ANÁLISE: AMD Ryzen 5 1600

Excelente processador custo vs benefício
Por Fabio Feyh, Diego Kerber 09/06/2017 19:55 | atualizado 18/08/2019 01:41 comentários Reportar erro

A linha Ryzen 5 chega para atender os consumidores do segmento intermediário, mantendo as novidades da microarquitetura Zen, porém em um produto com uma quantidade menos massiva de núcleos e threads, como presente na linha Ryzen 7, composta por octa-cores. Já experimentamos o modelo topo dessa linha e concluímos ser uma das melhores compras para games, estou falando do Ryzen 5 1600X, porém o modelo que vamos analisar hoje, o Ryzen 5 1600 pode ser mais interessante pelo seu valor inferior.

O Ryzen 5 1600 veio equipado com 6 núcleos e 12 threads, seu preço de US$ 219 em cenário internacional fica pouco abaixo do Core i5-7600K (U$239), enquanto o 1600X está custando U$249. Como principal diferença para o 1600X, o 1600 traz clocks e TDP mais baixos, veremos o que isso representará na prática no decorrer da análise.

Confira nossa análise do AMD Ryzen 7 1800X
Confira nossa análise do AMD Ryzen 7 1700X

Confira nossa análise do AMD Ryzen 7 1600X
Confira nossa análise do AMD Ryzen 5 1400

No Brasil o Ryzen 5 1600 está custando cerca de R$ 950 (pesquisa feita no dia 06/06/2017), valor abaixo do Core i5-7600K que é vendido por valores pouco acima dos R$ 1000 atualmente. Como o CPU da AMD possui mais núcleos/threads, se ele conseguir bom desempenho frente ao modelo da Intel também em atividades single-thread, pode ser uma opção muito interessante para quem busca montar um PC intermediário. Veremos no decorrer da análise como o Ryzen 5 1600 vai se comportar tanto em aplicações como games.

Abaixo tabelas comparativas de alguns CPUs:

Comparativo


AMD Ryzen 5 1600

AMD Ryzen 5 1600X

AMD Ryzen 7 1700

AMD Ryzen 5 1500X

Preços

Preço no lançamentoU$ 219,00 U$ 249,00 U$ 329,00 U$ 189,00
Preço atualizadoR$ 860,00 R$ 699,90 R$ 999,90 R$ 710,00

Especificações

Canais de memóriadual-channel dual-channel dual-channel dual-channel
Conjunto de instruções64-bit 64-bit 64-bit 64-bit
Multiplicador desbloquadoSim Sim Sim Sim
Número de núcleos6 6 8 4
Processo de fabricação14nm 14nm 14nm 14nm
SocketAM4 AM4 AM4 AM4
Threads12 12 16 8
CodinomeSummit Ridge Summit Ridge Summit Ridge Summit Ridge
TDP65 95 65 65
Cache L316 16 16 16
Clock3200 3600 3000 3500
Clock (Turbo)3600 4000 3700 3700
Memórias suportadasDDR4 DDR4 DDR4 DDR4
PCI Express3.0 3.0 3.0 3.0
Canais PCI Express24 24 24 24

Vídeo Integrado

GPUSEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO

Características Gerais

Acompanha cooler?Sim Não Sim Sim

A virada para a AMD


A microarquitetura Zen representa um ponto crucial de mudança para a AMD e um marco em um mercado estagnado dos processadores para PCs domésticos. Após anos com apenas evoluções gradativas em novos produtos tanto de Intel quanto AMD, o “lado vermelho da força” traz a maior renovação para o mercado dos últimos tempos.

Artigo: AMD Bulldozer: O Bom, o Mau e o Feio

E há um bom motivo para isso: ela precisa. A última grande mudança da empresa foi a introdução dos processadores baseados na microarquitetura Bulldozer, que traziam um conceito de produtos com grandes quantidades núcleos e compartilhamento de recursos entre pares deles, o que ficou conhecido como módulo Bulldozer. Essa arquitetura não se mostrou eficiente no contexto da computação pessoal nos últimos anos, com muitos aplicativos fazendo péssimo uso de múltiplos núcleos e onde a capacidade de cada núcleo (performance em single thread) se mostrou mais determinante em muitos momentos do que a presença de multithreads abundantes. Os softwares não evoluíram para um uso eficiente de múltiplos núcleos, e o resultado foi catastrófico: vários anos em que a AMD simplesmente abandonou o segmento high-end, e até rolaram processos contra a empresa por "propaganda enganosa".

Os microprocessadores Zen, mais que uma evolução, são uma necessidade para a AMD

Nos últimos 4 anos, de forma discreta, a empresa “apagou o quadro” e começou do zero um novo chip. A prioridade era óbvia: precisava melhorar as instruções por clock (IPC) que seus processadores são capazes de executar, e com isso aumentar a capacidade de cada um dos núcleos. A meta era atingir um incremento impressionante de 40% comparado a geração passada, e a empresa foi capaz de exceder essa meta: a AMD afirma que um processador baseado em Zen é em torno de 52% mais eficiente que um modelo da geração anterior.

Os estreantes da arquitetura Zen, os modelos Ryzen 7 1800X7 1700X e 7 1700 mostram que além da preocupação com o IPC, a empresa não abandonou o conceito de uma quantidade vasta de núcleos: todos possuem oito núcleos, e com a introdução do Simultaneous Multithreading (SMT), uma tecnologia análoga ao Hyperthreading presente na Intel desde 2002, esses modelos são capazes de entregar um total de 16 threads (dois por núcleo), uma quantidade bastante rara no mercado de CPUs para consumidores domésticos. A linha Ryzen 5 escalona para modelos mais modestos, com 4 e 6 núcleos, porém mantém as mesmas tecnologias e recursos presentes na linha Ryzen 7.

A arquitetura Zen


Os processadores Ryzen são baseados na nova microarquitetura Zen, fabricada na litografia de 14nm FinFET e uma estrutura completamente refeita, quando comparado com o que era feito com Bulldozers e microarquiteturas baseados nela (Piledriver, Steamroller e Excavator). Na época do lançamento dos Bulldozers (2011), introduzidos com uma litografia de 32 nanômetros, havia limitações na capacidade de inserir múltiplos núcleos em um processador, e por conta dessas restrições, a AMD projetou um chip com recursos compartilhados entre os cores.

As tecnologias dos processadores Ryzen: clocks mais precisos, mais performance e capacidade de "predizer" o futuro

As coisas mudaram no Zen. Além de um conjunto dedicado para cada núcleo, para "alimentar a besta" com os dados que precisa de forma mais eficiente, a AMD dedicou uma área de seu die para "predizer o futuro": a Neural Net Prediction usa algoritmos que "aprendem" os padrões dos dados que trafegam nos processamento, e começam a antecipar as demandas dos núcleos, colocando o próximo conjunto de dados necessários em um local apropriado para uso dos núcleos. Mas nem só através da adivinhação a empresa pretende inundar os núcleos de processamento com os dados que precisam: uma grande quantidade de memória cache foi introduzida, com um L2 Cache massivo de 512kb (o dobro que a concorrência) e com o L1 e L2 Cache com uma largura de banda 2x maior comparado com a geração passada.

No Zen a AMD consegue alimentar uma quantidade massiva de dados aos núcleos de CPU

Os núcleos de processamento compartilham o L3 Cache em grupos de quatro, formando o CPU Complex (CCX). Essa memória vai aumentar sua frequência para atingir o mesmo nível de desempenho do núcleo que estiver operando em maior performance. Todos os núcleos do CCX acessam qualquer área do L3 Cache com uma latência relativamente semelhante.

Como é comum em uma nova geração que traz reduções na litografia utilizada na fabricação há saltos na eficiência energética. Os Ryzen são 3.7x mais eficientes por watt consumido! Mas há outros elementos envolvidos na evolução da eficiência energética do Zen, sendo que a nova litografia responde por um incremento de 1.7x, a nova arquitetura atende por 1.3x e o design físico do chip mais eficiente atendem por 2.29x.

Os microprocessadores Ryzen entregam 3.7x mais performance por watt consumido

O die Zen vem equipado com 48 monitores de consumo de alta velocidade (atualizados a cada milissegundo) e 20 monitores de temperatura, com um total de sensores que ultrapassa os 1000 por CCX. Isso possibilita outra tecnologia importante para sua eficiência: o Pure Power, que atende por os 1.4x restantes da evolução na relação performance por watt consumido.

Graças a sua alta precisão no monitoramento do die, com mais de mil sensores por núcleo, um microchip Zen consegue reagir de forma mais eficiente a demandas e pode alterar o funcionamento de seus núcleos de forma precisa. A frequência, por exemplo, pode ser alterada em incrementos de 25MHz, ao invés dos quatro estágios gerenciados pelo sistema operacional, como é feito em muitas CPUs hoje. Assim um microchip Zen pode atingir qualquer nível que achar o mais adequado para desempenhar a função que tem pela frente.

Com esse controle preciso, os microchips Zen também podem regular suas frequências para o nível ideal através do Precision Boost, ou inclusive exceder suas frequências padrão: o Extended Frequence Range (XFR) pode levar até dois núcleos para patamares acima do que o chip foi programado no modo Turbo, monitorando fatores como consumo e aquecimento para evitar que o chip ultrapasse níveis pré-programados. Assim o Ryzen 7 1800X por exemplo, pode levar sua frequência a 4.1GHz em dois núcleos mesmo com seu clock em Turbo Core sendo 4.0GHz. Quanto mais eficiente o sistema de resfriamento, mais longe o processador conseguirá chegar.

Todos os processadores Ryzen estão desbloqueados para overclock, o que significa que dá para levá-los além do Turbo Core ou mesmo o XFR. Mas para quem não pretende ficar mexendo em frequências e tensões elétricas, o XFR está disponível em todos os modelos e irá automaticamente fazer um uso do sistema de resfriamento, caso seja mais eficiente e entregue temperaturas mais baixas.

O Ryzen 5 1600


Assim como todos os modelos da linha, a estrutura básica do Ryzen 5 1600 é a mesma comparado aos demais modelos Ryzen, com dois CPU Complex (CPU) porém com dois núcleos desativados. Tanto o 1600 quanto o 1600X, apesar de possuir parte de seus CCX desativados, possuem núcleos ativos nas duas porções, sendo que o único modelo a operar com apenas um CCX é o Ryzen 5 1400. Graças a essa característica, o 1600 e o 1600X trazem um total de 16MB de L3 Cache, enquanto o 1400 traz apenas 8MB.

O Ryzen 1600 compartilha algumas características com o 1600X, como 6 núcleos e 12 threads, porém vem mais modesto em termos de consumo e frequências. Enquanto o 1600X chega com TDP de 95W e frequência base de 3.6GHz (chegando a 4GHz com turbo) o 1600 tem TDP de 65W e clock base de 4.2GHz (chegando a 4.6GHz em turbo). Na teoria, o 1600X é uma CPU mais parruda e mais hábil de encarar frequências mais altas, com margens maiores em TDP, por exemplo. Na prática, são dois processadores com a mesma estrutura, porém operando em clocks diferentes.

Outra das poucas diferenças em relação ao 1600X é o cooler box: enquanto o modelo mais parrudo não acompanha, da mesma forma como acontece em modelos Ryzen 7, o Ryzen 5 1600 já traz na caixa o Wraith Spire, uma boa pedida para quem não está pretendendo investir em um cooler mais potente e que já vai se virar bem com o modelo básico da AMD.


Fotos
Como já destacado em análises anteriores de CPUs da linha Ryzen, os novos processadores possuem exatamente as mesmas medidas dos modelos socket AM3+, porém mudou a quantidade de pinos. Agora no AM4 são 1331, enquanto modelos AM3+ possuem 942.

Tamanho físico é semelhante aos modelos AM3+, porem Ryzen traz mais pinos

Abaixo algumas fotos do processador analisado, que veio para análise sozinho e fora da caixa, por isso não tem fotos com o cooler, que acompanha esse modelo ao contrário de alguns modelos de desempenho melhor como o próprio Ryzen 5 1600X.

Instalação
O processo de instalação continua idêntico aos modelos da geração anterior, com o mesmo procedimento para encaixar o processador e o cooler quando se trata do bracket e cooler referência. É importante destacar que para utilizar coolers lançados antes dos processadores Ryzen, será necessário um novo adaptador do bracket compatível com placas-mãe socket AM4. Para maiores detalhes a respeito desse assunto confira nosso artigo.

Veja como funciona o suporte a coolers do socker AM4


Sistema Utilizado


Abaixo, detalhes sobre o sistema utilizado para os testes, antes uma foto do sistema montado:

Máquinas utilizadas nos testes:
Todas os sistemas utilizaram os mesmos hardwares para os testes:

- Placa-mãe Gigabyte X370-Gaming 5 (Bios F6f - Agesa 1006)
- Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1080 Founders Edition
- Memórias: 16 GB Kingston HyperX Predator DDR3/DDR4 2133MHz (2x8GB)
- SSD: Kingston HyperX 3K 240GB Sata 6Gb/s
- HD: Seagate Barracuda 2TB 7200RPM Sata 6Gb/s
- Cooler: Noctua NH-U12S em TODOS os sistemas
- Fonte de energia (PSU): XFX ProSeries 850W PSU

Em todos os testes utilizamos a configuração PADRÃO da BIOS
com memórias trabalhando em 2133MHz

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 64 Bits Redstone 2
- GeForce 382.33

Aplicativos/Games:
- CPU-Z Bench
- CineBench R15
- x264 Full HD Benchmark
- HWBot x265 1080p/4K Benchmark
- wPrime 2.10
- WinRAR 5.40

- 3DMark (DX11)
- Grand Theft Auto V (DX11)
- Hitman (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)

CPU-Z / AIDA
Abaixo a tela principal do CPU-Z e do AIDA64 mostrando algumas das características técnicas do CPU. É importante destacar que o CPU utilizado para os testes é uma versão de engenharia, sendo assim traz algumas informações através de códigos utilizados internamente pela AMD, como o CPUID Name no AIDA e Specification no CPU-Z:

Utilizamos versão da BIOS baseada em Agesa 1006

Overclock


O Ryzen 5 1600 tem bom comportamento em overclock como os demais CPUs dessa que não trabalham no clock próximo ao limite, algo em torno de 4GHz na maioria dos casos de CPUs Ryzen. Sempre é bom lembrar também que o Ryzen 5 1600 tem algumas diferenças importantes sobre o Ryzen 5 1600X, apesar de ambos compartilharem o mesmo número de núcleos/threads. Além dos clocks inferiores que o 1600 trabalha, a outra mudança importante está associada ao TDP de 65W, ao contrário de 95W no Ryzen 5 1600X. Essa mudança pode impactar em situações como overclock, já que mais energia é importante para possibilitar mais desempenho em muitos casos.

Sem mudança de tensão, ou seja, apenas mudança o multiplicador do Ryzen 5 1600, subimos ele para 3.8GHz. Acima desse clock foi necessário aumentar também a tensão para ele ficar estável. Devido seu TDP, não é recomendado aumentar a tensão em mais de 1.3v ou 1.325v em uso contínuo. Nós setamos em 1.325v para estabilizar em 3.9GHz, porém nos testes mantivemos com o clock de 3.8GHz já que a diferença foi praticamente nula, sendo assim é melhor evitar um stress desnecessário no CPU para um overclock de uso contínuo, normalmente o que mais focamos nesse tipo de ação em nossas análises.

Para mostrar a diferença de desempenho de overclock apenas do CPU,
as memórias trabalham em 2133MHz em todas situações

Abaixo as telas do CPU-Z e AIDA64 mostrando o overclock aplicado, sempre destacando que, por questão de comparativos, sempre mantemos as memórias com clock de 2133MHz, sendo assim elas não influenciam na diferença de desempenho entre os sistemas:


Consumo de energia


Fizemos os testes do sistema em modo ocioso e rodando o 3DMark, aplicativo que exige bastante do sistema.

É importante destacar que o consumo de energia varia
de acordo com a placa-mãe e outros componentes

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso.

Rodando o 3DMark
Quando colocamos os sistemas rodando o 3DMark, temos os consumos abaixo:

Temperatura


Começamos pelos testes de temperatura, como o sistema em modo ocioso e rodando o wPrime, aplicativo que "estressa" todos os núcleos dos processadores.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso, com o Windows em espera sem estar executando nenhuma tarefa além das tradicionais do sistema.

Rodando o wPrime
Quando colocamos os sistema rodando o aplicativo wPrime, que faz todos os núcleos trabalhem em modo full, temos os aquecimentos abaixo. É impressionante os bons resultados do 1400, operando em temperaturas bastante baixas, e quando overclockado bate as mesmas temperaturas que o Core i5-7400 atinge em seu clock padrão.

Em Full Load  o Ryzen 5 1600 opera em temperaturas excelentes, mesmo com overclock,
característico dos modelos não X

OBS.: Todos os testes de temperatura com o mesmo cooler em todos os sistemas, exatamente o modelo Noctua NH-U12S, compatível com todos os sockets.

Testes sintéticos


Abaixo temos uma série de testes de desempenho com o sistema, comparando o processador com outros modelos do mercado, sempre considerando testes com a mesma placa de vídeo, mesma capacidade e clock das memórias, 16GB(2x8GB) @ 2133MHz.

É importante deixar bem claro que alguns testes podem tirar maior proveito de processadores com clocks mais altos, independente da arquitetura e do número de núcleos/threads

CineBENCH R15
Iniciamos os testes de desempenho em aplicações com o CineBench, que testa o processador convertendo uma imagem. Fizemos teste em Single e Multi Core também:

x264 Full HD Benchmark
Em um teste de conversão de vídeo Full HD, temos os seguintes resultados:

HWBOT x265 Benchmark 2.0
Outro teste de conversão de vídeo, agora além de conversão em FullHD (1920x1080), também um teste de conversão em 4K.

WinRAR
Outro bom teste para medir o comportamento do processador é o WinRAR, que consegue fazer bom uso de todos os cores.

wPrime
Rodando o wPrime, teste que estressa todos os cores do processador, temos os resultados abaixo:

Hitman (CPU)
O benchmark do Hitman da resultados em FPS referente ao CPU, sendo assim também estamos informando os resultados desse game em se tratando do CPU nos gráficos abaixo, confiram:

Primeiro os testes rodando em DirectX 11:

Agora os testes rodando em DirectX 12:

3DMark
Começamos nossos testes com foco em vídeo com o 3DMark, mas por enquanto com a placa de vídeo dedicada.

Teste em games com foco na placa de vídeo


Nos testes em games o mais interessante é ver quanto o processador pode estar segurando o desempenho da placa de vídeo, por isso utilizamos um modelo TOP de placa, no caso uma GeForce GTX 1080. Abaixo alguns games rodando em mesma configuração utilizada para as análises de VGA, tanto em FullHD como em 4K:

Grand Theft Auto V
O game GTA V para PC está entre os mais exigentes da atualidade, trazendo ótima qualidade gráfica e bastante consumo do processador. Confiram abaixo o comportamento dos processadores rodando o game:

Hitman (Resultados dos FPS da VGA)
O novo Hitman foi lançado esse ano e é um bom teste para mostrar o comportamento do sistema em DirectX 12:

The Division
Para finalizar os games, mais testes com o Tom Clancy´s The Division, novamente em Full HD e 4K.

O Ryzen 5 1600 é mais um excelente exemplo do pouco impacto que quantidades massivas de núcleos e threads causam em games. Os resultados são bem próximos ao Ryzen 5 1600X e mesmo a outros modelos Ryzen acima dele. Na disputa com a Intel, ele não ficou tão distante da concorrência apesar dos modelos "Core" ficarem na frente por uma margem maior em alguns dos testes.

Como já foi comprovado em outras análises, gameplay em altas taxas de quadros (situação que acontece ao usarmos a GTX 1080 em FullHD) a Intel leva vantagem na disputa com os Ryzen, e mesmo nessa situação, em GTA V por exemplo, a diferença entre o 1600 e o Core i7-7700K foi de 12%, situação semelhante no Hitman, e empate técnico no The Division. Lembramos que um Core i7-7700K custa à partir de R$1400 atualmente. A propósito: pessoal impressionando pelo Core i7 4770K e 4790K, sim, o Haswell e Haswell Refresh são excelentes CPUs, com resultados que impressionam ainda hoje.

O Ryzen 5 é capaz de entregar boa performance em games

Já mostramos em outras análises de Ryzen que a AMD toma vantagem quando o assunto é performance multi-thread. Com 12 threads, versus os oito presentes nos Core i7 ou, pior, os quatro presentes nos Core i5, essa diferença de núcleos e threads mostra seu valor em testes complexos de renderização e softwares que fazem bom uso de múltiplos threads. Mesmo para gamers essa característica traz vantagens, sendo que CPUs com mais threads tendem a sentir menos impacto na performance realizando atividades paralelas, como compressão para streaming, por exemplo.

Agora não podemos deixar de criticar a AMD quando o assunto é memórias e placas-mãe socket AM4. Já estamos na versão 1006 da Agesa que deveria estar muito melhor no suporte as memórias, porem ainda não é possível colocar um kit de 2 módulos com clock alto como 3200MHz trabalhando de forma correta. Em algumas mainboards até dizem funcionar, porém as vezes é necessário manter apenas um módulo, o que faz o sistema perder o dual-channel e que não tem sentido em ser utilizado. Em nossos testes para essa review, e mesmo após uma nova BIOS liberada no dia 08/06, não tem jeito de kits de 3200MHz rodar nessa velocidade, mesmo várias as empresas destacando isso nas caixas, no site dos produtos etc. Que vacilo AMD, que vacilo...

Quando falamos de temperaturas e overclock, o Ryzen 5 1600 se comporta bem. Subimos seu clock para 3.8GHz em todos os núcleos sem mudança de tensão, ele praticamente "virou" um Ryzen 5 1600X, sem apresentar nenhum problema de temperatura e com desempenho bem interessante. Lembramos que esse é um overclock "saudável" para esse modelo, sem forçá-lo de mais. Aumentando a tensão conseguimos subir mais, como 3.9GHz, porém optamos pelo overclock sem mudança de tensão já que a diferença de desempenho foi irrisória.

Overclockando o 1600 ele se torna praticamente um 1600X

 

Esse é mais um produto da série Ryzen que leva nosso "selo recomendado". O Ryzen 5 1600 chega com preço abaixo do Core i5-7600K e acima do Core i5-7400, entregando desempenho superior ao 7600K quando se trata de aplicações, especialmente as que usam os múltiplos núcleos e, em games, ficando igual ou próximo. Ele também é outro modelo da linha com bom potencial para overclock, podendo alcançar e superar o 1600X que custa cerca de R$100+ por aqui.

Esse é um padrão que vem se repetindo ao longo da linha Ryzen. Os modelos "X" operam próximos do que parece ser o limite de frequência da microarquitetura Zen, e como consequência aquecem e consomem mais que os mais modestos sem o "X". Apesar disso, não abrem uma margem muito grande de desempenho e some facilmente quando overclockamos os modelos "sem o X". Colocando na conta que eles tambem são mais baratos, modelos como o 1700 e 1600 nos parecem mais interessantes que as contrapartidas 1700X e 1600X.

Finalizando, o Ryzen 5 1600 é mais um excelente processador para quem está cogitando montar um PC Gamer "ideal", sem gastar muito, porem com bom desempenho geral. A combinação ideal para esse modelo é junto com uma placa-mãe com chipset B350, também mais em conta, porém sem criar nenhuma limitações técnica radical sobre modelos X370. Lembramos que na disputa com a Intel, o consumidor deve definir suas prioridades para decidir por um modelo ou outro. Se o foco é altas taxas de quadros, os modelos Intel ainda atingem FPS mais elevados, enquanto os Ryzen tiram benefício de mais núcleos e threads, uma boa pedida para aplicações que exploram essa característica. Porem devemos lembrar também que essas diferenças de taxas de frames mais altos são mais notadas em modelos Core i7.

Conclusão

 

Avaliação: AMD Ryzen 5 1600

Performance
9.0
Tecnologias
9.5
Overclock
9.0
Preço
9.0

PRÓS
Ótimo desempenho (mesmo em single thread)
Baixo consumo
Suporte a tecnologias recentes
Desbloqueado para overclock
Preço competitivo
Plataforma com tecnologias atualizadas
CONTRA
Não tem vídeo integrado
Não alcança a Intel em altas taxas de FPS
Alta latência em memórias
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado é responsável pelas análise de drones e alguns gadgets relacionados a fotos e vídeo, como Action Cams.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber