ANÁLISE: Dead Rising 3

ANÁLISE: Dead Rising 3

Dead Rising 3 é um exclusivo para o Xbox One que não recebeu a mesma atenção que Ryse: Son of Rome. O que é injusto, pois o jogo traz boas inovações para a franquia e toneladas de diversão, apesar da dublagem e de algumas falhas aqui ou ali. Confira o restante da anÁlise abaixo para saber tudo o que achamos do game!

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História e Jogabilidade

Dead Rising nunca deu tanta atenção à história quanto à jogabilidade e no terceiro título da franquia, as coisas não mudaram muito. O personagem principal é Nick, um mecânico que, apesar do bom coração, sabe dar umas porradas quando precisa. A história segue a típica infestação zumbi que deixa os sobreviventes presos numa cidade prestes a ser bombardeada pelo governo. O jogador tem 15 dias para achar um jeito de fugir. Nada de muito inovador, até o momento em que Nick é mordido... A partir daí é jogar pra saber o que acontece.

O jogo traz a sua mecânica jÁ consagrada de quase todo objeto poder ser usado como uma arma, além de oferecer a possibilidade de combinÁ-los e criar "armas de combo" muito mais poderosas. Mas, agora, o jogador pode fazer isso também com veículos. A dirigibilidade de Dead Rising 3 é bastante ruim, mas é tão divertido atropelar hordas de zumbis em todo tipo de veículo mais maluco possível, que as coisas ficam perdoÁveis. HÁ também a adição dos comandos de voz, que ajudam a dar uma dinamicidade ao gameplay, permitindo ao jogador emitir ordens para os sobreviventes que estiverem ajudando sem ter que apertar botões. Ótimo recurso para quem estÁ jogando sozinho, mas se tiver mais alguém na sala, os comandos podem se cruzar e atrapalhar. O Thiago me mandou "largar alguma coisa" enquanto eu jogava e o Nick largou a arma dele num momento bastante inapropriado...

A movimentação do personagem pode ser imprecisa às vezes e pegar um item específico no meio de vÁrios outros pode ser um desafio, coisas que não são pontos positivos no jogo, mas não chegam a estragÁ-lo, jÁ que tudo acontece de maneira muito caótica e o jogador nunca para. Todas essas características da jogabilidade resolvem bem ao longo do jogo, mas os defeitos ficam exacerbados nas batalhas contra chefes e humanos, que podem ficar bastante "desengonçadas". 

Multiplayer

O multiplayer do game se dÁ de maneira muito simples. Ou você entra no game do host, ou ele entra no seu. O host sempre joga como Nick, o protagonista, e o outro jogador fica com o Dick, secundÁrio. O jogo automaticamente busca por jogadores que estejam na mesma altura que você na história, e o progresso é salvo no seu jogo, mesmo que você não seja o host.


A experiência do multiplayer é interessante, mas não muito boa jogando com estranhos. Você pode estar a fim de avacalhar num momento que o outro jogador quer "jogar direito" e o contrÁrio pode acontecer. O ideal, aqui, é jogar com um amigo. Aí sim a experiência se torna bacana e muito mais divertida, oferecendo realmente um diferencial considerÁvel para Dead Rising 3. 

GrÁficos e Som 

Os grÁficos em Dead Rising 3 não são os melhores da geração. Levando-se em conta que o game é estilo mundo aberto, com um mapa de tamanho relativamente bom e centenas de zumbis e itens no cenÁrio, é entendível porque as texturas estejam abaixo de um Killzone: Shadow Fall da vida, mas isso não significa de jeito nenhum que os grÁficos sejam ruins. Os personagens são bem desenhados e têm boa expressividade e os zumbis são bastante variados.

O som do jogo é a pior parte. A dublagem original jÁ não é das melhores, mas em português brasileiro (por mais que seja bem-vinda e agradecemos cada vez mais jogos saírem assim) é terrível a ponto de acabar com a imersão do jogo. Quando o jogador finalmente se acostuma com as interpretações dos personagens principais, aparece algum novo, igualmente ruim, que acaba com a experiência toda. Um bom exemplo é o monge de mais de 60 anos com a voz do Goku, de Dragon Ball Z.

Conclusão

Dead Rising 3 é extremamente divertido. Do que se tem disponível atualmente para o Xbox One, em matéria de exclusivos, certamente esse jogo deve estar no topo da sua lista de prioridades. Apesar da dublagem muito ruim, alguns dos personagens ainda conseguem ser bastante cativantes, especialmente o Nick com seu jeito de bom moço.

Este pode até não ser um game extremamente imersivo e compenetrado, mas para passar o tempo despreocupado e se divertir, talvez seja a melhor opção da oitava geração no momento.


PRÓS
CONTRA
  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.