ANÁLISE: Sapphire R9 285 Dual-X OC

ANÁLISE: Sapphire R9 285 Dual-X OC

A Radeon R9 285 é a estreante do chip Tonga Pro, e diferente do que a nomenclatura pode levar a entender, ela não se posiciona entre a R9 280X e R9 290. Esta placa é uma intermediÁria entre a R9 280 e 280X, com os mesmos 1792 processadores Stream da R9 280, clock base mais baixo mas capaz de superar esta placa com o Turbo Boost. Por sinal, esta placa irÁ substituir a R9 280, que serÁ descontinuada.

O chip Tonga chega com o objetivo de trazer uma maior eficiência que os Tahiti, com mais poder de processamento por ciclo, o que possibilita manter a performance com uma menor quantidade de transistores ao mesmo tempo que reduz o consumo e o aquecimento. Ela também traz as novidades das novas GPUs Hawaii, como a arquitetura Graphic Core Next 1.1, a tecnologia XDMA CrossFire (que dispensa o uso do cabo bridge) e o suporte ao DirectX 12.

O modelo desta anÁlise, desenvolvido pela Sapphire, traz entre seus diferenciais o projeto de resfriamento próprio, com duas ventoinhas e um conjunto de heatpipes que prometem manter a temperatura sob controle sem produzir muito ruído. Os clocks também ganharam modificações, operando em 965MHz na GPU e as memórias estão a 5.6GHz (o modelo de referência vem em 918MHz e 5.5GHz, respectivamente).

A placa chegou ao mercado com o valor de US$ 270, 20 dólares a mais que o preço do modelo referência. Este valor a coloca próxima do cobrado nos modelos "mais em conta" da GTX 770, e abaixo dos US$ 290 cobrados em média na R9 280X, apesar que não é impossível achar esta placa pelos mesmos US$ 270. Ainda não termos o preço oficial para o Brasil, mas especulando a partir dos valores do exterior, ela possivelmente acima dos R$ 1.000, entre os valores cobrados pela GTX 760 e 770.


Fotos
O acabamento do modelo que recebemos é muito bom, uma placa diferenciada da Sapphire da linha Dual-X, com sistema de cooler com dois FANs, sempe nas cores roxas, característica de vÁrios modelos da empresa.

Diferente da R9 280 e 280X que precisam de um conector de energia de 8 pinos e outro de 6 pinos, a R9 285 possui TDP menor e dessa forma precisa de menos energia para funcionar, sendo assim ela requer 2 conectores de 6 pinos.

Outro grande destaque da placa, é que assim como os modelos R9 290/290X, ela não possui conectores Crossfire na parte superior, sendo que a tecnologia agora passar a fazer todo o processo via slots PCI-Express, sem necessidade dos conectores Crossfire. A Sapphire também adotou um botão para alternar entre as duas bios disponíveis, diferente da maioria das empresas que coloca um disjuntor.

Nas fotos abaixo comparamos a R9 285 da Sapphire com a R9 280X da PowerColor e a R9 280 da Gigabyte. A nova placa tem tamanho do PCB levemente menor e, além da mudança dos conectores de energia PCI-E que jÁ destacamos, também difere das placas da série R9 280 em se tratando das conexões de vídeo, como podem ver, sai as duas Mini DisplayPort e entra uma DisplayPort tradicional.

Sistema Utilizado
Como de costume, utilizamos uma mÁquina top de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage IV Black Edition e processador Intel Core i7 4960X overclockado para 4.5GHz para os testes, a ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas. Abaixo, algumas fotos da placa montada no sistema:

A seguir, o menor preço encontrado de cada um dos modelos utilizados nos comparativos ou de algum modelo semelhante caso o mesmo no esteja disponível(pesquisa feita no dia 28/08/2014 no site kabum.com.br - o valor pode alterar dependendo a data da procura). Esse valor serÁ utilizado para calcular a "relação custo vs desempenho".

XFX Radeon R9 280X BE 3GB - R$ 1417
PowerColor TurboDuo R9 280X 3GB - R$ 1140
HiS Radeon HD 7970 IceQ X Turbo 3GB - R$ 1500
Sapphire R9 288 Dual-X OC 2GB - R$ 1200 (preço estimado)
GIGABYTE Radeon R9 280 OC 2GB - R$ 1100
HiS Radeon HD 7950 IceQ Turbo 3GB - R$ 900
PowerColor TurboDuo R9 270X 2GB - R$ 826

NVIDIA GeForce GTX 770 2GB - R$ 1200
NVIDIA GeForce GTX 760 2GB - R$ 795
NVIDIA GeForce GTX 680 2GB - R$ 1690
NVIDIA GeForce GTX 670 2GB - R$ 1000

Mais abaixo detalhes da mÁquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

MÁquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 4960X @ 4.5GHz
- Memórias 32 GB (4x8GB) DDR3-2400MHz Kingston HyperX Beast
- SSD Kingston HyperX 3K 480GB
- HD 2TB Sata3 Seagate Barracuda
- Fonte Cooler Master SPH 1300W
- Cooler Noctua NH-U14S

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 8.1 Pro 64 Bits
- Intel INF 9.4.0.1027
- NVIDIA GeForce 340.52 WHQL
- AMD Catalyst 14.7 RC3

Aplicativos/Games
- 3DMark (DX11) 
- Unigine HEAVEN Benchmark 4.0 (DX11)
- Battlefield 4 (DX11)
- BioShock Infinite (DX11)
- Crysis 3 (DX11)
- GRID 2 (DX11)
- Metro: Last Light (DX11)
- Tomb Raider (DX11)

GPU-Z
Abaixo, temos a tela principal do aplicativo GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa de vídeo.


Overclock
A R9 285 Dual-X da Sapphire se comportou muito bem em overclock. Subimos o clock do gpu de 965MHz para 1130MHz, e das memórias de 5.6GHz para 6GHz com a placa totalmente estÁvel sem necessidade de nenhuma alteração de voltagem. Nos testes mostrarem como foi o comportamento dela.

Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um bastante importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Os testes foram feitos todos em cima da mÁquina utilizada na anÁlise, o que dÁ a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da mÁquina e não apenas da VGA. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

 

No teste de carga, rodamos o 3DMark. O aplicativo exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS.: No teste em modo ocioso consideramos 5w como margem de erro. JÁ no teste rodando o aplicativo 3DMark 11, consideramos 15w como margem de erro, devido à grande variação que acontece testando uma mesma placa.

Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark (2013)

Rodamos a versão mais recente do aplicativo de testes da Futuremark, com o teste mais exigente da nova ferramenta, o Fire Strike. Abaixo os resultados:

Unigine HEAVEN Benchmark 4.0
Agora em sua nova versão, o HEAVEN 4.0 é um dos testes sintéticos mais "descolados" do momento, pois tem como objetivo mensurar a capacidade das placas 3D em suportar os principais recursos da API grÁfica DirectX 11, como é o caso do Tessellation.

O teste foi dividido em duas partes: uma sem e outra com o uso do Tessellation em modo "extreme", ambas a 1920x1080 com o filtro de antialiasing em 8x e anisotropic em 16X.

O primeiro teste, com o Tessellation desativado:

E o segundo com o Tessellation ativado em modo EXTREME:

Testes em games
Agora vamos ao que realmente importa, os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Battlefield 4
"Battlefield 4" é um referencial da plataforma PC quando se trata de grÁficos de alta qualidade. O game foi todo desenvolvido sobre a Frostbite 3, nova engine da produtora DICE.

BioShock Infinite
O game "BioShock Infinite" é outro grande sucesso de crítica desenvolvido pela 2K Games, abaixo desempenho das placas comparadas rodando ele:

Crysis 3
Sendo o game "Crysis 3" um dos mais incríveis jÁ desenvolvidos quando o assunto é grÁfico, não poderíamos deixar ele de fora de nossos testes em anÁlises de placas de vídeo.

GRID 2
O game "GRID 2" jÁ não é o mais recente da série, mas utiliza a mesma engine de "GRID Autosport", sendo uma boa referência de desempenho em games de corrida.

Metro Last Light
Outro excelente teste que exige o mÁximo das placas de vídeo é o game "Metro: Last Light" que, junto com outro, é referência de qualidade grÁfica em games para PC.

Tomb Raider
O game marca o reboot da histórica franquia de Lara Croft, desenvolvido pela Crystal Dynamics com sua engine própria, a Crystal Dynamics Engine.

Conclusão
A R9 285 Dual-X da Sapphire trouxe uma performance bastante semelhante a da R9 280, o que não chega a ser um demérito considerando que temos um novo chip com menos transistores que, através de otimizações, busca entregar o mesmo desempenho consumindo menos energia.

Em alguns momentos vemos um salto e tanto, algo perceptível principalmente no Bioshock: Infinite. O salto de 20% de performance sobre a R9 280, que faz esta placa quase alcançar a GTX 770, só acontece neste game, o que nos leva a desconfiar que o que acontece aqui é uma melhor otimização dos drivers. A R9 285 utilizou uma versão beta lançada para suportar ela, tentamos rodar outras placas como a R9 280X sobre essa versão dos drivers, mas curiosamente não é compatível, dessa forma não foi possível confirmar se é alguma otimização dos drivers ou se o gpu que possibilitou esse ganho de desempenho.

Um detalhe interessante da Radeon R9 285, jÁ conhecido pelas placas da série R9 290, é que ela não necessita mais dos conectores Crossfire para fazer a "ponte" entre as placas de vídeo, agora o processo é feito todo através dos slots PCI-Express sem necessidade do usuÁrio fazer qualquer tipo de ligação entre as placas.

Preço vs Desempenho
Colocando em perspectiva o valor pago vs a performance da placa, entramos na seguinte questão: não sabemos ainda o preço pelo qual serÁ vendida a R9 285 no Brasil. Estimando em relação ao preço cobrado no exterior, e colocando na conta fatores como "ser um lançamento", cogitamos que ela chegue um pouco mais cara que a R9 280, que estÁ sendo vendida na casa dos R$ 1.100.

Sendo assim, baseamos nosso cÁlculo no valor de R$ 1.200, um intermediÁrio entre a R9 280 e R9 280X, e neste cenÁrio, ela não se sai muito bem. Mas é preciso ficar atento: caso o valor se mostre menor que isto, como na casa dos R$ 1.150, a relação performance x custo da R9 285 jÁ sobe para 34, fazendo com que ela supere a R9 280. Se ela chegar pelos mesmos R$ 1.100, irÁ se distanciar mais da placa anterior, com um score de 35,6. Em "condições normais", ela se situa entre a GTX 760 e 770.

Vale destacar que em cenÁrio internacional os modelos mais baratos chegam custando U$250, valor semelhante ao cobrado pela GTX 760, sendo a placa da AMD consideravelmente mais rÁpida em vÁrios testes.

Abaixo o grÁfico de custo vs desempenho das placas comparadas nessa anÁlise. 

Formula do calculo:  FPS somados dos games: BF4, BioShock, Crysis3, GRID2, MLL e Tomb Raider * 100 e dividido pelo valor da placa em reais. O valor de cada placa estÁ em "Sistema Utilizado".

Bom desempenho, com ótimo ganho quando overclockada e menor consumo de energia que as demais placas da série R9 280, mas por se tratar de lançamento deve chegar custando mais que a R9 280, diferente do que acontece fora do país

 

PRÓS
Sistema de cooler melhor do que o referência
Overclockada de fÁbrica com bom ganho quando re-overclockada
Se iguala e até supera a R9 280 em desempenho, superando consideravelmente a GTX 760 em vÁrios testes
Menor consumo de energia que placas R9 28x(mas abaixo do esperado na prÁtica)
Não precisa mais de conectores para Crossfire
Suporte a AMD FreeSync
CONTRAS
Apesar de ter TDP bem menor que as R9 28x, na pratica não refletiu tanto a seu favor
No Brasil deve chegar custando mais do que a R9 280 por se tratar de lançamento
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.