ANÁLISE: Hotline Miami

ANÁLISE: Hotline Miami

Hotline Miami é um jogo indie ultra violento que, por baixo de todo o quebra-quebra, todo o sangue e todas as mÁscaras de animais, traz uma história intrigante e uma jogabilidade que mescla estratégia com ação e reflexos rÁpidos. Leia a nossa anÁlise para descobrir o que achamos do game!

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História


É difícil falar da história em Hotline Miami sem comprometer a experiência do jogo. Uma breve sinopse seria dizer que seu personagem recebe telefonemas misteriosos com endereços diversos, para os quais ele dirige e assassina brutalmente (bru-tal-men-te) todos os indivíduos que encontra no lugar. Cada novo endereço é uma nova missão e um novo passo no caminho para o jogador descobrir o que estÁ se passando no game e o que ele procura. Dizer qualquer coisa além disso poderia ser considerado spoilers.

Jogabilidade

A versão jogada para a anÁlise foi a do PS3, o que negativou um pouco a jogabilidade do game. Hotline Miami foi certamente imaginado para ser jogado com o mouse e o port para o controle ficou desajeitado e deixou a desejar. Mas nada que impossibilite o gameplay e, com uns minutos de adaptação, o jogo segue suavemente.

Existe uma infinidade de armas que podem ser usadas no game, que vão de pistolas a espingardas de diferentes tipos. Também podem ser usados quase quaisquer objetos como armas para combate corpo a corpo, como canos, garrafas e até espadas samurai! Sua pontuação no jogo libera novas armas e, apesar da maioria ter o mesmo efeito no fim das contas, algumas contam com execuções diferenciadas e impressionantes.

Além das armas, conforme se joga, liberam-se as famosas mÁscaras de animais, característica mais marcante do jogo. Em Hotline Miami, nenhum personagem tem nome, mas as mÁscaras têm. E cada mÁscara dÁ uma habilidade extra, como socos mais poderosos ou mira mais precisa. Basta escolher a que melhor se encaixa no seu modo de jogo ou qual você considera mais badass.

  

A inteligência artificial do jogo não é grande coisa, e os inimigos vão contar mais com seu grande número e velocidade para te matar. Reflexos rÁpidos são importantíssimos, mas uma boa tÁtica também é indispensÁvel. Com seu personagem morrendo em apenas um golpe, o jogo é bem mais difícil do que a média que tem sido lançada hoje em dia, e isso é muitíssimo bem vindo. Dicas como "imprudências são recompensadas" e "não tenha medo de morrer" te preparam para jogar com o pé no acelerador...

GrÁficos e Som

Pixelizados, vistos por cima e com personagens repetidos inúmeras vezes. Esse não são os ideais quando se imagina um bom jogo, mas o nicho de games indie é um pouco mais... "permissivo". E isso casa perfeitamente com a premissa em Hotline Miami. Apesar da simplicidade, os cenÁrios são muitíssimo bem construídos e as animações ótimas. Mesmo com a perspectiva do jogo e a pixelização dÁ pra ver muito bem o que seu personagem estÁ fazendo quando você executa seus inimigos. E não é nada bonito...

JÁ a trilha sonora ganha um destaque à parte. As músicas originais têm uma vibe fins de anos 80, uma "modernidade retrô" e alternam com perfeição entre momentos agitados para seus tiroteios e batidas mais distópicas nas partes de maior reflexão do jogo. O resultado final é muito original, e único.

Conclusão

Hotline Miami tem duas camadas diferentes, mas igualmente satisfatórias. A primeira é um jogo de tiro e porrada, com ação frenética e grÁficos bem originais. Uma dificuldade elevada e relativa liberdade de como passar as fases saciam os reflexos gamer mais bÁsicos.

A segunda, mais profunda, é a história, uma mensagem. O jogo quer dizer algo ao jogador, mas ele tem que estar disposto a ouvir. E depois, ao ver os créditos rolarem, resta saber se você vai ter coragem de responder a pergunta que lhe foi proposta por um homem com cabeça de galo: "Você gosta de machucar outras pessoas?"


PRÓS
Trilha sonora perfeita
Dificuldade elevada
Diversidade de armas e mÁscaras
Questionamentos interessantes na história
CONTRA
Jogabilidade prejudicada no controle
História demora pra se desenvolver, depois é tudo muito rÁpido
Relativamente curto
  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.