ANÁLISE: EVGA GeForce RTX 2070 Black

Placa entrega preço e performance de GTX 1080, e segue devendo diferenciais RTX

A NVIDIA GeForce RTX 2070 é uma das placas estreantes da série 20 de GPUs da NVIDIA, sendo o segundo modelo mais "básico" desse line-up inicial e voltada para gamers que buscam alta performance, seja atingindo altíssimas taxas de quadros em resoluções menores ou manter um gameplay na casa dos 60fps em 4K. A placa também conta com novas tecnologias como o melhor suporte à técnica de Ray Tracing e de Inteligência Artificial através de novos componentes especializados no hardware.

Detalhes técnicos e comparações das RTX 2080 Ti, 2080 e 2070 com antecessoras
Análise NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti Founders Edition
Análise NVIDIA GeForce RTX 2080 Founders Edition

A serie 20 de placas de vídeo GeForce da Nvidia introduz a nova microarquitetura Turing aos produtos para gamers, uma tecnologia que herda elementos introduzidos nos modelos baseados em Volta. Os novos chips gráficos são um conjunto de múltiplas tecnologias com diversas abordagens diferentes para tentar alcançar mais performance. As novas placas trazem uma litografia menor, em 12 nanômetros fabricados pela TSMC, porém há mudanças estruturais bem mais profundas para buscar novos patamares de performance e principalmente viabilizar novas tecnologias.

Além do aumento de desempenho em situações tradicionais (games) comparado aos modelos Pascal, as placas Turing buscam entregar novas capacidades através de inteligência artificial (IA) e também partes do hardware especializadas em acelerar os processos de traçamento de luz (Ray Tracing) que vem sendo o principal apelo de marketing desses modelos, já que essa é a técnica usada no cinema para gerar belíssimas animações mas que, devido ao alto estresse no hardware, não era viável para um jogo renderizado em tempo real.

A RTX 2070 foi anunciada por US$ 499 em seu preço sugerido e por US$ 599 na versão Founders Edition. No momento que essa análise é escrita, ainda não sabemos o preço que será praticado no Brasil, porém a expectativa é que chegue por valores mais próximos do "mundo real", diferente das cifras totalmente inacessíveis cobradas nos modelos RTX 2080 e 2080 Ti, superiores aos R$ 5.6 mil e podendo bater os R$ 8 mil em alguns modelos.

Especificações da placa
Começamos pelas especificações da placa comparada com outros modelos:

Comparativo


EVGA GeForce RTX 2070 Black

NVIDIA GeForce RTX 2070 Founders Edition

NVIDIA GeForce GTX 1080 Ti

NVIDIA GeForce GTX 1070

Preços

Preço no lançamentoU$ 499,99 U$ 599,00 U$ 699,00 U$ 379,00
Preço atualizadoR$ 2.350,00 R$ 3.100,00 R$ 4.000,00 U$ 450,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação12nm Finfet 12nm Finfet 16nm FinFET 16nm FinFET
ChipTuring TU106 Turing TU106 Pascal GP102 Pascal GP104
Clock do GPU1410 MHz1410 MHz1480 MHz1506 MHz
Clock do GPU (Turbo)1620 MHz1710 MHz1582 MHz1683 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6 GDDR6 GDDR5X GDDR5
Interface de largura de BUS256 bit 256 bit 352 bit 256 bit
Quantidade de RAM8GB 8GB 11GB |8GB|
Clock das memóriass1750 MHz1750 MHz1376 MHz2002 MHz
Clock efetivo14000 MHz14000 MHz11008 MHz8008 MHz
Largura de banda448 448 484 256

Características Gerais

Shading Units2304 2304 3584 1920
TMUs144 144 224 120
ROPs64 64 88 64
Pixel Rate103.7 GPixel/s109.4 GPixel/s139.2 GPixel/s96.4 GPixel/s
Texture Rate233.3 GTexel/s246.2 GTexel/s354.4 GTexel/s180.7 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes7.880 GFLOPS11.340 GFLOPS5.783 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 6 pinos {mais} 1x 8 pinos 1x 8 pinos
Suporte à combinação de placasNÃO NÃO Até duas placas Até duas placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa269 mm229 mm267 mm267 mm
TDP175 W185 W250 W150 W
Fonte recomendada500 W500 W600 W500 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x DVI, 1x USB Tipo-C 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x USB Tipo-C, 1x DVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI

Recursos

DirectX12.1 12.1 12.1 12.1
OpenCL2.0 2.0 1.2 1.2
OpenGL4.6 4.6 4.5 4.5
Shader6.1 6.1 5.0 5.0

Extras

Unboxing

A Turing


GPU TU102, a usada na RTX 2080 Ti

As principais novidades dos chips gráficos baseados em Turing são divididas essencialmente em três frentes: 1) restruturações profundas dos núcleos CUDA com um novo Multiprocessador Streaming (SMs); 2) a introdução dos núcleos tensores (tensor cores) e 3) aceleração de alguns processos através da especialização do hardware com os núcleos RT (RT cores). 


A estrutura do Multiprocessador Streaming

Maior reformulação do CUDA
As Turing tem sido definida como a maior evolução nos chips gráficos Nvidia desde a introdução do CUDA, com a GeForce 8800 GTX lançada em 2006. Ela entrega uma performance em shadding até 50% superior ao disponível na microarquitetura antecessora, a Pascal, presente nas placas da série 10. Existem duas mudanças essenciais na estrutura para tornar isso possível: a primeira é que agora tem maior independência entre processamento de dados integrais (INT32) e de pontos flutuantes (FP32), tornando possível realizar esses tipos de operações de forma simultânea, extraindo assim mais desempenho de cada Multriprocessador Streaming. A segunda foi a unificação da memoria compartilhada, cache de textura e memory load caching. Isso ampliou em mais de 2x a largura de banda disponível no cache L1 para os fluxos de trabalho mais comuns.

Os núcleos Tensores
Além de um novo SM, surge uma nova estrutura no chip gráfico baseado em Turing. Os núcleos tensores (tensor cores) são uma porção especializada em realizar cálculos de matrizes, algo que acelera em muito a capacidade da GPU em realizar processos relacionados ao Deep Learning e Inteligência Artificial (AI). Isso torna possível para o chip entregar desempenho muito superior em ações relacionadas a redes neurais e inferências.

Com mais agilidade através desses núcleos, as placas da série 20 tornam viável usar novos filtros e tecnologias que explorem essa capacidade. Um dos usos já existentes é o Deep Learning Supersampling (DLSS), algo como superamostragem através do Deep Learning, em uma "parcial tradução livre". Ela explora a capacidade dos núcleos tensores em gerar uma imagem com maior resolução baseado em um quadro menor, e depois reduzir novamente a imagem para a resolução final desejada. Esse processo serve para reduzir problemas como bordas serrilhadas, e traz ganhos relevantes de desempenho comparado a técnicas de antisserrilhado tradicionais.

Essa técnica é um exemplo de como essa nova porção do chip pode ser utilizada, e há muitas demonstrações da Nvidia de outros métodos que podem ser aplicados através do deep learning, desde imagens com espaços borrados sendo preenchidosvídeos de câmera lenta interpolando quadros ou ampliação de imagens com alta definição no resultado final.

Os núcleos RT
Sem dúvidas essa tecnologia é o grande apelo de marketing das placas RTX. O traçado de luz é uma técnica de renderização de imagens tridimensionais amplamente usada em animações cinematográficas, mas que trazem uma carga de trabalho gigantesca ao hardware, inviabilizando a produção de quadros em uma frequência alta o bastante para tornar o gameplay viável. Os núcleos RT são um componente especializado em alguns passos da fila de processamento do ray tracing, buscando reduzir em muito o tempo necessário para realizar todos os procedimentos para o cálculo dos raios de luz da cena. 


Ray tracing explicado pela Disney (mas infelizmente não o Pateta), em inglês

Os RT cores aumentam em muito a capacidade de realizar os procedimentos para gerar esses raios de luz nas placas GeForce. Como comparação, a GTX 1080 Ti, modelo topo de linha da geração anterior, é capaz de entregar até 1.1 bilhão de traçamentos de raios de luz a cada segundo, ou 1.1 giga ray/seg, enquanto a RTX 2080 Ti, com núcleos RT capazes de otimizar algumas etapas, entrega mais de 10 giga ray/seg.

Apesar do salto em performance, esse patamar de desempenho não é suficiente para implementar algo no nível de filmes em animação, que podem chegar a contagens insanas como 2000 traçamentos de luz para cada pixel e que leva horas para renderizar um quadro, apenas. Mas esse nível de performance é suficiente para direcionar o uso em cenários específicos onde a rasterização, principal técnica em uso atualmente, não se sai bem. Essas situações incluem objetos que refletem muita luz, como objetos cromados, que são transparentes, como água e vidro, ou mesmo na criação de sombras mais realistas.

VitualLink
Outra novidade na conectividade é uma porta USB Tipo-C na parte traseira, capaz de entregar 27W de energia. A função dessa conexão é viabilizar o uso do padrão VirtualLink, um consórcio entre múltiplas empresas que criam hardware e software para realidade virtual. O objetivo dessa conexão é facilitar o uso de óculos de realidade virtual ou aumentada, reduzindo o número de cabos necessários para ligar esse periférico.

Memórias GDDR6
Outra novidade das placas baseadas em Turing é o uso de memórias GDDR6. Essas memórias entregam um aumento no desempenho aumentando as taxas de transferência de 10Gbps (da GDDR5X usada em algumas placas Pascal) para 14Gbps com o novo padrão, tudo com uma eficiência energética 20% superior. A nova microarquitetura da Nvidia também trouxe melhorias na compressão dos dados nas memórias, usando algoritmos para definir diferentes padrões de compressão de acordo com o dado sendo transferido. Com mais largura de banda disponível e com uma maior compressão dos dados, as placas Turing conseguem um incremento de 50% na largura de banda efetiva disponível. 

Falando em memórias, a Nvidia também ampliou o L2 cache, subindo de 3MB como era na Titan Xp para 6MB, algo que traz um aumento na largura de banda disponível nesse cache.

RTX 2070

A GeForce RTX 2070 é o modelo mais modesto da linha inicial de placas serie 20 da Nvidia, baseado no chip TU106. Em relação a sua antecessora, a GTX 1070, há um aumento de 1.920 para 2.304 na contagem de núcleos CUDA disponíveis. Em relação a RTX 2080, temos cortes nas especificações principais, como contagem de núcleos CUDA, núcleos tensores e núcleos RT, na casa dos 22%.

Assim como na RTX 2080, a 2070 também usa 8GB de memória GDDR6. Como resultado, esse modelo é o que apresenta o maior salto de desempenho na geração, já que a GTX 1070 é equipada com 8GB de memória GDDR5 e com uma performance de 8Gbps, versus os 14Gbps que a RTX 2070 alcança com o uso da tecnologia GDDR6.

Fotos

A placa da EVGA é bem construída, porem sem grandes destaques. Traz um sistema de cooler com 2 FANs e as conexões tradicionais de uma RTX 2070, com um alimentador de energia de 8 pinos e sem a conexão NVLink2 para SLI, disponível apenas nos modelos 2080 e 2080 Ti.

Colocamos lado a lado a RTX 2080 Founders Edition, a EVGA RTX 2070 Black e a GTX 1070 Founders Edition, deixando bem claro a diferença entre todos os projetos.


Sistema utilizado

Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS X99 String Gaming com processador Intel Core i7-6950X e 32GB de memórias através de 4 módulos de 8GB em quad-channel e frequência de 3000MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Abaixo foto da placa instalada no sistema utilizado para os testes.

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7-6950X - Análise
- Placa-mãe Asus X99 Strix - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 32GB 3000Hz (4x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Site oficial
- Sistema de refrigeração liquida Thermaltake Water 3.0 Riing RGB 280 - Site oficial
- Fonte de energia Thermaltake Toughpower DPS G RGB 850W Gold - Site oficial
- Gabinete Thermaltake Core P3 - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits Creators Update
- NVIDIA GeForce 416.34
- AMD Adrenalin Edition 18.9.1

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11/DX12)
- Assassin´s Creed Origins (DX11)
- Battlefield 1 (DX11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Middle-Earth Shador of War (DX11)
- Project Cars 2 (DX11)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division (DX12)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
A tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa, que vem overclockada de fábrica.

Overclock

As placas RTX 2080 e 2080 Ti que analisamos se saírem bem em overclock, logo esperavamos o mesmo resultado da 2070, e foi isso que aconteceu, com os clocks tanto do GPU como das memórias subindo bastante. Vale destacar que o modelo analisado não traz overclock de fábrica, com as mesmas especificações da placa referência.

Não aplicamos nenhuma mudança de tensão, apenas setamos o power target em 14%+, máximo oferecido pelo Afterburner.


Consumo de energia


Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura


Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação do FAN (ou dos FANs, dependendo o modelo) fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler melhores tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


3DMark


Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:


Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"


Assassin´s Creed Odyssey
O game da Ubisoft baseado na tecnologia DirectX 11 é uma referência de software que demanda alto desempenho tanto do chip gráfico quanto do processador resultado do mapa amplo e complexo recriando a região da Grécia Antiga.


Battlefield 1
Como um dos games com a melhor qualidade gráfica já lançados, não teria como deixar ele de fora de nossa bateria de testes. Sendo assim, abaixo estão o comportamento das placas rodando o novo game da DICE.


Grand Theft Auto V
GTA V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Middle-Earth Shadow of War
Desenvolvido pela Monolith Productions e distribuído pela Warner Bros. Entertainment, Shadow of War é a continuação do bem-sucedido Sombras de Mordor, game que se destacou por uma excelente otimização.  Seu motor gráfico é o LithTech, e o jogo roda em DX11.


Project Cars 2
O game de corrida é desenvolvido pela Slightly Mad Studios e traz entre seus principais destaques a LiveTrack 3.0, um motor gráfico que promete interações realistas com condições climáticas, algo que é utilizado em nosso teste ao simular uma tempestade durante a corrida. O game é baseado em DX11 e está disponível no PC, Xbox One e Playstation 4.


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos, prometendo muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12 e será um dos primeiros a suportar a tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos. Com suporte a DX12 adicionado posteriormente, utilizamos essa API para nossa bateria de testes.


The Witcher 3 Wild Hunt
The Witcher 3 chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo. O game é baseado em DX11.


Gameplay

A GeForce RTX 2070 manteve a tendência da linha RTX de "subir um degrau", e com isso ela se insere em um patamar de performance pouco acima da GTX 1080. Em geral, temos uma vantagem na casa dos 10% para a 2070, as vezes mais ou menos, com momentos como em Battlefield 1 onde a diferença sobe para 20%. Comparado a RTX 2080, a placa mais potente tem uma vantagem de 15 a 25%, e que nós conseguimos reduzir significativamente através de overclock.

Falando em OC, com um chip menor a RTX 2070 se mostra uma placa com bastante potencial de aumentar suas frequências. Mesmo em gameplay a temperatura raramente supera muito a casa dos 60ºC, e como esse modelo da EVGA opera com as frequências referência, tem "muito chão" disponível para arriscar mais performance. Em geral as placas que testamos com a microarquitetura Turing chegam próximo dos 2000MHz sem maiores dificuldades, e como o boost desse modelo está limitado à 1620MHz, não é uma surpresa que nosso overclock tenha conseguido ganhos tão expressivos.

O modelo Black da EVGA tem excelentes temperaturas e muita margem pra overclock

Apesar da proposta de um preço mais competitivo dentro da linha RTX, a realidade que temos se usarmos como referência os preços do exterior é que novamente a Nvidia nos apresenta um novo produto, mas que no fim do dia não trás grandes novidades. Com um patamar de performance bem próximo da GTX 1080, e um preço também no mesmo nível, a única possibilidade de se diferenciar é através das novas tecnologias da série 20. E elas não estão disponíveis no momento.

A performance e preço acabaram ficando parecidas com a GTX 1080,
uma placa com mais de dois anos de mercado

Assim caímos no mesmo dilema das RTX 2080. Se vamos ter que esperar para ver o ray tracing e, DLSS e outras tecnologias que explorem o potencial das Turing chegarem aos games, podemos muito bem fazer isso esperando também por uma redução de preço dos produtos após o lançamento. No estágio atual, dependendo do preço que for praticado, a GTX 1080 (uma placa de março de 2016!) pode ser uma compra com melhor relação entre custo e benefício. Até uma Vega 64, em alguns custos que vem aparecendo no exterior, voltou ao leque de opções nesse patamar de desempenho.

A RTX 2070 é o produto mais interessante do line-up inicial das RTXs

Olhando exclusivamente para a RTX 2070, essa é uma placa indicada para o jogador que quer seus games em configuração 1400p no Ultra e também muitos dos games em configuração 4K em qualidade alta, com a exceção dos games mais pesados, que aí realmente o melhor é ficar na resolução 1440p. Dentro do line-up RTX, esse é sem dúvida o produto mais atrativo já que, ao menos baseado no seu preço no exterior, é uma placa bem menos cara que as demais e que entrega alto desempenho e também os novos recursos da família Turing. Agora só falta lançar algum game com essa tecnologias, para realmente sabermos o quanto vai dar para aproveitar desses recursos.

Link com modelos GeForce RTX na Pichau

Uma boa dica na hora de pesquisar o preço de placas de vídeo é ficar de olho no Adrenaline FOR SALE, tópico no fórum onde os usuários compartilham as melhores ofertas.

PRÓS
Performance para jogar em 4K/Alto/60fps ou 1440p/Ultra/60fps
Ganho de performance na casa dos 30%
Pouco aquecimento e bom potencial de overclock
Suporte a novos recursos como DLSS e Ray Tracing
CONTRAS
Games que usem os diferenciais da Turing ainda estão a caminho
Quase a mesma performance e preço da GTX 1080
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber