ANÁLISE: Gigabyte GeForce GTX 1050 Ti G1 Gaming

Resfriamento e alimentação mais avançados não compensam o custo adicional

Depois do lançamento da Titan X Pascal, GTX 1080, GTX 1070, GTX 1060 de 6GB e 3GB, agora foi a vez das duas últimas placas da série, a GeForce GTX 1050 e a GTX 1050 Ti, sendo elas os dois novos produtos mais "simples" da serie 10, chamados de modelos de entrada. Hoje vamos analisar o modelo GeForce GTX 1050 Ti G1 Gaming da Gigabyte, a melhor placa da empresa com esse GPU, diferente da ZOTAC GTX 1050 Ti Mini que também analisamos, esse modelo se difere por possuir clocks mais altos, um sistema de cooler mais parrudo e conector de energia de 6 pinos, prometendo assim um projeto para quem deseja tirar o máximo desse GPU.

A NVIDIA até o momento só havia focado em segmentos de mais alto desempenho com a sua nova microarquitetura Pascal. A dupla GTX 1050 e 1050 Ti enfim trazem a nova litografia "para as massas", com um custo muito mais acessível. Assim como antecessoras (GTX 950 e 750 Ti), temos aqui placas de alta eficiência, com baixo consumo e aquecimento, chegando a dispensar o uso de um conector adicional de energia e requerendo apenas uma fonte de 300 watts, algo que vemos em praticamente qualquer PC doméstico, inclusive os não gamers.

NVIDIA anuncia GeForce GTX 1050 e 1050 Ti
Artigo: O que é a tecnologia FinFET das novas placas de vídeo de AMD e Nvidia?

De acordo com o anúncio da NVIDIA, as placas com GPU GTX 1050 Ti chegam ao Brasil com preço médio de R$749, mas com certeza será possível encontrar modelos mais baratos. Ainda não sabemos o preço final desse modelo analisado da Gigabyte, mas ele deve ficar nessa média para cima, já que se trata de um modelo bastante diferenciado. A Gigabyte tem outros modelos mais simples que custarão menos.

Site oficial da placa Gigabyte GeForce GTX 1050 Ti G1 Gaming

 

A GTX 1050 Ti


As novas placas de entrada da NVIDIA chegam equipadas com um novo chip, o GP107. Ele é um chip bastante compacto, com apenas 132 mm² de área, sendo ainda menor que o presente na GTX 750 Ti, com 148 mm². Apesar da pouca área, ele faz bom uso da nova microarquitetura Pascal e por consequência consegue colocar mais núcleos CUDA nessa área menor, resultado do uso de transistores em 14 nanômetros FInFET. São no total 768, mesma quantidade presente na GTX 950 e 128 a mais que na GTX 750 Ti.

Dois produtos são baseados na GP107: a GTX 1050 Ti e GTX 1050. A primeira é o chip em todo seu potencial, com todos os seus núcleos CUDA, ROPs (64) e TMUs (48) ativadas. A GTX 1050 desabilita um SM, resultando em um total de 640 núcleos CUDA, 32 ROPs e 40 TMUs. As duas placas também diferem em outros fatores: a GTX 1050 opera em frequência base mais elevada (1354 vs 1290 MHz), já quando o assunto é memórias a GTX 1050 Ti possui mais, com um total de 4GB GDDR5 enquanto a GTX 1050 possui apenas 2GB GDDR5. Considerando os games atuais, jogar em FullHD com apenas 2GB já começou a ser um tanto arriscado.

De acordo com a NVIDIA, ambas as placas possuem muita margem para overclock, sendo que peças de engenharia alcançaram com facilidade frequências na casa dos 1900MHz, um aumento de frequências que observamos em outros produtos da linha Pascal de GPUs. Essas placas também tem outra característica em comum: ambas operam com TDP de 75W, o que significa que são capazes de funcionar sem necessidade de conectores adicionais de energia. Esse baixo consumo também se reflete em baixos requerimentos de fonte, sendo que a empresa recomenda uma de 300 watts, e também sistemas modestos de resfriamento, afinal placas que consomem menos tendem a aquecer menos. Isso viabiliza placas bastante compactas com essas GPUs.

Novas tecnologias Pascal

O grande destaque da geração Pascal é a troca da litografia. Com o uso dos 14nm FinFET, as placas baseadas nessa microarquitetura conseguem colocar mais transistores em menor área, entregando dessa forma mais performance. As placas baseadas nessa tecnologia também apresentam saltos em eficiência, aquecendo e consumindo menos energia que modelos das gerações anteriores. Curiosamente, o chip GP107 da GTX 1050 e 1050 Ti não são feitos pela TSMC e em 16nm como os demais modelos lançados até o momento: elas são feitas pela Samsung com um processo de fabricação um pouco mais compacto, o 14nm FinFET.

Artigo: O que é a tecnologia FinFET das novas placas de vídeo de AMD e Nvidia?

Uma tecnologia bastante interessante da nova geração é o Simlutaneous Multi-Projection (SMO), recurso que torna as placas Pascal mais eficientes na hora de renderizar múltiplas imagens com diferentes pontos de vista. Esse recurso possibilita a uma placa de vídeo baseada na nova arquitetura renderizar até 16 pontos de vista simultaneamente e de forma mais ágil que chips gráficos anteriores. Essa tecnologia tem duas aplicações muito interessantes: a realidade virtual e múltiplos monitores. Um detalhe importante: as GTX 1050 são as primeiras da linha Pascal a não trazer o selo "VR Ready", indicando que a Nvidia não considera essas placas potentes o suficiente para lidar com a realidade virtual.

A 1050 Ti traz os recursos da linha Pascal, mas não possui a certificação para a Realidade Virtual

O SMP também torna viável correções em imagens de usuários que utilizam mais de um monitor. Em combinações de múlltipos monitores é comum distorção nos cantos da imagem, com resultados pouco interessantes especialmente nas telas das laterais, que costumam exibir uma imagem "bastante esticada" por conta da renderização dos games estar mais focada em apenas uma tela. O SMP possibilita correções de perspectiva através do driver da placa, melhorando a perspectiva da imagem baseado na quantidade de monitores em uso e seu posicionamento.

Imagem Original


Imagem corrigida

Imagem corrigida através do Nvidia SMP

Outro recurso introduzido é o Ansel, uma tecnologia com um objetivo "artístico": se tornar uma ferramenta de captura de imagens com muito mais possibilidades que o tradicional "print screen". O Ansel é capaz de renderizar novos pontos de vista, fazer capturas em altíssima resolução e até mesmo capturar uma cena em 360º, tornando possível visualizar uma cena através de óculos de realidade virtual.

O Ansel é de fácil implementação em games, sendo que o SDK é aberto. Porém a Nvidia afirma que pode existir desenvolvedores que não irão implementar o recurso pois pode ser usado de forma indevida para ganhar vantagens em games competitivos, como ganhando maiores campos de visão ou perspectivas que possam ser exploradas. De acordo com a Nvidia, a tecnologia estará disponível em games como The Division, The WitnessNo Man's SkyUnreal Tournament e a próxima DLC de The Witcher 3.

Especificações
Abaixo as principais especificações da placa analisada ao lado de outros modelos.

Comparativo


Gigabyte GeForce GTX 1050 Ti G1 Gaming

NVIDIA GeForce GTX 1050 Ti

NVIDIA GeForce GTX 1050

NVIDIA GeForce GTX 950

Preços

Preço no lançamentoU$ 139,00 U$ 139,99 U$ 1,09 U$ 159,00
Preço atualizadoR$ 900,00 R$ 749,00 R$ 519,00 R$ 650,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação14nm FinFET 14nm FinFET 14nm FinFET 28nm
ChipPascal GP107 Pascal GP107 Pascal GP107 Maxwell GM206
Clock do GPU1366 MHz1290 MHz1354 MHz1024 MHz
Clock do GPU (Turbo)1480 MHz1392 MHz1455 MHz1188 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR5 GDDR5 GDDR5 GDDR5
Interface de largura de BUS128 bit 128 bit 128 bit 128 bit
Quantidade de RAM|4GB| |4GB| |2GB| |2GB|
Clock das memóriass1752 MHz1752 MHz1752 MHz1653 MHz
Clock efetivo7008 MHz7008 MHz7008 MHz6612 MHz
Largura de banda112.1 112 112 105.8

Características Gerais

Shading Units768 768 640 768
TMUs48 48 40 48
ROPs32 32 32 32
Pixel Rate43.7 GPixel/s41.3 GPixel/s43.3 GPixel/s32.8 GPixel/s
Texture Rate65.6 GTexel/s61.9 GTexel/s54.2 GTexel/s49.2 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes2.098,2 GFLOPS1,981.4 GFLOPS1,733.1 GFLOPS1.573 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 6 pinos Não requer alimentação via PCI-E Não requer alimentação via PCI-E 1x 6 pinos
Suporte à combinação de placasSem suporte Sem suporte Sem suporte Até duas placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa219 mm145 mm145 mm202 mm
TDP75 W75 W75 W90 W
Fonte recomendada350 W300 W300 W350 W
Conexões de vídeo1x DisplayPort 1.4, 3x HDMI 2.0B, 1xDVI 1x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 1x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 3xDisplayPort

Recursos

DirectX12.0 12.0 12.0 12.0
OpenCL1.2 1.2 1.2 1.2
OpenGL4.5 4.5 4.5 4.5
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

ExtrasSistema de cooler com 2 FANs

Tecnologias G1 Gaming


Abaixo algumas das principais tecnologias exclusivas da placa GTX 1050 G1 Gaming da Gigabyte:

Sistema de resfriamento Windforce 2X
A placa de vídeo conta com o sistema de resfriamento exclusivo da Gigabyte chamado Windforce 2X, com heat-pipes feitos em cobre puro que garantem 29% mais eficiência na dissipação de calor. Os fans possuem um design semi-triangular que também auxilia no resfriamento. De acordo com a empresa, o desenho das hélices do Windforce 2X permite um fluxo de ar 23% maior do que um fan convencional.

O sistema de resfriamento possui, ainda, a tecnologia 3D-Active, que torna os fans semi-passivos: quando a temperatura da GPU está estável, os fans param de trabalhar e um indicador LED é acesso no topo da placa de vídeo para avisar o usuário do estado de baixo-consumo.

Sistema de iluminação com cores customizáveis
A GTX 1060 G1 Gaming utiliza LEDs coloridos que podem ser customizados através do software XTREME Engine. O sistema utiliza o espectro RGB e conta com mais de 16.8 milhões de cores disponíveis, que podem ser visualizadas no corpo da placa de cinco maneiras diferentes (Cycling, Breathing, Flash, Dual Flash e Consistent).

Software Xtreme Engine
Através do software exclusivo para uso com as placas da empresa, é possível fazer overclock manual, utilizar perfis de overclock pré-programados, controlar a velocidade dos FANs e é claro, controlar o funcionamento dos LEDs da placa, onde será possível escolher tanto as cores que vão aparecer, assim como o modo que elas funcionam. Para quem não gosta das "luzinhas", basta desligá-las.

Fotos

 
A GTX 1050 Ti G1 Gaming da Gigabyte tem um projeto muito bom em se tratando de uma placa com esse GPU, trazendo um sistema de cooler com 2 FANs de 90mm, LEDs RGB, 5 conexões de vídeo sendo 3 delas HDMI 2.0b, além de um alimentador de energia de 6 pinos, não encontrado em modelos referência ou com propostas mais modestas.

Em nossa opinião, uma placa com características tão diferenciadas utilizando esse GPU não tem muito sentido pelo posicionamento da GTX 1050 Ti e pelos diferenciais que normalmente uma placa desse nível tem sobre modelos "normais" sem muitos extras, porém a comprovação vai sair nos resultados práticos, se vale ou não a pena todos esses diferenciais, que consequentemente aumentam o preço da placa.

Em se tratando das conexões, como destacamos acima, chama a atenção o fato da placa possuir nada menos do que 3 x HDMI 2.0b, nem modelos com o GPU mais potente dessa geração tem esse número de conexões HDMI. Ainda ainda possui uma conexão DisplayPort versão 1.4 com suporte a HDR e uma DVI totalizando o suporte a 5 telas.

Gigabyte GTX 1050 Ti G1 Gaming vs ZOTAC GTX 1050 Ti Mini
Colocamos lado a lado o modelo G1 Gaming da Gigabyte com o modelo Mini da ZOTAC, mostrando projetos bem diferentes com o mesmo GPU. A placa da Gigabyte é bem mais imponente, com um sistema de cooler mais parrudo, backplate na parte de traz, mais conexões de vídeo, porém a placa da ZOTAC é mais compacta, além de não trazer a necessidade do conector de 6 pinos existente no modelo da Gigabyte, em teoria esse conector proporciona clocks mais altos em overclock.

Gigabyte GTX 1050 Ti G1 Gaming vs GTX 960 G1 Gaming
Abaixo lado a lado a GTX 1050 Ti G1 Gaming com uma GTX 960 G1 Gaming também da Gigabyte, mostrando a diferença dos projetos, o modelo  GTX 960 com sistema de cooler bem maior, além da necessidade de 2 conectores de energia(a GTX 960 referência possui apenas um conector de 6 pinos). Na sequência da análise essas placas terão seus desempenhos comparados.


Sistema utilizado


Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 2133Hz (2x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M - Site oficial
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum - Site oficial
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 375.63
- AMD Crimson 16.10.1

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11)
- Far Cry Primal (D11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
Abaixo tela do GPU-Z mostrando algumas das principais características da placa analisada, que vem com GPU overclockado de fábrica em 76MHz acima da referência, as memórias não foram overclockadas.

Overclock
Como já destacamos na análise da GTX 1050 Ti Mini da ZOTAC, assim como demais placas da série GeForce 1000 esse GPU se comporta muito bem em overclock, apesar de ter a limitação de 75W, o modelo analisado vai um pouco além por possui um alimentador de energia de 6 pinos. Subimos o clock do GPU da placa para 1500MHz, são 210MHz acima do modelo referência no clock padrão, sendo que em Turbo Boost o clock chegou a 1614MHz, indo ainda além durante o gameplay. As memórias subimos para 8GHz, o padrão é 7GHz.

Esse overclock conseguiu entregar resultados melhores do que o overclock da GTX 1050 Ti Mini da ZOTAC, possivelmente relacionado ao fato da placa da ZOTAC estar limitada a alimentação de energia do conector PCI-Express, esse modelo da Gigabyte garante energia extra pelo seu conector de 6 pinos, que proporciona elevar mais os clocks da placa. Apesar de ser um atrativo interessante, ainda assim deixa a placa muito longe de uma GTX 1060 e mesmo da RX 470, então em nosso ponto de vista não vale muito a pena obrigar ao usuário uma fonte um pouco superior pelo que entrega, especialmente porque exige a conexão de um cabo de alimentação.

Abaixo podem conferir a tela do GPU-Z mostrando os clocks aplicados.

Testes

Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso.

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo. Aqui novamente a temperatura da placa quando overclockada ficou mais baixa devido os FANs ficarem trabalhando em 60% sempre, e não em modo automático como por padrão.

A GTX 1050 Ti da ZOTAC mantem seu FAN trabalhando em 100% a todo momento, já a G1 Gaming desliga seus FANs quando não há necessidade deles estarem funcionando, tecnologia que tem sido adotada por muitos parceiros tanto de NVIDIA como AMD.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.


Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Agora o resultado em modo 4K: 

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:

Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "injogável"


Far Cry Primal
O quinto game da série "Far Cry" leva o jogador a outra época, sendo um dos títulos atuais com destaque na boa qualidade gráfica e cenários muito bonitos.


Grand Theft Auto V
O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman
A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider
O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso(sendo assim não fizemos os testes com essa versão da API), mesma situação de "Hitman", sendo assim os testes são em DirectX 11.


 

Tom Clancy's: The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3: Wild Hunt
"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.

A Gigabyte caprichou ao implementar um sistema de resfriamento mais avançado e elevando os clocks, buscando extrair mais desempenho do chip GP107. O resultado porém, não foi interessante: se por um lado o uso de duas fans aprimoraram o resfriamento da placa, o aumento das frequências resultaram em um aquecimento maior do que o presente no modelo Mini da Zotac, que tem seu FAN trabalhando em tempo integral e garanto baixo desempenho ao GPU.

O maior problema é que se recebe pouco em troca. A placa entregou apenas 5% a mais que a performance que vimos no modelo mais modesto da Zotac, e mesmo buscando ampliar a vantagem fazendo uso do maior potencial de overclock disponível pela alimentação de energia adicional e do sistema de resfriamento mais eficiente, conseguimos ganhos na casa dos 10%, nas melhores situações.

Os aprimoramentos da G1 Gaming na GTX 1050 Ti trouxeram poucos ganhos de desempenho, porém encareceram o produto

Isso não seria um grande problema se esse sistema mais avançado de resfriamento e de alimentação não trouxesse, evidentemente, maiores custos. A GTX 1050 Ti G1 Gaming ainda não está disponível no país, e temos estimativas de preço na casa dos 800 a 900 reais. Esse orçamento coloca esse modelo próximo demais da Radeon RX 470, que depois de quedas consideráveis no seu preço está beirando os R$ 900, acaba sendo uma alternativa mais atraente que essa GTX 1050 Ti turbinada.

Em termos de performance, ela entrega desempenho suficiente para encarar qualquer game, mesmo os mais pesados, na resolução FullHD, com um gameplay na casa dos 50FPS com configurações gráficas no médio ou alto, dependendo do game. O investimento adicional para uma RX 470 traria essa realidade para a qualidade alta/ultra, como sempre, considerando algumas exceções, como o novo Deus Ex.

Essa placa é para quem deseja jogar games pesados em qualidade média ou alta, na casa dos 50 a 60FPS

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Com as alterações da Gigabyte, a GTX 1050 Ti Gaming acaba perdendo um pouco do que seriam as características mais interessantes desse chip da Nvidia: o baixo consumo e aquecimento, tudo em um projeto compacto e com baixo custo. Aumentando o porte do sistema de resfriamento e de alimentação da placa, acabamos tendo um aumento de custo e consumo que não representaram um ganho significativo em termos de performance, algo que acaba ficando ainda menos interessante ao vermos a RX 470 por um preço um pouco mais acima.

PRÓS
Alta eficiência
4GB de RAM é uma boa quantidade para FullHD
Overclockada de fábrica
Mais potencial de overclock com alimentação adicional e dupla de fans
Conexões HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4
CONTRAS
Performance insuficiente para VR
Aumento de preço aproxima demais da RX 470
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber