ANÁLISE: Knack

ANÁLISE: Knack

Exclusivo para o PS4, Knack é um dos títulos de lançamento e que, por isso, devia servir como argumento de compra para o console. Acompanhe nossa anÁlise para saber se o game cumpre sua ambiciosa missão, ou se estÁ fadado a ser um dos esquecidos títulos de início de geração.

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História e Jogabilidade

Knack é um jogo simples e leve, de história descomplicada e jogabilidade mais fÁcil ainda. Com um enredo que parece extraído de um filme da Disney, Knack se passa num mundo colorido onde a humanidade aprendeu a controlar o poder de pedras especiais para alimentar sua demanda por energia. Essas pedras são chamadas "Relíquias" (o que é estranho, jÁ que elas são tão abundantes) e a partir delas um cientista conseguiu criar uma forma de vida consciente, a quem deu o nome de Knack, personagem principal do jogo. Controlando Knack, você vai enfrentar Goblins e a ambição de um mega industrial chamado Vicktor, especialista em robótica e inescrupuloso (que é a cara do Tony Stark).

A jogabilidade é simples até demais. Um botão de pular e um de atacar, além de ser possível usar o analógico direito para esquiva e o círculo para ativar um poder do cristal. O jogador tem três poderes de cristal diferentes que ele gasta conforme usa, mas podem ser preenchidos ao se quebrar cristais amarelos pelo cenÁrio. É só isso. Não deixa de ser divertido e funciona bem, mas a longo prazo enjoa e, num dos primeiros títulos da oitava geração, era esperado mais inovações. Muito mais.

  

GrÁficos e Som

Os grÁficos de Knack são bastante bonitos e bem desenhados, mas o estilo "cartunizado" não permite um impacto muito grande nessa parte. HÁ ainda alguns problemas de colisão, só que os efeitos de partículas estão excelentes, sendo que ganharam especial cuidado jÁ que o personagem principal é feito de vÁrios pequenos elementos. Os efeitos de luz também estão ótimos e o design dos cenÁrios é satisfatório. 

O som ficou bastante bom. Aproveitando a capacidade do Dualshock 4 de emitir efeitos sonoros também, ficou um ótimo balanço entre o som que sai da TV e o que sai de seu controle. A trilha sonora estÁ ok, mas o destaque vai mesmo para a dublagem, em português brasileiro e bastante bem-feita (ficou melhor do que em Assassin's Creed IV).  

Conclusão

Knack não é um game ruim. Na verdade, é um plataforma bastante divertido. Mas, como título de lançamento de uma nova geração, como exclusivo que deveria servir para atrair os jogadores para sua plataforma, ele deixa muito a desejar.

Sem grandes inovações no gameplay ou mesmo nos grÁficos, o jogo estÁ fadado a ficar pra trÁs com o tempo, permanecendo apenas na memória dos entusiastas do gênero e de quem foi cativado pelo seu estilo leve "desenhinho Disney". 

PRÓS
CONTRA
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.