ANÁLISE: Valiant Hearts: The Great War

ANÁLISE: Valiant Hearts: The Great War

Valiant Hearts é mais um título "estilo indie" desenvolvido e produzido pela Ubisoft. Com uma arte muito única e um estio de quadrinhos, o jogo traz uma abordagem bastante sensível e impactante da Primeira Guerra Mundial. Mas nem por isso ele deixa de ser um jogo, ou seja, hÁ alguns puzzles interessantes e variações bem legais na jogabilidade. E tem um cachorro! :D

Vídeo-anÁlise

História

A história é o foco e atenção principal de Valiant Hearts. Não só a história dentro da narrativa do jogo, mas também a história real, da humanidade, durante a Primeira Grande Guerra. E nisso o jogo jÁ leva uns pontinhos. Saindo do velho clichê da Segunda Guerra, que deve aparecer em centenas de jogos, o game não quer o jogador apenas matando hordas de nazistas sem pensar. AliÁs, pelo contrÁrio, abordando o aspecto mais humano da guerra, do sofrimento de suas vítimas, "pensar" é justamente o que Valiant Hearts espera que seus jogadores façam. Inclusive na jogabilidade para resolver seus puzzles.

Entrelaçados com os itens colecionÁveis que podem ser obtidos no jogo e com cada cenÁrio novo que surge conforme o jogador avança, surgem fatos históricos que oferecem maior contexto e imersão na situação completamente entristecedora que é uma guerra. Para o jogador mais engajado que ler cada uma das pÁginas de informações oferecidas pelo game, Valiant Hearts torna-se uma verdadeira aula de História.

Jogabilidade

Quando disse que o game espera que o jogador pense até na hora da jogabilidade, em resolver os puzzles, era verdade, mas o jogo não quer lhe fazer pensar tanto assim. Os quebra-cabeças são relativamente simples e conforme você demora para resolvê-los, são oferecidas dicas. É um total de três, cada uma com um intervalo de tempo maior entre uma e outra, mas, dificilmente o jogador vai precisar de uma sequer, imagine três. A inserção do cachorro aqui torna bem diferenciada a solução de algumas das situações e enriquece o gameplay.

Além dos puzzles, que quando muito simples podem chegar a ser tediosos, existem também momentos diferentes de jogabilidade que são muito bem vindos, onde o jogar precisa desviar de explosões ou fazer curativos acertando o ritmo certo de apertar determinados botões. Também hÁ uma variação entre personagens que ajuda a tornar o jogo um pouco mais dinâmico. Não hÁ uma diferença imensa entre eles, mas hÁ o suficiente para dar um novo fôlego quando troca o protagonista durante a jogatina.

GrÁficos e Som

Os grÁficos de Valiant Hearts são outro ponto forte do jogo, com desenhos muito originais num estilo "cartunizado" que não se espera num game com tanta profundidade dramÁtica. O resultado final é impactante e muito bom, o que dÁ muita identidade e personalidade para o game. Além disso, como de costume para a Ubisoft, pelo menos a parte textual estÁ inteiramente em português brasileiro.

A parte de som fica mais pela trilha sonora. Não hÁ um trabalho real de dublagem jÁ que os personagens não falam, tendo apenas um narrador para a contextualização histórica de cada momento do game. As músicas em alguns momentos ficaram muitíssimo bem escolhidas (com destaque para a cena em que se foge de um borbadeio num carro em alta velocidade), mas em outros a trilha não chega a se destacar, ficando apenas de pano de fundo, nem ruim, nem ótima

Conclusão

Valiant Hearts não chega a ser uma obra-prima na vasta coleção de títulos indies excelentes que vimos aparecer na última e na atual geração, mas tem seu valor e deve receber uma atenção especial principalmente dos jogadores que gostam de história. E quando digo história aqui, falo da História, do mundo real.

Os personagens são interessantes o suficiente para prender a atenção e os puzzles, de vez em quando muito simples, ainda geram diversão quando acabam propondo um desafio maior. A ambientação diferenciada e os grÁficos são outro ponto que dão a Valiant Hearts o mérito de merecer, pelo menos, um teste.

PRÓS
Contexto histórico diferenciado
Fatos históricos ajudam a compor a ambientação
Personagens carismÁticos e desenvolvimento interessante
VÁrios "colecionÁveis" para encontrar no cenÁrio
Arte original
CONTRAS
Puzzles às vezes muito simples
Pouca variação na jogabilidade entre os personagens
  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.