ANÁLISE: AMD Ryzen Threadripper 2950X

Linha Threadripper evolui e entrega seu melhor processador
Por Diego Kerber , Fabio Feyh 28/08/2018 20:05 | atualizado 17/08/2019 04:56 comentários Reportar erro

[+update - 19/09/2018]: A NVIDIA através dos drivers GeForce 399.24 corrigiu um problema que limitada o desempenho do processador AMD Threadripper 2990WX em games, a grosso modo foi necessário informar para o driver que o processador tinha 32/64 núcleos/threads. Já adicionamos os novos testes nos comparativos.

AMD Ryzen Threadripper 2950X é um processador de alto desempenho voltado a produtores de conteúdo e profissionais que precisam de uma quantidade massiva de poder de processamento e também aos gamers que querem o que há de mais potente disponível da indústria de componentes para computadores. Tem entre seus destaques o total de 16 núcleos e 32 threads, uma configuração técnica bastante avançada.

Site oficial do AMD Ryzen Threadripper 2950X
Análise AMD Ryzen Threadripper 2990WX - A modularidade Ryzen em seu ápice mostra também suas limitações

Esse processador é uma evolução do Ryzen Threadripper 1950X, incorporando as novidades da segunda geração de produtos Ryzen baseados no Zen+, nova microarquitetura em 12nm+ que tem entre seus destaques frequências mais altas de operação e refinamentos nas latências das memórias.

Enquanto o 2990WX (que já testamos por aqui) introduz a novidade de mais dies ativos e uma contagem de até 32 núcleos, o 2950X mantém apenas dois dies acionados, o que leva a contagem total de 16 núcleos. Se por um lado isso impacta negativamente nas aplicações que exploram bem a grande quantidade de núcleos do 2990WX, por outro lado podemos não ver os efeitos negativos da arquitetura complexa do modelo topo de linha Threadripper. Hora de descobrir qual será a performance em nossa análise completa!

Comparativo


AMD Ryzen Threadripper 2990WX

AMD Ryzen Threadripper 2970WX

AMD Ryzen Threadripper 2950X

AMD Ryzen Threadripper 1950X

Preços

Preço no lançamentoU$ 1.799,00 U$ 1.299,00 U$ 899,00 U$ 999,00
Preço atualizadoR$ 9.650,00 R$ 7.200,00 R$ 5.250,00 U$ 999,00

Especificações

Canais de memóriaquad-channel quad-channel quad-channel quad-channel
Conjunto de instruções64-bit 64-bit 64-bit 64-bit
Multiplicador desbloquadoSim Sim Sim Sim
Número de núcleos32 24 16 16
Processo de fabricação12nm 12nm 12nm 14nm
SocketTR4 TR4 TR4 TR4
Threads64 48 32 32
CodinomePinnacle Ridge (4x) Pinnacle Ridge (4x) Pinnacle Ridge (2x) Zen
TDP250 250 180 180
Cache L364 64 32 32
Clock3000 3000 3500 3400
Clock (Turbo)4200 4200 4400 4000
Memórias suportadasDDR4 DDR4 DDR4 DDR4
PCI Express3.0 3.0 3.0 3.0
Canais PCI Express64 64 64 64

Vídeo Integrado

GPUSEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO

Características Gerais

Acompanha cooler?Não Não Não Não

Tecnologias Threadripper

A segunda geração dos processadores Zen chega pouco mais de um ano após o lançamento dos primeiros produtos. Diferente da geração 1, não temos aqui um salto tecnológico com os impressionantes 3.7x mais poder de processamento por watt consumido ou o saltos em IPC de 50%, como aconteceu na primeira geração. Temos agora um modesto "refresh" da linha Ryzen, o Zen+, e as maiores inovações vão ficar para o Zen2 em 7nm.

A segunda geração Ryzen traz um
refresh modesto na microarquitetura

A principal novidade da segunda geração é o uso de uma nova litografia, os 12 nanômetros LP da GlobalFoundries (LP atende por "leading performance", uma marca utilizada na tecnologia que parece ter sido pensada pelo pessoal do marketing). A redução na litografia possibilita maior densidade de transistores e responde por uma performance entre 10 a 15% superior, segundo a AMD.

Novidades incluem mais performance, menor consumo,
clocks mais altos e latências mais baixas

O 12nm LP também viabilizou clocks mais alto, sendo que com essa nova tecnologia, a AMD afirma que há um ganho na casa dos 300MHz comparado a geração anterior, chegando a casa dos 4.3GHz em apenas um núcleo e conseguindo até 4.2GHz em todos os núcleos em situações de overclock.

Algumas tecnologias foram refinadas na segunda geração Ryzen, entre elas a segunda geração do Precision Boost. Essa tecnologia utiliza uma série de sensores que verificam consumo e aquecimento em tempo real e ajustam as frequências com mudanças precisas de 25MHz buscando o ponto ideal. O Precision Boost 2 agora busca manter frequências mais altas mesmo em funções que precisam de múltiplos núcleos, segurando os clocks em níveis mais altos enquanto for possível respeitar limites de temperatura e consumo de energia. A nova geração dessa tecnologia também possibilita a troca mais suave da contagem de núcleos ativos e suas frequências de operação, fazendo com que o clock cai gradativamente, na medida que mais cores são colocados em ação.

Na mesma balada, o Extended Frequency Range (XFR) também ganhou melhorias. Essa tecnologia aumenta os clocks de acordo com as possibilidades do sistema de resfriamento, colocando frequências mais altas se os sensores indicarem que a temperatura está baixa. Isso faz com que investir em um cooler mais potente e eficiente se reflita em ganhos maiores de desempenho, já que o XFR2 vai aumentar as frequências buscando aproveitar a margem maior térmica. Na demonstração da AMD há um ganho de 7% na performance após trocar um cooler básico por um Noctua NH-D15S.

Artigo: As tecnologias dos processadores Ryzen

No restante, esses produtos herdam outras tecnologias desenvolvidas na primeira geração como o Neural Net Prediction e o Smart Prefetch. Vocês podem ver mais sobre essas tecnologias da primeira geração Ryzen nesse artigo aqui.

O 2950X

Com dois dies a mais, a distribuição dos canais de memória se tornou crítico nos modelos WX. A AMD afirma ter buscado a abordagem que se mostrou mais estável e consistente para o ecossistema. Então a estrutura inicial foi mantida: dois dies possuem dois canais de comunicação cada. O problema que surge é óbvio, já que isso significa que dois dies Zen não possui um canal de comunicação direto com as memórias, precisando fazer o caminho através dos outros dois dies, algo que inevitavelmente vai impactar no tempo que esses núcleos vão demorar para ter acesso a dados na RAM, a famigerada latência que vem sendo uma deficiência dos processadores Ryzen frente a modelos rivais.

Todos os dies do 2950X possuem acesso direto às memórias

Uma vantagem do 2950X comparado ao 2990WX é que, apesar de não possuir todos os dies acionados, os dois que estão ativos são os que possuem dois canais de comunicação com as memórias, tornando a troca de dados mais eficiente entre o processador e suas memórias. Essa arquitetura também torna ele mais versátil: pode operar em dois modos de memórias, chamados de modo local ou modo distribuído, pela AMD.

O 2950X é versátil e pode operar em UMA ou NUMA

Esses modos de operação são o UMA (acesso unificado) e NUMA (acesso distribuído) das memórias. Com eles você pode dar acesso de modo homogêneo às memórias, com todas sendo usadas de forma igualitária, ou fazer com que cada die dê preferência a se comunicar apenas com as memórias com as quais tem acesso direto. Ambas as situações trazem benefícios diferentes: o acesso distribuído melhora a largura de banda de comunicação da CPU com a RAM e tende a trazer melhorias em aplicações profissionais, enquanto o acesso local melhora as latências de comunicação e trazem ganhos em aplicações como jogos. Por padrão o Threadripper vem com o NUMA ativado, privilegiando softwares profissionais e que fazem uso de largura de banda de comunicação. Os ganhos podem chegar a 

Apesar do incremento que pode chegar a até 15% em algumas situações específicas, é necessário reiniciar o sistema toda vez que o usuário deseja alternar entre os modos local ou distribuído das memórias. Considerando que o desempenho ainda é satisfatório nos jogos mesmo que operando em UMA, há pouco incentivo para que o consumidor fique reiniciando a máquina para ganhar essa pequena margem adicional de performance em jogos e outros apps que dependem mais das latências das memórias.


Sistema utilizado
Abaixo, detalhes sobre o sistema utilizado para os testes.

Máquinas utilizadas nos testes:
Todas os sistemas utilizaram componentes com mesmas características técnicas para os testes, com exceção da placa-mãe/processador que varia de acordo com a plataforma, veja a configuração utilizada:

- Placa-mãe para o CPU analisado: Gigabyte X399 AORUS XTREME [site oficial]
- Placa de vídeo: Gigabyte GeForce GTX 1080 Ti AORUS Xtreme [análise]
- Memórias: 32 GB G.Skill Trident Z RGB @ 3200MHz (4x8GB) [site oficial]
- SSD: Kingston Savage 240GB Sata 6Gb/s [análise]
- HD: Seagate Barracuda 2TB 7200RPM Sata 6Gb/s [site oficial]
- Cooler: Cooler Master Ripper (2990WX, 2950X e 1950X) Noctua NH-U12S (7900X) [site oficial]
- Fonte de energia (PSU): Thermaltake Toughpower 850W GOLD [site oficial]

Refizemos todos os testes dos CPU´s agora com uma 1080 Ti

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 64 Bits com Updates
- GeForce 398.98

Aplicativos/Games:
- 7-Zip 18.05 [site oficial]
- Adobe Premiere CC 2018 [site oficial]
- AIDA64 [site oficial]
- Blender [site oficial]
- CineBench R15 [site oficial]
- x264 Full HD Benchmark [download]
- V-Ray [site oficial]
- wPrime 1.55 [site oficial]

- 3DMark (DX11) [site oficial]
- Assassin´s Creed Origins (DX11)
- Battlefield 1 (DX11)
- Grand Theft Auto V (DX11)
- The Division (DX12)
- The Witcher 3 (DX11)

CPU-Z/AIDA64
Através do CPU-Z e AIDA64 vemos algumas informações técnicas do processador, como modelo, clocks, número de núcleos e threads etc. Confiram abaixo as telas principais dos dois aplicativos:


​Overclock


Colocamos todos os núcleos do Threadripper 2950X em 4.2GHz, assim como o OC que fizemos com o 2990WX, um um clock interessante por não forçar demais o CPU já que ele chega em 4.4GHz em alguns núcleos através de seu sistema de turbo. A tensão utilizada foi de 1.46v, um pouco alta, porém abaixo disso o sistema não finalizava todos os testes.

Lembramos que não é recomendado uso de tensões muito altas por períodos contínuos porque elas tendem a diminuir a vida útil do CPU e até da mainboard.


Em nossos testes dos modelos TR4 o cooler utilizado foi o Wraith Ripper, enviado pela AMD

Ganhos interessantes em algumas aplicações

Como se sabe, overclock não é uma ciência exata, então um sistema com mesmos componentes pode se comportar de forma diferente mesmo com o mesmo overclock aplicado, no caso dos resultados, veremos que em alguns casos o resultado foi muito bom, em outros sem ganho. As memórias mantivemos em 3200MHz, a frequência máxima via XMP.

"FAÇA OVERCLOCK POR SUA CONTA E RISCO"


Consumo de energia


Fizemos os testes de consumo de energia do sistema em modo ocioso e rodando o 3DMark, aplicativo que exige bastante do sistema.

É importante destacar que o consumo de energia depende bastante da placa-mãe e pode variar consideravelmente de um sistema para outro com configurações semelhantes.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso.

Rodando o 3DMark
Quando colocamos os sistemas rodando o 3DMark, temos os consumos abaixo:


Temperatura


Começamos pelos testes de temperatura, como o sistema em modo ocioso e rodando o wPrime, aplicativo que "estressa" todos os núcleos dos processadores.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso, com o Windows em espera sem estar executando nenhuma tarefa além das tradicionais do sistema.

Rodando o wPrime
Quando colocamos os sistema rodando o aplicativo wPrime, que faz todos os núcleos trabalhem em modo full, temos os consumos abaixo:

"A temperatura varia de acordo com o programa utilizado, mesmo o wPrime estressando todos os núcleos sendo uma boa opção para ver o comportamento desse cenário, alguns programas podem exigir ainda mais do processador e consequentemente esquentar mais o mesmo, como exemplo citamos o Blender."


Testes de aplicações profissionais


Abaixo temos uma série de testes de desempenho com o sistema, comparando o processador analisado com outros modelos do mercado e fazendo exatamente os mesmos testes.

Alguns testes podem tirar maior proveito de CPUs com clocks mais altos,
independente da arquitetura e do número de núcleos/threads,
já outros podem tirar mais proveito de mais núcleos/threads

AIDA64 Latency
O software AIDA64 tem vários testes de performance, separamos um que mostra um cenário diferente dos demais, a velocidade de latência das memórias, que quanto menor o resultado, melhor.

Adobe Premiere CC 2018
Utilizamos o Media Encoder para realizar a renderização de um projeto do Premiere, sendo uma versão adaptada do projeto usado no vídeo "PC Ideal encara o Monster Hunter World". No projeto usamos múltiplas funcionalidades como colorometria das cenas, filtros de nitidez, sobreposição e arranjos de múltiplos clipes na tela e também lettering, tudo com o intuito de buscar dar trabalho para o processador. Nesse teste a aceleração através da placa de vídeo fica desabilitada, garantindo que os recursos do processador sejam o responsável pela execução da tarefa.

ATUALIZAÇÃO 29/08/2018 - 16:45 - Corrigimos o teste do Core i9-7900X que estava utilizando o resultado de renderização com a placa de vídeo, agora o teste considera o cenário correto, utilizando o tempo de renderização via software, usando o processamento do CPU para a tarefa.

Blender
O aplicativo Blender é voltado a profissionais de edição de filmes e para manipulação de objetos 3D, sendo um bom teste real de como o sistema se comporta nesse tipo de cenário.

V-Ray
Ferramenta de benchmark desenvolvida pela Chaos Group, empresa atuante no mercado de computação visual de alta qualidade, o teste V-Ray Benchmark utilizado consiste no resultado de renderização do CPU, quanto menor for, melhor é o desempenho.

x264 Full HD Benchmark
Essa ferramenta é um importante comparativo de performance que mede a capacidade do sistema em realizar a renderização usando o popular codec x264 na resolução FullHD, um teste que tem como principal carga um alto uso de processador. A aplicação mede a velocidade que o hardware é capaz de realizar a codificação em x264, sendo que quanto mais rápido, melhor. Aqui temos os seguintes resultados:

HWBot x265 Benchmark
Com o aplicativo de benchmark de renderização do HWBot, temos um teste renderizando com codec x265, tanto em FullHD como em 4K: Assim como o teste com o x264, quanto mais rápido o sistema for para realizar o teste, melhor.

CineBENCH R15
O CineBench está entre os mais famosos testes de benchmarks para processadores, baseado em um teste convertendo uma imagem. Ele é baseado na plataforma Cinema 4D da MAXON, bastante relevante no meio de produção de conteúdo em 3D e com uso extensivo em filmes de grande bilheteria do cinema mundial.

WinRAR
Outro bom teste para medir o comportamento do processador é o WinRAR, que consegue fazer bom uso de todos os cores. A AMD tem apresentado resultados bem ruins nesses testes quando comparados com a Intel.

7-Zip
O aplicativo 7-Zip se tornou muito popular e hoje é um dos mais utilizados no mundo quando o assunto é compressão de arquivos, sendo outro bom teste para desempenho dos processadores trazer alta carga de estresse para o CPU.

wPrime
Rodando o wPrime, teste que estressa todos os cores do processador, temos os resultados abaixo:

3DMark
Começamos nossos testes com foco em vídeo com o 3DMark, mas por enquanto com a placa de vídeo dedicada.


Teste em games


Agora vamos para os games, selecionamos alguns dos principais títulos do mercado para mostrar como os processadores se comportam utilizando configurações semelhantes, sendo sempre a mesma placa de vídeo, uma GTX 1080 Ti AORUS Xtreme (versão overclockada), e 32GB de RAM 3200MHz através de 4 módulos de 8GB. Damos preferência a games que trazem alta carga ao processador, buscando testar as situações onde a CPU é realmente mais relevante que a GPU para a taxa de quadros alcançada.

Assassin´s Creed Origins
Assassin's Creed Origins representa o retorno da importante franquia após uma pausa de dois anos. O jogo desenvolvido pela Ubisoft Montreal utiliza o motor gráfico AnvilNext 2.0 e é baseada em DX11, com belos gráficos que representam um desafio e tanto para placas de vídeo. Por conta da complexidade das cidades e vilarejos o jogo também não facilita a vida dos processadores, que passam trabalho para lidar com tanta arquitetura e também pessoas ativas pelo mapa.


Battlefield 1
Como um dos games com a melhor qualidade gráfica já lançados e com alta demanda de processador e placa de vídeo devido a seu mapa amplo e bastante destrutivo, agora o Battlefield 1 faz parte de nossa bateria de testes. Abaixo o comportamento dos sistemas rodando o game da DICE.


GTA V
Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente, além de ser muito exigente quando o assunto é latência de comunicação com as memórias. Confiram abaixo os resultados nesse game:


The Division - DX12
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos. Ele é nosso escolhido para o teste sobre a API DX12, já que tem uma das melhores implementações da nova tecnologia, realmente trazendo ganhos de desempenho comparado à versão com DX11.


The Witcher 3
The Witcher 3 foi lançado como referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo e processador. Nesse teste temos um cenário diferente do que usamos em análises de placas de vídeo, visando forçar mais o processador, passando pela famigerada Novigrad. Abaixo os resultados dos sistemas comparados:

Apesar do 2990WX ser a grande novidade dessa geração Threadripper, o produto que será referência para muitos é oThreadripper 2950X. Enquanto o 2990WX entrega níveis sem precedentes em algumas aplicações, mas precisa de diversos ajustes para melhorar o desempenho em algumas situações, o 2950X é um produto muito mais consistente. Mesmo sem se aprofundar em ajustes como desabilitar núcleos ou mesmo mudar a configuração de memórias de UMA para NUMA (ou vice-versa), ele entrega boa capacidade em aplicações que vão de um render em 3D no Blender até um gameplay em GTA V.

Essa sua maior consistência tornam esse produto uma indicação muito mais fácil para um conjunto maior de consumidores. Enquanto o 2990WX traz um custo elevado e vai precisar de ajustes (que envolvem reiniciar o PC) para melhorar o desempenho em jogos, o 2950X é um processador que entrega alto desempenho em jogos, aplicações profissionais, renderização ou atividades multi-tasking com vários núcleos e threads precisando entrara em ação. Você pode alternar entre os modos de funcionamento das memórias, mas mesmo que se limite a usar o produto como saiu da caixa, já será bem servido.

O 2950X mostra uma performance bastante consistente
nos mais diferentes testes que rodamos

Essa maior consistência não quer dizer que o produto é uma recomendação para todos. Mesmo sendo mais modesto dentro de outros modelos Threadrippers, ainda é um processador de alto custo e só faz sentido para os "prosumers", aquele nicho de mercado que inclui pessoas que necessitam de hardware mais "parrudo" para encarar atividades de renderização ou ciclos de trabalhos intensos que incluem rodar um game, comprimir vídeo e transmitir, tudo ao mesmo tempo. Se você só busca um bom processador para jogar ou aplicações leves, alcançará resultados semelhantes com modelos da linha Ryzen 7 ou até mesmo Ryzen 5, tudo por uma fração do preço.

Para quem quiser dar um upgrade ainda é possível fazer overclock sem muito esforço e em alguns casos tirar mais um pouco de desempenho do sistema. A temperatura até que subiu bastante quando overclockado, 17 graus, o consumo de energia ficou dentro do esperado já que o cpu está sendo forçado e recebendo mais tensão. Nós colocamos todos os núcleos em 4.2GHz e isso resultou ganho de 6 e 8% nos testes de renderização de vídeo e 14% no CineBench que renderiza uma imagem. Em games o ganho maior foi no Battlefield 1, na casa de 9%.

Esse produto só compensa para quem irá
aproveitar suas especificações avançadas

O Threadripper 2950X chegou ao mercado com um custo de US$ 899, 100 dólares mais barato que o Core i9-7900X, seu concorrente direto. Nessa comparação a vantagem de preço para o modelo da AMD é bastante relevante já que os dois produtos se alternam na liderança dos benchmarks, com situações em que os núcleos a mais do 2950X colocam ele em vantagem, como no Blender e no 7-Zip, e outros como Premiere onde o modelo Intel se saiu consideravelmente melhor. Com essa disputa acirrada entre essas duas CPUs, a vantagem no custo é importante para mover o "fiel da balança" para o lado AMD.

Na equilibrada disputa com a Intel, o preço mais
competitivo é seu grande diferencial

Osganhos de desempenho são bastante modestos na comparação com seu antecessor, o 1950X. Não é o suficiente para justificar um upgrade, mas alguém pensando em entrar na plataforma Threadripper deve ficar de olho nos preços e disponibilidade do 2950X ao 1950X, sendo que a diferença precisa ser pequena para compensar investir no mais recente. Algo que conta muito a favor, nessas decisões, é o amplo suporte da AMD ao chipset X399, que seguirá em uso até 2020, então investir numa placa com esse chipset (algo que costuma ser caro) traz a segurança que ainda será possível aproveitá-la em um futuro novo processador.

Conclusão

 

Avaliação: AMD Ryzen Threadripper 2950X

Tecnologias
10
Performance
9
Overclock
8
Preço
8

PRÓS
Alta contagem de núcleos e threads
Compatível com a já existente plataforma X399
Alta performance em aplicações profissionais e bom desempenho em games
Preço mais competitivo que o rival Core i9
CONTRA
Performance inferior em alguns ciclos de trabalho comparado ao Core i9-7900X
Pouco ganho de performance em softwares que não fazem uso de muitos núcleos
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh