ANÁLISE: Gigabyte GeForce GTX 1080 AORUS Xtreme Edition

Placa de vídeo sonho de consumo de qualquer gamer entusiasta

Durante a CES 2017 nós conferimos em primeira-mão no espaço da Gigabyte a primeira placa de vídeo da empresa a levar o nome AORUS, um modelo com projeto bastante diferenciado usando o GPU NVIDIA GeForce GTX 1080. Para quem já conhece modelos da série Xtreme Gaming, a AORUS compartilha o projeto, porém traz alguns aperfeiçoamentos para deixar a placa ainda mais robusta, sendo um dos modelos mais imponentes do mundo sem sombra de dúvidas.

Em cenário internacional a GTX 1080 AORUS Xtreme Gaming foi lançada custando US$ 679,99, valor cerca de US$100 dólares acima de uma GTX 1080 G1 Gaming da própria Gigabyte – placa que está no mercado desde o lançamento dos primeiros modelos com esse GPU. Naturalmente o preço da AORUS tende a cair com o passar do tempo após o boom inicial, e por outro grande motivo: os boatos indicam o lançamento da GeForce GTX 1080 Ti muito em breve. Sendo assim, placas com GPU GTX 1080 com projeto muito diferenciado e preço alto podem sofrer com a chegada de um modelo mais potente.

Ainda não existe previsão de chegada da GTX 1080 AORUS Xtreme Gaming no Brasil e sequer se ela será lançada por aqui.

Site oficial da Gigabyte GTX 1080 AORUS Xtreme Gaming

Análise Gigabyte GeForce GTX 1080 G1 Gaming

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Especificações das placas
Abaixo as principais especificações da placa analisada ao lado de outros modelos.

Comparativo


NVIDIA Titan X (Pascal)

Gigabyte GeForce GTX 1080 AORUS Xtreme Edition

Gigabyte GeForce GTX 1080 G1 Gaming

NVIDIA GeForce GTX 1080

Preços

Preço no lançamentoU$ 1.199,00 U$ 679,99 U$ 649,99 U$ 699,00
Preço atualizadoR$ 7.000,00 U$ 679,99 R$ 3.262,90 R$ 3.150,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação16nm FinFET 16nm FinFET 16nm FinFET 16nm FinFET
ChipPascal GP102 Pascal GP104 Pascal GP104 Pascal GP104
Clock do GPU1417 MHz1759 MHz1696 MHz1607 MHz
Clock do GPU (Turbo)1531 MHz1898 MHz1835 MHz1733 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR5X GDDR5X GDDR5X GDDR5X
Interface de largura de BUS384 bit 256 bit 256 bit 256 bit
Quantidade de RAM|12GB| |8GB| |8GB| 8GB
Clock das memóriass1251 MHz1276 MHz1251 MHz1251 MHz
Clock efetivo10008 MHz10208 MHz10008 MHz10008 MHz
Largura de banda480 333 320 320.3

Características Gerais

Shading Units3584 2560 2560 2560
TMUs224 160 160 160
ROPs96 64 64 64
Pixel Rate136 GPixel/s112.6 GPixel/s102.8 GPixel/s110.9 GPixel/s
Texture Rate317 GTexel/s281.4 GTexel/s257.1 GTexel/s277.3 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes10.157 GFLOPS9.006 GFLOPS8.228 GFLOPS8.873 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 6 pinos {mais} 1x 8 pinos 2x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 8 pinos
Suporte à combinação de placasAté duas placas Até duas placas Até duas placas Até duas placas
Tipo de SlotDual-slot Triple-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa267 mm287 mm286 mm267 mm
TDP250 W180 W180 W180 W
Fonte recomendada600 W600 W500 W500 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI

Recursos

DirectX12.1 12 12.0 12.1
OpenCL1.2 1.2 1.2 1.2
OpenGL4.5 4.5 4.5 4.5
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

ExtrasSistema de cooler com três FANs Sistema de cooler com 3 FANs


 

Abaixo duas imagens retiradas do site TechPowerUp mostrando o PCB da placa, tanto a parte de cima como de baixo:

Fotos


Abaixo, algumas fotos que nós tiramos da placa. Como já destacamos, é um modelo bastante robusto, diferente da grande maioria de placas de vídeo atuais, ocupando o espaço de 3 slots PCI-Express. O que causa a necessidade de ocupar 3 slots é o sistema de cooler, mais alto do que os modelos tradicionais. É importante lembrar que placas de vídeo que ocupam 3 slots geram limitação na quantidade de placas de vídeo combinadas, sendo possível conectar "apenas" três placas ao mesmo tempo. Isso acontece justamente pela limitação de espaço disponível nas placas-mãe – a grande maioria delas suportará apenas duas placas 3 slots. Mas quem liga, não é mesmo?

Visualmente, a placa é muito bonita e imponente, trazendo LEDs sobre os fans e também no backplate traseiro, sobre o logo da série AORUS.

Modelo pode ser o melhor do mercado com esse GPU, mas chegou tarde

Como é possível notar, vários detalhes ajudam a tornar a placa um modelo mais personalizado do que o comum. Isso vai desde seu sistema de cooler aos detalhes com LEDs e também no backplate – onde, além do logo AORUS, outro detalhe chama a atenção. É o "dissipador" sobre o GPU, sendo assim temos o dissipador superior por onde passar o sistema de cooler, e um inferior com um material que também ajuda na dissipação, tudo visando melhor comportamento em overclock.

Por fim, temos 2 alimentadores de energia de 8 pinos, entregando maior energia para a placa e consequentemente oferecendo um cenário de overclock melhor, sempre lembrando que uma GTX 1080 comum tem apenas um conector de 8 pinos. Outro detalhe desse modelo assim como outros da série Xtreme Gaming, é que a Gigabyte adicionou conexões HDMI internas visando agradar aos usuários que montam o sistema pensando em realidade virtual. Como estamos falando de uma placa de alto desempenho, está entre os modelos mais indicados do mercado a trazer essa característica. A placa logicamente traz as tradicionais conexões no painel traseiro para monitores, sendo 3 DisplayPort 1.4, 1 HDMI 2.0b e uma DVI.

GTX 1080 AORUS vs GTX 1080 G1 Gaming
Abaixo fotos comparando a AORUS com outra placa-mãe da Gigabyte, mas com projeto mais modesto, a G1 Gaming. Fica bastante evidente a diferença entre os projetos, sendo a AORUS uma placa muito mais imponente, mas que na prática não deve ficar tão à frente da G1 Gaming, pois essa placa já tem ótimo comportamento, mesmo em overclock.

Abaixo uma postagem da placa que fizemos em nosso Instagram:


Sistema utilizado


Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Abaixo algumas fotos da placa instalada em nosso gabinete tradicional de reviews mostrando alguns de seus LEDs em funcionamento.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 2133Hz (2x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M - Site oficial
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum - Site oficial
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 378.66
- AMD Crimson 17.2.1

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11/DX12)
- VRMark (DX11)
- Battlefield 1 (DX11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa. Como podemos ver, ela tem clocks consideravelmente mais altos que a Founders Edition, exatos 152MHz no GPU e 200MHz nas memórias.

Overclock


Como toda placa GeForce 1000, o potencial de overclock das placas com GPU GeForce GTX 1080 é ótimo, alcançando clocks bem mais altos do que o padrão, e consequentemente entregando um bom ganho de desempenho dependendo do overclock realizado.

No caso da GTX 1080 AORUS, mesmo sendo uma das placas com os clocks mais altos do mercado vinda de "fábrica" com esse GPU, subimos ainda mais. Colocamos a placa trabalhando em 1850MHz no GPU e 11.208MHz nas memórias, isso representa o overclock de 91MHz no GPU e 1GHz nas memórias. Acima desses clocks, o sistema se comportava de forma instável em alguns dos testes. Como sempre aplicamos um overclock que valide toda a bateria de testes que fazemos, foi necessário parar por ai.

É um resultado bom, mas semelhante a outros modelos já considerados bons com o GPU GTX 1080. Isso porque o limite dos clocks foi atingido, sendo que sem modificações físicas não tem como ir muito além disso, ao menos não se você visa manter a longevidade da placa.

Apesar de se comportar bem em overclock,
entrega resultados semelhantes em outros bons modelos com mesmo GPU

O software utilizado para o overclock foi o AfterBurner, um dos melhores disponíveis para essa prática, até tentamos utilizar o próprio da Gigabyte, que tirando as funções de controle dos LEDs e dos FANs, não se mostrou muito interessante para overclock. Abaixo a tela do GPU-Z com o overclock aplicado.


Consumo de energia


Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura


Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

GTX 1080 AORUS está entre os modelos com sistema
que desliga os FANs em modo ocioso

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.


3DMark / VRMark


Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Agora o resultado em modo 4K: 

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:

VRMark
O teste VRMark consiste e ver como o sistema se comporta quando rodando cenas em Realidade Virtual. Caso o score atinja 5.000 pontos ou mais o sistema está apto para em teoria rodar bem games com essa tecnologia.


Testes em games
Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"


Battlefield 1


Como um dos games com a melhor qualidade gráfica já lançados, não teria como deixar ele de fora de nossa bateria de testes, sendo assim abaixo o comportamento das placas rodando o novo game da DICE.


GTA5


O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman


A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider


O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso(sendo assim não fizemos os testes com essa versão da API), mesma situação de "Hitman", sendo assim os testes são em DirectX 11.


The Division


O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3


"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.


A conclusão, ao analisar uma placa como essa GeForce GTX 1080 AORUS, é sempre a mesma história. Um placa de vídeo espetacular, imponente visualmente, todas as tecnologias mais recentes do mercado, alto overclock de fábrica e projeto diferenciado entregando mais possibilidades de ganho de desempenho. Mas chega custando um valor alto de mais. A placa acabou de ser lançada custando US$ 680 nos EUA (pesquisa feita no site newegg.com no dia 21/02/2017), exatos US$ 100 acima de uma GTX 1080 G1 Gaming, que já é uma ótima placa com o GPU GTX 1080, que entrega praticamente a mesma coisa para a grande maioria das pessoas.

Placa de vídeo é bonita e imponente, com alto desempenho e overclock de fábrica

Mas vale pagar essa diferença? Em nossa opinião, apenas se a ideia é montar algo visando chamar a atenção como algum casemod, ou mesmo se pretende utilizar o sistema em conjunto com algum óculos de realidade virtual – pois a placa traz características únicas para esse uso. Ainda assim é necessário comprar um dock para adicionar as portas na parte frontal do gabinete (caso ele tenha baia). Uma situação que pode ser um problema é que ela chegou consideravelmente tarde ao mercado, quase um ano após o lançamento das primeiras placas com esse GPU em maio de 2016. Como a AMD não tem concorrente a altura ainda, pois ainda não lançou a geração Vega, não seria tão tarde se a NVIDIA não estivesse planejando o lançamento da GeForce GTX 1080 Ti – ao menos de acordo com fortes boatos do mercado. Ou seja, investir em um modelo entre os mais caros do mercado e pouco tempo depois sair uma nova placa que pode entregar desempenho superior por valores próximos? Com certeza não é a melhor opção.

Mas vamos destacar que em vários testes o desempenho da AORUS se aproximou da Titan X. Não imagino que a NVIDIA mate a TITAN X com o lançamento da 1080 Ti como fez na geração passada, afinal por lógica tende a ser um produto mais barato. Mas vai saber, nesse mercado temos que cuidar com as afirmações que fazemos...

Fique de olho no ADRENALINE FOR SALE para promoções em placas de vídeo e outros produtos

Como colocamos, os U$100 de diferença para uma G1 Gaming com mesmo GPU é um valor alto de mais para se pagar, especialmente porque é possível colocar a G1 Gaming trabalhando com os mesmos clocks da AORUS sem nenhum problema. As principais diferenças entre os modelos ficam mesmo por conta do visual robusto, LEDs e característica para uso com óculos de realidade virtual.

Placa tem conexões HDMI internas para sistema voltado a realidade virtual

Uma boa dica na hora de pesquisar o preço de placas de vídeo é ficar de olho no Adrenaline FOR SALE, tópico no forum onde os usuários compartilham as melhores ofertas.

PRÓS
Alto desempenho
Opera em alta frequência overclockada de fábrica
Sistema de resfriamento eficiente e silencioso
Design robusto
Saltos consideráveis com GPU boost
G-Sync, VR-Ready, Simultaneous Multi-Projectionl, Ansel
Conexão HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR
Conexões específicas para óculos de realidade virtual
CONTRAS
Alto valor
Não traz benefícios práticos em cima de outros bons modelos mais baratos
Demorou para chegar ao mercado
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.