ANÁLISE: Acer Aspire Nitro 5 (GTX 1050 e 1050 Ti)

Novo notebook da Acer melhora tela e design

Acer Nitro 5 é a linha de notebooks do segmento de entrada e intermediário para gamers, equipados com variações dos chips gráficos GTX 1050 e 1050 Ti e processadores Intel Core i5 e i7. São modelos com um bom balanço entre performance e portabilidade, entregando um bom desempenho em um notebook que ainda não possui aqueles designs grandalhões e pesados dos modelos mais potentes.

Site oficial Acer Nitro 5

Recebemos da Acer Brasil dois modelos diferentes do Nitro 5, a versão mais modesta com Core i5, 8GB de RAM e GeForce GTX 1050, e a versão mais potente com Core i7, 16GB de RAM e GeForce GTX 1050 Ti. Como será que esse notebook, nessas duas configurações diferentes, se sai?

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Especificações dos modelos testados:

Nitro 5 (Core i5+ 8GB + GTX 1050)
- Intel Core i5-7300HQ
- 8GB RAM DDR4 2400MHz
- Nvidia GeForce GTX 1050 4GB GDDR5
- HD 1TB
- Preço: R$ 3,5 mil

Nitro 5 (Core i7 + 16GB + GTX 1050 Ti)
- Intel Core i7-7700HQ
- 16GB RAM DDR4 2400MHz
- Nvidia GeForce GTX 1050 Ti 4GB GDDR5
- HD 1TB
- Preço: R$ 4,5 mil

Design


Boas melhorias no visual e na tela

Uma de nossas principais críticas ao modelo anterior testado da Acer, o Aspire VX5, foi seu visual meio confuso e acabamentos. O Aspire Nitro 5 tem muitos avanços nesses aspectos: o visual desse notebook é muito mais coeso e clean, com linhas mais diretas e detalhes em vermelho. 

O design ganhou um visual mais sóbrio

A maior evolução é a tela. Agora com a tecnologia IPS, o Nitro 5 não distorce as cores e a imagem, independentemente do ângulo de visão em relação à tela (na foto do topo dessa análise fica evidente essa característica: mesmo o notebook de lado ainda mostra de forma nítida a foto da tela de bloqueio do Windows). As conexões disponíveis são três USBs (duas 2.0 e uma 3.0) além de uma conexão USB Tipo-C. Fechando as conexões disponíveis temos uma HDMI, uma entrada para cartões e um conector de áudio P2.

O uso da tela IPS é uma evolução importante comparado ao Aspire VX5

O teclado é do tipo completo, retroiluminado, inclui a parte numérica e está dentro do padrão ABNT-2. Só tem aquele inconveniente comum de notebooks: o shift, as setas e o zero do teclado numérico estão "espremidos" para caber todo mundo no pouco espaço disponível. O touchpad é amplo e funciona bem para os momentos que você não vai usar um mouse.

A abertura na parte inferior para upgrades é fácil de ser retirada, porém infelizmente dá acesso a menos componentes do que tínhamos com seu antecessor. As duas portas disponibilizam as memórias RAM e o drive de 2,5 polegadas para modificações, possibilitando o upgrade do HD para um SSD ou um aumento na quantidade de RAM. Particularmente acho muito mais interessante ter acesso a uma conexão M.2, como temos em modelos rivais como o Odyssey e o Inspiron 15 Gaming, pois assim dá pra manter o HD e sua maior capacidade de dados e ganhar agilidade colocando um SSD no slot M.2.

Tem um slot M.2 nesse notebook, porém é preciso retirar o HD, depois retirar todos os parafusos da base para retirar a estrutura plástica inferior como um todo, aí você passa a ter acesso a esse slot e ao sistema de resfriamento e também outras coisas como o chip Bluetooth/WiFi. É possível, mas é trabalhoso.

Performance


Dentro do esperado para o hardware utilizado

Testamos duas variações do Nitro 5, e ambas desempenham exatamente dentro do esperado, praticamente empatando com notebooks de rivais com componentes semelhantes. As diferenças não superam os 5% entre notebooks com hardwares parecidos, algo que fica dentro da margem de erro ou mesmo de pequenas variações existentes entre produtos iguais, algo que vocês podem se aprofundar mais vendo esses vídeo aqui.

3DMark Fire Strike

Grand Theft Auto V

The Witcher 3 Wild Hunt

Assassin's Creed Origins

Em GTA V fica evidente como o Core i5 não se dá bem com games de mundo aberto, com taxas de quadro um pouco abaixo das medidas no Samsung Odyssey, notebook também equipado com a GTX 1050 mas com um Intel Core i7. Se você quer garantir maior estabilidade de quadros em jogos de mundo aberto ou com um multiplayer composto por muitos jogadores o ideal é investir em uma CPU mais potente para garantir uma maior estabilidade no gameplay.

Ambas as versões conseguem entregar
excelente desempenho em games mais leves

Enquanto a GTX 1050 sofre um pouco mais em games mais pesados, e vai ser preciso baixar para FullHD e qualidade média para manter uma taxa de quadros na casa dos 30FPS, a GTX 1050 Ti entrega o desempenho que estava faltando para manter a taxa de quadros mais alta mesmo nesses jogos mais pesados. Quando olhamos para franquias mais leves, como os eSports, dá pra ver que sobra com folga mesmo os modelos com o chip gráfico menos potente.

Se for rodar games mais pesados, melhor investir um
pouco mais e pegar a GTX 1050 Ti e o Core i7

Aquecimento e autonomia


Onde o VX5 se saía melhor

Se no design e na tela temos ótimos avanços, e na performance o desempenho é parecido, na duração de bateria e aquecimento temos diferenças importantes. Na autonomia temos o esperado: em uso leve ambas as configurações testadas entregam quase 4 horas de duração de bateria, um resultado dentro da média desse perfil de produto, mas 1 hora a menos que o modelo VX5, da própria Acer, e bem abaixo do Dell 15 Gaming, modelo que se mostrou "fora da curva" nesse aspecto.

No quesito aquecimento, temos uma importante variação entre o modelo com GTX 1050 Ti e GTX 1050:

Apesar de altas, as temperaturas do Core i7-7700HQ são, infelizmente, um padrão nesse segmento de notebooks, como fica evidente pelo fato de que apenas o Core i5 do gráfico apresentou temperaturas máximas mais "aceitáveis". Em GPU, apesar do pico em 76ºC, o Nitro 5 atingiu uma temperatura aceitável no chip gráfico, considerando o estresse que esse componente passa para rodar o teste Fire Strike e principalmente balanceando com o nível de ruído gerado pelo sistema de resfriamento ao longo do teste, que foi bem abaixo de alguns rivais.

Tecnologias

A Acer trouxe alguns recursos adicionais em seu notebook buscando melhor eficiência térmica, conectividade e qualidade de áudio. Entre os destaques está o uso da tecnologia 2x2 MIMO na conexão wireless. O Multi-Input and Multiple-Output é um recurso que possibilita criar mais de um canal de comunicação sem fio com a rede, acelerando a troca de dados entre o notebook e o roteador. As antenas também são posicionadas com o objetivo de melhorar a recepção do sinal wireless.

O sistema duplo de ventoinha nesse modelo pode ser customizado através do CoolBoost, um software com interface gráfica que permite ajustes. Em nossos testes mantivemos a configuração padrão, porém um usuário poderia tornar o notebook mais silencioso ou melhorar sua performance, por exemplo, tornando as ventoinhas mais ou menos agressivas.

O sistema de áudio com a tecnologia Dolby Audio Premium entrega performance suficiente para os momentos que não utilizar fones ou quando for consumir multimídias, e nessas situações novamente vale a pena destacar o uso da tecnologia IPS na tela, importante para garantir boa qualidade de imagem independente do ângulo de visão em relação ao display. Infelizmente há modelos de notebooks desse segmento (que não são nem um pouco baratos) que ainda usam telas sem a tecnologia, caso do Inspiron 15 Gaming, por exemplo.

O Acer Nitro 5 é um bom notebook do segmento intermediário, com design portátil o bastante para ser prático de ser carregado em uma mochila, porém ao mesmo tempo ainda tem "poder de fogo" suficiente para lidar com games em excelente qualidade.

Como se situa em um mercado intermediário de notebooks gamers, isso significa que não temos aqui um notebook capaz de "topar qualquer parada". Há games que precisarão ter a qualidade gráfica reduzida para entregar uma taxa de quadros mais adequada. Se você está focando em games como CS:GO, Overwatch, League of Legends, DoTA 2, Rainbow Six Siege entre outros eSports, mesmo a versão com Core i5 e GeForce GTX 1050 já vão dar conta do recado, entregando bom desempenho e qualidade gráfica.

O Nitro 5 é uma boa opção de notebook para games com
um bom balanço entre custo, tamanho e performance

Se você quiser se arriscar em franquias mais pesadas, porém, o caminho é reduzir a resolução e a qualidade dos gráficos, ou partir para o modelo com a GTX 1050 Ti. Mesmo ela sofre em games muito pesados, como Assassin's Creed Origins, mas ainda vai chegar a uns 50FPS em qualidade média e resolução FullHD. Baixando um pouco mais os gráficos dá para conseguir uma taxa mais alta de quadros, e praticamente qualquer jogo pode ser jogado nesse hardware, fazendo as devidas concessões, eventualmente. Se você não tem esse tipo de jogo em mente, a versão com GTX 1050 pode ser mais interessante por ser mais fria, com melhor autonomia e, principalmente, mais barata.

No momento que escrevo essa análise o Nitro 5 é encontrado pelos preços de R$ 3.500 em sua versão com Core i5 + GTX 1050 e por R$ 4.500 na equipada com Core i7 + GTX 1050 Ti. São preços competitivos, dentro da média cobrada por notebooks gamers de entrada e intermediários, um segmento que infelizmente não dispõe de opções baratas.

Apesar do Aspire VX5 ser mais silencioso e ter um pouco mais autonomia, a troca por um design mais coeso e sóbrio, e o uso de uma tela com a tecnologia IPS, tornam o Nitro 5 em um modelo muito melhor que seu antecessor e uma boa opção de notebook para o consumidor que quer um notebook com performance para games, mas que ainda mantenha alguma portabilidade e com preço aceitável.

Conclusão

 

Avaliação: Acer Aspire Nitro 5 (GTX 1050 e 1050 Ti)

Design
9.0
Performance
9.0
Tela
9.0
Autonomia
7.0
Preço
8.0

PRÓS
Design belo e discreto
Boa tela com tecnologia IPS
Silencioso
Boa performance
CONTRA
Autonomia e resfriamento inferiores ao antecessor
Insuficiente para qualidades mais altas em games pesados
Preço acima de rivais
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".