ANÁLISE: NVIDIA GeForce GTX 1080 Ti

Placa enfim traz performance capaz de alcançar 60FPS em 4K e Ultra

A GeForce GTX 1080 Ti é a mais nova e poderosa placa de vídeo para games da Nvidia. Ainda sem movimentos por parte da linha Radeon, que está no desenvolvimento das placas Vega para esse segmento, a Nvidia vem numa disputa "contra si mesma" nesses novos lançamentos. A placa é baseada no mesmo chip GP102 presente na Nvidia Titan X lançada no ano passado, porém possui algumas reduções e também aprimoramentos.

A placa chegou custando U$699 em cenário internacional. Para comparação, a Titan X (Pascal) foi lançada por U$ 1.199, quase o dobro do valor. Outro detalhe é que o lançamento da GTX 1080 Ti trouxe junto um corte no preço da GTX 1080, que passou a custar U$499, corte de U$100 em seu preço final.

[NVIDIA Titan X (Pascal)] Placa enfim traz performance capaz de alcançar 60FPS em 4K e Ultra

Ela é apresentada como "a melhor Ti de todos os tempos", pois, de acordo com a Nvidia, foi capaz de trazer um incremento de 35% de desempenho comparado com a GTX 1080. Na geração 700 a superioridade era de 18%, enquanto na série 900 a diferença entre a 980 e 980 Ti era de 25%. Isso significa que ela é capaz de bater inclusive a Titan X, tornando-se assim uma opção para o gamer que deseja jogar em resolução 4K com qualidade ultra e que pretende manter uma taxa de quadros próxima aos 60fps. Será que ela vai conseguir entregar tudo isso? Recebemos para testar da Nvidia Brasil o modelo referência da placa para realizar os testes que vocês conferem no restante da análise!

Especificações das placas

Comparativo


NVIDIA GeForce GTX 1080 Ti

NVIDIA Titan X (Pascal)

NVIDIA GeForce GTX 1080

NVIDIA GeForce GTX 980 Ti

Preços

Preço no lançamentoU$ 699,00 U$ 1.199,00 U$ 699,00 U$ 649,00
Preço atualizadoR$ 4.000,00 R$ 7.000,00 R$ 3.150,00 R$ 3.100,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação16nm FinFET 16nm FinFET 16nm FinFET 28nm
ChipPascal GP102 Pascal GP102 Pascal GP104 GM200 (Maxwell 2.0)
Clock1480 MHz1417 MHz1607 MHz1000 MHz
Clock (Turbo)1582 MHz1531 MHz1733 MHz1076 MHz

Memórias

Interface de largura de BUS352 bit 384 bit 256 bit 384 bit
Quantidade de RAM11GB |12GB| 8GB |6GB|
Tecnologia da RAMGDDR5X GDDR5X GDDR5X GDDR5
Clock1376 MHz1251 MHz1251 MHz1753 MHz
Clock efetivo11008 MHz10008 MHz10008 MHz7012 MHz
Largura de banda484 480 320.3 337

Características Gerais

Shading Units3584 3584 2560 2816
TMUs224 224 160 176
ROPs88 96 64 96
Pixel Rate139.2 GPixel/s136 GPixel/s110.9 GPixel/s96.0 GPixel/s
Texture Rate354.4 GTexel/s317 GTexel/s277.3 GTexel/s176.0 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes11.340 GFLOPS10.157 GFLOPS8.873 GFLOPS5.632 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 6 pinos {mais} 1x 8 pinos 1x 6 pinos {mais} 1x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 6 pinos {mais} 1x 8 pinos
Suporte à combinação de placasAté duas placas Até duas placas Até duas placas Até quatro placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa267 mm267 mm267 mm267 mm
TDP250 W250 W180 W250 W
Fonte recomendada600 W600 W500 W600 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 3xDisplayPort

Recursos

DirectX12.1 12.1 12.1 12.1
OpenCL1.2 1.2 1.2 1.2
OpenGL4.5 4.5 4.5 4.5
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

A GTX 1080 Ti é apresentada como a "Ultimante Geforce". Será que vai tão longe?

 

Análise em vídeo

A GPU 1080 Ti

A 1080 Ti chega baseada no mesmo chip GP102 utilizado na Titan X, porém, além de algumas reduções e cortes, houve melhorias que trouxeram mais desempenho em outros aspectos. Os cortes não foram muitos: ela continua com os 3584 núcleos CUDA e 224 unidades de texturas, só teve os ROPs reduzidos de 96 para 88, e a memória mudou a interface de 384-bit para 352-bit e passou a ter de 11GB ao invés de 12GB de memória GDDR5X. Curiosamente, apesar de menos memória e em uma interface reduzida, a 1080 Ti tem mais largura de banda em suas memórias graças a frequências de operação mais altas em seus módulos instalados.

Falando em frequências, além das memórias, a própria GPU opera em frequências mais altas que a Titan X. O clock base subiu de 1417MHz para 1480MHz, sempre lembrando que a placa opera em valores mais altos que isso, normalmente, devido ao GPU Boost 3.0.

Novas tecnologias Pascal

Além de uma litografia mais enxuta e memórias mais rápidas e com mais espaço, a placa Pascal da linha GeForce conta com novas tecnologias para alcançar mais ganho de performance. Na hora da combinação de placas de vídeo, a empresa introduziu a SLI HB Bridge, uma ponte SLI que promete o dobro de largura de banda na comunicação entre as duas GPUs, algo importante pois a ponte SLI anterior poderia se tornar um gargalo em resoluções superiores a 1440p em 60fps. O SLI HB chega como padrão para conectar apenas duas placas, sendo que a Nvidia parece cada vez menos inclinada a incentivar a combinação de mais de duas placas de vídeo.

Uma tecnologia bastante interessante da nova geração é o Simultaneous Multi-Projection (SMO), recurso que torna as placas Pascal mais eficientes na hora de renderizar múltiplas imagens com diferentes pontos de vista. Esse recurso possibilita a uma placa de vídeo baseada na nova arquitetura renderizar até 16 pontos de vista simultaneamente e de forma mais ágil que chips gráficos anteriores. A tecnologia tem duas aplicações muito interessantes: a realidade virtual e múltiplos monitores.

A Realidade Virtual (VR) tem como principal elemento a renderização de duas imagens, uma para cada olho, com as devidas correções de perspectiva necessárias para a criação da sensação de profundidade. Com um hardware capaz de acelerar esse processo, a GTX 1080 Ti é capaz de entregar mais desempenho que um SLI de duas placas GTX 980 quando rodando uma aplicação em VR. Por conta desse novo recurso, games e softwares baseados em realidade virtual são os testes onde a GTX 1080 Ti mostra os maiores saltos de performance quando comparada as placas da geração anterior.

Simultaneous Multi-Projection traz saltos de desempenho em VR

O SMP também torna viável correções em imagens de usuários que utilizam mais de um monitor. Em combinações de múltiplos monitores é comum distorção nos cantos da imagem, com resultados pouco interessantes especialmente nas telas das laterais, que costumam exibir uma imagem bastante "esticada" por conta da renderização dos games estar mais focada em apenas uma tela. O SMP possibilita correções de perspectiva através do driver da placa, melhorando a perspectiva da imagem baseado na quantidade de monitores em uso e seu posicionamento.

Imagem Original


Imagem corrigida

Imagem corrigida através do Nvidia SMP

Outro recurso introduzido é o Ansel, uma tecnologia com um objetivo "artístico": se tornar uma ferramenta de captura de imagens com muito mais possibilidades que o tradicional "print screen". O Ansel é capaz de renderizar novos pontos de vista, fazer capturas em altíssima resolução e até mesmo capturar uma cena em 360º, tornando possível visualizar uma cena através de óculos de realidade virtual.

O Ansel é de fácil implementação em games, sendo que o SDK é aberto. Porém a Nvidia afirma que pode existir desenvolvedores que não irão implementar o recurso pois pode ser usado de forma indevida para ganhar vantagens em games competitivos, como ganhando maiores campos de visão ou perspectivas que possam ser exploradas.

Fotos

Abaixo uma série de fotos da placa, bastante semelhante com outros modelos da linha GeForce 1000, ficando a diferença visual por conta do nome gravado e outros pequenos detalhes como nas conexões de vídeo. A GTX 1080 Ti referência perdeu a conexão DVI, porém a Nvidia envia junto um adaptador DisplayPort para DVI dual link.

No mais, como já destacamos, a placa é bem parecida com outros modelos referência da série 1000, com um único FAN e backplate. Por ter perdido o conector DVI, o espelho traseiro da placa ganhou mais espaço para saída de ar, ajudando na dissipação do calor que sai pela parte de trás da placa.

GTX 1080 Ti vs Titan X Pascal vs GTX 1080

Abaixo temos lado a lado as três placas desktop mais poderosa da Nvidia na atualidade, como falamos por diversas vezes, todas com design muito parecido, porém a Titan X na cor preta, o próprio tamanho das placas é o mesmo. Tirando a cor e a conexão DVI que deixou de existir na 1080 Ti, outro detalhe é que a nova placa da Nvidia requer 2 conexões de energia, uma de 8 pinos e outra de 6 pinos, mesma coisa que acontece com a Titan X. A 1080 requer apenas uma conexão de 8 pinos.


Sistema utilizado

Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 2133Hz (2x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M - Site oficial
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum - Site oficial
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 378.78
- AMD Crimson 17.2.1

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11/DX12)
- VRMark (DX11)
- Battlefield 1 (DX11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z

A tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa.

Modelos de parceiros devem trazer overclocks de fábrica

Overclock

O overclock da GTX 1080 Ti segue o bom comportamento de outras placas Pascal, proporcionando bom aumento dos clocks, tanto do GPU como das memórias GDDR5X.

Subimos o clock base do GPU para 1661MHz, 180MHz acima do clock referência. Já as memórias subimos de 11GHz para 11.6GHz, 600MHz efetivos. São clocks muito bons, especialmente considerando que estamos falando do modelo referência.

Como podem conferir na tela abaixo, apesar do clock base estar setado em 1661MHz e o clock turbo ficar definido em 1762MHz, ao rodar um game ou aplicação gráfica que faça bastante uso do GPU o mesmo tem um novo overclock automático, em nosso overclock colocando o GPU trabalhando em 2062,5MHz.

Placas de parceiros devem trazer projetos melhorados para overclock

É importante destacar que a Nvidia trabalha com um sistema que ao detectar uma temperatura elevada a placa faz downclock. Sendo assim, é interessante utilizar um software para controle dos fans aliado ao processo de overclock, assim, ao acontecer o aumento da temperatura o fan passa a trabalhar mais rápido, evitando que a temperatura suba até forçar o downclock. O AfterBurner utilizado para o overclock faz isso de forma simples por trazer um perfil pronto.

Abaixo a tela do GPU-Z mostrando as características e configurações do overclock aplicado direto no aplicativo.


Consumo de energia

Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura

Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Destacamos ainda que no gráfico temos 3 modelos com GPU Radeon utilizando sistemas de cooler líquido, por consequência as três placas que apresentaram as menores temperaturas em idle e também em uso.

Os modelos referência da NVIDIA mantem o FAN ligado em 100% do tempo

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.


3DMark / VRMark

Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark

Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Agora o resultado em modo 4K: 

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:

VRMark

O teste VRMark consiste e ver como o sistema se comporta quando rodando cenas em Realidade Virtual. Caso o score atinja 5.000 pontos ou mais o sistema está apto para, em teoria, rodar bem games com essa tecnologia.


Testes em games

Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"


Battlefield 1

Como um dos games com a melhor qualidade gráfica já lançados, não teria como deixar ele de fora de nossa bateria de testes, sendo assim abaixo o comportamento das placas rodando o novo game da DICE.


GTA5

GTA V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman

A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider

O mais recente game da franquia da Lara Croft, Rise of Tomb Raider trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso(sendo assim não fizemos os testes com essa versão da API), mesma situação de Hitman, sendo assim os testes são em DirectX 11.


The Division

O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3

The Witcher 3 chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.


A GTX 1080 Ti é a placa mais rápida feita pela Nvidia, ficando no topo do gráfico em muitos de nossos benchmarks, "se embolando" com a Titan X e em alguns casos ficando margens mínimas abaixo. Só não foi hegemônica por conta de Battlefield 1, onde a Fire Pro Duo conseguiu superá-la (sempre lembrando que a Duo é composta por dois chips gráficos). Mesmo considerando seu empate técnico com a Titan X, basta colocar os preços lado a lado para ver que não existe nenhum sentido em se cogitar a placa da linha Titan agora.

Teve teste com ganho de 50% sobre a GTX 1080

Em nossos testes ela foi capaz de se manter muito próxima dos 60fps ao longo da bateria de benchmarks na qualidade ultra e na resolução 4K. Em alguns momentos, a performance que faltava foi alcançada através do overclock. Na experiência jogando, ela mantém um bom patamar de desempenho em 4K e pode facilmente ser usada nessa resolução, porém em alguns games pode ser necessário baixar um pouco algum filtro ou recurso para atingir 60fps mais constantes. Nenhuma dessas mudanças deve comprometer a qualidade gráfica, sendo possível jogar com excelentes gráficos em 4K.

A Geforce GTX 1080 Ti é para o gamer que vai jogar em 4K, 60FPs com qualidade Alta ou UItra

Como se trata de uma Founders Edition, traz algumas características típicas desses modelos. A Nvidia opta pelo design com um blower, que direciona o fluxo de ar pela parte das conexões, diretamente para fora do gabinete. Isso torna esse projeto atraente apenas para quem possui um gabinete com ventilação ruim, onde pode jogar o ar diretamente para fora. Em praticamente todas as situações, sem dúvidas a melhor opção é esperar pelos modelos das parceiras, que trarão sistemas mais eficientes de resfriamento, irão operar em níveis mais baixos de temperatura e que terão margens maiores de overclock, por consequência.

Não recomendamos esse modelo, pois projetos de parceiras farão uso mais eficiente do chip 1080 Ti que o modelo Founders Edition

Fique de olho no ADRENALINE FOR SALE para promoções em placas de vídeo e outros produtos

A GeForce GTX 1080 Ti é uma placa com um custo alto. Não chega ao patamar de uma Pro Duo e uma Titan X, dois modelos simplesmente inviáveis devido aos seus preços, porém suficientemente alto para bancar a compra de duas Radeon RX 480, por exemplo. É bom destacar que, além de duas Radeon não alcançarem o mesmo nível de desempenho de uma 1080 Ti, apostar na combinação de placas é uma opção arriscada já que sabemos da fragilidade desse tipo de sistema, apresentando problemas como tempos de quadros inconstantes e games que fazem péssimo uso de multi-GPU. Ou seja: para uma briga AMD vs Nvidia, nesse segmento, só esperando mesmo pelas GPUs Vega.

A GeForce GTX 1080 Ti é a melhor opção para quem deseja jogar em alta qualidade

Apesar de seu custo alto, a GeForce GTX 1080 Ti é a melhor placa para o gamer que quer a mais alta performance disponível no mercado, capaz de lidar até mesmo com a resolução 4K em qualidade Alta ou Ultra. Para os donos de monitores de altíssima taxa de atualização, ela também tem potencial para "cuspir" quantidades altíssimas de quadros por segundo em resolução menores, e aí melhor ficar de olho em uma CPU que consiga acompanhar (vejam que nos testes em GTA V em 1080p nossa CPU passou a ser o gargalo do sistema, por exemplo). Se você quer o "estado da arte" em placas de vídeo, e está disposto a desembolsar o alto custo, esse modelo é o que há de melhor para um PC Gamer.

Uma boa dica na hora de pesquisar o preço de placas de vídeo é ficar de olho no Adrenaline FOR SALE, tópico no fórum onde os usuários compartilham as melhores ofertas.

PRÓS
Alta performance em 4K
Baixo consumo
Suporte a tecnologias SLI HB, Ansel e Simultaneous Multi-projection
Conexões HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4
CONTRA
Preço elevado
Projeto Founders aquece muito
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado é responsável pelas análise de drones e alguns gadgets relacionados a fotos e vídeo, como Action Cams.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber