ANÁLISE: Sentey PhoeniX GS 5700

ANÁLISE: Sentey PhoeniX GS 5700

PhoenyX G 5700 é um teclado gamer da Sentey, com um visual bastante exótico, retroiluminação, teclas Macro customizÁveis e até três perfis ajustÁveis de funcionamento.

Especificações técnicas

Mecanismo das teclas: Gel de Sílica
Teclas simultâneas: 8 Teclas
Durabilidade estimada de teclas: 50 milhões de vezes
Key Force: 50gr
Número de teclas: 114 (padrão americano)
Botões Macro:  7 programÁveis, uma de troca de perfil, uma de retroiluminação e Winlock
Memória interna: 128K
Backlight: Fundo com Brilho de LED Azul
Perfil de luminosidade: Três níveis de brilho
Profiles: 3 perfis customizÁveis
Usb Ports Não
Audio Jack Não
Connector: USB 2.0 banhado a ouro
Cable: Cabo de tecido trançado, comprimento de 1.8 metros
Tamanho: 48.5 x 16.2 x 2.85 cm
Cor: Preto Fosco
Peso: 663.5gr

Design e ergonomia

Diferente de outros teclados gamers, que costumam ter um design bastante imponente, o PhoeniX segue o caminho oposto: bordas estreitas e um tamanho enxuto, algo que deve ser um ponto positivo para pessoas que não possuem muito espaço na mesa disponível. Em alguns pontos, as bordas ficam praticamente alinhadas com as teclas, como acontece no centro, na parte do topo e base do teclado. Este formato não serÁ interessante para aqueles que preferem uma larga base para o pulso, com uma inclinação gradativa até a chegada das teclas.

Os botões de Macro estão localizados nas laterais direita a esquerda, mais próximo ao topo. Eles não possuem muito relevo, o que não auxilia no momento de localizÁ-los. Outro ponto que pode incomodar é o formato: os botões vão gradativamente afunilando, o que faz com que os últimos botões sejam estreitos e pequenos, dificultando mais seu acionamento. Outra opção estranha é seu posicionamento no topo esquerdo, jÁ que localizar estas teclas adicionais nas laterais e na parte mais baixa facilita mais seu uso.

As teclas tem um perfil intermediÁrio, com mecanismo baseado em gel de sílica. Apesar de não competir com teclados do tipo mecânico, o Phoenix GS 5700 tem boa responsividade, com um feedback eficiente.

Um recurso extra muito interessante são as teclas adicionais. São um total de oito teclas na cor laranja, que podem ser utilizadas no lugar das teclas tradicionais. O principal objetivo destes adicionais é demarcar mais claramente botões de maior interesse. Assim, você pode substituir o tradicional "ASWD" por estas teclas diferenciadas, que além da cor chamativa, vem com uma textura mais Áspera e que facilita a localização através do tato e que dispensa o famoso "catar milho", quando temos que olhar para encontrar o botão.

Performance e customizações

Com mecanismo baseado em gel de sílica, com um mecanismo de acionamento do tipo membrana, o Phoenix não chega a competir com a eficiência dos teclados do tipo mecânico, ainda assim sua resposta é bem interessante, se saindo melhor que muitos periféricos com este tipo de mecanismo. O feedback é bastante perceptível, e a resposta tem uma boa performance.

No software de customização, porém, passamos trabalho. O aplicativo de ajustes possui uma interface onde claramente hÁ muito espaço para melhorias, com um visual muito carregado, ícones e botões minúsculos e uma falta de instruções claras de como operÁ-lo. O aplicativo também fica bem atrÁs de concorrentes, sem capacidade de ajustes na aparência do teclado com configuração do funcionamento da retroiluminação, por exemplo.

Apesar de suas limitações, o software é capaz de cumprir sua função bÁsica: edita os perfis de uso e também tem a capacidade de configurar as funções das teclas, sendo possível modificar o funcionamento da grande maioria dos botões, com raras exceções fixas como o botão que trava o botão Windows e o que altera as luzes. 

Conclusão

O PhoeniX GS 5700 é uma opção interessante para quem busca um teclado gamer com retroiluminação, alguns botões adicionais e possibilidade de configuração de macros. Seu feedback e funcionamento é eficiente, e entrega boa performance para o segmento de teclados com este mecanismo em gel sílica.

Em contrapartida, ele ainda apresenta alguns problemas: seu software de configuração precisa de melhoras, principalmente na interface, para tornar a customização e adição de Macros de forma mais simples. O formato dos botões de Macro também não me agrada: seu formato, perfil baixo, e a localização ficam a desejar, e não é simples acionÁ-los. Ao menos sem olhar, é bastante complicado.

As bordas finas trazem benefícios e seus problemas, também. É um teclado bastante portÁtil, o que deve ser ótimo para quem tem espaço mais restrito em sua mesa. Diferentes de outros modelos gamers que abusam nas "firulas", o PhoeniX é bem objetivo e, mesmo trazendo alguns detalhes diferenciados, conseguiu se manter bastante compacto. Porém, para aqueles que gostam de um apoio para os pulsos com uma inclinação gradativa, podem se incomodar com o "vão" que se forma logo abaixo da barra de espaço, e a forma "abrupta que o teclado começa", em sua base.

O Phoenix vem com um custo um tanto salgado: chega com preço sugerido de R$ 299, o que nos coloca em uma situação parecida com o que vimos no Ozone Blade: dÁ para encontrar teclados mais baratos com estes recursos, como teclas macro adicionais e retroiluminação e, pior, alguns teclados mecânicos como o Corsair K60, com um sistema mais adequado para quem quer alta performance em jogos, jÁ aparecem à venda por R$ 350, um investimento adicional que compensa se você quer eficiência e não vê problema em abrir mão da retroiluminação e da barulheira que este tipo de mecanismo faz, por exemplo.

O PhoeniX traz todos os recursos bÁsicos para um teclado gamer, com elementos de customização, funções como o bloqueio da tecla Windows e a retroiluminação, que tornam este um periférico para quem deseja montar um set gamer sem partir para as opções do tipo mecânico.

 

PRÓS
Retroiluminado
Teclas Macro adicionais
8 botões de formato diferente substituíveis
Compacto e leve
CONTRAS
Software de configuração confuso e com poucas funções
Botões Macro de perfil baixo e difíceis de alcançar
Sem opção ABNT-2}
Preço próximo de teclados mecânicos
Assuntos
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".