ANÁLISE: Nokia Lumia 925

ANÁLISE: Nokia Lumia 925

O Lumia 925 foi o "pedido de desculpas" da Nokia por entregar um 920 pesado e espesso – mas ainda assim, muito bom. Além de pesar 46 gramas a menos, ser 2,2mm mais fino e ter uma imperceptível redução na largura e altura, o 925 possui outras modificações. A tela é AMOLED e não IPS, e a câmera tem uma alteração no tamanho da lente. A redução nas medidas teve outro preço: não há sensor de carregamento por indução e a memória de armazenamento interno dos modelos vendidos no Brasil possui 16GB, e não 32GB como o 920. As outras especificações são as mesmas entre os dois modelos.



Lumia 925
Galaxy S4
iPhone 5
Processador
MSM8960 Snapdragon, dual-core, 1.5GHz Cortex-A15,
Quad-core 1.6 GHz
Apple A6,
Dual-core 1.3 GHz
Armazenamento
16GB (interna)
16/32/64GB(interna)
64GB (microSD)

16/32/64GB (interna)
Memória RAM
1GB 2GB 1GB
Sistema operacional
Windows Phone 8

Android 4.2/
upgrade para 4.3

iOS 7
Câmeras
Traseira 8MP /
Frontal 1.3MP
Traseira 13MP / Frontal 2MP Traseira 8MP /
Frontal 1.2MP
Tela
4.5" AMOLED
768x1280
5" Super AMOLED
1080 x 1920
4' LCD IPS
640 x 1136
Dimensões
129 x 70.6 x 8.5 mm 136.6 x 69.8 x 7.9 mm
123.8 x 58.6 x 7.6 mm
Peso
139g 130g 112g
Bateria
Li-Ion 2000 mAh Li-Ion 2600 mAh Li-Po 1440 mAh
LTE

HDMI

NFC
Dois chips SIM
Preço (15/01/14)
R$ 1.499
R$ 1.699
R$ 2.299

Design e tela
Desculpas aceitas, Nokia. O Lumia 925 é leve e fino, sem problemas de ergonomia. Mas ao contrário do 920, ele não possui corpo de policarbonato único. Apenas a traseira é feita com o plástico resistente, enquanto as bordas, de metal, são mais fáceis de amassar e deixam o estrago mais visível quando o aparelho cai em pé no chão, por exemplo. Em modelos claros, como o branco e o prata, essa junção deve ter ficado mais bonita do que no aparelho na cor preta que analisamos.

A tela AMOLED é um trunfo do aparelho. Além de consumir menos energia que a IPS-LCD, fornece bons ângulos de visão sem a distorção das imagens. Ela conta com recursos como o Clear Black, que deixa o preto realmente preto, e o Pure Motion HD+, que faz com que a iluminação dos pixels seja duas vezes mais rápida, garantindo uma impressão de muita fluidez a elementos em movimento. A tela do 925, porém, não é FullHD. Em termos práticos, para um smartphone de 4.5 polegadas, não faz falta.


Performance e funcionalidades
O Windows Phone 8 tem a vantagem de ser leve e não exigir muito do hardware. Se com os 512MB de RAM do Lumia 520 ele funciona muito bem, no 925, que possui 1GB, o desempenho é ainda melhor. O dobro de memória faz com que a multitarefa seja mais eficiente. A troca entre aplicativos é mais rápida e eles demoram menos tempo para abrir. A navegação na internet também é favorecida.

Nos testes que realizamos com o aplicativo de benchmark PhoneMark, o 925 se saiu ligeiramente melhor que o 1020, inclusive. Com o 920, houve empate técnico. As diferenças existem, mas se trata do mesmo processador, ou seja: estas variações são apenas a oscilação da margem de erro do benchmark. Não publicamos testes com o Antutu porque, por algum motivo, tanto o 925 quanto o 920 não terminam de rodar o aplicativo.

Toda essa performance faz com o que o aparelho não surpreenda na autonomia. A carga da bateria de 2000mAh só dura dois dias se for pouco usada. Com uso moderado, toda noite será necessário recarregar o smartphone.

Sobre a existência de apps para a plataforma, cito o já dito na análise do 1020: “O papo de "o Windows Phone precisa de mais aplicativos" já não é mais uma total verdade. A loja de apps do sistema vem crescendo em um bom ritmo, e passou a incluir apps importantes como o Waze e o Instagram, recentemente. A situação agora é outra: muitos dos aplicativos ainda não estão no nível de qualidade mostrado em plataformas como o Android e o iOS.

Outro problema é que basta sair do "feijão com arroz" e procurar algum app mais excêntrico ou com uma função incomum para ver que a loja de aplicativos ainda tem espaço para evoluir. Ainda assim, a disponibilidade de aplicativos já não pesa tanto como um ponto negativo deste smartphone. Ao menos, não como aconteceu em análises mais antigas de Lumias que fizemos.”

Multimídia e fotos
Se no 920 a câmera já impressionou, principalmente em ambientes com baixa luminosidade, o 925 faz a mesma coisa. Afinal, as tecnologias (PureView, lentes Carl Zeiss, sensor de 8.7MP) são iguais as do antecessor. A única diferença é estética, e o tamanho da lente é maior. Isso gera imagens nítidas, com cores vibrantes e realistas. Não chega a superar os 41MP do 1020, mas não decepciona nenhum pouco.

Em um ponto, ele até bate o super potente smartphone da Nokia. Em uma situação onde foi usado o flash, o 1020 se perdeu no ajuste de branco, amarelando a imagem. Como mostra o comparativo abaixo.

Já sem o flash, o 1020 se sai melhor, claro. E o Lumia 925 bate o Galaxy S4. O Smartphone Android lavou demais a imagem ao deixá-la meio esbranquiçada.

Assim como no 920 (e no 1020), o 925 se perde em alguns momentos ao capturar e filmar no modo automático. As duas configurações afetadas são o foco e o balanço de branco - esta última, já mostrada no comparativo acima. Para corrigir, é necessário fazer esses ajustes manualmente através do aplicativo Nokia Camera. Fora essas situações, que ocorrem, na sua maioria, em ambientes com iluminação deficiente, a função automática faz todos ajustes muito bem.

Conclusão
Com o preço exagerado do 1020, o 925 é o melhor smartphone top de linha da Nokia e é possível encontrá-lo na faixa dos R$1.200,00. A diferença chega a até R$1.000,00 entre os dois modelos. E esse valor você paga a mais apenas pela câmera, porque as demais especificações são iguais. Mesmo assim, as fotos e vídeos do 925 não desapontam nenhum pouco, muito pelo contrário. A câmera surpreende em ambientes com baixa luminosidade e a resolução é suficiente para substituir muita point-and-shoot por aí. O flash também é muito bom.


Com o preço exagerado do 1020, o 925 é o melhor smartphone top de linha da Nokia

O design tá longe de ser o mais bonito da linha lumia - principalmente o da cor que analisamos. O metal pode ter sido fundamental para a redução do peso, mas ficou um pouco frágil, com maiores chances de aparecer a marca daquela batidinha e ajuda na condução do calor quando o aparelho esquenta. Não sei vocês, mas acabo preferindo o corpo único de policarbonato do 920.

Na performance, ele não desaponta e faz as transições entre aplicativos rapidamente, além de rodar o sistema e jogos com fluidez. A bateria dura um dia com uso moderado, sendo necessário carregar todo dia à noite. E os aplicativos não sofrem pela falta, mas pela qualidade, ainda em um patamar diferente do presente em sistemas como o iOS e o Android.


PRÓS
Leve e fino
Tem boa performance
Câmera de qualidade
CONTRA
Alumínio do design é mais frágil que o policarbonato
  • Redator: José Hüntemann

    José Hüntemann

    Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, é fascinado por inovações tecnológicas. Gosta de internet, redes sociais, mobiles e futuro dos vestíveis. Mas o que mais lhe impressiona é a tecnologia que busca melhorar a vida das pessoas e não serve apenas como mero acessório. Nos games, é um zero à esquerda, mas está no pódio no campeonato de Just Dance da redação.