o momento, são placas de vídeo indicadas para quem quer jogar na resolução 4K em alta qualidade. A própria RTX 2080 já entrega esse nível de desempenho, então só é indicado partir para a 2080 Ti os consumidores mais entusiastas que querem o máximo de desempenho disponível ou early adopters do ray tracing, já que a diferença de desempenho entre esses modelos é o que possibilita usar a tecnologia de traçamento de luz no ultra (2080 Ti) ao invés do médio (2080).

Com a 2080 também rodando o 4K, o diferencial da 2080 Ti é
sua capacidade de rodar ray tracing em qualidade mais alta

Artigo: Novos drivers salvaram o Ray Tracing em Battlefield V? E cadê o SLI?

Em se tratando de diferenciais, a FTW3 Ultra se destaca bastante sobre modelos tradicionais na parte visual, não apenas pelo seu sistema de cooler parrudo, mas por trazer possibilidade de alguns personalizações que vai agradar bastante quem busca um modelo com esse perfil. É possível comprar alguns acessórios para deixar o visual dela diferente, como aletas de diferentes cores e uma grade metálica frontal. Infelizmente esses acessórios são vendidos separadamente, então é algo bem direcionado para quem busca um produto com maior apelo visual. Em se tratando de overclock, é um modelo com perfil diferenciado, que tende a aguentar o limite desse GPU.

O preço das RTX está muito elevado, e as tecnologias diferenciais ainda não chegaram

Falando dos preços, não há nada de novo no front. Não encontramos esse modelo da EVGA disponível para compra no Brasil, e no exterior ele está em par com as RTXs 2080 Ti mais caras. Com esse custo, segue a realidade que mencionamos na análise da Founders Edition. Com poucos jogos explorando as novas tecnologias da linha RTX, faz mais sentido esperar por mais títulos compatíveis na medida que o ecossistema da série 20 vai crescendo, enquanto na mesma medida os preços podem se tornar mais convidativos.

A EVGA RTX 2080 Ti FTW3 Ultra é uma excelente placa e capaz de rodar os games na mais alta performance disponível hoje no mercado, porém seu altíssimo custo torna impossível recomendá-la exceto para os consumidores que não veem problema em desembolsar um alto valor para ter esse desempenho e que estão de olho em estar entre os primeiros com tecnologias como o ray tracing ou o DLSS.

Link com modelos GeForce RTX na Pichau

Uma boa dica na hora de pesquisar o preço de placas de vídeo é ficar de olho no Adrenaline FOR SALE, tópico no fórum onde os usuários compartilham as melhores ofertas.

PRÓS
Projeto muito arrojado e design customizável
A mais poderosa placa de vídeo para gamers
Performance para jogar em 4K/Ultra/60fps
Boas temperaturas mesmo com overclock
Suporte a novos recursos como DLSS e Ray Tracing
CONTRA
Games que usem os diferenciais da Turing ainda estão a caminho
Não traz ganhos significativos de desempenho comparado a outras RTX 2080 Ti
Preço exorbitante
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado é responsável pelas análise de drones e alguns gadgets relacionados a fotos e vídeo, como Action Cams.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber