ANÁLISE: NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti Founders Edition

Quebra recordes e supera o 4K, mas depende de novas tecnologias que aproveitem seu potencial

A NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti é uma das placas estreantes da série 20 de GPUs da NVIDIA, sendo o novo modelo topo de linha voltado para gamers que buscam alta performance, seja atingindo altíssimas taxas de quadros em resoluções menores ou manter um gameplay acima dos 60fps em 4K. A placa também conta com novas tecnologias como o melhor suporte à técnica de Ray Tracing e de Inteligência Artificial através de novos componentes especializados no hardware.

Detalhes técnicos e comparações das RTX 2080 Ti, 2080 e 2070 com antecessoras

A serie 20 de placas de vídeo GeForce da Nvidia introduz a nova microarquitetura Turing aos produtos para gamers, uma tecnologia que herda elementos introduzidos nos modelos baseados em Volta. Os novos chips gráficos são um conjunto de múltiplas tecnologias com diversas abordagens diferentes para tentar alcançar mais performance. As novas placas trazem uma litografia menor, em 12 nanômetros fabricados pela TSMC, porém há mudanças estruturais bem mais profundas para buscar novos patamares de performance e principalmente viabilizar novas tecnologias.

RTX 2080 foi anunciada por US$ 1099 em seu preço sugerido e por US$ 1199 na versão Founders Edition. No Brasil ela é encontrada em pré-venda a partir de R$ 6.999 no preço com pagamento à vista.

Especificações da placa
Começamos pelas especificações da placa comparada com outros modelos:

Comparativo


NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti Founders Edition

NVIDIA GeForce RTX 2080 Founders Edition

NVIDIA GeForce GTX 1080 Ti

NVIDIA GeForce GTX 1080

Preços

Preço no lançamentoU$ 1.199,00 U$ 799,00 U$ 699,00 U$ 699,00
Preço atualizadoR$ 6.999,00 R$ 4.899,00 R$ 4.000,00 R$ 3.150,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação12nm Finfet 12nm Finfet 16nm FinFET 16nm FinFET
ChipTuring TU102 Turing TU104 Pascal GP102 Pascal GP104
Clock do GPU1350 MHz1515 MHz1480 MHz1607 MHz
Clock do GPU (Turbo)1635 MHz1800 MHz1582 MHz1733 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6 GDDR6 GDDR5X GDDR5X
Interface de largura de BUS352 bit 256 bit 352 bit 256 bit
Quantidade de RAM11GB 8GB 11GB 8GB
Clock das memóriass1750 MHz1750 MHz1376 MHz1251 MHz
Clock efetivo14000 MHz14000 MHz11008 MHz10008 MHz
Largura de banda616 448 484 320.3

Características Gerais

Shading Units4352 2944 3584 2560
TMUs272 184 224 160
ROPs88 64 88 64
Pixel Rate143.9 GPixel/s115.2 GPixel/s139.2 GPixel/s110.9 GPixel/s
Texture Rate444.7 GTexel/s331.2 GTexel/s354.4 GTexel/s277.3 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes14.231 GFLOPS10.598 GFLOPS11.340 GFLOPS8.873 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação2x 8 pinos 1x 6 pinos, 1x 8 pinos 1x 6 pinos {mais} 1x 8 pinos 1x 8 pinos
Suporte à combinação de placasNVLink 2-way NVLink 2-way Até duas placas Até duas placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa267 mm267 mm267 mm267 mm
TDP250 W225 W250 W180 W
Fonte recomendada650 W600 W600 W500 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x USB Tipo-C 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1x USB Tipo-C 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI

Recursos

DirectX12.1 12.1 12.1 12.1
OpenCL2.0 2.0 1.2 1.2
OpenGL4.6 4.6 4.5 4.5
Shader6.1 6.1 5.0 5.0

Extras

Unboxing

A Turing


GPU TU102, a usada na RTX 2080 Ti

As principais novidades dos chips gráficos baseados em Turing são divididas essencialmente em três frentes: 1) restruturações profundas dos núcleos CUDA com um novo Multiprocessador Streaming (SMs); 2) a introdução dos núcleos tensores (tensor cores) e 3) aceleração de alguns processos através da especialização do hardware com os núcleos RT (RT cores). 


A estrutura do Multiprocessador Streaming

Maior reformulação do CUDA
As Turing tem sido definida como a maior evolução nos chips gráficos Nvidia desde a introdução do CUDA, com a GeForce 8800 GTX lançada em 2006. Ela entrega uma performance em shadding até 50% superior ao disponível na microarquitetura antecessora, a Pascal, presente nas placas da série 10. Existem duas mudanças essenciais na estrutura para tornar isso possível: a primeira é que agora tem maior independência entre processamento de dados integrais (INT32) e de pontos flutuantes (FP32), tornando possível realizar esses tipos de operações de forma simultânea, extraindo assim mais desempenho de cada Multriprocessador Streaming. A segunda foi a unificação da memoria compartilhada, cache de textura e memory load caching. Isso ampliou em mais de 2x a largura de banda disponível no cache L1 para os fluxos de trabalho mais comuns.

Os núcleos Tensores
Além de um novo SM, surge uma nova estrutura no chip gráfico baseado em Turing. Os núcleos tensores (tensor cores) são uma porção especializada em realizar cálculos de matrizes, algo que acelera em muito a capacidade da GPU em realizar processos relacionados ao Deep Learning e Inteligência Artificial (AI). Isso torna possível para o chip entregar desempenho muito superior em ações relacionadas a redes neurais e inferências.

Com mais agilidade através desses núcleos, as placas da série 20 tornam viável usar novos filtros e tecnologias que explorem essa capacidade. Um dos usos já existentes é o Deep Learning Supersampling (DLSS), algo como superamostragem através do Deep Learning, em uma "parcial tradução livre". Ela explora a capacidade dos núcleos tensores em gerar uma imagem com maior resolução baseado em um quadro menor, e depois reduzir novamente a imagem para a resolução final desejada. Esse processo serve para reduzir problemas como bordas serrilhadas, e traz ganhos relevantes de desempenho comparado a técnicas de antisserrilhado tradicionais.

Essa técnica é um exemplo de como essa nova porção do chip pode ser utilizada, e há muitas demonstrações da Nvidia de outros métodos que podem ser aplicados através do deep learning, desde imagens com espaços borrados sendo preenchidosvídeos de câmera lenta interpolando quadros ou ampliação de imagens com alta definição no resultado final.

Os núcleos RT
Sem dúvidas essa tecnologia é o grande apelo de marketing das placas RTX. O traçado de luz é uma técnica de renderização de imagens tridimensionais amplamente usada em animações cinematográficas, mas que trazem uma carga de trabalho gigantesca ao hardware, inviabilizando a produção de quadros em uma frequência alta o bastante para tornar o gameplay viável. Os núcleos RT são um componente especializado em alguns passos da fila de processamento do ray tracing, buscando reduzir em muito o tempo necessário para realizar todos os procedimentos para o cálculo dos raios de luz da cena. 


Ray tracing explicado pela Disney (mas infelizmente não o Pateta), em inglês

Os RT cores aumentam em muito a capacidade de realizar os procedimentos para gerar esses raios de luz nas placas GeForce. Como comparação, a GTX 1080 Ti, modelo topo de linha da geração anterior, é capaz de entregar até 1.1 bilhão de traçamentos de raios de luz a cada segundo, ou 1.1 giga ray/seg, enquanto a RTX 2080 Ti, com núcleos RT capazes de otimizar algumas etapas, entrega mais de 10 giga ray/seg.

Apesar do salto em performance, esse patamar de desempenho não é suficiente para implementar algo no nível de filmes em animação, que podem chegar a contagens insanas como 2000 traçamentos de luz para cada pixel e que leva horas para renderizar um quadro, apenas. Mas esse nível de performance é suficiente para direcionar o uso em cenários específicos onde a rasterização, principal técnica em uso atualmente, não se sai bem. Essas situações incluem objetos que refletem muita luz, como objetos cromados, que são transparentes, como água e vidro, ou mesmo na criação de sombras mais realistas.

NVLink e VitualLink
Outra modificação relevante das placas Turing tem a ver com a conectividade. As placas substituem o tradicional conector SLI por um novo padrão, o NVLink. Essa nova conexão tem um importante ganho de desempenho aumentando em muito a largura de banda de comunicação entre as placas, aumentando as especificações compatíveis para um teórico 8K@60FPS Surround, algo muito acima da capacidade inclusive de qualquer placa do mercado hoje (mesmo em combinação com outra) de entregar um gameplay viável.

Outra novidade na conectividade é uma porta USB Tipo-C na parte traseira, capaz de entregar 27W de energia. A função dessa conexão é viabilizar o uso do padrão VirtualLink, um consórcio entre múltiplas empresas que criam hardware e software para realidade virtual. O objetivo dessa conexão é facilitar o uso de óculos de realidade virtual ou aumentada, reduzindo o número de cabos necessários para ligar esse periférico.

Memórias GDDR6
Outra novidade das placas baseadas em Turing é o uso de memórias GDDR6. Essas memórias entregam um aumento no desempenho aumentando as taxas de transferência de 10Gbps (da GDDR5X usada em algumas placas Pascal) para 14Gbps com o novo padrão, tudo com uma eficiência energética 20% superior. A nova microarquitetura da Nvidia também trouxe melhorias na compressão dos dados nas memórias, usando algoritmos para definir diferentes padrões de compressão de acordo com o dado sendo transferido. Com mais largura de banda disponível e com uma maior compressão dos dados, as placas Turing conseguem um incremento de 50% na largura de banda efetiva disponível. 

Falando em memórias, a Nvidia também ampliou o L2 cache, subindo de 3MB como era na Titan Xp para 6MB, algo que traz um aumento na largura de banda disponível nesse cache.

RTX 2080 Ti

A RTX 2080 Ti é o modelo mais potente da serie 20 da linha GeForce e é baseada no chip TU102 parcialmente habilitado. Apesar de ser um corte modesto, essa GPU possui um total de 4352 núcleos CUDA e 68 Multiprocessadores Stream (SMs), um pouco abaixo dos 4608/72 presentes ao total no TU102, contagem usada nas Quadro RTX 6000 e 8000. 

Com a reorganização dos SMs, a comparação entre a RTX 2080 Ti e a GTX 1080 Ti fica bem mais confusa, então é preciso entender as alterações para os números fazerem sentido. Ao total, a RTX 2080 Ti aumenta a contagem de núcleos CUDA para 4.352 comparado aos 3.584 da GTX 1080 Ti. O número de SMs também sobe de 28 para 64, porém há uma quantidade bem menor de núcleos CUDA por SM nas placas Turing. Essas estruturas seguem organizadas em 6 clusters de processamento gráfico (GPC).

Enquanto a GTX 1080 Ti tem um total de 128 núcleos CUDA por SM, a RTX 2080 Ti tem essa contagem reduzida para 64, resultado de uma maior divisão nos SMs, e também a presença de novas estruturas:  são 8 núcleos tensores (tensor cores) em cada SM, com um total de 544 na RTX 2080 Ti. Além disso, há também 68 núcleos RT e (RT cores), outro componente que não estava presente nas placas Pascal.

A placa mantém os 11GB de memória, assim como é na GeForce GTX 1080 Ti, porém a tecnologia utilizada agora é a GDDR6, algo que aumenta a velocidade das memórias de 10Gbps (GTX 1080 Ti) para 14Gbps.

Fotos

Abaixo as fotos da placa, que possui um design consideravelmente mais refinado do que a geração anterior, além de trazer também um sistema de cooler com 2 FANs. Outra mudança está na parte de conexão, agora com uma USB Tipo-C, que de acordo com a NVIDIA será utilizada principalmente para dispositivos de realidade virtual.

Finalmente as primeiras placas referência da NVIDIA com 2 FANs


Sistema utilizado

Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS X99 String Gaming com processador Intel Core i7-6950X e 32GB de memórias através de 4 módulos de 8GB em quad-channel e frequência de 3000MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Abaixo algumas fotos da placa instalada no sistema utilizado para os testes.

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7-6950X - Análise
- Placa-mãe Asus X99 Strix - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 32GB 3000Hz (4x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Site oficial
- Sistema de refrigeração liquida Thermaltake Water 3.0 Riing RGB 280 - Site oficial
- Fonte de energia Thermaltake Toughpower DPS G RGB 850W Gold - Site oficial
- Gabinete Thermaltake Core P3 - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits Creators Update
- NVIDIA GeForce 399.24 / 411.51
- AMD Adrenalin Edition 18.9.1

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11/DX12)
- Assassin´s Creed Origins (DX11)
- Battlefield 1 (DX11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Middle-Earth Shador of War (DX11)
- Project Cars 2 (DX11)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division (DX12)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
A tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa, que vem overclockada de fábrica.

Overclock


Os modelos Founders Edition já trazem overclock de fábrica, com o GPU em modo turbo alcançando 1635MHz, 90MHz acima do modelo normal.

Em nosso overclock subimos o clock base para 1500MHz e as memórias para 14.4GHz, sendo que as memórias poderíamos ter subido um pouco mais. Lembramos também que em uso devido a tecnologia da overclock da NVIDIA o GPU chegou a trabalhar acima de 2GHz em vários momentos.

Em uso o clock do GPU superou os 2000MHz

Não aplicamos nenhuma mudança de tensão, apenas setamos o power target em 10%+.

Da mesma forma como aconteceu na RTX 2080, nosso overclock alterou as frequências de operação mesmo com a ação do GPU Boost. A placa passou a rodar próximo dos 2050 MHz, um comportamento parecido com a da 2080, eventualmente baixando para uns 1950MHz quando a temperatura passou da casa dos 66ºC, estabilizando por fim pouco acima dos 70ºC com as frequências acima dos 1900MHz. Essas alterações não trouxeram grande impacto no ruído produzido pelas fans. Se definimos as fans em 70% de forma constante a placa fica fixa na casa dos 2000MHz, graças a temperaturas mais baixas, porém o aumento no barulho que ela produz é perceptível.


Consumo de energia


Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura


Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação do FAN (ou dos FANs, dependendo o modelo) fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler melhores tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


3DMark


Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:


Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"


Assassin´s Creed Origins
Assassin's Creed Origins representa o retorno da importante franquia após uma pausa de dois anos. O jogo desenvolvido pela Ubisoft Montreal utiliza o motor gráfico AnvilNext 2.0 e é baseada em DX11, com belos gráficos que representam um desafio e tanto para placas de vídeo. Por conta da complexidade das cidades e vilarejos o jogo também não facilita a vida dos processadores, que passam trabalho para lidar com tanta arquitetura e também pessoas ativas pelo mapa.


Battlefield 1
Como um dos games com a melhor qualidade gráfica já lançados, não teria como deixar ele de fora de nossa bateria de testes. Sendo assim, abaixo estão o comportamento das placas rodando o novo game da DICE.


Grand Theft Auto V
GTA V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Middle-Earth Shadow of War
Desenvolvido pela Monolith Productions e distribuído pela Warner Bros. Entertainment, Shadow of War é a continuação do bem-sucedido Sombras de Mordor, game que se destacou por uma excelente otimização.  Seu motor gráfico é o LithTech, e o jogo roda em DX11.


Project Cars 2
O game de corrida é desenvolvido pela Slightly Mad Studios e traz entre seus principais destaques a LiveTrack 3.0, um motor gráfico que promete interações realistas com condições climáticas, algo que é utilizado em nosso teste ao simular uma tempestade durante a corrida. O game é baseado em DX11 e está disponível no PC, Xbox One e Playstation 4.


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos, prometendo muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12 e será um dos primeiros a suportar a tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos. Com suporte a DX12 adicionado posteriormente, utilizamos essa API para nossa bateria de testes.


The Witcher 3 Wild Hunt
The Witcher 3 chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo. O game é baseado em DX11.


Comparativo em vídeo

A GeForce RTX 2080 Ti cumpre o seu papel de placa topo de linha de uma nova geração, entregando um novo patamar de performance. Ela entrega algo na casa dos 25% mais performance que a GeForce GTX 1080 Ti. Se a comparação é feita com a concorrência, a coisa fica ainda mais elástica: essa nova GPU supera a Vega 64 com margens de 70 a até 120% mais desempenho, algo muito infeliz para nós consumidores, que ficamos com apenas uma marca oferecendo produtos nesse nível de performance.

A RTX 2080 Ti entrega um nível de performance sem precedentes, sobrando para 4K

Se a GeForce RTX 2080 entrega um competente 4K em qualidade ultra ou alta na taxa de 60 quadros por segundo, os 25% mais desempenho fazem com que a RTX 2080 Ti "passeie" em UltraHD. Nossos benchmarks usam o pre-set Ultra, algo que habilita os desnecessários filtros antisserrilhado, e mesmo assim a placa raramente entrega uma média inferior a 60fps. Desligando o AA, ela vai sobrar mesmo nos jogos mais pesados. Por tabela, resoluções como 1440p ou ultrawide também, obviamente, estão mais que resolvidas com esse modelo.

Falta o uso mais amplo das novas tecnologias para
justificar o investimento adicional nessa placa

Superar a questão do 4K é justamente um claro indiciativo de porque a Nvidia começou a apostar em novas tecnologias, como o Ray Tracing. Se você está buscando 4K, não há porque subir da RTX 2080 para a 2080 Ti, já que estamos falando de um ganho de meros 25% de ganho de performance, mas um salto de preço de mais de 50% (R$ 4 mil para R$ 7 mil nos modelos em pré-venda no Brasil, e de US$ 799 para US$ 1199 no exterior). Quando não entrega 60fps, a RTX 2080 está a poucos filtros desabilitados de alcançar esse resultado em UltraHD.

É aí que o diferencial da linha RTX, que serviria de base para a justificativa do investimento adicional, ainda não tem consistência. Apesar de já termos alguns títulos com o Ray Tracing anunciados, esse recurso que irá pesar bastante para o hardware ainda não está disponível para o consumidor, e esses 25% que poderiam ser a diferença para uma melhor taxa de quadros com essa tecnologia acionada ainda não podem ser postos à prova. 

Enfim nas RTXs temos um excelente projeto nas Founders,
com boas temperaturas, altas frequências e baixa produção de ruído

Falando do projeto Founders Edition, assim como vimos na RTX 2080, o desempenho é excelente nessa placa. Mesmo com o maior TDP da RTX 2080 Ti, o projeto lidou muito bem e entregou um balanço de temperaturas, produção de ruído e performance bem equilibrado. A temperatura estabilizou pouco acima dos 70ºC mantendo as frequências acima dos 1700MHz, com as fans em uma rotação que praticamente não gera ruídos perceptíveis. Com overclock empurramos as frequências para níveis maiores, chegando a 2000MHz, porém o gradual aquecimento faz o GPU Boost "tirar o pé" e estabilizar mais baixo que isso.

Como é comum de produtos topo de linha, especialmente aqueles que são a referência em desempenho, qualquer conceito de "custo x benefício" é simplesmente lançado ao espaço. A GeForce RTX 2080 Ti traz um nível de desempenho sem precedentes para os gamers, e inclusive torna qualquer discussão sobre 4K um assunto superado. Porém seu preço na casa dos R$ 7 mil em mercado nacional, e US$ 1.199 no exterior, não são justificáveis mesmo com sua performance impressionante. Ela entrega um ganho na casa dos 25% sobre uma GTX 1080 Ti, sua antecessora, custando quase o dobro.

A RTX 2080 Ti é a melhor placa que pode ser comprada, mas só por quem
não se importa nem um pouco em desembolsar muito dinheiro

Com essas características, a RTX 2080 Ti é um excelente produto e a melhor placa de vídeo que pode ser comprada, mas só dá pra recomendar para um consumidor que não se importa com o custo, e que pode considerar o preço algo totalmente fora da equação quando decide uma compra.

Link com modelos GeForce RTX na Pichau

Uma boa dica na hora de pesquisar o preço de placas de vídeo é ficar de olho no Adrenaline FOR SALE, tópico no fórum onde os usuários compartilham as melhores ofertas.

PRÓS
A mais poderosa placa de vídeo para gamers
Performance para jogar em 4K/Ultra/60fps
Ganho de performance na casa dos 25%
Projeto Founders Edition muito superior ao de gerações anterioes
Boas temperaturas mesmo com overclock
Suporte a novos recursos como DLSS e Ray Tracing
CONTRA
Games que usem os diferenciais da Turing ainda estão a caminho
Preço exorbitante
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh