ANÁLISE: CounterSpy

ANÁLISE: CounterSpy

Desenvolvido pela Dynamighty e distribuído pela Sony para as plataformas da linha Playstation (PS4, PS3 e PS Vita), "CounterSpy" é um bom jogo independente de espionagem que traz elementos de plataforma 2.5D e mecânicas de tiro em terceira pessoa. Parece confuso, certo? Mas é só começar a jogar para você perceber que essa mistura improvÁvel dÁ certo em vÁrios momentos. E tirando uns probleminhas de repetição de objetivos, de inimigos e de design de fases, o game agrada como um todo, incentiva a continuar jogando na busca dos segredos e consegue divertir tempo suficiente para pelo menos zerÁ-lo.

Abaixo você confere a anÁlise do game.


História 

O enredo de "CounterSpy" acontece durante a Guerra Fria, época em que a rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética se resumia à corrida armamentista e às influencias das duas economias, políticas e culturas aos mais diferentes países do globo. Valia tudo pela busca de novos adeptos ao capitalismo (EUA) ou ao socialismo (URSS). No controle de um espião do grupo C.O.U.N.T.E.R., sua missão é se infiltrar na base das duas superpotências e impedir o lançamento de foguetes nucleares à Lua, que certamente causariam a destruição da Terra também.

Os motivos que levaram os dois lados a se unirem nessa causa é explicada antes de cada missão em diÁlogos rÁpidos, que são aprofundados dependendo dos itens que você recolher durante as fases. Aos poucos, é interessante ir descobrindo um lado alternativo de uma das épocas mais obscuras da História mundial. Só faltou um desenvolvimento melhor do personagem que você controla e, talvez, cenas animadas que ajudassem a contar o que estÁ acontecendo no jogo, pois ficar lendo diÁlogos estÁticos numa tela com design bem simplório é meio monótono e não passa praticamente nenhuma empolgação.


Jogabilidade

Na jogabilidade, o game traz uma ótima combinação entre espionagem, plataforma 2.5D (subir escadas, se pendurar, abrir portas) e tiro em terceira pessoa. Você deve ir passando pelos obstÁculos dos cenÁrios enquanto tenta não chamar a atenção de inimigos "armados até os dentes". Vale usar passagens secretas e tubulações de ar para abatê-los silenciosamente ou, quando a situação ficar mais apertada, caprichar na pontaria e eliminÁ-los um a um com tiros precisos na cabeça. Quanto mais Ágil e eficiente você for, menos estardalhaço você vai fazer e maiores serão suas chances de concluir as missões, que não são muito longas, mas podem ser bastante desafiantes na quantidade de inimigos espalhados ou podem se tornar bem difíceis, caso você fique sem paciência e comece a agir como se estivesse jogando qualquer  "Call of Duty" - o que não é nada recomendado, neste game.    

 

Ao percorrer os cenÁrios, você deve coletando provas da existência dos foguetes nucleares e sabotar as mÁquinas que controlam o lançamento deles. É preciso fazer isso sem ser percebido e manter o nível de procurado (que varia de 5 a 1) intacto pelo mÁximo de tempo que conseguir. Cada vez que for descoberto, deixar os guardas em alerta ou morrer, a numeração diminui, cortando também suas chances de ter sucesso. Se ela chegar a 1, você terÁ apenas 60 segundos para chegar ao computador central e desativar o lançamento dos foguetes. E se isso acontecer e você não tiver alcançado as partes finais das fases, a chance de êxito é praticamente nula e você terÁ que recomeçar o estÁgio para tentar outra vez. Por isso, cautela e estratégia contra os tipos de inimigos, que são bem repetitivos, são mais do que essenciais na aventura.

Ainda durante as missões, você também coleta dinheiro, partes de armas e fórmulas de itens que, uma vez reunidas, concedem novos armamentos e habilidades específicas para o seu personagem. Com o tempo você vai ficando mais poderoso, bastando apenas comprar as munições para poder usar os novos equipamentos. JÁ as habilidades podem ser compradas apenas antes de cada missão, num total de 3 delas por vez. UsÁ-las com sabedoria torna a experiência mais suave,  jÁ que a dificuldade é crescente e a inteligência artificial, embora seja um pouco inconsistente, não costuma perdoar seus erros mais grotescos. 


GrÁficos e Áudio

Na parte grÁfica, "CounterSpy" apresenta um aspecto cartunesco bem interessante que combina traços fortes com cores saturadas, mas sem nunca parecer exagero ou desconexo com a proposta. As fases, embora possuam uma mecânica de progressão bem repetitiva, têm vÁrios detalhes que ajudam a inserir o jogador na temÁtica, sendo bem bacana observar as escritas pelos cenÁrios, placas com avisos, veículos bélicos, manifestação do clima ou tipos de tecnologia disponíveis para se localizar nos lados capitalista e socialista.



No Áudio, a parte que mais se destaca é mesmo a trilha sonora, que varia de momentos mais serenos para outros mais agitados em questão de segundos. Tudo depende, obviamente, do seu progresso pelas missões. Passar pelos obstÁculos sem ser notado, no melhor estilo agente secreto, garante ótimas melodias que combinam perfeitamente com o clima de espionagem. A mesma premissa vale para quando é necessÁrio usar todo o seu potencial bélico contra os inimigos, agora regado a composições bem mais pesadas e estridentes. 


Considerações

"CounterSpy" apresenta uma combinação excêntrica - e divertida - de plataforma 2.5D com tiroteios em terceira pessoa numa temÁtica de espionagem que explora uma Guerra Fria alternativa. Embora tenha grÁficos estilizados, um ótimo sistema de habilidades e renda boas doses de estratégia nas missões, o game é repetitivo nos tipos de objetivos, no design de fases e na variedade dos inimigos, defeitos que acabam estragando a experiência e impedindo que ela se torne marcante e indispensÁvel.

PRÓS
Combinação de gêneros: plataforma 2.5D + tiro em terceira pessoa
Sistema interessante de habilidades
Arsenal variado
Clima de espionagem verossímil 
TemÁtica: Guerra Fria alternativa
CONTRAS
Repetição excessiva de objetivos, inimigos e design de fases
IA inconsistente
Curta duração
  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.