ANÁLISE: Samsung Galaxy J7 Pro

Boa autonomia e performance OK em um segmento muito disputado

O Galaxy J7 Pro faz parte do movimentado segmento intermediário de smartphones. Ele vem equipado com uma tela FullHD de 5,5", bom SoC e quantidades de memória RAM e armazenamento interno suficientes para garantir uma boa experiência com o dispositivo. Será que ele garante seu espaço nesse sobrecarregado segmento do mercado?

Comparativo


Samsung Galaxy J7 Pro

Zenfone 3 5.5"

Motorola Moto X4

Samsung Galaxy A5 (2017)

Preços

Preço no lançamentoR$ 1.699,00 R$ 1.799,00 R$ 1.699,00 R$ 2.099,00
Preço atualizadoR$ 1.200,00 R$ 1.599,00 R$ 1.699,00 R$ 1.620,00

Especificações

Armazenamento interno64GB |64GB| 32GB |32GB|
Cartão microSDAté 256GB Até 2TB Até 2TB Até 256GB
Memória RAM3GB 4GB 3GB 3GB
Número de núcleos8 8 8 8
Portas de conexãoMicro-USB |USB Tipo-C| USB Tipo-C |USB Tipo-C|
Sistema OperacionalAndroid 7.0 Android 6.0 Android 7.1.1 Android 6.0
ProcessadorExynos 7870 Qualcomm Snapdragon 625 Snapdragon 630 Samsung Exynos 7880
Clock1.6GHz GHz2.0 GHz2.2GHz GHz1.9 GHz
GPUMali-T730MP1 Adreno 506 Adreno 508 Mali-T830MP3
Bateria3600 mAh mAh3000 mAh3000 mAh mAh3000 mAh
Dimensões152.5 x 74.8 x 8.0 mm mm152.59 x 77.38 x 7.69 mm148,35 x 73,4 x 7,99 mm mm146.1 x 71.4 x 7.9 mm
Peso181 g g155 g163 g g157 g

Recursos

GPSSim Sim Sim Sim
Leitor de DigitalSim Sim Sim Sim
LTESim Sim Sim Sim
NFCSim Não Sim Sim
Número de cartões SIM2 2 2 2
RadioSim Sim Sim Sim
Tipo de cartão SIMNano SIM Micro SIM Nano SIM Nano SIM
TV DigitalNão Não Não Não
Bluetooth4.1 4.1 4.2 v4.2
ExtrasAsus ZenUI 3.0 Resistência a água e poeira IP68, Gorilla Glass na frente e atrás Display always-on, IP68, Samsung Pay

Display

Resolução1080 x 1920 1080 x 1920 1920x1080 1080 x 1920
Tamanho5.5 polegadas 5.5 polegadas 5.2 polegadas 5.2 polegadas
TecnologiaSuper AMOLED IPS IPS Super AMOLED
ProteçãoCorning Gorilla Glass 2.5D Corning Gorilla Glass Gorilla Glass

Câmera

Vídeos1080p@30fps 2160p 30 fps 1080@60FPS/4K@30FPS 1080p 30 fps
Traseira13 16MP 12MP e 8MP wide angle 16
Frontal13 8MP 16MP 16

Análise em vídeo

Design e Tela


Boa tela e design

O Galaxy J7 Pro mantém um design presente em outros modelos da linha J, com o botão home físico e dois botões capacitivos nas laterais. Seu diferencial comparado a linha Metal, por exemplo, é o uso de um acabamento metalizado em peça única que faz o encaixe com a tela na frente.  Ele se assemelha bastante ao J7 Prime, sendo que ambos possuem um vidro 2.5D. 

J7 Pro usa acabamento metálico em um corpo em peça única

Esse formato é eficiente e confortável de ser usado, porém como fica evidente nos modelos que citamos, está "um tanto datado", sem muitas novidades comparado a modelos anteriores. Não é algo que se torne um problema para o consumidor, mas que chama menos a atenção que um produto como que arriscou bem mais, como o Motorola Moto X4. Seus traços mais característicos são duas faixas na parte traseira, onde funciona suas antenas, e a câmera centralizada junto com o símbolo da Samsung.

O design repete fórmulas usadas em modelos anteriores da linha J

Sua tela de 5.5" polegadas usa a tecnologia AMOLED e assim como outros modelos da empresa nesse segmento se destaca pela excelente saturação das cores. A resolução é FullHD, o que resulta em uma boa densidade de pixels. Por conta de sua tela, o J7 Pro é um dispositivo grande, mas suas bordas finas nas laterais tornam possível utilizá-lo com apenas uma mão. Um detalhe que chama a atenção é seu peso: 181 gramas é um pouco mais que muitos dos aparelhos com esse porte de tela costumam pesar.

A conexão utilizada é a microUSB na parte inferior, junto com o fone de ouvido, enquanto a caixa de som está no lado direito, na parte superior. Esse posicionamento é interessante por evitar que o usuário bloqueia saída de som quando segura o aparelho no modo horizontal. O som é mono e não espere muita qualidade dessa caixinha. Fechando os demais elementos de design, os dois cartões SIM e o cartão microSD para expansão da memória são acessíveis através de gavetinhas

Performance e Autonomia


Boa autonomia e performance regular

O J7 Pro aposta na combinação Exynos 7870, 3GB de RAM e 64GB de memória interna para garantir uma boa experiência do usuário com o Android. O SoC possui oito núcleos Cortex-A53 em 14 nanômetros operando em 1.6GHz, um conjunto que tem como grande destaque eficiência energética e performance um pouco abaixo de outros modelos do segmento, como podem ver nos gráficos abaixo.

Com vários modelos equipados com Snapdragon 630 (Moto X4), 625 (Moto G5 Plus) ou Exynos 7880 (Galaxy A5) com um preço relativamente próximo, o Exynos 7870 não tem muito espaço para se sobressair. Isso se agrava mais nos testes com gráficos, onde a GPU Mali se torna um componente mais importante:

Na experiência prática essa diferença de performance não chega a trazer consequências no uso, e o Exynos 7870 consegue entregar uma experiência consistente com o Android. Porém para quem pensa em maior tempo de vida útil para seu aparelho, um pouco mais de "fôlego" na performance do chip usado é sempre bem-vinda. Se a performance não é impressionante, por outro lado há uma vantagem nesse desempenho de CPU e GPU mais modestos:

O SoC de 14 nanômetros com uma tela Super AMOLED e uma ampla bateria de 3600 mAh trazem um efeito bastante positivo na autonomia do aparelho.  Em nosso usos cotidiano ele entrega uma bateria capaz de segura sem problema nenhum um dia todo de uso, e um usuário mais moderado pode chegar a dois dias de autonomia.

Câmera


Câmera regular, e estabilização faz falta

Para fotos o Galaxy J7 Pro conta com sensores de 13MP tanto na câmera frontal quanto traseira. A traseira tem uma abertura um pouco maior, com f/1.7, enquanto a frontal usa uma objetiva com f/1.9. Nenhuma das duas possui estabilização óptica, e ambas contam com um flash de LED simples.

Boa luz


J7 Prime, J7 Metal, Zenfone 2 e Quantum Fly

Pouca luz


J7 Prime, J7 Metal, Zenfone 2 e Quantum Fly

Flash


J7 Prime, J7 Metal, Zenfone 2 e Quantum Fly

As fotos ficam dentro da performance do segmento intermediário, com boas fotos em situações vantajosas de luz e com uma queda vertiginosa de desempenho em cenas um pouco mais escuras.

 

Quando a iluminação ajuda, as fotos captam bastante detalhes e cores vivas. Quando as "luzes se apagam", porém, há muita granulação e uma perda notável na capacidade de registrar detalhes como texturas em objetos, e as cores começam a ficar "lavadas". A estabilização também passa a ser um problema: como não há estabilização óptica, é preciso manter o pulso bastante firme para que fotos noturnas ou mesmo no final de tarde não fique borrada por conta de uma tremida na hora de bater a foto.

Sistema e recursos


Sensor de digitais e as modificações da Samsung

A interface do Galaxy J7 Pro é a "Samsung Experience", algo que muitos já conheciam pelo nome "TouchWiz", no passado. É uma UI que evolui bastante comparado ao que vimos em modelos Galaxy anteriores, com muito menos funcionalidades e apps invasivos, mas que ainda altera menus e interfaces do Android.

O design presente no J7 Pro em sua interface é semelhante ao que vemos no restante da linha Galaxy, em modelos como os Galaxys A e S. Quem não curte essa modificações pode não simpatizar, porém usuários de aparelhos da Samsung no passado vão "se sentir em casa". Em geral, o padrão de ícones e organização dos elementos é bem funcional.

O bloatware, como sempre, faz sua presença nessa UI, mas até que não é dos piores. Vem pré-embarcados suítes de aplicativos da Microsoft, com coisas como Excel, Word e PowerPoint, além de uma pasta só com apps da Samsung, como apps de gravação de voz, e-mail e um navegador. Nada fora de controle 

Fechando os recursos adicionais, o J7 Pro também conta com um sensor de digitais, algo que já tem se tornado padrão nesse segmento de preço. A leitura é mais eficiente do que a experiência que tive com outros smartphones da empresa, caso do Galaxy A5, e só falha nas situações que já são comuns, como quando o dedo está molhado ou suado.

Com tantos aparelhos povoando esse segmento que vai dos R$ 800 aos R$ 1.2 mil, fica difícil achar uma diferenciação para cada um. A Samsung já deixava isso o caos com J Primes, J Duos, J Metais e por aí vai, e a Lenovo/Motorola apertou ainda mais o espaço com caras como o Moto G5, Moto X4 e as vezes um eventual Vibe K6. Modelos que eram de segmentos superiores também vão reduzindo seu preço, e isso coloca até o Zenfone 3 nessa bagunça. Nem vou falar dos aparelhos importados pra não deixar pior.

Com isso fica um pouco difícil achar no que o J7 Pro consegue se levantar quando a poeira dessa briga baixar. Seu design é menos interessante que aparelhos que usam acabamentos em metal e vidro, que vem atraindo muitos consumidores e em vários casos trazem adicionais como resistência à água (Moto X4 e Galaxy A5 2017). Seu processador e chip gráfico não ajudam, e tem menos desempenho que a maioria dos aparelhos citados no parágrafo anterior.


Cena em tempo real do segmento intermediário de smartphones no Brasil

Sua câmera faz um serviço decente e consegue bater alguns rivais do segmento, mas também não se sobressai, enquanto a quantidade de memória RAM e de armazenamento interna é generosa, mas não é uma exclusividade dele nessa faixa de valor. Como resultado, o único critério que pode fazer esse cara se destacar é seu preço. Hoje ele é vendido por R$ 1.2 mil, custo pelo qual eu escolheria um Galaxy A5 2017, um Zenfone 3 ou um Motorola Moto X4, antes de cogitar ele. Caso você encontre preços mais competitivos, não muito longe dos R$ 800 praticados na linha J Metal, por exemplo, ele pode se tornar um produto mais atraente. Hoje eu não entraria nessa "peleja" pra ajudar o Galaxy J7 Pro.

Conclusão

 

Avaliação: Samsung Galaxy J7 Pro

Design
7.5
Câmera
8.0
Performance
7.5
Autonomia
9.0
Preço
7.5
Tela
9.0

PRÓS
Boa tela
Bastante RAM e memória interna
Excelente autonomia
CONTRA
Sem novidades no design
Câmera sem estabilização óptica
Menos performance que rivais
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".